segunda-feira, 4 de maio de 2015

Você Já Nasceu de Novo?

 “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo,
 não pode ver o reino de Deus.” João 3.3



O novo nascimento é uma operação da graça de Deus, por intermédio do Espírito Santo, mudando as disposições íntimas da nossa alma, dando-nos um novo coração, uma nova mente e uma nova vida. Nascer de novo é nascer de cima, do alto, o Espírito Santo. Não é reforma de costumes nem caiação moral. É transformação radical. Jesus falou de novo nascimento para Nicodemos, um judeu reconhecido pelo seu povo, um homem rico, culto, religioso e mestre.
 Jesus disse a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Disse mais: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. Novo nascimento não é ser religioso, frequentar uma igreja e fazer orações. Nicodemos fazia tudo isso e não tinha nascido de novo. Você já nasceu de novo? Se novo nascimento sua esperança é vã e sua religião é vã.
 Novo Nascimento não é mudar de religião, ser batizado ou ser membro de uma igreja. Novo nascimento é uma operação sobrenatural, livre e soberana do Espírito Santo em sua vida. Novo nascimento ocorre quando você reconhece seu pecado e coloca sua confiança em Cristo Jesus, como seu redentor. Jesus foi levantado na cruz para que todo o que olhar para ele receba o perdão de seus pecados e a vida eterna. Você já nasceu de novo?
Rev. Jonas M. Cunha 
Extraído de “Cada Dia”

sábado, 25 de abril de 2015

A Súplica do Justo

 “...Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tiago 5.16b


No capítulo 6 de João encontramos a surpreendente narrativa da multiplicação dos pães e dos peixes realizada por Jesus, alimentando quase 5 mil homens. É digo de nota, neste evento, que Jesus ordenou aos seus discípulos que recolhessem as sobras, para que nada se perdesse (v.12).
 Desperdício
Segundo o Dicionário Aurélio, “desperdício” significa “esbanjamento; extravio, perda”. Se não se pode desperdiçar pães de cevada (na época, o mais em conta, consumido pela camada mais pobre da sociedade), muito menos deve-se desperdiçar a oração, um dos maiores dons de Deus. A razão da pobreza espiritual é uma só: o desperdício da oração. Ver Mateus 7.7-8 e Tiago 4.2.
 Fonte de poder
A carta de Tiago, capítulo 5, versos 12 a 18, enfatiza a oração como fonte de poder. A eficácia tem a ver com o resultado ou resposta positiva a oração feita. O cristão, que também passa por dificuldades, deve orar, quando estiver atravessando por dificuldades, assim como deve expressar gratidão ao vê-las transpostas. A dificuldade pode ser de saúde, ou de perdão, e até de ambos, como mostram os versos 14 e 15 (Tiago 5). Ligando ao verso 16, fica claro que o pecado é um obstáculo eficácia da oração.
 O exemplo de Elias
O “justo” é aquele que teme a Deus, que tem aliança com Ele, que foi salvo pelo Senhor (Salmo 1.6). O profeta Elias, muito conhecido nos tempos de Jesus, é citado para ilustrar “a oração do justo”(v.16b). Apesar dos grandes milagres que Deus fez por intermédio dele, como de Moisés, ele era apenas um homem, semelhante a nós, com uma natureza semelhante a nossa. Ele orou “com instância” (literalmente, “ele orou em oração”), orou sério, e Deus atendeu quando ele pediu para que não chovesse, e atendeu quanto ele orou de novo, pedindo para chover (1 Reis 17.1; 18.41-45).
 Podemos ter a mesma eficácia, mas, Mateus 7.7-8 e Tiago 4.2, deixam claro que não oramos tanto quanto deveríamos, e isto é um desperdício da oração!
             Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Equipe Ministerial

“Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé... e Jesus... 
Saúda-vos Epafras... Lucas, o médico amado, e também Demas.” Colossenses 4 .10-14




