sábado, 20 de julho de 2013

Fundamento e Função da Igreja

“Também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja .” Mateus 16.18


 Poucos textos da Bíblia são tão incompreendidos quanto Mateus 16. 18-19. Nesses dias de renúncia e eleição de papa, alguns vão usar esses versos para afirmar que Pedro foi o primeiro papa.  Pedro foi papa?  Qual é, afinal, o fundamento da Igreja?  Até o bom senso garante que a Igreja não foi fundada sobre Pedro, cujo caráter revelou-se fraco, inconstante, infiel e de pouca firmeza.  Por que Cristo confiaria a Igreja a um homem com tantos defeitos?  O que seria da Igreja com um líder tão em falta?
Se Pedro não fundou a Igreja, o que significam estas palavras: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.  Como se sabe, Pedro foi conhecido por três nomes: Simão (hebraico) Cefas (aramaico) e Pedro (grego). Em grego, Pedro (petros) quer dizer pedrinha, fragmento. Mas não foi sobre a pedrinha que a Igreja foi edificada.  Foi sobre a pedra (petra, em grego), que é Cristo.  O apóstolo Pedro deixou isso claro em At 4.11: Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores... Paulo também declarou: Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo (I Co 3.11).
As palavras de Cristo registradas em Mt 16.18 mostram que até ali a Igreja não existia, embora já houvesse crentes.  Ela só começaria no dia de Pentecostes, com a chegada do Espírito Santo. Ainda hoje o carpinteiro está edificando a sua Igreja.  É oportuna a lembrança de que a Igreja pertence a Cristo.  Não é do pastor.  Não é da liderança.  Não pertence aos crentes.  É de Cristo.  “Minha Igreja”. 
Enquanto falava do começo, Cristo também previu o futuro glorioso de sua Igreja.  “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.  Essas palavras asseguram vitória sobre os poderes do inferno e das trevas.  Como se sabe, as cidades antigas eram cercadas por muros altos, que garantiam a proteção de seus moradores.  Todos entravam e saiam pela única porta, geralmente alta, forte e resistente.  Quando um exército pretendia dominar certa cidade, se esforçava para quebrar, derrubar ou queimar as portas.  Quando a porta resistia, a segurança e proteção estavam garantidas.  Como exército de Deus, a Igreja militante deve atacar as portas do inferno, entrar nas cidades dominadas pelo inimigo e resgatar pessoas cativas.  Para cumprir tal missão, o Senhor promete poder, diante do qual o inimigo não resiste.
Cristo ainda falou da autoridade de ligar e desligar.  A Igreja tem poder de salvar ou fazer perecer?  Se a Igreja ligar ou desligar alguém, o céu está obrigado a obedecer tal comando?  Não se deve pensar assim, porque Cristo é o único Salvador (At 4.12).  Ainda que não tenha o poder de salvar, tem autoridade de ligar e desligar no sentido de apresentar o Salvador e a salvação, diante dos quais os homens são ligados ou desligados com Deus.  A chave é a pregação. Aliás, Deus deu as chaves do reino dos céus para Pedro, não no sentido dele  salvar alguém, mas como as chaves abrem portas,  Pedro teve o privilégio de abrir a porta da pregação evangélica aos judeus, aos samaritanos e aos primeiros gentios. Este é o fundamento e a função da Igreja.

Pr.A. Paulo.

O que existe de especial no domingo?

“E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou...”Gênesis 2.3a



Nos dias de hoje parece até antiquado considerar o domingo como um dia diferente. Muitas empresas trabalham em turnos de 7 dias, tanto na indústria como no comércio. Os shoppings centers funcionam de domingo, os eventos esportivos são feitos na maioria das vezes no domingo, deixando em aberto certo questionamento se o domingo é realmente um dia especial ou se parece ser um dia qualquer da semana.
Esse padrão criado por Deus de criar a semana em 7 dias foi planejado antes do Pecado ter adentrado ao mundo pela desobediência de Adão e Eva. Tem muito a ver com o ciclo da Lua e com fenômenos naturais, realmente os 7 dias foi uma escolha de sabedoria divina para o homem basear seu tempo. Nesses 7 dias, conforme lemos em Gn 2.3 - Deus santificou, quer dizer, separou o 7º dia como dia de descanso e começa dai o fato de termos um dia diferente, especial dentre os outros 6 dias, lembrando que foi registrado como Mandamento justamente porque o homem após a Queda já não se inclinava naturalmente à vontade de Deus.
Razões e finalidades de se guardar o Dia do Senhor tornando-o um dia especial:
1) Descanso - Ex 23.12 - todos deviam descansar: os senhores, os animais e os empregados.
2) Lembrar do Criador - Em Ex 31.17 -e Dt 5.15 mostram que o sábado seria um sinal para sempre que Deus era o Criador e o Redentor de Seu povo.
3) Dia de Adoração - Nm 28.9-10 - devemos adorar a Deus todos os dias, orando, lendo a Bíblia, Evangelizando e testemunhando uma vida de retidão e no Domingo, quando nos reunimos com o povo de Deus, fazemos tudo isso de forma mais intensa, como um clímax da adoração a Deus na prestação do Culto a Ele que único Digno de Honra e Adoração.
4) Esperança - Céu Hb 4.9 - Existe uma confusão que guardar o domingo é mandamento antigo encerrado pela Graça mas isso está equivocado, visto que para o povo de Deus, todos os momentos de culto são vistos como um privilégio e não um peso, pois se verdadeiramente amamos a Deus e desejamos estar com Ele para todo o sempre é bom nos acostumarmos que a eternidade para o crente não é apenas fugir do inferno, do sofrimento eterno, mas sim se deleitar em adorar o Senhor dos Exércitos para todo o sempre! Assim o culto é um treino para a vida eterna!
Que sejamos mais zelosos com o dia do Senhor!

