terça-feira, 29 de outubro de 2013

Santidade

“Sejam santos em tudo o que fizerem, assim como Deus, que os chamou, é santo”.

1Pedro 1.15



A raiz do significado da palavra santo é “ser diferente”. A Bíblia, por exemplo, considera o sétimo dia “santo” porque ele é diferente dos outros dias. O templo é chamado “lugar santo” porque ele é diferente dos outros edifícios.
 O modelo para a santidade é o próprio Deus – porque, acima de qualquer outra coisa, a santidade significa estar separado de tudo o que é mau, profano e impuro.  Nada e ninguém é tão santo como Deus.  Como membros do povo de Deus, os cristãos são chamados para a santidade.
 Os crentes são diferentes de todas as outras pessoas.  Eles foram escolhidos por Deus e colocados à parte. Foi-lhes dada a alta responsabilidade de viver para Deus neste mundo, e o glorioso privilégio de viver com Ele na eternidade.
 Os filhos deste mundo, por sua vez, fizeram deste mundo o seu lar e vivem exclusivamente para si mesmos.  Encontram eles alguma felicidade e prazer terrestre, mas no final serão como o relâmpago – excitante, quente, fulgurante – mas de curta duração.
 Durante este mês, reflita sobre a alegria e a responsabilidade de ser diferente.  Pela graça perdoadora e poder renovador de Jesus Cristo, também podemos ser santos. Podemos viver agora os reflexos da ressurreição, vida de qualidade total.
 Oração: Pai, chamaste-nos para a santidade. Jamais seremos santos como Tu, mas pela graça restauradora de Jesus, ajuda-nos a ser separados para a honra e glória do teu nome. Amém.
 Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de Cada Dia)

O Cenáculo

“Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja com vocês! 
...Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. João 20.19,21


A versão de João para a Grande Comissão está permeada por quatro expressões curtas e incisivas, que Jesus proferiu aos seus discípulos. Primeiro Jesus lhes deu uma garantia de paz. Na noite do primeiro dia de Páscoa, os apóstolos estavam reunidos a portas fechadas, cheios de medo.  Então Jesus veio e se colocou entre eles, e ministrou paz a suas mentes e consciências atribuladas. Shalom era saudação convencional, mas tem aqui um significado mais profundo. Jesus mostrou aos discípulos suas mãos e seu lado, confirmando sua palavra com um sinal, como na Ceia do Senhor.
 Segundo, Jesus lhes deu um modelo de missões. “Assim como o Pai me enviou, eu os envio” (v. 21). A missão de Jesus envolveu a encarnação, descrita como “o exemplo mais espetacular de identificação transcultural na história da humanidade”. Ela foi identificação total, porém sem perda de identidade, pois ao tornar-se um de nós ele não deixou de ser ele mesmo. Agora ele nos envia ao mundo como o Pai o enviara. Toda missão autêntica é missão encarnacional, ou seja, implica necessariamente entrar no mundo das pessoas.
 Terceiro, Jesus lhes deu uma promessa do Espírito Santo. Ele soprou sobre eles e disse: “Recebam o Espírito Santo” (v.22). Os discípulos não saíram para proclamar o evangelho por conta própria. Missão sem o Espírito Santo é impossível. É ele quem nos equipa e capacita para o evangelismo. Em outro lugar Jesus disse aos discípulos que esperassem a vinda do Espírito. Seu sopro sobre eles foi uma parábola encenada confirmando a promessa que eles receberiam mais tarde.
 Quarto, Jesus lhes deu o evangelho da salvação: “Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados” (v.23). Trata-se de mais uma afirmação controversa, sobre a qual a Igreja Católica Romana tem baseado a afirmação de que os sacerdotes têm autoridade judicial para ouvir confissões e conceder o perdão. Em nenhuma ocasião sequer, no entanto, os apóstolos exigiram confissão ou concederam absolvição. Antes, pregaram o evangelho da salvação com autoridade, prometendo o perdão para aqueles que cressem e o juízo para os que o recusassem.
 Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de A Bíblia Toda o Ano Todo, de John Stott)

Santa Ceia

“Fazei isto em memória de mim”. Lucas 23.19

Definição – “Ceia do Senhor (Santa Ceia ou Eucaristia) é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Cristo, anuncia-se a sua morte e, aqueles que participam dignamente, não de maneira temporal e carnal, tornam-se participantes do corpo e do sangue, com todas as suas bênçãos, para o seu alimento espiritual e crescimento em graça” (Breve Catecismo, resposta à pergunta 96). Leia 1Co 11.23-26; At 3.21 e 1 Co 10.16.
 Sua Natureza – Assim como a Páscoa representa, no Velho Testamento, a libertação dos judeus do cativeiro egípcio, assim a Santa Ceia, no Novo Testamento, simboliza a nossa libertação do poder do pecado, mediante o sacrifício de Cristo.
Esse sacramento, é, portanto, um símbolo ou memorial da morte redentora de Jesus.  E é como tal que o celebramos, em obediência à ordem de Cristo: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22.19). Repudiamos, por isto, a doutrina da transubstanciação. Onde há memorial, não há presença. É de se notar que também nas Igrejas Reformadas os fiéis participam dos dois elementos da Ceia – o pão e o vinho.
 Preparação e Meio de Graça – A participação da Ceia do Senhor exige preparo prévio e cuidadoso por parte do crente, para que a receba de maneira digna.  Não se pode exagerar a necessidade desse preparo.  Paulo adverte que “qualquer que comer o pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor” (1 Co 11.27). 
Estas palavras, porém não foram escritas para assustar-nos, afastando-nos da participação da Ceia.  Elas nos são dirigidas para tornar-nos conscientes do caráter sagrado do sacramento e da necessidade de buscarmos, na presença de Deus, o perdão e a graça indispensáveis para que dele participemos de maneira própria.  O apóstolo deixa bem claro que era esse o propósito de sua exortação, quando acrescentou: “examine-se, pois, o homem a si mesmo e assim coma do pão e beba do cálice” (I Co 11.28).
A participação da Santa Ceia é um dos mais ricos privilégios da vida do crente que tem, neste sacramento, precioso meio de graça instituído por Cristo para o robustecimento espiritual dos que nele creem.
 Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de Iniciação Doutrinária- Américo Ribeiro)

