quinta-feira, 6 de março de 2014

É MELHOR RESISTIR

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4.7


Um inteligente menino, que havia aprendido sobre os males da bebida e que havia se comprometido a evitá-la, visitou, certa vez, um tio rico que lhe ofereceu um copo de vinho. O menino recusou. Desejando ver até que ponto o menino seria capaz de resistir, insistiu e, por fim, ofereceu-lhe um relógio novo caso ele aceitasse beber o vinho. O menino recusou, dizendo: “Por favor, não me tente. Se eu me mantiver abstêmio, um dia poderei comprar, eu mesmo, um relógio. Mas, se eu beber e aceitar o seu relógio de presente, talvez eu tenha, um dia, que penhorá-lo para obter pão”.
 O mundo nos tenta, a cada dia, com prazeres que podem nos levar à destruição total. Muitos desses prazeres têm aparência ingênua, inofensiva e até agradável. Até pensamos que somos fortes suficientes para não nos deixar enredar ou prender, mas, quando percebemos, já é tarde demais.
 É necessário que estejamos firmes em Cristo. Ele nos protege, nos dirige, nos liberta. Às vezes, por um simples descuido, perdemos a paz, a alegria, a bênção de Deus.
 Melhor é resistir ao mal, ficar longe dele, evitá-lo a todo custo. Quem não experimenta o vício, não se vicia. Quem não se move ladeira abaixo, não tem de se esforçar para subir novamente. Quem não se mete em atalhos desconhecidos, não precisa se inquietar para achar novamente o Caminho.
 Quando estamos determinados a resistir ao mal, o Senhor nos ajuda e nos fortalece.  Quando nos deixamos vencer pela tentação, perdemos o contato com Deus, o nosso coração se entristece e os dias felizes se tornam muito mais escassos.
 Se você não consegue resistir aos enganos deste mundo que se apresentam com uma aparência ingênua, mas que na realidade, de ingênuo só tem a aparência, peça forças a Deus. Ele lhe ajudará. Não se deixe levar pelo mal, tenha ele aparência ingênua ou não. Resista. É melhor resistir.
Rev. Paulo R. Barbosa adaptado pelo Rev. Eli Ferreira.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

QUEM VAI SE COLOCAR NA BRECHA?

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra...”. Ezequiel 22.30


 Tempos atrás, quando me preparava para ir à Faculdade de Teologia (seminário), tive uma conversa franca e difícil com uma pessoa muito próxima.  Nessa conversa, ela me colocou uma série de motivos pelos quais estava deixando de frequentar a igreja.
 De fato, depois dessa conversa, ela gradual e efetivamente foi se afastando da igreja e de Deus. Mas o mais antagônico é que aqueles mesmos motivos eram os que me impulsionavam a consagrar minha vida para servir a Deus.
 Tenho notado nesses anos de caminhada com Deus duas posturas diferentes que podemos tomar diante das “limitações e problemas” que percebemos na igreja: a primeira é ficar à margem, observar e, por vezes, criticar.  A segunda é colocar a mão na massa para, de alguma forma, fazer diferença naquele contexto.
A igreja é como o muro de Ezequiel 22.30, que está cheio de brechas, isto é, cheio de defeitos e falhas.  Deus continua procurando pessoas que se coloquem nessas brechas.
 A pergunta de hoje é: Qual tem sido a nossa postura ao perceber essas brechas? Somos como aqueles que ficam à margem, ou somos como aqueles que tapam o muro e se colocam nas brechas?
 Senhor, eis me aqui, e o meu desejo é estar sempre disponível para ser colocado na brecha.
Eduardo Goya
Pastor da Igreja Evangélica Holiness do Bosque da Saúde,
São Paulo, SP
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. Mateus 5.4

Dizem que homem que é homem não chora. Mas a Bíblia e a história estão cheias de exemplos de homens que choraram.
Esta parece ser uma bem-aventurança estranha: “Felizes os infelizes” (Stott), ou seja, felizes os tristes, os que choram!
A palavra chorar é muito forte.  É usada para o lamento pela morte de um parente querido (Ex.: a tristeza de Jacó, quando seus filhos o fizeram pensar que José estivesse morto – Gn 37.34). Aqui, porém, não se trata de choro de luto, mas de arrependimento.
Pedro chorou “amargamente”, arrependido e decepcionado, depois de ter negado a Jesus (Mt 26.75). A Bíblia diz que Jesus chorou em, pelo menos, duas ocasiões: 1) quando foi para ressuscitar seu amigo Lázaro (Jo 11.35); 2) ao chegar à cidade de Jerusalém, pelo pecado do povo impenitente (Lc 19.41). Deve haver lágrima e tristeza da parte do crente, tanto pelos seus pecados, como pelo pecado dos outros.
O apóstolo Paulo fala do resultado que a tristeza (e o arrependimento) pelos nossos próprios pecados produzem (2Co 7.10).  Assim, como o Senhor Jesus se entristeceu pelos pecados das pessoas de Jerusalém, nós devemos  nos entristecer quando vemos um irmão cair no pecado, em vez de fazer fofoca sobre o seu pecado.
Podemos perceber que há uma ligação entre as duas primeiras bem-aventuranças, e não só entre elas, mas entre todas! Ser “humilde de espírito” é sentir convicção de ser pecador (da condição espiritual). E “chorar” é demonstrar contrição, é o resultado que deve se seguir após haver consciência do pecado. Davi: exemplo de tristeza pelo pecado – Sl 38.4, 18, e exemplo de alegria pelo perdão – Sl 32.1-2, 5.
Somente aquelas pessoas que choram pelos seus pecados serão consolados, pelo único conforto que pode aliviar o desespero, que vem pelo perão da graça infinita de Deus – Ap 21.3-4.
 Você já chorou hoje?
Rev. Jonas M. Cunha