Presb. Ronaldo L.Cunha - adaptado 

A Onipresença de Deus

“Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também.”
Salmo 139.8


A Bíblia não procura comprovar que Deus existe.  Em  vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus.  Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus, outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.  Um dos atributos exclusivos de Deus é que Ele é onipresente.  Isto significa que Ele está presente em todos os lugares a um só tempo.  No Salmo 139, versos 7 a 12, aprendemos algumas lições preciosas sobre a onipresença de Deus:
1. Não há como fugir da presença de Deus (v.7) – o profeta Jonas tentou fugir da presença de Deus, pois não queria obedecê-lo.  Não que não se importasse com a vontade de Deus; é que ele não queria que os ninivitas fossem salvos.  Eles eram uma ameaça a segurança de seu povo. Mas seu plano não deu certo.  Deus fez o mar se agitar, enviou um grande peixe, e Jonas clamou no ventre do grande peixe, na profundeza do mar (Jonas 2.1-3).  Não foi porque ele gritou muito alto que Deus o ouviu, mas porque Deus estava lá, com ele! (Jn 2. 4, 7 e 10). 
2. A providência de Deus (cuidado) nos alcança onde quer que estivermos (v.10) – José, o filho preferido de Jacó, era odiado pelos irmãos.  Um dia, quando estavam distantes de casa, longe das vistas do pai, resolveram se livrar dele para sempre. Depois de desistirem da ideia de mata-lo, resolveram vende-lo para mercadores que iam para o Egito.  Então levaram a túnica dele para Jacó, embebida em sangue de bode, fazendo seu pai pensar que ele havia sido morto. Lá no Egito, José é vendido como escrevo a um oficial do faraó, o qual, ao observar que Deus prosperava o que José fazia, colocou como administrador de toda a sua casa. Por causa da mentira da mulher de Potifar, José vai para a prisão. Ali também ele se destaca, e tem a oportunidade de interpretar o sonho do copeiro e do padeiro do rei. Por fim, ele é levado para interpretar o sonho de faraó, e, então é colocado como administrador de toda a terra do Egito, salvando assim muita gente de morrer de fome (Gn 50.20).  Em tudo isto, Deus estava com José, e Sua destra o sustentou!
3. Deus observa tudo que fazemos (v. 11 e 12) – A tendência do ser humano é de esconder as coisas feias e erradas que fazemos.  Por isso, a maioria dos crimes acontece à noite.  Porém, mesmo no escuro, Deus está te vendo.  Não podemos nos ocultar de Seus olhos. Adão e Eva comeram o fruto escondidos e depois, quiseram se esconder de Deus (Gn 3.10). Mas Deus também vê as coisas boas que fazemos, mesmo que ninguém veja (Hb 6.10).
Rev. Jonas M. Cunha 

sábado, 2 de março de 2013

“Jehovah-Jireh”


“Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” Gênesis 22.8

                A expressão “Deus proverá” (Jehovah-Jireh) foi usada pela primeira vez por Abraão, quando caminhava junto com Isaque, seu filho, para sacrificá-lo sobre o altar ao SENHOR. Também é usada como nome de Deus.
 No original, “Prover” (proverá), é um sentido secundário do verbo simples “ver”. No Dicionário de Português (Aurélio), prover significa: tomar providencia a cerca de, ordenar, dispor, providenciar; fornecer, abastecer, munir; acudir, atender. O mesmo dicionário define “providência” como: a suprema sabedoria com que Deus conduz todas as coisas.
 Desta forma, Deus é apresentado, em Sua Palavra, como aquele que supre o Seu povo, ou para o Seu povo, o necessário, com poder, amor e sabedoria, de acordo com Seu plano.
 Podemos observar a plena confiança de Abraão na passagem de Gênesis 22.1-19.  No v. 5 ele afirma a sua convicção de que ele e Isaque, de fato, voltariam. Sua fé se fundamentava sobre a promessa de Deus (21.12). O v.8 é profético, tanto na experiência de Abraão, como concernente à 1ª vinda de Cristo e Sua morte sacrificial por nós (cf. Jo 1.29 e Rm 5.8). E no v.12 há um admirável paralelo entre o acontecimento aqui descrito e o oferecimento de Cristo por nós: 1) ambos, Isaque e Cristo, foram obedientes até à morte; 2) Abraão e Deus não pouparam o próprio filho (Rm 8.32); 3) tanto Isaque como Cristo, eram o próprio sacrifício; 4) Isaque e Jesus foram restaurados.
 Em contrapartida, o povo que saiu do Egito demonstrou sincera incredulidade, não confiando que Deus, que tinha feito grandes maravilhas no Egito, e os tinha livrado da escravidão, pudesse sustenta-los no deserto. Êxodo, cap. 16, ver versos 3, 12 e 35.
 O Deus que provê é simbolizado também em outros acontecimentos bíblicos: a) na vida de José, que fez provisão para o Egito, sua família e outros povos – Gn 41; b) no milagre realizado por Eliseu aumentando o azeite da viúva – 2 Rs 4.1-7; c) na multiplicação dos pães por Jesus, o “Pão da vida” – Jo 6.1-14 e 30-35.
 Junte-se a Abraão, numa completa confiança em Deus, deixando os pormenores da resposta, o método, com Ele. Confie em Deus como “aquele que provê” para sua vida!
Rev. Jonas Morais Cunha

“O Deus Criador”


“Tema ao SENHOR toda a terra..., Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmo 33.8,9