Ao final de sua carta aos colossenses (4.10-18), Paulo faz suas saudações finais e revela que ele não trabalhava sozinho, mas tinha uma equipe com ele. Outras pessoas ajudavam o apóstolo a realizar o seu trabalho (Atos 20.4; Romanos 16.1-16; Gálatas 1.1-2; Filipenses 4.2-3; 2 Tm 4.19-21; Tito 3.15). E talvez seja este o segredo do seu sucesso!
 A continuidade do ministério
“Sozinho você vai mais rápido, mas juntos vamos mais longe”. Algumas pessoas estão acostumadas a trabalhar sozinhas e têm dificuldade em trabalhar em grupo. Porém, quem faz tudo sozinho, quando para, seu ministério também para, mas quem faz em conjunto terá continuadores da sua obra. Assim como o ministério de Jesus, o ministério de Paulo teve continuidade porque ele trabalhava em equipe.
 Ministério Impactante
O trabalho feito em equipe tem uma força maior (“É melhor serem dois do que um...” Eclesiastes 4.9-12). Jesus escolheu 12 discípulos para estarem com ele (Marcos 3.13-15). Ele preparou discípulos para trabalharem juntos (Lucas 9.1-6). E ordenou aos apóstolos que investissem em outros (Mateus 28.18-20). Foi isto que Paulo e os outros apóstolos fizeram, e o mundo foi impactado pelo trabalho deles.
 Complementaridade no ministério
Além do aspecto de continuidade e força, existe o da complementaridade. Ninguém é bom em tudo. Ninguém possui todos os dons. Precisamos de ajuda para aperfeiçoar o nosso trabalho, para nos aconselhar, para nos exortar, para nos motivar, etc... Os mandamentos recíprocos demonstram isto (Tiago 5.16; Colossenses 3.16; Gálatas 6.2; etc). Há coisas que podemos fazer juntos que jamais poderíamos fazer sozinhos!
 Você pode ser como Paulo – mas para fazer uma grande obra para Deus precisa de companheiros para ajuda-lo. Ou, você pode ser como um dos companheiros de Paulo – ajudando aqueles que estão liderando a obra de Deus. Envolva-se nos trabalhos da igreja. Envolva-se no trabalho de Deus. Não pense que não pode fazer nada, ou, que pode fazer tudo sozinho (1 Coríntios 3.9).
Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 11 de abril de 2015

Irmãos Amados e Fiéis

“Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro, e conservo no Senhor, de tudo vos informará...
 Em sua companhia, vos envio Onésimo, o fiel e amado irmão, que é do vosso meio.” Colossenses 4. 7 e 9




No texto acima, o apóstolo Paulo dá uma boa palavra sobre ambos os irmãos que foram enviados para levar notícias e encorajamento de Roma.
 Quem são Tíquico e Onésimo?
Tíquico é mencionado pela 1ª vez como integrante da comitiva de Paulo, em Atos 20.4. Ele era da província romana da Ásia (atual Turquia) e parece ter sido um dos mensageiros de Paulo até o fim de seu ministério (2Tm 4.12; Tt 3.12). Agora, alguns anos mais tarde, havendo passado algum tempo com Paulo em Roma durante o seu primeiro aprisionamento romano, Tíquico fora encarregado de levar não somente a carta aos colossenses (4.7,8) e a Filemom (8-22), mas também aos efésios (6.21-22). A descrição dele é parecida com a de Epafras (1.7), e as razões para a alta recomendação eram que ele, além ter acabado de passar algum tempo com Paulo, também era um homem de bom senso.
Onésimo era um dos milhões de escravos que havia no Império Romano. Ele fugira de seu senhor Filemom, depois de roubar-lhe, e finalmente, chegou a Roma, onde seu caminho se cruzou com o do apóstolo Paulo, que o levou a fé em Cristo (Fm 10). Agora, ele se defrontava com o dever cristão para com seu senhor, o que significava voltar à casa de Filemom em Colosssos. Uma vez que o castigo costumeiro dos em tais casos era a morte, Paulo escreveu a bela carta intecessória em seu favor.
 Para quê Paulo os envia?
Não apenas para levarem a carta, mas complementa-la “dar conhecimento da nossa situação”, mas também para “alentar o vosso coração” (v. 8).

Por que Paulo envia a eles e não outros?
Ao enviar Onésimo ao lado de Tíquico Paulo está dizendo aos crentes colossenses, inclusive a Filemom, que o considerava, pela graça de Deus, que estava agora justificando o significado de seu nome (útil, ajudador), como sendo também inteiramente confiável.
 Ao ser citado o seu nome em relação com o de Jesus, ou de outros crentes amados e fiéis, você se sente correspondente?
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Testemunhando aos de Fora