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPIRITO

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus ”. Mateus 5.3


    Seguindo o mesmo esquema dos 10 mandamentos, as Bem-aventuranças são divididas em duas partes: a 1ª parte trata do relacionamento do crente com Deus, e a 2ª parte trata do relacionamento do crente com seu próximo.
   Não é por acaso que a primeira bem-aventurança seja “os humildes de espírito”. Ela serve de chave para a compreensão do que vem em seguida.  Existe uma sequencia lógica e bem definida: intencional.
Ninguém pode entrar no reino de Deus a menos que seja possuidor da qualidade nela expressa. Não existe um participante que não seja “humilde de espírito”.  Esta é a característica fundamental do crente, do cidadão do reino dos céus; e todas as demais são, num certo sentido, resultantes dela. Não podemos ser cheios das qualidades espirituais, produzidas em nós pelo Espírito Santo, enquanto não formos primeiramente esvaziados das nossas “qualidades carnais”. Deve haver um esvaziamento em nós antes que possa haver um enchimento.
   Trata-se de atitude de uma pessoa para consigo mesma. Mais uma vez toca-se no ponto que é, nas Escrituras, a total e essencial diferença entre o homem natural e o crente, o reino de Deus e o reino deste mundo (uma separação completa, uma distinção absoluta).
   O mundo dá grande ênfase a auto dependência, autoconfiança e na auto expressão. Mas, no reino de Deus a coisa é bem diferente! Essa bem-aventurança condena a perspectiva que considera o Sermão do Monte um programa para o homem natural por em ação, sem que tenha havido qualquer transformação em sua pessoa.
   O “humilde de espírito” não é alguém fraco, tímido, sem coragem, ou alguém sem personalidade. Nem a humildade daquele que adquiriu muito conhecimento e que agora reconhece que não sabe nada. Não tem nada a ver com uma aparência externa, como andar encurvado, falar baixo ou mal vestido. Nem uma tentativa de impressionar os outros, com sacrifícios pessoais.
   O humilde ou pobre de espírito é aquele que admite que não possui nenhum  recurso, nenhum mérito diante de Deus, reconhecendo sua total dependência da graça do Senhor. Como uma pessoa pode ser pobre e feliz ao mesmo tempo?  Jesus está dizendo que são verdadeiramente felizes aqueles que reconhecem sua total dependência espiritual, que não confia em si mesmo, no que pode realizar, mas recebem da bondade e riqueza de Deus.
Rev. Jonas M. Cunha

BEM-AVENTURADOS

“E ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os ...”. Mateus 5.2 e 3b


No Sermão do Monte (Mateus cap. 5 a 7), são apresentados os ditos de Jesus sobre o discipulado, o modo como homens e mulheres devem orientar sua conduta ao tornar-se súditos do reino de Deus. Trata da ética do reino de Deus. Não são definições estatutárias como as do código mosaico, mas sim indicações da qualidade e da direção de ação que devem ser aparentes mesmo nas simples atitudes.
   Nas Bem-aventuranças, a primeira parte do Sermão do Monte, Jesus delineia o crente em suas características ou qualidades essenciais, em outras palavras, o caráter essencial de um crente. E é exatamente sobre o caráter dos crentes que devemos nos deter, antes de examinarmos a sua conduta.
   O grande alvo que a humanidade busca é a felicidade. Porém, a maioria o faz de maneira que essa busca só produz infortúnio. Só os bem-aventurados é que são felizes.
   Lições Gerais extraídas das Bem-aventuranças:
1)Todos os crentes dever ser assim. As bem-aventuranças são uma descrição de como todo crente deveria ser. Não se trata de um crente excepcionalmente virtuoso. Jesus descreve todo e qualquer dos Seus seguidores.
2)Espera-se que todos os crentes demonstrem todas essas qualidades. Significa que todos os crentes devem manifestá-las todas integralmente. E não, que determinados crentes devam manifestar uma característica, e outros devam manifestar outra. Cada uma dessas características, em certo sentido, requer a presença das demais qualidades.
3)Nenhuma dessas descrições refere-se àquilo que podemos chamar de tendências naturais. Cada uma das Bem-aventuranças, em sua inteireza, é uma disposição que somente a graça e a operação do Espírito Santo em nós são capazes de produzir. Não se trata de característica natural, de pessoas não regeneradas, pois tais características são espirituais.
4)Elas indicam claramente a diferença essencial entre o crente e o incrédulo. O N.T. encara essa distinção como algo absolutamente básico, fundamental. Parece que as igrejas da atualidade julgam que isto não é importante. “Quando a igreja é diferente do mundo, ela atrai as pessoas”. O crente e o incrédulo pertencem a 2 reinos inteiramente diferentes.
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

OS ENSINOS DE JESUS

“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, 
aproximaram-se os seus discípulos”.Mateus 5.1


   Os evangelhos foram escritos para que as pessoas pudessem saber quem era Jesus e crer nEle (Jo 20.31). A necessidade de escrevê-los se justifica  pela rápida expansão do cristianismo, pois eram utilizados para evangelizar e doutrinar os novos convertidos, como também pelo fato de as principais testemunhas e personagens da história de Cristo começavam a morrer.
   Outra questão: Por que 4 evangelhos? Na verdade muitos outros foram escritos, mas somente estes foram considerados verdadeiros e aceitos como inspirados, já que outros tinham partes não confiáveis e foram escritos mais tarde. Os 4 tinham sido escritos por apóstolos ou por associados íntimos de algum deles. Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas apresentam muito material semelhante sobre a vida de Cristo, apresentando uma visão mais ou menos comum de Suas atividades e ensinos e da cronologia dos acontecimentos. São chamados de sinóticos (de sinopse, uma  visão de conjunto). João apresenta grande parte de material peculiar e organizado em longos discursos. As diferenças servem para completá-los mutuamente, sem contradições, ao passo que as semelhanças têm caráter confirmatório.
   O evangelho de Mateus foi escrito para judeus, visando responder às suas perguntas sobre Jesus de Nazaré, que alegava ser o Messias de Israel (predito no A.T.). Assim, Jesus é frequentemente chamado de “Filho de Davi” e como Aquele que cumpre as profecias messiânicas do A.T. O reino dos céus é o assunto central de boa parte de Seu ensino aqui registrado. A data provável de escrita do livro é de 64 a 70 d.C. O tema do livro é “Cristo, o Rei”. E as divisões importantes são: o Sermão do Monte (cap. 5 a &); as parábolas do reino (13), e o sermão profético, que trata de eventos futuros (24-25).
   O “Sermão do Monte” é o primeiro dos 5 grandes blocos do ensino de Jesus em Mateus. É um dos Seus discursos mais famosos. Ele não apresenta o caminho da salvação, mas o caminho da vida justa para os que fazem parte da família de Deus, contrastando o novo caminho com o caminho “antigo” dos escribas. É a afirmação clássica da ética do reino de Deus.
    Para os judeus do tempo de Cristo o sermão foi uma explicação detalhada do que significa a exortação “arrependei-vos!” (3.2; 4.17). Era também uma elaboração do espírito da lei (5.17, 21-22, 27-28). Para todos nós é uma revelação detalhada da justiça de Deus, e seus princípios são aplicáveis hoje para os filhos de Deus.

 Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 18 de janeiro de 2014

JESUS, O DEUS CRÍVEL

“Não se turbe o vosso coração: credes em Deus, crede também em mim.
 (...) crede ao menos por causa das mesmas obras”. João 14.1, 11b


   “Os Incríveis”, animação da Pixar Animation Studios, lançado em novembro de 2004, distribuído pela Walt Disney Pictures,   recebeu o Oscar de melhor animação e de melhor edição de som. O filme fala sobre uma família que tinha superpoderes, e por isso podiam realizar coisas extraordinárias, que uma pessoa comum não poderia realizar.
   O dicionário diz que “incrível” é: que não se acredita, inacreditável; difícil de acreditar; extraordinário; inexplicável; singular, estranho. Mas também pode significar aquilo que não se pode crer. Desta forma, num sentido, Jesus também é incrível, pois Ele é Deus, Poderoso, e realizou milagres e coisas extraordinárias, inexplicáveis, difíceis de acreditar. Porém, também podemos dizer que Jesus é crível, pois ele é real, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, e é digno de nossa confiança.
   No contexto de João14 Jesus estava preparando os discípulos para Sua partida, pois Ele seria morto, ressuscitaria e voltaria ao Pai. Mas Ele não os deixaria órfãos. Jesus os estava exortando então a continuar confiando nEle, ainda que Sua presença com eles não fosse corpórea, mas espiritual. “...Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20); “De maneira alguma te deixarei,, nunca jamais te abandonarei” (Hb 13.5). Quando vivia aqui na terra Ele podia estar apenas em um lugar de cada vez. Agora Ele está à disposição de todos os crentes em qualquer lugar.
O que Jesus estava dizendo aos seus seguidores, e a nós também é: vocês podem confiar na minha presença. Vocês creem em Deus, então, creiam também em mim. Ele se põe em um plano igual a Deus.  “Crede em Deus, ainda que não possam vê-lo. Crede também em mim. Continuem crendo. Sua fé em mim não pode diminuir só porque vocês não me verão mais. Eu ainda estarei presente com vocês”.
   Certamente vamos passar por lutas e dificuldades neste novo ano. Acontecerão coisas que nos deixarão surpresos. Outras nos deixarão tristes, ou aborrecidos. Mas não se esqueça: Jesus está com você. As crises provam a nossa fé, a nossa consistência diante de Deus. O trabalhar de Deus em nossa vida pode exigir de nós algum esforço, mas criará em nós persistência, resistência, caráter, aperfeiçoamento. A facilidade traz flacidez, acomodação, inércia espiritual. Vamos confiar no Senhor e coloca-lo em 1º lugar diariamente (Mt 6.33).
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Muito obrigada, meu Deus!

“Bendito seja o Senhor, pois ouviu as minhas súplicas. O Senhor é a minha força e o meu escudo; 
nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, 
e com o meu cântico lhe darei graças”  Salmo 28.6-7


       
      Muito obrigado, meu Deus! Pelas lágrimas que rolam pelo meu rosto, pois quando meu coração está duro elas o atingem e deixam-no sensível e delicado. Muito obrigado, meu Deus! Por me ensinares a odiar o mal, não aprovar a injustiça e não ter preguiça nem covardia para lutar por um mundo melhor. Muito obrigado, meu Deus! Por Jesus ter morrido em meu lugar, pela compreensão de que Ele é o único caminho que leva a Ti e porque posso temer-Te todos os dias, resultando em benefícios para mim e para minha família. Muito obrigado, meu Deus! Por teres me escolhido para ser teu filho e pela esperança de participar do grande banquete na eternidade. Sei que sou teu convidado, Senhor! Muito obrigado, meu Deus! Por minha família crer em Ti, pois quando todos nós mais precisamos, te encontramos. Muito obrigado, meu Deus! Porque quando erro, tu me dás uma nova chance, pois tua misericórdia se renova a cada manhã. Muito obrigado, meu Deus! Por sempre fortaleceres meu ombros e firmares minhas pernas para te servir e por iluminares minha mente para compreender melhor o teu querer em minha vida. Muito obrigado, meu Deus! Porque não tenho mais motivo para ter medo, pois tu me dás coragem; não preciso me sentir derrotado, pois por meio de Cristo me conduzes ao triunfo. Também é raro que eu me sinta sozinho ou fraco, pois Tu és minha companhia sempre e minha fortaleza.
     Querido Deus, te agradeço também por quem está lendo este texto hoje. Que essa pessoa possa sentir Teu agir em sua vida e expressar toda a sua gratidão por tudo o que tens feito. Gratidão é a atitude natural de quem conhece Deus.
Extraído do Pão Diário

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Um Natal no barraco

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: mais bem aventurado é dar do que receber” Atos 20.35




     Era dezembro de 1999. Minha esposa estava no oitavo mês de gestação do nosso primeiro filho. Morávamos em Cuiabá. Devido a sua condição, não podíamos viajar 1.400km até a cidade de Maringá, como era o nosso costume, para passar as férias e o Natal com a família dela. Então, nesse ano foi diferente.
    Dedicamos o dia 24 a fazer os preparativos da ceia, assados, saladas, sobremesa. A noite, colocamos tudo no porta-malas do carro e partimos para uma favela, Pedimos a Deus que nos conduzisse a um lar que precisasse receber seu amor de uma forma especial. Chegamos a um barraco habitado por uma senhora muito simples, que morava sozinha.
    Mesmo um tanto assustada, ela nos recebeu em sua casa. Apenas um cômodo, parcamente mobiliado, bem limpinho, A cômoda serviu de mesa, a cama dela de cadeira. Nesse ambiente, ceamos, ouvimos sua história, oramos e assim foi aquele Natal. Sem música, sem enfeites nem fogos, sem muita gente, sem brincadeiras nem risadas.
    Fomos abençoados naquela noite. Não me lembro do cardápio, não me lembro do nome da senhora. Mas me lembro da paz que reinou naquele barraco, da doce emoção sentida, do sono tranquilo naquela noite. Dando, recebemos; querendo tocar, fomos tocados; falamos de Jesus, e por Jesus nós fomos visitados!