“Platão se convenceu da existência de um Deus, quando viu que nada no mundo poderia fazer uma mosca.”
 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1.1). O 1º livro da Bíblia, Gênesis, trata do começo ou princípio do universo, dos seres humanos, do pecado, da salvação, do povo de Deus.
 A majestosa linguagem da sentença inicial do livro indica o lugar que a Bíblia dá a Deus do princípio ao fim.  A revelação põe Deus no centro, e seu capítulo primeiro não apresenta tanto uma doutrina sobre a criação, mas antes, a doutrina do Criador.
 O “Credo dos Apóstolos” consiste em uma declaração resumida dos ensinos dos apóstolos de Cristo. Há evidências de que ele foi usado nas igrejas, a partir dos anos 120 depois da morte de Cristo. Ele é uma viva e vibrante profissão das verdades essenciais cridas por todos os cristãos ao longo dos séculos. O credo começa com as palavras: “Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, criador do céu e da terra”...
 Dizer que Deus é “criador do céu e da terra” equivale a dizer que Ele é o criador de tudo o que existe.  Em segundo lugar, dizer que Ele é “criador do céu e da terra” equivale a dizer que Ele tem grande poder.  Ele não só criou a mosca, mas a terra, o sol, nossa galáxia, e todo o universo. Portanto, se Ele é o criador de tudo e tem poder para fazer o universo, então, Ele é Deus.
 A forma mais simples de expressar ou definir Deus é referir-se a Ele como criador.  Como diz certo autor: “criar é próprio de um Deus” (At 17.24).
 A Confissão de Fé de Westminster, que é um resumo das doutrinas bíblicas, no cap. IV, 1, diz: “Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para manifestação da glória de seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis quer as invisíveis”. Rm 1.20; Jr 10.12; Sl 33.5 e 6.
 O fato de Deus criar é um poderoso suporte da fé.  Ele, que fez todas as coisas com uma palavra, o que não poderá fazer? (Hb11.3). Está o teu coração pesado? Está Ele sujo? Temeroso? Ele pode aliviar, limpar e trazer paz.  Confie no Deus criador!
Rev. Jonas Morais Cunha

“O Povo Que Conhece o Seu Deus”


“Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo .” Daniel 11.32 b



“A ignorância sobre Deus tem muito a ver com a fraqueza da igreja hoje!” A mente do cristão adaptou-se ao espírito moderno, de um Deus distante, e sua mente vem sendo confundida pelo pós-modernismo.
Daniel foi o profeta estadista hebreu na Babilônia, praticamente durante o período do cativeiro.  O livro de Daniel nos primeiros seis capítulos trata da história de Daniel e seus amigos na corte babilônica, enquanto que os seis últimos capítulos registram as 4 visões de acontecimentos futuros que Daniel teve na sua velhice.
 A mensagem central é que Deus, o Deus de Israel, é rei soberano do mundo, em todas as eras e em todos os lugares.  Para seu povo isto, então, significa que lealdade total a Ele. Em suas visões, Daniel fala acerca de eventos dos seus dias, passando por quatro impérios mundiais, chegando à época de Cristo e até ao tempo do fim.
 O cap. 11,apresenta um registro detalhado da luta que ocorreu nos períodos presa e grego, uns 200 anos que existisse o império grego, e perto de 400 anos antes que os “reis do norte” (Síria) e os “reis do sul” (Egito).
 Os versos 21 a 35, falam de “um homem vil”  - identificado com Antíoco Epifânio. Ele atacou Jerusalém, quando regressava do Egito, matando 80 mil, capturando 40 mil e vendendo outros tantos como escravos.  Mais à frente, invadiu outra vez o Egito, mas teve de retirar-se, por causa da esquadra romana.  Desabafou sua ira em Jerusalém e, furioso, profanou o templo, ajudado por judeus apóstatas.  É neste momento que surgem os corajosos da resistência.
 Vejamos então, resumidamente, os efeitos que o conhecimento de Deus produz (v.32):
1. Força em Deus – veja a bravura de Daniel e seus amigos, sensíveis às situações em que a verdade e a honra de Deus estão em jogo – oração.
2. Têm grandes idéias de Deus – a verdade central que permeia o livro, em várias fases da vida de Daniel é que “o altíssimo tem o domínio”.
3. São ousados por Deus – eles não eram ingênuos, antes tinham calculado o preço e considerado o perigo – Dn 3.16-18.
4. Têm grande alegria nEle – não existe paz comparável à daqueles cuja mente está possuída pela plena certeza de que conhecem a Deus e que Deus os conhecem – Rm 5.1; 8.1 e 35.
Rev. Jonas Morais Cunha

“É Possível um crente viver sem oração?”


“Orai sem Cessar.” 1 Tessalonicenses 5:17

A oração é o oxigênio da alma, o alimento do coração, o canal de comunicação com Deus. Os patriarcas e profetas oraram. Os apóstolos e pais da igreja oraram. Os mártires e reformadores oraram. Os missionários e avivalistas oraram. Os crentes fiéis, de todos os tempos e de todos os lugares oraram.

                Orar é deleitar-se em Deus. É buscar o abençoador mais do que suas bênçãos. Orar é conectar o altar com o trono. É depositar aos pés do Deus Todo-poderoso nossas ansiedades, sabendo que ele tem cuidado de nós. É clamar ao Pai, em nome do Filho, no poder do Espírito Santo, sabendo que o nosso Deus é o galardoar dos que o buscam.
                
Rev. Hernandes Dias Lopes.

                Aproveite as oportunidade que você tem de orar, seja individualmente, seja com outras pessoas. Só fará bem!
                Você conhece as oportunidades que você tem em nossa igreja?
1. Todas as 3ªs feiras, às 7 horas da manhã no salão social - a SAF mantém uma reunião de oração semanal, mas todos podem participar.
2. Todas as 5ªs feiras, às 20 horas no templo – geralmente é o pastor que dirige. Temos estudo bíblico e oração em pequenos grupos.
3. Todo 1º domingo de cada mês, às 8 horas no salão social – a Comissão de Evangelização e Missões mantém esta reunião de oração mensal, com a finalidade de orar pelos missionários e projetos apoiados por nossa igreja e pelos nossos trabalhos de evangelização e pessoas que queremos ver convertidas.
4. Grupo “Hora da Oração” no Facebook, onde são compartilhados pedidos de oração e motivos de agradecimento pelas respostas recebidas. Você pode receber os motivos para orar, ou enviar os seus.
5. “S.O.S. Oração” – você liga para a D. Raquel e ela aciona uma corrente.
O que está impedindo você de orar.
Rev. Jonas Morais Cunha

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

“CONHECENDO A DEUS”