Deus que vê

“Tu és Deus que vê...”. Gênesis 16.13


A Bíblia fala que Deus nos vê. Ele é diferente dos ídolos que “Têm boca e não falam; têm olhos e não veem” (Salmo 115.5). Seus olhos contemplam os maus e os bons – Prov 15.3. Ele viu que a maldade do homem havia se multiplicado quando enviou o dilúvio – Gên 6.5, 11-12. Ele vê o nosso coração – 1 Samuel 16.7. O Senhor vigia por nós – Salmo 121.3.
 No texto de Gênesis capítulo 16, do verso 1 ao 16, vemos a história de Hagar. Essa mulher passava por um momento de angústia e desespero. Com medo estava fugindo, mas não sabia exatamente o que fazer. Deus viu a sua aflição. O Criador do universo não só a “viu”, como a chamou pelo nome, e proporcionou oportunidade de diálogo, perguntando: “donde vens e para onde vais”?
 Segundo um comentarista, “este é o único exemplo conhecido na literatura do antigo Oriente Próximo no qual um ser divino chama uma mulher pelo nome”. Deus envia o Seu anjo, num paralelo muito próximo com a anunciação a Maria sobre o nascimento de Jesus.
 A preocupação do Senhor pela serva egípcia, naquele momento doloroso, em que Ele a achou (v.7), nos ensina que: Deus me vê quando eu estou passando por momentos de angústia e aflição. O meu Deus é vivo, Ele me vê, e se importa comigo!
 Outra lição preciosa é que, assim com Ele foi ao encontro de Hagar, e a Sua palavra trouxe a ela ânimo e orientação (v.9-12), naquela hora de desespero, Ele também vem ao nosso encontro com Sua palavra que nos dá alento e sabedoria para agir (Salmo 19.7). Suas promessas nos renovam a fé.
 Finalmente, nós temos a reação, a resposta daquela mulher: ela invocou o nome do SENHOR (v.13) e os versos 15 a 16, nos mostra que ela atendeu à voz do anjo.  Também nós temos que reagir e dar uma resposta diante da Palavra de Deus a nós enviada. Ou aceitamos e obedecemos humildemente, ou rejeitamos, e orgulhosos nos afastamos do Senhor e nos rebelamos contra Ele.
 Você está passando por alguma angústia ou aflição? Volte-se para o Deus que te vê (v.13 b)!
Rev. Jonas M. Cunha

Igreja? Lugar de pecadores!

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós que sois mais espirituais, corrigi-o 
com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado”.(Gal. 6:1)


Você se lembra de quantas vezes já cometeu erros desobedecendo a ordens ou leis?
Então... o apóstolo Paulo, no versículo acima, está falando possivelmente de algum irmão que foi surpreendido inadvertidamente com “a boca na botija”. Talvez tenha sido intempestivo no seu momento de ira ou mesmo desonesto num determinado negócio.
Creio ser esse o momento próprio para esclarecermos quem são verdadeiramente os participantes da igreja de Cristo:
Não são os perfeitos, os melhores, os bons. Mas são, sim, aqueles que reconhecem que são fracos, débeis, dependentes e sedentos de crescer no entendimento e intimidade com Deus. São aqueles que, na caminhada cristã, vão percebendo seus erros e desejam aprender com Deus a ajudar também aos outros.
A propósito, convém que saibamos quem são os que foram chamados para igreja que Cristo veio iniciar. Jesus esclarece isso em Mat 5:31e32: “Os sadios não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos e sim pecadores ao arrependimento”.
A igreja de Cristo é, então, uma reunião de pessoas que reconhecem a sua miséria e suplicam por misericórdia.
É interessante, mas existem dois grupos que não entenderam seu lugar na história da igreja de Cristo:
O primeiro grupo é constituído de pessoas que, por frequentarem as reuniões da igreja, pensam ser superiores. Isso não é verdadeiro! O que acontece sim é que, por estarmos reunidos ao redor das escrituras sagradas, o Espírito Santo vai trabalhando o caráter de Cristo em nós. Mas isso não nos torna superiores aos outros, mas nos torna mais dependentes de Deus.
O segundo grupo é constituído por aqueles que criticam os que estão na igreja por não darem um bom exemplo e por se comportarem erradamente. Sendo assim, não precisam se reunir porque são melhores ou iguais aos que lá frequentam. Esses olham os erros dos outros para justificar os seus.
O apóstolo Paulo segue advertindo assim: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Porque se alguém se julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana”.(Gal 6:2)                                  
Rev. Daniel Márcio IP Bonfiglioli