Extraído do cada dia com Deus – Meditações Holiness
Joel Tsuyoshi Odaira-Pastor da IEH de Guararapes/SP

As Escrituras e o Amor

“...O amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo.” Romanos 5.5


“Amor não é uma coisa que se sente. É uma coisa que se faz” (David Wilkerson).
A nossa leitura da Bíblia foi proveitosa? Tem trazido bênçãos para a nossa alma? Crescimento? Cuidado: desejo de adquirir conhecimento é diferente de amor pela verdade. Nosso alvo deve ser, com humildade e oração, examinar as Escrituras para ser corrigidos, ser sondados pelo Espírito Santo, amoldar o nosso coração aos requisitos santos das Escrituras.
Mais, um aspecto importante para considerarmos o quanto a nossa leitura da Bíblia tem sido proveitosa, é se, nossa leitura tem feito aumentar em nós o amor pelos irmãos. A Bíblia fala muito sobre o amor. Precisamos ver com cuidado e oração se essa virtude se acha saudavelmente em nós e se está sendo praticada de modo correto.
1. A Grande Importância do Amor. (1 Co 13)
Essa é a passagem bíblica que ressalta a importância do amor cristão mais enfaticamente. Nela vemos que, embora um crente professo possa falar com fluência e eloquência sobreas realidades divinas, se ele não tiver amor, será como o metal que embora faça barulho, não tem vida. Cristo fez do amor a grande evidência do discipulado, o que nos permite mais uma vez perceber a grande importância do amor, veja João 13.35. O amor por aqueles que o Senhor remiu é uma evidência segura de que possuímos o amor espiritual e sobrenatural do próprio Senhor Jesus.
2. A Verdadeira Natureza do Amor Cristão. (Rm 5.5)
O homem natural é incapaz de compreender qualquer realidade espiritual (1 Co 2.14). Portanto, não deveríamos nos surpreender quando cristãos professos, mas não regenerados, confundem o sentimentalismo humano e aquilo que agrada à carne como o amor espiritual. Não devemos confundir a amabilidade e a afabilidade humanas com a principal de todas as virtudes cristãs. O amor cristão é uma disposição santa, instalada nos crentes quando são regenerados (1 Jo 5.1). O amor é um princípio justo que busca o mais elevado bem do próximo. É o contrário do princípio de egoísmo e interesse próprio que se acha em nós por natureza.
3. Manifestando (Praticando) o Amor Cristão.  (1 Jo 3.17-18).
Amar os irmãos e manifestar o amor de todas as maneiras possíveis é nosso dever. Fazemos isto de maneira verdadeira e eficaz na comunhão com nossos irmãos: a) através da súplica e intercessão por eles, e até por aqueles que não conhecemos pessoalmente; b) repartindo um pouco da abundância que Deus nos propiciou com aqueles irmãos que são pobres quanto aos bens deste mundo; c) solidariedando-se com aqueles com quem convivemos, procurando sentir e tornar os seus fardos nossos, chorando com os que choram e alegrando-se com os que se alegram. A causa ou força que nos leva a manifestar amor aos nossos irmãos é que somos filhos de Deus, regenerados por Ele. O Seu amor por nós / em nós é o que nos impulsiona (1Jo 3.14).
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

As Escrituras e a Alegria

“Alegrai-vos sempre no SENHOR; outra vez digo, alegrai-vos.” Filipenses 4.4



Os ímpios vivem na busca incessante da alegria, mas nunca a encontram.  Cansam-se nesta busca, mas o fazem em vão, porque o coração deles se afastou do Senhor, voltando-se a este mundo. No outro extremo há certos crentes (menos esclarecidos) que imaginam que alegrar-se é pecado. Eles imaginam que os sentimentos de alegria são produzidos pelo diabo, que se disfarça de anjo de luz. Concluem que a felicidade em um mundo de pecado, como o nosso, é quase um tipo de iniquidade. Julgam ser presunção regozijar-se no conhecimento de que seus pecados foram perdoados. Um outro ângulo pelo qual se pode ver a questão é que: “a alegria cristã é somente para p futuro”. Nesta vida, aqui neste mundo de pecado, sofrimento e ilusão, não existe alegria. Assim. O cristão vive aguardando o céu, onde aí sim, terá alegria.
Mas a Palavra de Deus diz: “Regozijai-vos sempre” (1 Ts 5.16). Sem dúvida é seguro fazer o que Deus nos ordenou. O Senhor nunca estabeleceu qualquer embargo contra a alegria. É Satanás quem se esforça por fazer-nos “penduraras nossas harpas”. Não existe qualquer preceito nas Escrituras que nos ordene: “Entristecei-vos sempre no Senhor: outra vez digo, entristecei-vos”. Pelo contrário, há exortação: “Exultai, ó justos, no Senhor! Aos retos fica bem louvá-lo” (Sl 33.1). Se você é crente, Cristo lhe pertence, e tudo quanto se acha nEle também é seu. Ele nos convida para uma festa. Isaías 55.2, diz: “Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleiteis com finos manjares”. A igreja primitiva era uma igreja alegre (At 2.46-47). A ordem de alegrar-se não foi dada àqueles que estavam no céu, e sim para os santos que ainda vivem na terra. Assim, as Escrituras nos ensinam que:
1. A alegria é um dever do crente. (Fp 4.4)
Trata-se de um dever pessoal, presente e permanente para todos que fazem parte do povo de Deus. O Senhor não nos deixou ao nosso bel prazer o ficarmos alegres ou tristes; antes, ele estabeleceu que a felicidade é um dever para nós. Não regozijar-se é pecado de omissão. Mas é claro que não devemos pensar em alguma alegria carnal, contrária à natureza de Deus.
2. O Segredo da alegria verdadeira. (1Jo 1.3-4)
Quando consideramos quão ínfima e quão superficial é a nossa comunhão com Deus, não admiramos que muitos crentes se sintam destituídos de alegria. “Alegrai-vos sempre no Senhor”. Não há outro objeto em que podemos nos regozijar “sempre”. Todas as aoutras coisas são inconstantes. O que nos agrada hoje pode provocar-nos repulsa amanhã. Mas o Senhor é sempre o mesmo e pode ser o motivo da nossa alegria nos tempos de adversidade, como nos tempos de prosperidade (Hc 3.17-18).
3. O grande valor da alegria.  (Ne 8.10).
Se nossa alma estiver descansando em Cristo, se o nosso coração estiver repleto de alegria, o nosso trabalho será fácil (1Co 10.31), nossos deveres nos parecerão agradáveis, as tristezas nos parecerão suportáveis, não haverá lugar para ansiedade, e a constância será possível.             
Rev. Jonas M. Cunha