“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR...” Oséias 6.3a


                Início de ano é tempo de fazer planos, traçar metas, e colocar alvos para direcionar nosso esforço para a caminhada que começa.
                Pensando nas muitas possibilidades, analisando o ano que se passou, e considerando o que Deus tem falado ao meu coração nestes dias, quero propor para o ano de 2013 o seguinte tema para a igreja, para nortear a nossa caminhada: “Conhecendo a Deus”.
                Justificando rapidamente este tema: Por que “conhecendo a Deus”?
                Primeiramente, porque este é o propósito mais básico que qualquer outro para a vida do ser do ser humano, especialmente para a vida do cristão.  Assim, achamos sentido para nossa vida e em tudo o que acontece na história e no universo.
                Segundo, só assim podemos continuar na caminhada da vida cristã neste mundo, sem perder o foco, sem se desviar do alvo, sem sucumbir às tentações.  Conhecer a Deus é o principal propósito de vir a igreja, de estudar a bíblia e de cultuar, além de ser o fundamento da vida cristã.
                E, em terceiro lugar, só quando conhecemos a Deus é possível viver de modo a agradá-lo, produzindo frutos e fazendo diferença onde Ele nos colocar.
                Em síntese,conhecer a Deus é a principal atividade da nossa vida. E para conhecê-lO é necessário viver perto dEle, junto com Ele, cada dia, o que implica não só que nós o conheceremos, mas também em que seremos conhecidos por Ele.
                Grande sinais, milagres e coisas extraordinárias não são provas de um autêntico conhecimento de Deus. “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci...” (Mt 7.22,23).
                Você está disposto(a) a seguir nesta caminhada? Certamente exigirá algum esforço de nossa parte, mas, sem dúvida alguma, valerá a pena! O que deu sentido e impulsionou a vida de grandes homens e mulheres foi justamente isto!
 Rev. Jonas Morais Cunha

Já Pensou Dar de Cara Com Ele?


“... para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.” Atos 17.27


            É Sempre chocante encontrar vida quando pensamos estar sós. “Venha ver!”, gritamos, “está vivo”. É exatamente nesse ponto que muitos recuam – eu teria feito o mesmo se pudesse – e deixam de buscar o cristianismo.

Acreditar em um “Deus impessoal” – tudo bem. Em um Deus subjetivo, fonte de toda a beleza, verdade e bondade, que vive na mente das pessoas – melhor ainda. Em alguma energia gerada pela interação entre as pessoas, em algum poder avassalador que podemos deixar fluir – o ideal.

Mas sentir o próprio Deus, vivo, puxando do outro lado da corda, aproximando-se em uma velocidade infinita, o caçador, rei, marido – é outra coisa.

Há um momento em que as crianças que estão brincando de polícia e ladrão, de repente, ficam quietas e uma sussurra no ouvido da outra: “Você ouviu aqueles passos no corredor?”

Chega uma hora em que as pessoas que ficam brincando com a religião (“a famosa busca do homem por Deus”), de repente, voltam atrás: “Já pensou se nós o encontrássemos mesmo? Não é essa a nossa intenção! E, o pior de tudo, já pensou se ele nos achasse?”

 Rev. Jonas Morais Cunha - Extraído de “Um Ano Com C.S. Lewis”

O Natal é Tempo de Alegria


“Eis que vos trago boa nova de grande alegria...”
Lucas 2.10

           Muitas pessoas ficam tristes e deprimidas no natal.  Outras sentem-se solitárias. Para outras o natal é só correria e comércio.  Mas natal é mais que isto. Natal significa “nascimento”, é quando comemoramos o nascimento de Jesus.
           O aparecimento de um anjo era motivo para ficar com medo. A primeira menção na Bíblia está em Gênesis 3.24, quando Deus o enviou com uma espada de fogo, após a expulsão de Adão e Eva do paraíso, para que eles não voltassem.  Outros textos: Gênesis 19. 1 e 13, Êxodo 12.23; Juízes 6.22; 2 Samuel 24.16; Daniel 3.23-27; Lucas 1.11-13; Lucas 1.26-30.
O Natal é tempo de alegria, porque o anjo veio trazer uma boa notícia – v. 10. Em meio a tantas notícias ruins no rádio, televisão, jornais, etc., a notícia do nascimento de Jesus traz alegria e esperança, em vez de medo e insegurança. A oba notícia de que Deus cumpriu Sua promessa de enviar um salvador.  Ele nasceu para nos libertar da escravidão do pecado, pois todos somos pecadores – Romanos 3.23.
O Natal é tempo de alegria, porque Jesus é o Senhor – v.11.  Ele é rei e soberano. É o Emanuel – Hebreus 1.2-4.  Entregando nossas vida a Ele, submetendo-nos as suas ordens, obedecendo-o em tudo, encontraremos verdadeira felicidade. Um dia todos vão confessar que Jesus Cristo é o Senhor – Filipenses 2.5-11.  A quem você está servindo? Jesus deve ser o Senhor da sua vida.
ONatal é tempo de alegria, porque Jesus veio nos trazer paz – v. 14. Como alcançar paz neste mundo? Como ter paz em nossos corações?  Não é matando as pessoas que julgamos serem más. Nem tendo muito dinheiro no banco. Nós não a conquistamos por nosso esforço próprio, mas ela nos édada de graça por Deus.  Jesus disse certa vez: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo...” João 14.27. A paz de Jesus é diferente da paz do mundo.  É a paz real, que não depende das circunstâncias ao nosso redor. Ela significa reconciliação com Deus (Romanos 5.1). Ele veio nos trazer paz por sua morte em nosso lugar – Isaías 53.5.
 Para que você possa ter a alegria do natal, precisar aceitar a Cristo e recebe-lo como seu salvador e senhor, em seu coração.
Jesus é o presente de Deus para nós. Você vai aceita-lo ou rejeitá-lo?
Rev. Jonas Morais Cunha

O Principe da Paz


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro...” Isaías 9. 6a


Esse texto de Isaías é largamente conhecido, e mesmo muitos que se quer frequentam igrejas provavelmente já ouviram essas palavras no oratório “O Messias” de Haendel.  Mas o que vem ser o Príncipe da Paz? E para que Ele vem?