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Deus, Paciente e Firme

“... E o SENHOR fechou a porta após ele”. Gênesis 7.16 b



Uma das histórias preferidas das crianças pequenas é a história de Noé. Podemos destacar três fatos importantes desta história: 1°) O Mundo Sob as Conseqüências do Pecado; 2º) Um Homem Obediente; 3º) Um Deus Paciente e Firme.
1°) O Mundo sob as conseqüências do Pecado. Vemos, no contexto maior, que à partir de Gênesis 2.4, e mais especificamente, de Gênesis 5.1, fica realçada a nova situação da humanidade, após a queda de Adão e Eva. O pecado, agora, em plena propagação via produzir morte, além de tristeza e sofrimento (Rom 6.23 a). Isto fica evidente na narrativa dos descendentes de Adão no capítulo 4, e o estribilho do capítulo 5 de Gênesis.  Apesar de viverem muitos anos, a história sempre termina do mesmo jeito: “e morreu”. (Exceção feita somente a Enoque). No início do capítulo 6, vê-se, então, a generalização da maldade entre os habitantes da terra, a ponto de Deus resolver fazer desaparecer da face da terra o ser humano. Primeira lição: todo homem é pecador.
 2º) Um Homem Obediente. Porém, em meio a corrupção, um homem se destaca. Não por mérito próprio (“achou graça” – v.8). Ele também era um pecador mortal, porém, ele andava na companhia de Deus. No verso 9 lemos que Noé era homem justo (reto) e ìntegro (sincero) para com Deus, “entre os seus contemporâneos. Logo depois de receber as instruções de Deus a respeito da construção da arca, sem questionar (sem achar que era difícil demais para ele, ou que ele não tinha recursos, conhecimento, ou experiência), ele prontamente obedeceu, se pôs a trabalhar – Gn 6.22). Temos exemplo do próprio Senhor Jesus, além de incentivos e a promessa de que o nosso trabalho para ele “não é em vão” (1 Co 15.58). Segunda lição: se ele conseguiu não se corromper e obedecer ao Senhor, nós também podemos (veja Fp 2.15).
                 3º) Um Deus Paciente e Firme. Noé levou 120 anos para construir a arca.  Enquanto construía, anunciava a mensagem de Deus (Hb 11.7). Ninguém creu, além de sua família, e ainda devem ter zombado dele. Mas Deus deu todo este tempo de chance, e depois de pronta a arca, deu mais 7 dias (Gn 7. 9 e 10). Então cumpriu Sua palavra: “fechou a porta após ele” (v.16). Acabou a chance. Não havia mais tempo para arrependimento. Lição: a Santa Ceia é uma oportunidade do crente por a vida em ordem diante de Deus. E se você ainda não reconheceu a Cristo como Salvador: “Buscai ao Senhor, enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).                Rev. Jonas M. Cunha

A BASE DA ESPERANÇA

“...Quem ouve (as) minhas palavras e as pratica é  como um homem... que construiu a sua casa sobre a rocha.” Mateus 7.24



  Nosso Deus, que planejou a família, deixou-nos orientação segura para que vivamos bem.  O amor, a paz e a harmonia devem reinar em qualquer tempo e em qualquer situação. Os valores do Criador estruturam a família.  Seus conceitos definem a essência do bem e do mal e indicam a diferença entre o caminho certo e o que é errado.
  Jesus concluiu a mensagem do Sermão do Monte, assim: “(Quem) ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.”
 A estabilidade de uma família não reside na ausência de problemas ou situações difíceis.  A casa do homem prudente e a casa do homem insensato sofreram o mesmo impacto das chuvas e ventos.  Mas a casa construída na rocha resistiu à tempestade, a da areia, não.  A diferença entre essas duas casas está na base.
            Deus nos oferece em Jesus orientação, direção, firmeza, sabedoria, proteção.  Se praticarmos seus ensinamentos, temos a garantia de uma vida bem estruturada, forte, pronta para enfrentar tempestades.  Não estaremos isentos de problemas, mas Deus nos assegura que “não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lucas 1.37).
 Pense: A base firme e segura para a família é a obediência aos princípios e mandamentos do Deus Eterno.
 Rev. Jonas M. Cunha (Extraído de Cada Dia)

SENHOR

“Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, 
que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” Atos 2.36