As Escrituras e as Promessas

“...Nos tem sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas...”2 Pedro 1.4


As promessas de Deus registradas nas Escrituras tornam conhecidas e manifestam o amor de Deus ao seu povo. Elas são testemunhos externos do Seu coração, o qual, desde a eternidade, os ama e determinou previamente todas as coisas em favor deles. Por meio delas os redimidos podem ficar certos da vontade de Deus, em Cristo, a respeito deles, para que gozem de comunhão com Deus em todo o tempo, não importando quais sejam a condição e as circunstâncias deles. As promessas divinas são declarações de que Deus nos dará algum bem ou removerá algum mal. Segundo Spurgeon: elas “procedem de um grande Deus, dirigem-se a grandes pecadores, operam em nosso favor grandes resultados e abordam grandes questões”.
1. A Bíblia revela que as promessas pertencem exclusivamente àqueles que estão em Cristo. (2 Co 1.20)
Embora o intelecto natural seja capaz de perceber muito dessa grandeza, somente o coração regenerado pode sentir o gosto das inefáveis promessas de Deus.  Tanto as promessas como as bênçãos prometidas são entregues ao Senhor Jesus e dadas aos santos por meio dele (Jesus é o Mediador entre o Deus santo e os pecadores). Então, aqueles que não estão em Cristo não possuem nenhum benefício, antes a sua porção são as ameaças divinas, e não as promessas de Deus (Ef 2.12).
As Escrituras nos capacitam a fazer das promessas de Deus nosso apoio.
Elas consolam nosso coração e desenvolvem nossa fé. É impressionante o grande número de promessas que ignoramos.  Seu conhecimento nos ajudaria muito, e nos fortaleceria nos momentos difíceis, nos traria paz em momentos de tempestades.  João 6.27 – somente quando as promessas divinas são entesouradas em nossa mente, o Espírito as traz à nossa memória nas ocasiões de desânimo, quando nos são mais necessárias (Josué 1.1-10).
3. Obtemos verdadeiro proveito da Palavra quando nos utilizamos corretamente das suas promessas.
Isto não significa sair dizendo para as pessoas que se elas aceitarem a Cristo serão curadas, ficarão ricas e não terão mais problemas. Num momento muito difícil o profeta Jeremias disse: “Quero trazer a memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21). Se Deus já nos prometeu abençoar, não precisamos pedir que nos abençoe, mas apenas dizer: “Faze como falaste” (2 Samuel 7.25). É o tomar posse, apropriar-nos das promessas (“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado...”). Com frequência Deus nos faz esperar para que a paciência seja “aperfeiçoada” (Habacuque 2.3). Várias finalidades são alcançadas por Deus quando Ele “demora” no cumprimento de suas promessas. Vale lembrar também que existem promessas incondicionais como existem promessas condicionais. “Somente quando cumprimos as exigências de uma promessa condicional podemos esperar que tal promessa se realize para nós (Spurgeon).
“Fé é se lembrar de que no Reino de Deus tudo é baseado em promessas e não em sentimentos”. Rev. Jonas M. Cunha

As Escrituras e o Mundo

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.”1 João 5.19



O Novo Testamento ensina muito sobre o “mundo” e a atitude do crente para com ele.  O “mundo” é um sistema ou ordem de coisas completo em si mesmo.  Ele consiste da natureza decaída, que se manifesta no sio da família humana em conformidade com as suas próprias tendências. É o reino organizado da “mente carnal” que se encontra em “inimizade contra Deus”; e essa mente ou sua inclinação (pendor) “não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7). O mundanismo é o mundo sem Deus. Então, os filhos de Deus são exortados a não se deixarem “conformar” com ele-Rm 12.2
Antes, devemos nos conformar a imagem de Cristo. Um teste para aplicarmos a nós mesmos é: minha leitura da Bíblia está me tornando menos mundano?
1. Ela abre meus olhos para discernir o verdadeiro caráter do mundo?
1 Jo 5.19. Só o coração iluminado pelo Espírito Santo é capaz de perceber que aquilo que é elevado entre os homens é, na realidade, “abominação diante de Deus” (Lc 16.15). Jesus perguntou: “Que aproveitará o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16.26).
2. Com ela aprendemos que o mundo é um inimigo que o crente deve combater e vencer.
O crente tem um combate (1 Tm 6.12), portanto há adversários a serem enfrentados e derrotados: “a carne, o mundo e o diabo”. Algumas razões que mostram que o mundo deve ser vencido: a) Os objetos do mundo tendem a desviar a nossa atenção.  As coisas visíveis tendem a desviar nosso coração das realidades invisíveis; b) O espírito do mundo é totalmente contrário ao Espírito de Cristo (1 Co 2.12). O Filho de Deus veio a este mundo, mas o “mundo não o conheceu” (Jo 1.10); c) As preocupações e cuidados do mundo são hostis a uma vida piedosa e celestial. Precisamos vigiar constantemente para que interesses cobiçosos não nos dominem. Nada pode vencer o mundo, senão a fé dada por Deus (1Jo 5.4). À medida que o nosso coração se  ocupa com as realidades invisíveis e eternas, ele é libertado da influência corruptora dos objetos mundanos.
3. Somos beneficiados pelo uso da Palavra quando nosso coração se desliga do mundo.
1 Jo 2.15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo”.  Todos os desejos e desígnios das pessoas mundanas visam à satisfação do “eu”, não de Deus.  Os crentes estão no mundo. Precisam viver nele, ganhar seu sustento, cuidar de seus familiares, desenvolver sua atividade profissional. No entanto, não podem amar o mundo. Jesus pediu um sua oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo 17.15). O nosso desafio é viver no mundo, sem se apegar a ele (Fp 2.15). Quando nossos olhos e corações são iluminados pelo Espírito, desprezamos aquelas coisas que pareciam tão boas (Fp 3.8; Tg 4.4).Devemos nos afastar daquilo que nos afasta de Deus!              
Rev. Jonas M. Cunha