 “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” Colossenses 3.23


Depois do incentivo à oração, vem a ênfase na conduta sábia e na palavra agradável: “conduzam-se com sabedoria para com os de fora”. Para os judeus, todo não judeu era um “de fora”. E para p crente, todo não crente é, num certo sentido, um de fora.
 Nos dias da Igreja Primitiva, os crentes eram, com frequência, injuriados por esses “de fora”. Eram por exemplo, chamados de ateus, porque não serviam aos deuses visíveis; de antipatriotas, porque não queimavam incenso diante da imagem do imperador, e, imorais, porque, por necessidade, se reuniam frequentemente a portas fechadas. O apóstolo sabia que a melhor maneira de vencer essas calúnias era que os cristãos se conduzissem virtuosa e sabiamente. As vidas deles eram lidas por todos.
 Essa conduta sábia serve não apenas como uma arma contra a difamação, mas também tem um propósito positivo, de ganhar os de fora para Cristo. Que Paulo tinha isto em mente é evidente no fato de que ele acrescenta: “aproveitando ao máximo as oportunidades” (Rm 13.11,12; 1 Co 7.29; Gl 6.9,10, Ef 5.16).
 Eles (e nós) deveriam orar para que seu modo de falar fosse sempre o melhor. Tendo-se colocado antes como exemplo no proceder, Paulo agora admoesta os destinatários a serem igualmente cuidadosos no uso de sua língua (v. 6). Tanto ao se dirigir a um grupo como na conversação individual. A palavra agradável (resultante da ação da graça de Deus no coração humano) deve se tornar um hábito.
 “Temperada com sal” – aqueles a quem o Senhor chama de “sal da terra” (Mt 5.13) não devem ter linguagem insípida. Como o sal preserva e dá sabor, a palavra do crente deve fazer pensar e fazer bem a quem a ouve. Não é perda de tempo. Tal palavra não repele, antes, atrai, possui encanto espiritual. É também distinta: o crente é conhecido por sua palavra como por sua conduta. Cristo nos dará boca e sabedoria para saber como responder a cada um (1 Pe 3.15; Lc 21.14,15).
Você tem testemunhado aos de fora? Tem aproveitado as oportunidades?
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 31 de março de 2015

Perseverança na Oração

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. Colossenses 4.2


O apóstolo Paulo inicia suas anotações finais com incentivo à oração. A oração é a respiração na vida cristã, assim como a Palavra é o alimento. Não há vida cristã, não dá para viver sem estas duas coisas. Para o cristão vencer as tentações e provações, e ter poder e autoridade para testemunhar, precisa estar na presença do Senhor.
 A Bíblia fala sobre muitos homens e mulheres de oração. O próprio Senhor Jesus, mesmo tendo muita coisa para fazer, e muitas pessoas para atender, “se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5.16).
 Temos o exemplo de Isaque, do qual a Bíblia não fala muita coisa, mas conta-nos que ele saía ao campo para meditar ao cair da tarde (Gn 24.63), e que ele orou por sua esposa estéril, e ela concebeu (Gn 25.21). Ana foi perseverante, e o Senhor ouviu sua oração (1 Sm 1.7,16, 26-27). Jó estava constantemente na presença do Senhor (Jó 1.5), teve força para passar por grande provação, e finalmente foi restaurado, quando orava por seus amigos (Jó 42.10).
 Não basta orar na hora das refeições e antes de dormir, ou quando somos solicitados a orar na igreja. É preciso ter uma vida de constante oração (Rm 12.12; Ef 6.18; 1Ts 5.17), e não apenas individual, mas comunitária, ou seja, com os irmãos (At 1.14; 2.42).
 “Perseverança na oração” – é a expressão mais importante da nova vida, e é também o meio de obter para nós mesmos e para os outros, a satisfação das necessidades, tanto físicas como espirituais.
 Jesus foi perseverante na oração. Os apóstolos seguiram o Seu exemplo, a igreja primitiva seguiu o exemplo dos apóstolos, e nós precisamos seguir o exemplo da igreja primitiva.
 Faça um propósito diante de Deus de separar um tempo diário para orar. Deus fará grandes coisas através de você e em você!
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 27 de março de 2015