Um dos nomes de Deus no Novo Testamento é Senhor, Kyrios, no grego, o qual é equivalente a Adonai, nome Hebraico no Velho Testamento que designa Deus como dono e governador de todas as coisas, particularmente de seu povo, como o único que tem autoridade e poder real. Este nome se aplica não só a Deus, mas também a Cristo.
 Na oração do apóstolo Paulo pelos crentes da cidade de Éfeso (Efésios 1.19-23), estão condensados o ensino do NT sobre a ressurreição e entronização de Jesus Cristo. Ele governa, como cabeça, sobre todas as coisas para o bem da igreja. Ele ocupa o mais elevado posto de domínio sobre o universo, representando os crentes e governando a favor deles.
Sem diminuir a glória que o Filho preexistente já tinha com o Pai, o NT ensina que a ressurreição de Cristo lhe designa uma nova e mais elevada posição e lhe confere um nome ainda mais elevado. Por causa da Sua ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo é Senhor do universo que Ele criou, que sempre sustentou e que, agora, redimiu.
      No dia de pentecoste, respondendo aos zombadores que diziam que os apóstolos estavam embriagados, em vista da admiração de judeus vindo de diversas partes do mundo (Oriente, Ásia Menor, África e visitantes de Roma), ao ouvirem os apóstolos (galileus) falando em suas línguas maternas, Pedro prega um sermão esclarecedor. Ele afirma, dirigindo-se a multidão que afluiu, que aquilo era o cumprimento da profecia do profeta Joel, sobre a vinda do Espírito Santos. Citando Salmos, Pedro prova que Jesus, crucificado pelos judeus, foi ressuscitado por Deus e está agora assentado à sua direita no céu. De Sua posição de exaltação, Ele enviou o Espírito Santo, o que pode fazer, porque Deus o fez “Senhor e Cristo”. 
No verso 36 do cap. 2 de Atos, está a conclusão do Sermão. Ele ensina a divindade de Jesus Cristo, colocando-o ao lado de Deus. Ele já era exaltado, mas, naturalmente, para os apóstolos, somente após Sua ressurreição tomam consciência disto. Pedro diz claramente que Deus, e não a igreja cristã, fez de Jesus tanto Senhor como Cristo. Nesta declaração culminante, Pedro não só realça que Jesus é o Messias de Deus do A.T., mas também que Ele é o Senhor exaltado e o Rei vitorioso.
 Você já pensou que como cristão, como pessoas que receberam a Cristo como Salvador, nós também o recebemos como Senhor (Romanos 10.9). Ele é Senhor não só do universo, mas também da nossa vida.  O mesmo Jesus que sustenta as galáxias, também guarda nossa vida e nos conduz até o dia em que todo o joelho se dobre diante dEle e toda língua confesse que Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Fp 2.9-11).
 Você tem demonstrado pelo seu modo de viver que Jesus é o Senhor da sua vida?                                                          
 Rev. Jonas M. Cunha

Rebelião

“Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o SENHOR...” Números 16.11a



O capítulo 16 do livro de Números narra um acontecimento importante e sério na história do povo de Israel, e traz uma importante lição para nós, hoje.
 Este capítulo apresenta duas histórias que fazem parte de um mesmo contexto. Elas começam com o povo protestando contra Moisés e Arão, e terminam com um juízo divino punindo os queixosos e defendendo Arão.
          Depois da volta dos espias (não fica claro se imediatamente), e após a lei acerca das borlas das vestes (Nm 15.37-41), que servia para lembrar o povo que deveria obedecer a lei do Senhor, e ser santo (compare com 1 Pedro 2.9).
 Coré, descendente de Levi, com um grupo de 250 homens (líderes eleitos do povo), queixam-se por Moisés e Arão liderarem o povo. Eles argumentam que, todo o povo é santo, portanto qualquer um podia lidera-lo. Esquecem-se, porém de tudo o que eles haviam realizado, e de quem os havia escolhido para aquela função (DEUS). Deixa transparecer que Coré aspirava ao sacerdócio. Não estava satisfeito o serviço no tabernáculo (v.9 e 10).
           Ao aceitar o desafio de realizar a tarefa de um sacerdote, prontamente ele e seu grupo aceitam (v.5-7), esquecendo-se que os próprios sacerdotes, filhos de Arão haviam sido consumidos (Lev 10.1-3). Então posteriormente, Coré e todo o grupo foi consumido pelo fogo enviado pelo Senhor (v.35).
 Paralelamente, Dotã e Abirão, da tribo de Rúben, rebelam-se não só contra a escolha de Deus para liderança do povo, mas principalmente, contra o plano de Deus, de conduzir o povo pelo deserto.  A rebeldia era tal, que não compareceram quando Moisés os chamou para conversar, juntamente com Coré (v.12).
 Então, para que o povo soubesse, que aquele plano era de Deus, e não de Moisés, e para que confiassem n’Ele para segui-lo, algo extraordinário acontece: a terra fendeu-se sob as tendas dos dois rebeldes, e eles e tudo o que possuíam foram tragados vivos (v.28-33).
 A murmuração e a rebelião não agradam a Deus, e mostram nossa insatisfação e falta de fé n’Aquele que nos criou, nos remiu e nos sustenta. Em Romanos 13.1-2, lemos que toda autoridade procede de Deus, e quem se opõem a autoridade resiste à vontade de Deus.
 Não devemos ser presunçoso, ou achar que somos mais sábios que o próprio Deus, mas humilde e confiante na sabedoria, poder e amor de Deus (Provérbios 3.5-8). Devemos ser fiéis e obedientes aos líderes que Deus coloca em nossa vida (pais, professores, governantes, líderes espirituais, etc.), pois assim estaremos demonstrando que somos fiéis e obedientes ao nosso Senhor.
 Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 10 de agosto de 2013