Sabemos que Jesus Cristo é esse Principe da Paz e o detentor dos outros títulos citados no v. 6.  Primeiramente, Ele veio promover a Paz entre Deus e a humanidade caída, que vive nas trevas (no entendimento Obscurecido) do pecado.  No v.1 do cap. 9, há uma menção de especial atenção aos desprezados e humildes da sociedade; aliás, geralmente são estes os primeiros a receber com alegria a mensagem de Deus.

Jesus veio quebrar o jugo do pecado, que escraviza o ser humano e o separa de Deus (9.4).  O pecado nos oprime e nos faz procurar o nosso próprio mal.  Mas Jesus quebrou esse poder do pecado, tornando possível  um vida na qual podemos buscar fazer a vontade de Deus, que é “perfeita, santa e agradável”.

Porém, devemos ter em mente também que a paz final só será possível com a segunda vinda de Jesus, quando o Seu trono e o seu Reino serão definitivamente estabelecidos.  Até esse gloriosos dia, cada pessoa que crê no Senhor Jesus deve promover a paz – em casa, no trabalho, na escola -, pois isso também é anunciar o Senhor Jesus, vivendo como filhos de Deus (cf. Mateus 5.9).
 Liliana Yuriko G. Watanabe - Cada dia com Deus – Meditações Holiness

Alicerces para a Fidelidade do Cristão


“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”
2 Timóteo 3.15

O apóstolo Paulo ao escrever a Timóteo, seu filho na fé e discípulo, é grato a Deus por tudo que tem acontecido em sua vida e ministério.  Chegando ao capítulo três, Paulo alerta dos perigos que acontecerão nos últimos dias, falando sobre os homens maus que surgirão, principalmente trazendo ensinos errôneos e heresias, tentando desencaminhar os fiéis.  Os tempos serão difíceis, daí Paulo dizer a Timóteo, “tu, porém”, permanece firmado, com toda fidelidade.  Com esta fala procurava despertar nele a consciência do que pode ser a vida cristão solidificada – 2 Timóteo 3.14-16.
1. Permanecer na Palavra que tem aprendido desde a meninice – Pv 1.8-9; Pv 22.6; Sl 71.17; 2 Tm 1.5.
Apreciar o que aprendeu; consciente do perigo de falsos mestres. Ser sabedor de quem aprendeu, com referência os ensinos de sua avó Loide e de sua mãe Eunice. Lembrar-sedo que foi ensinado desde os seus primeiros dias, isto é, o que aprendeu desde criancinha. Crescer no verdadeiro caminho, arraigado nos ensinamentos de seus pais, pois se esperava dos pais judeus que ensinassem aos seus filhos a Lei desde os cinco anos de idade.
2. Firmado na Palavra divinamente inspirada – 2 Pe 1.21.
Palavra que foi dada não por vontade humana, mas, por vontade de Deus, sendo Ele a fonte e o autor final da mesma. Palavra que foi revelada aos profetas, soprada pelo Espírito Santo de Deus. Palavra conhecida na revelação escrita, que procede de Deus e veio até nós através dos homens santos que a escreveram. Palavra que é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.
3. Fidelidade à Palavra que transforma o homem – 2 Co 5.17.
Torna-se sábio, ciente do verdadeiro conhecimento que procede de Deus. Passa a entender que a verdadeira sabedoria é oferecida epla salvação em Jesus Cristo. Compreende que a Salvação é alcançada somente pela fé em Jesus Cristo. Percebe que a Palavra tem como tema central Jesus Cristo, no plano geral de Deus para a Sua criação.
4. Palavra que aperfeiçoa o homem num discípulo amadurecido – Ef 4.13.
O coração do homem é transformado, acontece uma mudança radical, agora ele é um novo homem. Passa a viver em novidade de vida, pois a Palavra vai sendo inculcada no seu coração produzindo nele a perfeição de Jesus Cristo. Torna-se um homem habilitado para toda boa obra, fazendo com que esses homem que foi impactado pela Palavra, a partir desse momento comece a produzir frutos que saltam para a vida eterna.
Rev. Shil Lang Wing - SBTB

Fortificando o Coração no Senhor


“Espera pelo SENHOR, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo SENHOR”. Salmo 27.14


É fácil ser forte quando tudo dá certo para você.  Mas, e quando as coisas dão erradas? Nossa tendência humana é de nos desanimar, entristecer, deprimir ou então nos revoltar contra Deus.
É bom quando se começa de baixo na vida e vai subindo.  Porém, quando ocorre o contrário, ficamos perplexos, desorientados.
Como enfrentar os momentos de crise, (que vêm sobre todos, e dos quais não estamos imunes)?
Aprendemos com a história de Jó algumas lições importantes:
1º) Ele fortificou o seu coração, mesmo em meio às perdas (bens materiais, servos e filhos) – Jó 1. 14-19.
Diante da triste situação Jó adorou ao Senhor e reconheceu a Sua soberania – “ o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1. 20-21).
2º) Ele fortificou o seu coração no Senhor, mesmo em meio aos problemas de saúde e à dor física – Jó 2.7-13
Apesar de sua esposa aconselhá-lo a amaldiçoar a Deus e morrer, Jó a repreendeu e disse: “temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.10).
3º) Ele fortificou o seu coração, mesmo diante dos comentários de seus amigos – Jó capítulo 4 ao 37.
Ele sofria não só com a dor física, mas também com a angústia psicológica. Após o desabafo de Jó (cap. 3), seus amigos começam a arranjar explicações  para a sua situação, começam a criticá-lo e julgá-lo, considerando que o que ocorria com Jó era castigo de Deus por seus pecados.
Todas aquela situação, sofrimento e dor, eram fortes o suficiente para abater e tirar a esperança de qualquer pessoa, fazendo-o sentir-se derrotado, fracassado, não amado por Deus.
Porém no capítulo 38.1 e 40.6, se lê: “Então, o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó...” E ao final, capítulo 42.1-6, Jó reconhece sua ignorância, mas reafirma sua fé em Deus.  Deus repreende aos amigos de Jó e Jó intercede por eles(42.7-9). Então, Deus restaura a sorte de seu servo (Jó 42.10-17), e lhe dá o dobro do que tinha antes (confira: Jó 1.1-5).
Estar apegado a Palavra de Deus e a Oração, foram o segredo da fortaleza de Jó.
Não perca a esperança, não se desespere, não se revolte.  Fortifique o seu coração no Senhor pela Palavra e oração, então poderemos ter a mesma atitude que o Salmista no Salmo 27.
Rev. Jonas M. Cunha - adaptado