Relações Domésticas

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. Colossenses 3.23



É triste de ver, e até alguns artistas na televisão tem comentado, sobre as novelas que passam uma visão distorcida de família para o povo.  A verdade sublime e prática de que Cristo é o único e Todo-suficiente salvador, e, como tal, a fonte de vida do crente é aplicada a grupos familiares, também.
 O apóstolo Paulo apresenta uma tabela de deveres familiares difícil de obedecer, porém, o Cristianismo oferece a força necessária para o cumprimento dos mandamentos,  apresenta um novo propósito: “fazer tudo para a glória de Deus” (Cl 3.15), E o padrão de conduta que glorifica a Deus.
 As mulheres devem ser “submissas” ao marido (v.18), e a razão apresentada é, “como convém no Senhor”, estando em harmonia com Sua vontade revelada nas Escrituras (o marido lidera, a esposa segue). Quando a esposa segue o padrão de Deus, ela pode ser uma benção para o marido, pode exercer uma influência benéfica e pode promover não somente a felicidade dele, mas também a sua própria. Submissão não implica inferioridade, não obriga a agir contra a consciência, mas ocorre num contexto de amor. Quando se sente amado, não é difícil submeter-se.
 Aos maridos é dito que “amem suas esposas”(v.19). Esse amor age como uma influencia moderadora sobre o exercício da autoridade do marido. Cada um procura agradar e beneficiar o outro.  Aos filhos, “obedecei” (v.20). Os pais são mais experientes. Quando os pais deixam os filhos fazerem o que querem, isto não é demonstração de amor, é crueldade. Os “pais” (v. 21), devem tomar cuidado para não serem injustos e demasiados severos. Isto pode desanimar as crianças.  Devemos procurar fazer menos críticas e mais elogios.
 Ainda Há uma palavra para os “escravos” (v. 22), agirem bem, não apenas sob vigilância, mas fazendo “de todo o coração, como para o Senhor”, com incentivo da recompensa da “herança”.
Mas os “senhores” também devem se lembrar que têm um senhor no céu (4.1). Todos nós estamos servindo ao Senhor, e as Suas virtudes devem ser vistas em nossas vidas em todo o lugar, primeiramente no lar. 
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 16 de março de 2015

Novas Virtudes

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia,
 de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. Colossenses 3.12



A santificação é um processo realizado por Deus, no qual somos participantes. Ela é composta por duas partes: mortificação e vivificação. Isto quer dizer, matar a velha natureza (Cl 3.5) e vivificar a nova natureza (Cl 3.1). Em outras palavras, devemos deixar as práticas antigas do pecado, e em seu lugar, implantar novas práticas, resultantes da nova natureza.
 Nos versos 12 a 17, o apóstolo trata do aspecto da vivificação, comparando-o com o tirar a roupa velha e suja, e colocar uma roupa nova e limpa, já que fomos lavados no sangue do Cordeiro, continuando e especificando o que ele disse em Colossenses 3, verso 10.
 “Revesti-vos” – devemos nos vestir das virtudes que são as do próprio Cristo, pois somos “santos” (separados para o Senhor e Sua obra). Fomos isentos da culpa dos pecados pelo sangue de Cristo, e estamos sendo libertos, mais e mais, da imundícia do pecado, e renovados segundo a imagem de Deus.
 Devemos nos vestir de; “ternos afetos de misericórdia”, isto indica um sentimento muito profundo; lembra-nos a reação de José ao ver Benjamin (Gn 43.30);  de “bondade” – benevolência do coração, conferida pelo Espírito Santo, e oposto a malíciaou perversidade, como no caso do bom samaritano (Lc 10.25-37); “humildade” – uma qualidade que os crentes devem se esforçar mais e mais por adquirir, que se revela em modéstia na apreciação em relação ao próximo (Lc 7.6); “mansidão”- que não é fraqueza, mas submissão sob provação, a disposição de sofrer injúria em vez de praticá-la (Exemplo: Moisés – Nm 12.3); e “longanimidade” – característica da pessoa que, diante daqueles que a molestam, mostra paciência, recusando-se a ceder à violência ou a explosão de raiva, como o profeta Jeremias, ou o profeta Oséias.
 Quando um crente manifesta essas virtudes no seu relacionamento com o próximo, ele “se revestiu” de Cristo (Rm 13.14).
 Você está se revestindo das virtudes de Cristo todos os dias? Lembre-se disto da próxima vez que for se vestir para sair!
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 9 de março de 2015