Deus Santo

“... Portanto, vós sereis santos porque eu sou santo.” Levíticos 11.45 b


  A santidade de Deus é, em primeiro lugar, aquela perfeição divina pela qual Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas, exaltado acima delas em majestade infinita. Temos em mente aqui, porém, mais particularmente a santidade ética de Deus, que consiste em Sua separação do mal moral, isto é, do pecado.
  Ao mesmo tempo em que a ideia fundamental desta santidade é a de separação, indica também algo positivo, a saber, a excelência moral ou a perfeição ética de Deus. Em Sua presença, portanto, o homem sente-se oprimido com a consciência do pecado (Isaías 6.5).
            Então, a santidade de Deus pode ser definida como aquela perfeição de Deus em virtude da qual Ele eternamente determina e mantém Sua própria excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza de Suas criaturas morais.
 Ela cobre todos os aspectos de Sua grandeza transcendente e perfeição moral, e, assim, é um atributo de todos os Seus atributos, salientando a “divindade” de Deus em cada ponto.  Cada faceta da natureza de Deus e cada aspecto de Seu caráter podem apropriadamente  ser chamados santos, precisamente porque Ele o é.
           Quando João diz que Deus é “luz”, não havendo nele treva alguma, a imagem está afirmando a santa pureza de Deus, o que torna impossível a comunhão entre Ele e o profano intencional, e requer a busca da santidade e retidão de vida como objetivo central do povo cristão (1 João 1.5-2.1).
 A convocação dos crentes, regenerados e perdoados que são, para praticarem uma santidade que se equipara à própria santidade de Deus, e desta forma agradando a Ele, é constante no NT, como certamente o foi no AT. Porque Deus é santo, o povo de Deus deve também ser santo.
 Sabemos que ainda possuímos uma natureza pecaminosa, e que o mundo inteiro jaz no maligno. Daí viver a vida cristã é uma missão quase impossível, e uma grande aventura. Não há nada de monótono! Mas o segredo é que não conseguimos viver uma vida santa na nossa própria força, ou pela nossa própria capacidade.  Só conseguimos isto, quando reconhecemos nossa incapacidade e fraqueza, e vivemos na dependência do Senhor, confiando na força que Ele nos dá.
Tem você buscado viver uma vida de santificação que agrada a Deus?
‘...para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Filipenses 2.15
Rev. Jonas M. Cunha

A Origem da Família

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos,
 enchei a terra e sujeita-a...” Gênesis 1.28


 Deus criou o homem e a mulher. Criou-os à sua imagem e semelhança. Criou-os perfeitos, colocou-os num lugar perfeito e tinha com eles perfeita comunhão. O casamento não nasceu na terra, mas no céu. Não nasceu no coração do homem, mas no coração de Deus. O casamento é a primeira instituição divina. Precede á Igreja e ao Estado.
 A família é a base de todas as outras instituições. É a célula mãe da sociedade. Por ter sua origem em Deus, a família há de permanecer vitoriosa até o fim. Enquanto o mundo for mundo, a família estará presente na terra e homens e mulheres estarão se casando e dando-se em casamento.
 É bem verdade, que a família está sendo atacada implacavelmente. Mas, ela sairá vitoriosa em todas essas lutas. Os homens não podem desfazer o que Deus faz. A família prosseguirá sua jornada perseverantemente e navegará nesse mar revolto até chegar ao seu destino final, quando então, na consumação de todas as coisas, os remidos de Deus, serão recolhidos aos tabernáculos eternos para habitar para sempre com o Senhor, onde seremos uma só família!
 Senhor Deus, quero agradecer-te imensamente pela criação da família. Apesar das dificuldades que a envolvem, é maravilhoso estar no aconchego de meu lar. Em nome de Jesus. Amém.
 Rev. Jonas Morais Cunha - Extraído do Cada Dia Especial de Família

Deus Misericordioso

“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua 
misericórdia dura para sempre.” Salmo 136.1


O amor de Deus pode ser considerado de vários pontos de vista: a graça de Deus; a misericórdia de Deus; a longanimidade de Deus. A misericórdia de Deus é a Sua devoção ao Seu povo, com quem Ele está livremente vinculado mediante o compromisso de sua própria graça em Sua aliança.
        Misericórdia é uma das características de Deus. É a suprema expressão da bondade de Deus, é o amor que salva os pecadores que só merecem a condenação; salva-os, além disso, à custa da morte de Cristo no Calvário (Rm 5.5-8). Esse amor se exerce somente em harmonia com a mais estrita justiça de Deus, à vista dos merecimentos de Cristo (Ef 2.4-5).
          O Salmo 116 era provavelmente usado na adoração do templo. Na liturgia judaica é chamado de o “Grande Hallel”, recitado na refeição pascoal depois do “pequeno Hallel” (Hallel significa louvor). Trata-se de uma liturgia antifonal, com um refrão para ficar na memória (“porque a sua misericórdia dura para sempre”). Um sacerdote ou solista cantava a primeira parte do verso, e a congregação respondia com o refrão.
 Era um poderoso e comovente convite para louvar a Deus. “Rendei graças”(v.1), introduz não somente cada um dos três primeiros versículos e o último, como também (sem ser ouvida), a totalidade dos versículos ou sequencias neste salmo. Basicamente, significa “confessar” ou “reconhecer”.
       Este Salmo nos conclama à adoração pensativa e grata, declarando tudo quanto sabemos ou descobrimos da glória de Deus e dos Seus atos, falando do Seu caráter (v.1) e soberania (v.2, 3); depois, daquilo que Ele criou – Seus feitos na natureza (v.4-9), daquilo que praticou – Seus atos de graça na história de Israel (v.10-22), e daquilo que continua a fazer – Sua misericórdia para com todos (v.23-25).   
Somos levados, não a discutir teorias sobre a criação, mas a deleitar-nos na obra de “amor inabalável”. Somos levados a louvá-lo por Sua intervenção a nosso favor (o julgamento deste mundo e do seu príncipe a partir e da cruz e da ressurreição, representados na derrota de faraó e suas hostes contra Israel).
       Os versos 17 a 22, aqui, como em Salmo 135.10-12, chama a atenção para o papel que uma lembrança grata de fatos reais desempenha na adoração.
Os versos 23 a 25, talvez seja o resumo da história já contada, e mais provavelmente a continuam até o tempo presente. Afinal de contas, “o Seu eterno amor dura para sempre” e o refrão tem a intenção de mostrar a relevância de cada ato de Deus a todos quantos cantam o salmo. O verso final retoma o estilo e à tônica do início.
A palavra hebraica “hesed” usada mais de 250 vezes no A.T., e traduzida principalmente por “misericórdia” na Bíblia versão revista e atualizada tem um significado muito profundo; é quase impossível traduzi-la adequadamente, porque descreve o âmago da natureza de Deus. É bondade, benignidade, amor, graça, favor, fidelidade e longanimidade. Só na pessoa de Jesus podemos compreender este amor persistente.
Rev. Jonas M. Cunha