A Presença Constante do Salvador


“...e eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”
Mateus 28.20
Jesus voltou ao céu, mas a igreja não ficou órfã. Jesus está presente na sua igreja e anda no meio dela. Está presente para sondá-la, exortá-la, corrigi-la, consolá-la.  Jesus jamais nos prometeu ausência de aflições, mas nos prometeu presença consoladora.  Mesmo sendo ovelhas de Cristo, desceremos aos vales da sombra da morte. Mas, tendo o divino pastor conosco, não precisamos temer. Passaremos pelos rios caudalosos, pelas ondas revoltas e pelas fornalhas ardentes, mas o Senhor está conosco. Ele jamais desampara aqueles que nele esperam.
 Sua promessa é fiel e sua palavra confiável: “eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos”.  Mesmo que as pessoas mais achegadas nos desamparem, com desampararam a Paulo na prisão, o Senhor nos assistirá e nos fortalecerá. Mesmo que nosso pai ou nossa mãe vierem a nos abandonar, mesmo assim, o Senhor nunca nos abandonará.  O redentor da igreja, seu cabeça e senhor, voltou ao Pai, mas enviou para a igreja o outro Consolador, o Espírito Santo.  Ele é o Deus em nós, intercedendo por nós ao Deus que está sobre nós.
Rev. Jonas Morais Cunha - Extraído de Cada Dia de Natal

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Ceia do Senhor


“Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, 
vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.”1Coríntios 11.26

             Durante a refeição no Cenáculo, Jesus tomou o pão e, partindo-o, deu-o aos discípulos, dizendo-lhes: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês: façam isto em memória de mim” (Lc 22.19). Após a refeição, tomou o cálice de vinho e o deu a eles, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (Lc 22.20).  Tais palavras e atos são plenos de significado, pois nos mostram a própria visão de Jesus em relação à sua morte. Três verdades se destacam.
 1ª) A centralidade de sua morte. Jesus estava dando instruções para o seu próprio culto memorial – eles deveriam comer o pão e beber o vinho “em sua memória”. Além do mais, o pão representaria não somente o corpo vivo de Jesus, como também o corpo dado em favor deles, enquanto o vinho representava o seu sangue derramado.  Em outras palavras, ambos os elementos apontavam para a morte de Jesus.  Era pela morte que ele desejava ser lembrado.
 2ª) O propósito da morte de Jesus.  Conforme Mateus, o cálice representava “meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados” (Mt 26.28). Esta é a declaração verdadeiramente maravilhosa de que, através do sangue de Jesus, derramado em sua morte, Deus estabeleceria uma nova aliança (Jr 31), cuja maior das promessas era o perdão dos pecados.
 3ª) Necessidade de nos apropriarmos de forma pessoal dos benefícios da morte de Jesus.  No drama do cenáculo os discípulos não eram apenas espectadores, mas participantes. Jesus não somente partiu o pão, mas deu-lhes para que o comessem.  Não somente derramou o vinho no cálice, como também o deu para que eles bebessem.  Da mesma forma, não bastou que Cristo morresse – temos de nos apossar das bênçãos de sua morte.  O ato de “comer o pão e beber o vinho” foi, e ainda é, uma parábola viva do receber a Cristo como nosso Salvador crucificado e de nos alimentarmos dele em nosso coração mediante a fé.
A Santa Ceia, conforme instituída por Jesus, não foi uma declaração sentimental do tipo “não me esqueçam”.  Antes, foi um drama com grande riqueza de significado espiritual.

John Stott – A Bíblia toda, o ano todo.

Guerra Contra a Carne


“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.”1Coríntios 15.57



            Uma das artimanhas do diabo para nos afastar de Deus é nos fazer pensar que somos tão maus, que não somos dignos de estar na Sua igreja. Ou então, que só depois que pararmos de cometer erros é que poderemos fazer parte de Seu povo.  Estes pensamentos têm afastado muitas pessoas de Deus, e feito muitos crentes viverem tristes e sentindo-se derrotados.
Em Romanos 7.7-25, fica claro a triste realidade da nossa condição.  Embora salvos em Cristo, lavados e remidos no sangue do Cordeiro, ainda possuímos uma natureza pecaminosa.  O pecado habita em nós – “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não porém, o efetuá-lo” (Rm 7.18). E no verso 21, do mesmo capítulo de Romanos, Paulo diz: “Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim”.
No verso 23 e 25, ele usa a “lei” como metáfora, para se referir a autoridade, compulsão e controle do pecado em nossa vida, como a lei da gravidade. E o pior é que ele está dentro de nós, e nos deparamos com ele, mesmo em nossos melhores momentos, e esta é uma luta sem trégua. Um “cabo de guerra” constante entre fazer a vontade de Deus e fazer a nossa vontade (da carne) – Rm 8.5.
Não podemos viver na ignorância espiritual.  É importante compreender esses fatos sobre a nossa velha natureza. A libertação e vitória não virão pela negação de que o mal existe em nossa própria natureza humana. Porém, por mais que exercitemos nossa força de vontade, falhamos.  Não há forças em nós para resistir e fazer a vontade de Deus.
Mas...”Graças a Deus por Jesus Cristo...” (v. 25). O apóstolo Paulo reconhecia que esta luta que temos, ele também tinha. As frustrações que sentimos, ele também experimentou. E no capítulo 8.1-11, ele vai dizer como nós podemos vencer esta guerra. 
1º) Temos de deixar Deus, através do Espírito Santo, vencer por nós, em vez de tentarmos vencer para Ele. Não há força em nós para resistir e fazer a vontade de Deus. “A lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8.1 e 2).
2º) Temos que andar com Jesus cada dia – falando com Ele (orando) e ouvindo Sua voz (Bíblia), confessando nossos pecados. Temos que tomar a decisão, pela fé, de andar no Espírito e não viver mais para agradar a si mesmo (Gl 5.17).
Para ter uma vida vitoriosa, precisamos deixar o Espírito controlar nossa vida (Gl 5.16)                         
Rev. Jonas M. Cunha