Buscando as Coisas Lá do Alto

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto...”. Colossenses 3.1



Após falar de sua alegria e seu amor para com os crentes da cidade de Colossos; de falar sobre a pessoa e obra de Cristo, explicando a base da nossa salvação; e de adverti-los e exortá-los, quanto aos perigos de se desviar da fé em Cristo somente; agora, o apóstolo Paulo vai explicar sobre o processo de santificação e como vencer o pecado: mortificação e vivificação.
 A palavra “portanto”, do verso 1, liga este trecho ao que foi dito anteriormente. Deviam deixar de seguir os pensamentos carnais e terrenos, para vencer o pecado, focados nas suas próprias obras, e concentrarem-se na obra de Cristo. Por nós mesmos não conseguimos viver uma vida santa, não conseguimos vencer o pecado, sendo aquelas ideias do verso 21 a 23 do capítulo 2, inúteis e ineficazes. Por isso, o apóstolo diz que eles deveriam ter uma atitude e comportamento diferentes, baseado na união com Cristo: “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo”.
 “Buscai” – o verbo implica em esforço perseverante, constante. Não uma busca para descobrir, mas para obter, como em Mt 6.33; 13.45-46. Mas a ênfase não está no buscar, mas no objeto a ser buscado. “As coisas lá do alto” são valores espirituais que estão no coração do Mediador exaltado em glória, de onde, sem prejuízo a si mesmo, são concedidos àqueles que humildemente os pedem e diligentemente os buscam (Mt 7.7; Ef 4.7-8). Paulo faz referência às realidades apresentadas mais adiante, nos versos 12 a 16, do capítulo 3, em que se destaca o amor.
Se o coração dos crentes forem cheios de tais frutos, não haverá lugar para satisfação da carne. Eles são instigados por esta admoestação muito prática a ponderar e ansiar por aquelas coisas. Esse método positivo de vencer o pecado é uma característica do ensino de Paulo (Rm 12.21; Gl 5.16, Fp 4. 8,9). Portanto, deve-se “fazer morrer”(v.5), “despojai-vos” (v.8), deixar de alimentar a natureza carnal e terrena (ver filme, novelas, internet, etc) e jogar fora alguns velhos hábitos – que aguçam os desejos da nossa natureza pecaminosa, e em seu lugar, cultivar (“vos revistais do novo homem” v. 10) pensamentos e ações que ajudem a desenvolver o caráter de Cristo.      
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um Deus de Braços Abertos

“...Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”.  Mateus 1.23b


Por ser uma realidade acima de qualquer outra realidade ou por ser uma ficção criada ou alimentada pela preocupação com a morte, “a ideia de Deus jamais morrerá, ou melhor, morrerá apenas com o último homem”.
 O problema da humanidade em todos os tempos não é o ateísmo. Apesar de todas as filosofias e de todos os movimentos contrários ao teísmo, o ser humano continua mantendo sua fé nos deuses (a grande minoria)ou em Deus (a grande maioria). Segundo o sociólogo americano Phil Zuckerman, os ateus ao redor do mundo  seriam apenas11% da população (pesquisa realizada em 2007), problema ligeiramente maior para o gênero masculino.  O grupo que mais cresce é o formado pelos sem-religião, mas nem todos são ateus.
 O problema acentuadamente preocupante é que um bom número daqueles que creem em Deus não acredita que ele esteja de braços abertos para sua alma aflita.  Eles nunca leram a resposta à 1ª pergunta do Catecismo Menor, preparado pela Assembleia de Westminster, que reuniu os mais competentes e fervorosos teólogos da Inglaterra na Abadia de Wetminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. “Qual o fim principal do homem?” A resposta: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. O propósito nº 01 do ser humano não é exclusivamente adorar a Deus. Além de magnificar a Deus a criatura pode e deve “gozá-lo para sempre”. ... Então, o fim principal da criatura é deliciar-se com o Criador, é desfrutar de seu amor, de sua graça, de sua presença, de seu perdão, de sua glória. Em resumo: desfrutar de seus braços abertos – quando a alma está aflita ou não.
 Deus não é meramente o arquiteto e mecânico deste vasto universo. Deus não é meramente o Criador e sustentador dos céus e da terra e o soberano Senhor que governa tudo. O Deus dos cristãos... é uma pessoa que ama, que se aproxima, que enxerga e enxuga lágrimas, que ouve e responde à oração, que se compadece da fraqueza humana e o trata com bondade e paciência, que gosta de ser chamado de Pai Nosso...
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Revista Ultimato