Deus Fiel

             “...Os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade”. Salmo 89.1 b


            Além de Poderoso é bom saber que o nosso Deus é Fiel. Conhecer este atributo de Deus nos dá algo que é muito precioso neste mundo de incertezas e insegurança.
Um dos atributos comunicáveis de Deus é a Sua veracidade. Aquela perfeição de Deus em virtude da qual Ele é verdadeiro em Seu ser íntimo, em Sua revelação, e em Sua relação com Seu povo. A fidelidade de Deus se refere a esta último aspecto da veracidade, em que Ele cumpre fielmente todas as Suas promessas pactuais.
A fidelidade é a base da confiança de Seus povo, o fundamento de sua esperança, e a causa do seu regozijo. Ela os salva do desespero a que suas infidelidades os conduziriam; dá-lhes valor para prosseguir, apesar de todos os fracassos, e enche seus corações com exultantes antecipações, mesmo que sintam profundamente o fato de haver perdido qualquer direito a todas as bênçãos de Deus.
Ele é o Deus que faz promessas e as cumpre. Ele não muda de ideia ou de opinião. No livro de Números vemos exemplo disto.  O livro trata da peregrinação do povo de Israel pelo deserto, e mostra como Deus cuidou dele.  Trata da fé que Deus requer do Seu povo, dos Seus castigos e juízos contra a rebelião e do cumprimento progressivo do Seu propósito.
Nos capítulos 22 a 24 do livro de Números, vemos que após os israelitas derrotarem alguns reis, o rei de Moabe e todo o povo temeu e mandou chamar um profeta da Mesopotâmia. Ironicamente, o Senhor usou o profeta pagão, Balaão, que tinha sido contratado para amaldiçoar o Seu povo, fazendo-o, ao invés disso, abençoar a Israel e profetizar a vinda da Estrela Real de Jacó – o próprio Messias (Nm 24.17-19). No vívido retrato da oposição divina àqueles que amaldiçoassem o Seu povo, a fidelidade de Deus às promessas feitas a Abraão segundo a aliança é demonstrada (Gn 12.3). E o mesmo profeta vai testemunhar: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19).
Deus é fiel (1 Co 1.9), e apesar de sermos infiéis, Ele continua sendo fiel (2 Tm 2.13). Deus é verdadeiro, Ele cumpre o que diz (Hb 10.23). Ele é fiel em cumprir o que prometeu aos que estão em aliança com Ele, seja para abençoar, seja para punir. Você já tem está experiência da fidelidade de Deus em sua vida? Já entrou em aliança com Ele?
Rev. Jonas Morais Cunha

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Deus Poderoso

“Eu sou... o Todo-poderoso”. Apocalipse 1.8 b


Você conhece a Deus? A resposta parece obvia, mas, se eu perguntasse quem conhece a presidente Dilma, todos iriam dizer que conhecem.  Porém quantos já conversaram com ela, apertaram sua mão, ou estiveram na casa dela? Assim também acontece em relação a Deus: temos um conhecimento apenas superficial e às vezes incorreto de Deus.
 Deus é poderoso, ou melhor, Todo-poderoso. Ele pode fazer qualquer coisa. Não há limites para Deus fazer o que Ele quiser. Assim, oramos a Deus, porque instintivamente sabemos que Ele tem poder para nos atender.
 Em Mateus 22.23-33, vemos que mesmo os religiosos saduceus não conheciam ou não tinham um entendimento correto de Deus e do Seu poder: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (v.29). Ao responder a questão deles Jesus citou Êxodo 3.6, mostrando que o conceito “Deus dos mortos” subentende uma contradição marcante. Ele é “Deus de vivos”. Desta forma Jesus demonstrou como a fé na ressurreição é vinculada de modo profundo ao conceito central da revelação bíblica, e como a salvação que Deus prometeu aos patriarcas e seus descendentes, com base na aliança, contém implicitamente a certeza da ressurreição. 
 Na ressurreição de Jesus temos o sinal do triunfo de Deus sobre o poder do pecado e da morte, e a prova do Seu poder. Em Sua ressurreição vemos o cumprimento do Plano de Deus para nossa salvação, e a base da coragem e da pregação dos apóstolos – Atos 5.30-32.
 Efeitos da ressurreição de Cristo: 1) conversão de muitas pessoas; 2) mudança do dia de descanso, que passou do sétimo para o primeiro dia; 3) nossa própria ressurreição futura; e, 4) poder na vida dos crentes.  Por meio da ressurreição de Cristo Deus dá vitória para o crente nesta vida. Paulo diz que nós fomos “sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dente os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4). Está a nossa disposição o mesmo poder demonstrado na ressurreição de Cristo. Por isso Paulo orava para que os crentes em Éfeso pudessem compreender tudo o que estava reservado para eles (Ef 1.19-20), especialmente o Poder de Deus. Esse poder está disponível para transformar dia a dia a vida dos crentes, para que eles se tornem progressivamente mais semelhantes a Cristo.
Rev. Jonas Morais Cunha