As Escrituras e a Obediência

“O obedecer é melhor do que o sacrificar...”1 Samuel 15.22

Todos os crentes concordam que devem honrar e glorificar ao Senhor. A questão é: como? O que Deus realmente exige de nós? Participar das atividades da igreja, evangelização, contribuição financeira, são coisas que devemos fazer, porém o que Deus realmente exige é que vivamos em santidade para Ele, vida de sujeição à Sua vontade revelada.
Nossa leitura da Bíblia será relevante e proveitosa para nossa vida quando:
1. Descobrirmos as exigências que Deus nos impõe.
Deut 6.5. Deus quer que você obedeça a Sua Palavra. Os mandamentos de Deus são inalteráveis. Ele não abaixou as Suas exigências. O padrão é elevado!
2. Reconhecermos que temos deixado de satisfazer às exigências de Deus.
Is 6.5a. Vivemos infinitamente aquém dos padrões de Deus. A lei precisa ser ressaltada antes que alguém esteja pronto para ouvir o Evangelho com proveito.
3. Aprendermos que Deus providenciou todos os meios para que Seu povo cumpra as Suas exigências.
2 Co 5.17. Cristo satisfez vicariamente as exigências que Deus nos impõem, mas também assegurou que seus discípulos as satisfariam pessoalmente. O Espírito Santo opera em nós (entendimento, coração e vontade). Somos regenerados. Surge no coração uma disposição correspondente às exigências da lei (desejo de cumpri-la). A fé salvadora e a obediência são inseparáveis.
4. Percebemos que em nós é criado amor pelos mandamentos de Deus.
Sl 1.2. Toda pessoa que se considera salva mas não tem amor genuíno pelos mandamentos de Deus está iludindo a si mesma (Sl119.127).
5. Nosso coração e vontade se submeterem a todos os mandamentos de Deus.
Tg 2.10-11. Obediência parcial não pode ser chamada de obediência. Não exceção, nem restrições.  Ela deve ser total, completa. Submissão = sujeitar minha vontade à vontade de Deus. Agradar a Deus em todas as coisas ou nada em nada.
6. Nossa alma é impelida a orar intensamente por graça capacitadora.
O Espírito Santo nos transmite uma natureza que se inclina à obediência em harmonia com a Palavra de Deus.  Há um profundo desejo de agradar ao Senhor, porém permanece a velha natureza... Deus exige obediência perfeita de nossa parte (1 Pe 1.15). Perfeito = reto, sincero.  Deus vê o nosso coração. O desejo do verdadeiro crente é obedecer a Deus, o que é oposto à desobediência voluntária.
7. Desde agora desfrutamos a recompensa.
1 Tm 4.8. Purificamos nossa alma (1Pe 1.21). Obtemos atenção de Deus às nossas orações (1 Jo 3.22). Recebemos direção para nossa vida (Pv 3.17). Paz de estar no centro da vontade de Deus (Sl 19.11).
 “Vida cristã sem obediência integral a Deus significa religiosidade!''
Rev. Jonas M. Cunha

As Escrituras e as Boas Obras

“Sejam solícitos na prática de boas obras”.Tito 3.8 b


Se por um lado, é erro sério atribuir a nossa justificação diante de Deus a qualquer realização pessoal, por outro lado, são igualmente culpados de erro aqueles que negam que as boas obras são necessárias para chegarmos ao céu.
A Palavra de Deus nos ensina:
1. Qual é o verdadeiro lugar das boas obras.
O mesmo evangelho que declara que a salvação vem pela graça gratuita de Deus, mediante a fé no sangue de Cristo, independentemente das obras, é o mesmo evangelho que nos assegura que, sem a santificação, nenhum homem jamais verá a Deus. O coração dos homens regenerados são profunda e eficazmente influenciados pela autoridade e os mandamentos de Deus, de modo a se inclinarem à obediência. Existe uma conexão inseparável que Deus estabeleceu entre a nossa justificação e a nossa santificação – Rm 6.1-3.
2. A absoluta necessidade das boas obras.
A vida que os santos desfrutarão nos lugares celestiais será a consumação e a continuação daquela vida que viveram neste mundo após terem sido regenerados (Pv 4.18). Se alguém não estiver andando com Deus neste nível terreno, também não habitará com Ele nos céus. Se alguém não odiou o pecado e não amou a santidade antes da morte, certamente não o fará depois dela.
3. Qual é o desígnio das boas obras.
Os discípulos de Cristo precisam confirmar sua profissão cristã pelo testemunho de sua vida, a fim de que os homens possam ver as boas obras do crente. É assim que nosso Pai, que está nos céus, pode ser glorificado (Mt 5.16). A honra de Deus é o desígnio fundamental das boas obras. As boas obras visam chamar a atenção dos homens não para nós, e sim para Deus.
4. A verdadeira natureza das boas obras.
Só quando o Espírito Santo vivificar os indivíduos não regenerados transparecerá claramente que as boas obras são somente aquelas realizadas em obediência à vontade de Deus (Rm 6.16), baseadas no princípio de amor a Ele (Hb 10.24), em nome de Cristo (Cl 3.17) visando sempre à glória de Deus (1 Co 10.31). Isto é exemplificado na vida de Cristo.
5. Qual a verdadeira fonte das boas obras.
Os homens não regenerados não têm capacidade de realizar obras de modo espiritual (Rm 3.12; 8.7).  E os próprios crentes não são capazes de boa obra por si mesmos (2 Co 3.5), porque é Deus quem opera neles “tanto o querer como o realizar” (Fp 2.13). Além de ser regenerado, e necessário que a graça de Cristo seja implantada em nossos coração pelo Espírito. Sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.5).
6. Qual a grande importância das boas obras.
Por meio delas Deus é glorificado (Mt 5.16), silenciamos os que nos difamam (1 Pe 2.12), e evidenciamos a genuinidade de nossa fé (Tg 2.13-17).
7. Qual é o verdadeiro alvo das boas obras. Glorificar a Deus (Cl 1.10).                
Rev. Jonas M. Cunha