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Sangue Purificador

“...e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.   1 João 1.7


PECADO



O pecado é uma realidade inegável. Seus efeitos podem ser notados todos os dias em nossa vida, família e sociedade.
 O pecado é a transgressão da lei de Deus ou qualquer falta de conformidade com ela. Pecamos contra Deus por palavras, obras, omissão e pensamentos. Fomos concebidos em pecado, nascemos em pecado e ainda pecamos. Não podemos purificar-nos a nós mesmos. O pecado atingiu nossa razão, emoção e vontade.
 Todas as áreas da nossa vida foram afetadas pelo pecado. Nenhum ritual religioso pode nos limpar do pecado e nenhum sacrifício feito por nós pode restaurar nossa comunhão com Deus, uma vez que o pecado faz separação entre nós e o nosso Deus.
 Porém, aquilo que não podemos fazer, Jesus fez por nós. Por sua morte temos vida e pelo seu sangue temos purificação de todo pecado. Não apenas de alguns pecados, mas de todo pecado. Em Jesus temos pleno perdão e copiosa redenção.
 O sangue de Jesus nos purifica não apenas de alguns pecados, mas de todo pecado. Qualquer pecador, por mais sujo e degradado, pode tornar-se completamente limpo pelo sangue purificador de Jesus. 
O profeta Isaías diz que, ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA

Segui-lo

“Vá, disse Jesus, a sua fé o curou. Imediatamente ele recuperou a visão e seguiu Jesus pelo caminho”.  
Marcos 10.52



A passagem de Marcos 10.46-52 conta a história de um cego, Bartimeu, que percebeu Jesus passando próximo a ele, seguido de seus discípulos e de muitas pessoas, uma multidão. Possivelmente já tivesse ouvido falar das curas que o Senhor fazia, e clamou a ele por compaixão.
Embora alguns o repreendessem por incomodar o Mestre, continuou gritando, e foi ouvido pelo Messias, que prontamente disse: “Chamem-no”. Quando o cego, de um pulo, se colocou frente ao Senhor Jesus, este lhe perguntou o que queria que fizesse. Obteve o Senhor a resposta aparentemente óbvia: “Que eu possa ver”. Como já vinha fazendo em outras ocasiões quando curava toda espécie de doenças, o Senhor Jesus disse-lhe: “Vá, a sua fé o curou”.
Muito já se falou, escreveu e pregou sobre esse episódio, parando por aqui: Jesus o curou e salvou, despedindo-se dele. Se era a cura que ele procurava, se era a bênção que estava almejando e não o Abençoador, poderia ir embora satisfeito, como ocorreu com outros que Jesus curou.
Mas não foi assim que esta história terminou! Bartimeu, passando a ver, imediatamente seguiu Jesus pelo caminho, demonstrando com essa atitude o que muitos não faziam naquela época e nem hoje: continuar buscando, seguindo, obedecendo ao Abençoador. Ele não buscava apenas a bênção, a cura, o milagre; ele necessitava do Senhor Jesus – de suas bênçãos, mas também de seus sábios ensinamentos enquanto andava com os seus discípulos e demais seguidores. Por isso seguiu o Mestre. Todos nós também devemos buscar as benção quando necessitamos delas, mas também ir além, após a cura, a libertação, a conversão: continuar fiéis a ele; não nos afastando do Caminho, o único que nos leva a Deus (Jo 14.6): o Senhor Jesus.
Temos que ser gratos a Deus pelo bem que nos proporciona e pela cura que ministra em nós (Sl 103.3).
 Nem todos os caminhos nos levam a Deus:
 Só o Senhor Jesus Cristo. Sigamos com ele.
 Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Coisa Sem Valor

“Tais cousas, com efeito, têm aparência de sabedoria... todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”.  Colossenses 2.23