Deus Eterno e Imutável

“Antes que os montes nascessem... de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmo 90.2





         Quando falamos a respeito da criação com  crianças pequenas é comum elas preguntarem: Quem fez Deus?”. A resposta mais clara é que Deus não foi criado. Ele sempre existiu. Trata-se, na teologia, da infinidade de Deus, que é definida  como “perfeição da Sua natureza pela qual tudo o que pertence ao Seu ser não tem medida nem quantidade, como Sua absoluta perfeição, Sua imensidade e Sua eternidade”. (Berkhof).
         A Escritura usualmente descreve a eternidade de Deus como duração infindável (Sl 90.2; 102.12; Ef 3.21; etc).  Estritamente falando, Deus transcende o tempo e possui o todo de Sua vida de uma vez. Com Ele há somente um presente eterno, e nenhum passado ou futuro. Em nossa pequenez e finitude só podemos pensar em Deus sob a limitação do tempo e do espaço, onde Ele tem que determinar primeiro e executar depois, prometer ou ameaçar primeiro, e cumprir depois a Sua palavra. Mas, embora haja sucessão lógica nos pensamentos de Deus, não há sucessão cronológica. A eternidade é como um círculo e Deus habita no centro. Ele cada ponto de circunferência da mesma forma, ambos são semelhantes, tanto o passado como o futuro.
Quando dizemos que Deus é eterno afirmamos que quanto a Sua existência nunca teve princípio e nunca terá fim; que, quanto ao modo da Sua existência, Seus pensamentos, propósitos e atos, eles são invariáveis, unos e inseparáveis, sempre os mesmos; e, que Ele é imutável.
         Embora algumas passagens bíblicas pareçam mostrar aparentes mudanças em Deus, (como se Deus se arrependesse – Gn 6.5,6), ocorre o que chamamos de “antropomorfismo”, onde atribuímos características humanas a Deus, para que possamos entendê-lo melhor. Outras vezes, pode parecer que                Deus muda Suas promessas ou deixa de cumpri-las, mas é necessário entender que algumas das promessas de Deus são condicionais (2 Cr 7.14). A própria conversão do homem se enquadra nisso, pois antes de se converter, ele só tinha sobre si ira de Deus, mas depois da conversão, recebe graça e misericórdia.  Nestes casos, não foi Deus quem mudou, mas o homem.
         Como seria se Deus fosse como os seres humanos: um dia acorda bem-humorado e no outro mal-humorado? Como seria se Ele tivesse um temperamento instável como o nosso? Já pensou se ele fosse bipolar? 
          Felizmente, Deus é sempre o mesmo, nada o afeta, nada o faz retroceder. O Deus eterno é imutável.  Por isso podemos estar seguros quanto ao cumprimento de Suas promessas, de Seus planos e de nossa salvação! As circunstâncias ao nosso redor podem mudar, mas o nosso Deus não muda!
          “Confia no Senhor perpetuamente, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna” (Is 26.4). O profeta desafia-nos a confiar em Deus não apenas hoje ou amanhã, mas eternamente, porque o Senhor é eterno e, como uma rocha, não muda. Ele é uma fonte eterna de segurança.
Rev. Jonas M. Cunha 

Alegria no Senhor

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” Filipenses 4.4


Em geral, as pessoas procuram ter uma vida feliz. Podemos considerar que a maior busca do homem é a felicidade. Nessa busca, tenta-se procurar a alegria em coisas que o mundo oferece. Se perguntarmos para as pessoas o que é ser feliz é bem provável ouvirmos que é ter saúde, paz, ter dinheiro, fazer o que gosta etc. relacionando alegria a um estado emocional de satisfação e bem estar que depende da circunstância em que se vive. Mas  continuam com seus corações vazios e sem razão para existir, apenas consumindo as migalhas de uma felicidade passageira.
Podemos explicar essa situação pelo fato do homem ter sido criado a imagem e semelhança de Deus e com o objetivo principal de glorifica-lo e gozá-lo para sempre. Mas como há uma barreira entre o coração corrupto pecaminoso do ser humano com a Santidade e Grandeza de Deus, percebemos fatalmente que aquelas pessoas que não tiveram uma experiência de novo nascimento em Cristo não podem desfrutar da verdadeira alegria, aquela que a Palavra de Deus nos ensina conforme texto de Fl 4.4.
Vemos nesse versículo que a alegria é uma ordem. Se a alegria é uma ordem para os crentes, logo estar triste é pecado. Mas devemos ter cautela nesse ponto visto que existirão momentos de tristeza, mas o que o apóstolo Paulo fala aos filipenses e com propriedade é que devemos ser felizes independente das circunstâncias. 2 Co 6.10: “entristecidos mas sempre alegres”. De fato o crente passa uma tristeza suportável, em vista das promessas de Deus e de seu cuidado diário mesmo em meio às adversidades.  
A alegria então deve vir de dentro para fora e não de fora para dentro. A alegria é então um mandamento cristão que se associa com intimidade e dependência de Deus. Somente com intimidade com Deus é que podemos viver essa vida nos alegrando sempre nele.
Num outro extremo vemos que muitos cristãos atribuem que regozijar-se é pecado e que a alegria é do diabo, mas pelo que falamos biblicamente a verdadeira alegria está em Deus e para os seus filhos, logo o mundo viver sem esperança é algo claro porque sem Deus nada faz sentido, mas um crente viver melancólico, derrotado e deprimido é de fato um grave pecado que deve ser abandonado. Isto está fundamentado em Sl 126:3.
Em Jo 16:22 nos mostra que a alegria que Deus nos dá ninguém pode a tirar. Agora porque será que mesmo sabendo dessas coisas algumas vezes não estamos de fato alegres? Podemos até entender isso, mas o que pode estar roubando a nossa alegria?
Alguns podem dizer: Ah, mas você não conhece minha vida... não mas conheço que a Palavra de Deus nos ensina que a alegria é parte do fruto do Espírito e se de fato o Espírito Santo habita em você ele irá te conduzir a esta alegria afinal de contas estar feliz quando está indo tudo bem  até os ateus conseguem!
Nessa caminhada cristã é possível que a sua alegria em algum momento possa ser perdida, mas ela é um recurso renovável. Ela pode voltar!
Voltando em Fl 4.4 a ordem é que o nosso maior objeto da alegria seja uma pessoa, Cristo, ele deve ocupar o primeiro lugar na nossa vida, devo viver para ele, como servo, escravo, assim como Paulo dizia que não era mais ele que vivia, mas Cristo vivia nele.           
Presb. Ronaldo L. Cunha 