A Lição de Mical


“Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: 
Que bela figura fez o rei de Israel...”. 2Samuel 6.20


Há uma tendência humana, desde a queda de Adão e Eva, de querer justificar atos pecaminosos, como não sendo praticados por culpa própria, mas como uma consequência natural dos atos dos outros. “Se ele não tivesse feito aquilo, eu não teria feito o que fiz!”.  Muitos creem que isto isente a pessoa da responsabilidade de seus atos.
As pessoas que são tementes a Deus devem ter uma atitude diferente.  Jamais devem justificar a prática do pecado ou minimizar sua gravidade.
O texto nos conta que após conseguir trazer a arca da aliança para Jerusalém, Davi, numa incontida expressão de alegria, dançava com rodas as suas forças diante de Deus, despojando-se de suas vestes reais, usando em seu lugar uma estola sacerdotal (2 Samuel 6. 12-22).
Mical, sua esposa, o acusou de falta de pudor e falta de senso de sua posição real, mas, ao fazê-lo, ela revelou seus baixos sentimentos e disposições encobertos. Ela não pode perceber o pecado grave que escondia em seu próprio coração, colocando-se como um juiz a condenar Davi.
Davi não estava usando vestes indecorosas, mas as mesmas vestes de linho que os sacerdotes do Senhor, que estavam sacrificando bois e carneiros, enquanto a arca de Jerusalém era reconduzida a Jerusalém. A referência de Mical aos sacerdotes como vadios, mostra bem o desprezo que ela sentia não somente por eles, mas também pelo ofício que ministravam e pelo Deus a quem serviam.
Além do orgulho de sua posição real, e o ciúme, por Davi estar ocupando a posição que era de seu pai, diferentes passagens revelam outras motivações negativas: talvez estivesse amargurada por Davi não ter procurado reavê-la, após ela livra-lo das mãos de Saul, e acabou sendo entregue como esposa a outro homem (1 Sm 18.20,21; 1 Sm 19.10-17; e 1 Sm 25.44); além disso, durante seu tempo de fuga ele tomou outras duas mulheres - Abigail e Ainoã (1 Sm 25.39-44); ela fazia parte da negociação de Davi com Is-Bosete, através de Abner, para unificação do Reino, demonstrando Davi, de certa forma, superioridade em relação a Saul, desfazendo a afronta dele (2Sm 3.7-21).
Ela tinha então motivos para falar asperamente com Davi (sentia-se usada e desprezada, o que certamente fizeram seu coração encher-se de mágoa e ira), porém isto justificava o seu pecado.
Aquilo que nos machuca, não nos dá o direito de machucar também.  Cuidado! É comum enxergar o cisco nos olhos dos outros, sem enxergarmos a trave diante de nós (Mt 7.3-5).
Rev. Jonas M. Cunha

Creio em Jesus Cristo...desceu ao Hades

“A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Filipenses 2.8
(conclusão)
III- Efésios 4.9 “regiões inferiores da terra”, isto é, as partes mais baixas, ou seja, à terra. A maioria dos comentaristas entende que a expressão é usada apenas para se referir a terra.  Como no Salmo 68, temos um contraste entre céu e terra. Efésios 4 aponta para o triunfo de Cristo, uma vez que a ascensão ao céu implica uma descida prévia à terra.  IV- 1 Timóteo 3.16- muito menos, aqui, poderia ser entendido como Cristo aparecendo no mundo inferior na presença de Satanás e seus anjos. Aqui não se refere a anjos caídos, antes, afirma que Ele foi reconhecido por toas as classes de seres, sua encarnação.  V- 1 Pedro 3.18,19 – é impossível que Cristo tenha descido ao inferno e com o propósito de pregar. A interpretação que os protestantes comumente dão a esta passagem é que Cristo no espírito pregou por meio de Noé aos desobedientes que viveram antes do dilúvio, que eram espíritos aprisionados quando Pedro escreveu, e pelo mesmo, poderiam ser designados desse modo.  Bavinck considera que isto é insustentável e interpreta a passagem como que se referindo a ascensão, a que ele considera como uma rica, triunfal e poderosa pregação aos espíritos em prisão. VI- 1 Pedro 4.4-6, o apóstolo adverte aos leitores que não devem viver o resto de suas vidas na carne, conforme a concupiscência dos homens, mas conforme a vontade de Deus, ainda que com isto ofendam a seus antigos companheiros e sejam ultrajados por eles, posto que estes terão que dar contas de seus atos a Deus que está pronto para julgar aos vivos e aos mortos.   Os “mortos” a quem o evangelho foi pregado, evidentemente, todavia, não estavam mortos quando se lhes pregou, posto que o propósito da pregação era em parte que pudessem “ser julgados na carne segundo os homens”.  Isto só poderia ter acontecido durante a vida terrena deles.
Muitas vezes, a palavra Hades no N.T. significa apenas morte (1 Co15.55), enquanto Inferno é sempre lugar de sofrimento (Mt 18.9;Mc 9.47-48).  Entendemos que a expressão Hades, como se acha no Credo, ensina que Cristo continuou sob o poder da morte por um dado tempo.  A morte de Cristo não foi simbólica, foi uma realidade, o mesmo tipo de morte que os homens experimentam.

Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 24 de novembro de 2012

Creio em Jesus Cristo...desceu ao Hades


“A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Filipenses 2.8


Algumas pessoas ao lerem estas palavras do credo apostólico ficam se perguntando: Será que Jesus foi mesmo ao inferno? E se Ele foi, o que Ele foi fazer lá?
Este questionamento nos permite expor a respeito da doutrina dos estados de Cristo. Em geral “estado” é a posição ou estatus que alguém guarda na vida, e em particular o modo de relação forense em que alguém se coloca diante da lei, enquanto “condição” é o modo de existência pessoal, especialmente segundo o determinam as circunstâncias da vida.  Assim, aquele que diante de um tribunal de justiça é condenado se encontra em um estado de culpa ou de condenação, ao que, em geral, segue uma condição de encarceramento com todos os seus resultados de vergonha e privações.
Na teologia os estados do Mediador se consideram, geralmente, acompanhados das condições resultantes.  De fato, os estados diferentes de humilhação e exaltação, segundo costuma-se defini-los, têm a tendência de por em realce, mais as condições do que os estados.  Entretanto, os estados são mais importantes que as condições e assim devem ser considerados.
No estado de humilhação Cristo esteve debaixo da lei, não só como regra de vida, mas como a condição do pacto das obras, e também debaixo da condenação da lei, mas no estado de exaltação está livre da lei, havendo cumprido a condição do pacto das obras e havendo pago o castigo do pecado.
Fundamentando-se em Filipenses 2. 7 e 8, a teologia reformada distingue dois elementos na humilhação de Cristo: o fato dele haver posto de lado a majestade divina, e  em haver se sujeitado às demandas e maldições da lei.  O elemento essencial e central do estado de humilhação encontra-se no fato de que aquele que era Senhor de toda a Terra, o supremo legislador, se coloca debaixo da lei cumprindo, em benefício de seu povo, com todas as obrigações representativas e penais que ela impunha.  Por isto, se fez legalmente responsável pelos nossos pecados e atraiu sobre si a maldição da lei.
Este estado é refletido na correspondente condição que se descreve nas etapas de humilhação: encarnação, sofrimento, morte, sepultamento, e, descida ao hades.        
No Antigo Testamento, fala-se sempre dos mortos como indo a seus pais, descendo ao Sheol. Os tradutores da Septuaginta empregaram a palavra hades para traduzir sheol.  Ambas querem dizer: mundo invisível habitado pelo espírito dos mortos, aí se encontram em plena consciência, uns em estado de miséria e outros em estado de felicidade.
Muitas vezes, a palavra hades no Novo Testamento significa apenas morte (1 Co 15.55), enquanto inferno é sempre lugar de sofrimento (Mt 18.19; Mc 9.47-48).
Ao analisar algumas passagens bíblicas que são citadas para demonstrar que Cristo desceu ao inferno (em um sentido peculiar a ele propriamente) notamos que as mesmas não ensinam isto: I- Salmo 16.8-10//Atos 2.25-27, 30-31 – alguns concluem que a alma de Cristo estava no inferno (hades) antes da ressurreição, porque o texto diz que ela não foi deixada ali. Porém: a) a palavra alma se usa com frequência no hebraico como pronome pessoal e sheol como o estado de morte; b) se entendermos desta maneira essa palavra, teremos um claro paralelismo de sinônimos.  A ideia expressa seria que Jesus não foi deixado no poder da morte. c) Isto está em perfeita harmonia com a interpretação de Pedro em Atos 2.30,31 e a de Paulo em Atos 13.34,35.  Nos dois casos está citado o mesmo salmo para provar a ressurreição de Jesus. II- Salmo 18.5 e 116.3 – a alusão em ambos os casos é a ideia familiar de alguém em uma rede.  A ideia é que o salmista se sentia tão enleado que a morte lhe parecia inevitável.  Isso é algo muito diferente de “desceu ao inferno ou sheol. Além disso, a posição em que a clausula em questão se mantém no credo proíbe tal interpretação. Ela seque a clausula referente à morte e ao sepultamento de Cristo. É a exegese natural das palavras imediatamente anteriores. “Ele foi crucificado, morto e sepultado, e desceu ao Sheol”, isto é, ingressou no estado invisível.  Mas seria totalmente estranho dizer: “ele foi morto, sepultado e sofreu extrema agonia”,  quando se admite que seus sofrimentos seus sofrimentos terminaram na cruz. (Inferno – no caso, se refere ao que é invisível, o que está encoberto.  Todos os mortos, justos e injustos vão para lá).
  Rev. Jonas M. Cunha
(continua no próximo boletim)

Paz... é só para os Salvos!

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.”. Romanos 5.10


É impossível ao ser humano conseguir paz fora de Deus!
A paz é o sentimento mais procurado por todos nós. Toda humanidade a busca de várias formas: na família, na moradia, no lazer, nas festas, nas viagens e também nos bens.
Mas o que aprendemos, na verdade, é que quando nos sentimos amados e aceitos, temos então um sentimento de paz maior do que todas as coisas que podemos adquirir.
Contudo, o segredo está somente quando entendemos a nossa precariedade humana e a nossa impossibilidade de proporcionar algo que nos assegure amor eterno e incondicional, e quando nos deparamos com a manifestação pública do amor de Deus em Cristo, que é eterno, incondicional e inimaginável, esse sim é nosso porto seguro, chegamos onde precisávamos.
A grandeza desse amor nos dá motivo suficiente para vivermos saltando de alegria em toda nossa vida, porque fomos alcançados com o maior de todos os prêmios, o amor eterno de Deus. (1 Pe 2:10)
A bíblia afirma que nós que hoje somos filhos, quando ainda éramos inimigos dEle, fomos atraídos através de Jesus e que agora podemos viver em paz, pois somos amados e aceitos por Ele.
Nada irá nos separar dessa “família eterna”. A palavra de Deus nos diz em Rm 8:38 e 39:” Nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir..., poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
As evidências nos ensinam que as nossas buscas por paz, serão todas em vão, enquanto não reconhecermos o grande amor de Deus.
O argumento forte é que se Deus fez o máximo por nós, oferecendo seu único filho na cruz em nosso lugar. Agora não irá nos deixar jamais! Somos propriedade exclusiva dEle!
Isso nos assegura, nos tranquiliza e nos concede uma paz que excede todo entendimento.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. (Fp 4:7)
Pr. Daniel Marcio
(Pastor da I. P. Jd. Bonfiglioli)