As Escrituras e a Oração

“Ele está orando” Atos 9.11


“Um crente que não ora é uma contradição de termos”. Uma pessoa que diz ser crente e não ora está destituída de vida espiritual.  A oração é como a respiração da nova natureza dos santos, assim como a Palavra de Deus é o seu alimento. Quando o Senhor quis assegurar ao seu discípulo de Damasco (Ananias) que Saulo de Tarso se convertera verdadeiramente, disse-lhe; “Ele está orando” (At 9.11).
 Muitas vezes o povo de Deus peca em oração! Hipocrisia em lugar de sinceridade; exigências presunçosas onde deveria haver submissão; formalidade em lugar de quebrantamento de coração. Quão pouco realmente sentimos os pecados que confessamos!
 A Palavra de Deus deveria ser o nosso manual de oração. Porém, estamos propensos a seguir nossas inclinações carnais como norma para nossas petições. Visto que de nós é exigido orar “no Espírito Santo” (Jd 20), segue-se que as nossas orações deveriam seguir o padrão das Escrituras, pois Ele é o Seu autor. Desta forma, concluímos que à medida que a Palavra de Deus habita mais ricamente em nós (Col 3.16), mais as nossas orações estarão em harmonia com a mente do Espírito.
 Com a benção do Espírito Santo, nosso estudo da Bíblia deve se refletir em nossa oração:
1. Levando-nos a perceber a importância profunda da oração – Mc 14.38. Uma vida de oração é absolutamente essencial para andarmos e termos comunhão diária com Deus, e para que sejamos libertados do poder do pecado no íntimo, das seduções do mundo e dos assédios de Satanás. Se essa convicção dominasse nossos corações, passaríamos muito mais tempo prostrados diante de Deus. Todos nós dedicamos tempo para tudo o que consideramos importante.
2. Levando-nos a sentir que não sabemos orar – Rm 8.26a. Isto é tão verdade que o próprio apóstolo Paulo se incluiu. O crente não pode orar sem a capacidade dada diretamente pelo Espírito Santo. A verdadeira oração é uma necessidade sentida e despertada em nós pelo Espírito, porque pedimos a Deus, em nome de Cristo, aquilo que está em conformidade com a sua santa vontade (1 Jo 5.14; Lc 11.1).
3. Tornando-nos conscientes da necessidade de ajuda do Espírito Santo – Para conhecermos nossas verdadeiras necessidades (Ec 6.12a); para orarmos pelas realidades espirituais e eternas, antes de tudo; para orar de maneira submissa e não como ditadores.
4. Ensinando-nos o propósito correto da oração – Tg 4.3.
5. Ensinando-nos a pleitear as promessas de Deus – Rm 4.21.
6. Levando-nos a uma submissão mais completa a Deus - 1Co 12.7-9.
7. Levando-nos a orar com alegria genuína – Sl 73.28.
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As Escrituras e Cristo

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.João 5.39



As Escrituras dão testemunho de Cristo como o único Salvador dos pecadores, o único por intermédio de quem podemos nos aproximar de Deus. Cristo não pode ser conhecido à parte das Escrituras. Crescimento espiritual implica em conhecer mais de nosso Senhor e Salvador – 2 Pe 3.18. Não se trata aqui de conhecimento intelectual, teórico, mas espiritual e prático, um conhecimento pessoal. O princípio que nos indica a profundidade com que nos tornamos forte na “graça que está em Cristo Jesus” (2 Tm 2.1) é a nossa capacidade de absorvê-lo, e depende de nós buscarmos a Ele com fé. Assim, podemos afirmar que uma pessoa se beneficia do estudo das Escrituras, quando:
1. Elas lhe revelam a sua necessidade de Cristo.
O homem, em seu estado natural, se considera autossuficiente. Ele crê que pode facilmente agradar a Deus, exatamente como Caim (Judas 11). Assim era com os judeus nos dias de Cristo, não tinha qualquer senso de que eles estavam “perdidos”, bem como da urgente necessidade de um Salvador – Mt 9.12. Faz parte do ofício do Espírito Santo, mediante a aplicação das verdades bíblicas, convencer os pecadores de sua situação desesperadora, de nossas tristes e fracassadas tentativas de dar-Lhe aquilo que Lhe devemos, e a reconhecer que Cristo é a nossa única esperança e que, se não nos refugiarmos nEle, a justa indignação de Deus certamente cairá sobre nós.
2. Elas tornam Cristo mais real para ela.
A maioria da nação de Israel via somente as formalidades externas, os ritos e cerimônias que Deus lhes havia dado para que observassem. Mas alguns tiveram o privilégio de ver através delas o próprio Cristo (Abraão – Jo 8.56, Moisés – Hb 11.26). Para muitos cristãos, hoje, Cristo é apenas um nome, um personagem histórico. Eles não têm contato pessoal com Ele, não desfrutam de comunhão espiritual com Ele.
3. Ocupa-se com as perfeições de Cristo
Primeiramente o senso de necessidade nos lança aos braços de Cristo, mas é a percepção das excelências de Cristo que nos faz achegar-nos a Ele mais e mais. Quanto mais Cristo se torna real para nós, tanto mais somos atraídos pelas suas perfeições. Nossa grande necessidade é ocupar-nos com Cristo, como fez Maria, irmã de Marta (Lc 10.38-42). Quanto de nosso tempo diário investimos nisto?
4. Cristo se torna mais precioso para ela. 1 Pe 2.7
O apóstolo Paulo considerava tudo como perda, em face da excelência de Cristo – FP 3.8. Comunhão diária com Ele é a essência e a natureza distintiva do verdadeiro cristianismo.
5. Tem uma confiança crescente em Cristo
Ninguém pode confiar em Cristo se não O conhece. E quanto mais conhecido Ele for, tanto mais confiaremos nEle.
6. Produzem nela o profundo desejo de agradar a Cristo – 1 Co 9.19-20.
7. Estas fazem-na ansiar pelo retorno de Cristo – 1 Jo 3.2               
Rev. Jonas M. Cunha