A Justiça de Deus

Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras. ”Salmo 145.17


        A Justiça de Deus é um dos Seus atributos  comunicáveis, ou seja, que o homem também possui, por ser criado à imagem e semelhança de Deus. Embora o pecado tenha deformado a imagem de Deus no ser humano, está não foi totalmente apagada. Prova disto é o sentimento de justiça presente até nos criminosos, quando matam na prisão outro prisioneiro que fez algo como estuprar uma criança.
A ideia fundamental de justiça é a estrita adesão à lei. Entre os homens pressupõe-se uma lei a qual devem conformar-se.  Embora não haja lei que esteja por cima de Deus, há todavia uma lei que está na natureza essencial de Deus – 1 João 2.29.
Em geral se faz distinção entre a justiça absoluta de Deus (“retidão da natureza divina, em virtude da qual Deus é infinitamente justo em si mesmo”), e justiça relativa (“aquela perfeição de Deus por meio da qual Ele se mantém contra toda a violação de Sua santidade e deixa ver em todo sentido que Ele é santo”).  É a esta última que mais particularmente se aplica o termo “justiça”.
A justiça se manifesta, especialmente, em dar a cada um o que lhe corresponde, conforme seus merecimentos.
Deus utiliza de justiça como governante de bons e maus. Ele tem instituído um governo moral no mundo, e imposto uma lei justa sobre o homem, com promessas de recompensa para o obediente, e advertências de castigo ao transgressor- “justiça governativa de Deus” - (Is 33.22; Tg 4.12 e Dt 4.8).
Relacionada a essa justiça está a justiça distributiva de Deus – “retidão de Deus na execução da lei, e se relaciona com a distribuição das recompensas e dos castigos” – 1 Pe 1.17. No primeiro caso temos a manifestação do amor divino, e no segundo, da ira divina.  A justiça divina está original e necessariamente obrigada a castigar o mal, mas não a premiar o bem – Lc 17.10; 1 Co 4.7.
Muitos dizem que Deus é amor, mas se esquecem que Ele também é santo e justo.  Diante dEle temos que reconhecer que não há ninguém justo (Rm 3.9-18), pois todos são pecadores (Rm 3.23) e merecem ser punidos (Rm 6.23). 
A maior prova do amor de Deus é também a maior prova de Sua justiça: o fato de ter Cristo morrido por nós para ser perdoados e reconciliados com Deus: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
        Só há uma maneira de se livrar da culpa e da condenação, é arrependendo-se dos seus pecados e aceitando a Cristo com seu Salvador (Rm 8.1).                                                                                     Rev. Jonas M. Cunha 

sábado, 20 de julho de 2013

O Senhor Cuida da Sua Igreja


Eu, o SENHOR, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano,
 de noite e de dia eu cuidarei dela (Isaías 27.3). 



Há momentos que a igreja parece desolada. A impressão é que ela está sem dono, sem cuidado e sem futuro. Desamparada, ela se torna vitima de pessoas que a pisam como um jardim abandonado. Talvez você esta olhando para a igreja hoje, dessa maneira pessimista e fracassada. 
A promessa de hoje, porém, nos ajuda a mudar a visão. Olhemos para a igreja como a Vinha do Senhor. Olhemos para o Senhor e observemos o seu cuidado. 
Primeiro quem cuida? O Senhor. Ele vigia e rega a sua igreja. Ele, pessoalmente, olha e vivifica o seu povo escolhido. Ele anda no meio da sua igreja e a cada momento dispensa o seu cuidado. A igreja tem dono e tem destino. 
Segundo, por que ele cuida? Para que ninguém a danifique. O diabo, o mundo, os falsos pastores e os falsos crentes investem contra o povo de Deus com o intuito de destruí-la. Mas, o Senhor a protege de todos os ataques. Nenhum inimigo obterá êxito ao guerrear contra os eleitos de Deus. 
Terceiro, quando ele cuida? De noite e de dia. Trata-se de um cuidado constante, ininterrupto, infalível, completo e perfeito. Sob a proteção eterna, a igreja marcha vitoriosamente. 
Não se deixe abater e não esmoreça olhando para os defeitos daqueles que integram a igreja.

Rev. Arival  Dias Casimiro