2-As Escrituras e Deus

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mateus 4.4


Vimos que as Escrituras nos dão um conhecimento de Deus que transforma a nossa vida. Assim, podemos dizer que a sua leitura é proveitosa, ou benefícios, quando há:
1. Um reconhecimento mais claro das reivindicações de Deus
O pecado separou o homem de Deus. O coração humano se tornou contrário a Deus. Porém, o desejo e a determinação daqueles que se converteram verdadeiramente é que “não vivem mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Então, as reivindicações de Deus passam a ser reconhecidas, e admitimos o legítimo domínio de Deus sobre nós, porque Ele é reconhecido como Deus. Rm 6.13. Ele exige ser o nosso Deus, ser servido por nós; que sejamos e façamos, de modo absoluto e sem reservas, tudo que Ele nos ordenar, rendendo-nos totalmente a Ele – Lc 14.26-27, 33. Reconhecer que Deus é o nosso Deus equivale a dar Lhe o trono do nosso coração.  Sl 63.1. Só teremos esta atitude à medida que obtemos um ponto de vista mais claro e mais completo sobre os direitos de Deus e nos submetermos a eles.
2. Maior temor pela majestade de Deus
As Escrituras dão a conhecer um Deus sobrenatural. O Deus revelado na Bíblia é muito diferente do conceito de Deus que se propaga em muitas igrejas chamadas “cristãs”.  O Deus das Escrituras Sagradas está vestido de perfeições tais e atributos tais que nenhum intelecto humano poderia tê-lo inventado. Deus é devidamente temido quando Ele é verdadeiramente conhecido. Pv 8.13 – O homem que vive no temor de Deus tem consciência de que “os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv 15.3).
3. Mais profunda reverência pelos Mandamentos de Deus
Pela desobediência de Adão, todos os seus descendentes são gerados em depravação semelhante à de Adão (Gn 5.3). “O pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). O pecado é o repúdio do domínio exercido por Deus: a autoridade de Deus é rejeitada, e a pessoa se rebela contra a vontade de Deus. O pecado consiste em seguirmos nosso próprio caminho. A salvação consiste em sermos libertos do pecado, de sua culpa, de seu poder e de sua penalidade. O espírito de obediência é dado a toda alma regenerada (Jo 14.23a). Nenhum de nós guarda os mandamentos de Deus com perfeição, mas todo crente verdadeiro deseja fazer isso e se esforça nesse sentido. (Sl 19.30 e 111).  Cristo não veio para destruir a lei, e sim para cumpri-la (Mt 5.17). Expressamos nosso amor por Cristo ao guardar os seus mandamentos (Jo 14.15).
4. Uma confiança mais firme na suficiência de Deus
O “deus” de um homem é aquilo ou aquele em quem ele mais confia.
5. Deleite mais pleno nas perfeições de Deus
6. Maior submissão aos atos providenciais de Deus
7. Canta louvores mais fervorosamente
Rev. Jonas M. Cunha

1-As Escrituras e Deus

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mateus 4.4


As Escrituras são inspiradas por Deus (2 Tm 3.16). Portanto, elas são totalmente sobrenaturais. “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).
 As Escrituras dão a conhecer um Deus sobrenatural. O Deus revelado na Bíblia é muito diferente do conceito de Deus que se propaga em muitos países chamados “cristãos”.  O Deus das Escrituras Sagradas está vestido de perfeições tais e atributos tais que nenhum intelecto humano poderia tê-lo inventado.
 Deus só pode ser conhecido por meio da revelação sobrenatural de sua própria pessoa. Sem as Escrituras é totalmente impossível chegar perto de um conhecimento mesmo teórico de Deus (1 Co 1.21). Em todos os lugares onde as Escrituras são ignoradas, Deus é o “DEUS DESCONHECIDO”, sobre o qual o apóstolo Paulo prega no areópago em Atenas (At 17.23).
 Contudo, antes que a alma possa conhecer a Deus, antes que o conheça de maneira genuína, pessoal e vital, é necessário haver lago mais do que apenas as Escrituras. Deus não pode ser conhecido por meio de simples estudo da Bíblia, assim como o conhecimento da química pode ser obtido por meio de estudo de livros sobre química.
 O Deus sobrenatural só pode ser conhecido sobrenaturalmente (de um modo superior àquilo que a natureza humana pode adquirir), mediante a revelação sobrenatural do próprio Deus ao coração humano (2 Co 4.6). As pessoas não regeneradas não têm qualquer conhecimento espiritual de Deus. “Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14). É preciso ter um entendimento espiritual, por meio da regeneração, antes que conheçamos a Deus de maneira espiritual (1 Jo 5.20).
  O conhecimento sobrenatural de Deus produz uma experiência sobrenatural. Porém isto é algo que muitas igrejas desconhecem totalmente. Grande parte dos “religiosos” de nossa época é apenas um “velho Adão retocado”. É meramente um túmulo adornado, como os fariseus do tempo de Jesus. Conheciam a Lei de Moisés (intelectualmente), mas não reconheciam a Cristo a respeito da qual a Lei falava – Jo 7.28. O conhecimento sobrenatural de Deus produz uma experiência sobrenatural, e a experiência sobrenatural resulta em fruto espiritual (transformação na vida).
Rev. Jonas M. Cunha

Palavra da Vida

“Preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão...” Fp 2.16


Houve um tempo, no Brasil, em que o cristão era conhecido como “o Bíblia” ou “aquela gente do livro da capa preta”. Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como o próprio termo “cristão” foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia (At 11.26), o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam.
O verdadeiro cristão ama a Bíblia. Ela tem o peso da autoridade da Palavra divina. É este o argumento de Paulo em 2Tm 3.16-17. Ele afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E após esclarecer que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passa a alistar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras são serão proveitosas em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus.
 Calvino comenta que “Paulo, para afirmar a autoridade da Palavra, ensina que ela é inspirada por Deus. Porque se esse é o caso, então, não há qualquer dúvida que os homens devem recebê-la com reverência. Eis aqui o princípio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar”. (2 Pe 1.20-21). 
 As Escrituras são claras em afirmar Sua própria autoridade, poder e fonte divinas. O Salmo 119 enaltece repetidamente a Lei, santificando-a e afirmando sua capacidade de transformar, vivificar, animar, sustentar, guiar, nutrir, fortalecer, iluminar, encorajar, ensinar, advertir, exortar, corrigir. Através dela podemos conhecer a Deus, Seus atributos, Seu caráter, Sua grandeza, poder e glória, e sobre nós, nossa criação, queda e condição, e Seu plano redentor.
 Entretanto, a Bíblia tem enfrentado os mais brutais ataques ao longo dos séculos.  Houve tentativas de desacreditá-la, diminuir sua relevância, com o secularismo, pela negação de valores absolutos que caracterizam o pós-modernismo, e de dentro da própria comunidade cristã, pelos liberais e neo-ortodoxos, e mais recentemente pelos hiper-pentecostais, que suprimem a autoridade e suficiência das Escrituras, substituindo-as ou equiparando-as a experiências místicas e novas revelações. Mas Deus mesmo a defende e preserva. Por isso, devemos nos aproximar da Bíblia com reverência. Temos que amar a Bíblia. 
Rev. Jonas M. Cunha