Após chamar a atenção dos crentes de Colossos sobre os perigos que os rondavam, nos versos 16-23, o apóstolo Paulo vai falar diretamente sobre o que eles deveriam tomar cuidado.
 1. Uma mistura de religião judaica e cristianismo (v. 16) – os falsos mestres parecem ter sobreposto suas próprias regulamentações às leis do Antigo Testamento, julgando não somente em relação a comer, mas também com respeito ao beber. Também tentaram impor suas restrições relacionadas às festas (Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos e talvez outras: luas novas e sábados).
 2. O culto aos anjos (v. 18-19) – O falso mestre tentava criar a impressão de que ele se considerava muito insignificante para se aproximar diretamente de Deus, daí buscar a mediação dos anjos. O culto oferecido aos anjos é condenado em Ap 19.10 e22. 8 e 9. Uma das evidências da adoração aos anjos é inferida de inscrições encontradas na Galácia, sendo atribuído aos anjos curas miraculosas. Por causa disto e “baseando-se em visões”, apresentavam um comportamento pedante. “Enfatuado na sua mente carnal” – não apenas porque se fixa em coisas físicas, mas porque baseia sua esperança para salvação em qualquer coisa fora de Cristo, conforme o v. 19.
 3. O ascetismo (v. 20-23) – Paulo condena o programa de austeridade recomendado pelos proponentes do erro, que impunham restrições ascéticas baseadas em seu presumível contato com o mundo angelical, ou não, ensinando que o ascetismo faz mais mal do que bem (não tem valor). No lugar de ser remédio contra a satisfação carnal, ele a encoraja e promove. Havia, portanto, evidência de uma clara tendência ascética, visando convencer os colossenses de que a observância rígida era absolutamente indispensável à salvação, ou se não à salvação como tal, pelo menos à plenitude, a perfeição na salvação. Desta forma, há uma negação implícita da plena suficiência de Cristo.
 Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 31 de janeiro de 2015

Estejam Alertas

“Cuidado que ninguém vos venha a enredar...”.  Colossenses 2.8


Preocupado com o perigo que ronda os crentes da igreja em Colossos, Paulo no cap. 2, versos 8 a 15, faz uma solene advertência e uma importante afirmação.
“Cuidado!” (v.8) – “Não se deixem levar por qualquer ensinamento que não seja segundo Cristo”. Este versículo está em estreita ligação com v. 6 e 7, e v. 8 a 10. Paulo está profundamente preocupado com os falsos ensinamentos que pudessem minar a confiança dos colossenses em Cristo como seu salvador completo. Pensamentos e moralidade (regras e regulamentos) segundo a tradição dos homens e rudimentos deste mundo. Uma mistura de cristianismo, cerimonialismo judaico, angeologia e ascetismo (v.11-23).
 “Nele (Cristo), habita corporalmente, toda a plenitude da Divindade... nele estais aperfeiçoados... Ele é o cabeça de todo principado... Nele fostes circuncidados... tendo sido sepultados, juntamente com ele... vos deu vida juntamente com ele...” (v.9-13) – Ah, se as pessoas pudessem ver as implicações da fé em Cristo, em toda a sua gloriosa plenitude e suficiência! Em Cristo, temos a fonte de tudo o que necessitamos para esta vida e para a futura. Por que, entã, cavar cisternas rotas (Jr 2.13)?
 O Filho é completamente igual em essência com o Pai e o Espírito Santo. Nele somos aperfeiçoados (Ef 4.13). Ele é o supremo soberano sobre todos (Cl 1.16), fora dele os anjos bons não podem prestar auxílio, e por causa dele o mal não pode causar dano aos crentes. A obra do Espírito Santo no coração (íntimo), lançando fora a natureza pecaminosa (aspecto progressivo da santificação) é contrastado com o cerimonialismo judaico (externo). Cristo sofreu, morreu, foi sepultado em lugar de vocês e para o seu benefício. Ele levou a culpa e o castigo da lei que eram seus, conquistando não só a justificação, mas também a santificação. De tal forma que não precisamos temer as hostes do mal, pois o próprio Deus desarmou os principados e potestades (Cl 1.13).
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Andando em Cristo

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele”.  Colossenses 2.1


Ligando o trecho de Colossenses 2.1-7 com o anterior, o autor da carta diz que “gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós” v.1. Não é que Paulo esteja se vangloriando, antes, ele ressalta a importância do assunto: Ele considera a heresia colossense, a qual ele está para refutar, como sendo um perigo muito sério.
 Provavelmente, Paulo tenha passado pelo vale do Lico, e por Colossos quando se dirigia à Éfeso, em sua 3ª viagem missionária para confirmar as igrejas estabelecidas, e não para estabelecer novas igrejas. Mas, durante sua longa permanência em Éfeso, pessoas da região próxima teriam ido se encontrar com o apóstolo (At 19.10). Epafras de Colossos, deveria estar entre esses, os quais levaram as boas novas de salvação às suas respectivas cidades (Cl 4.12). Depois de um tempo, retornando a Paulo, levou notícias a respeito das condições prevalentes nas igrejas do vale, o qual queria que soubessem o quanto os amava e o quanto estava preocupado com eles a respeito do perigo espiritual que os ameaçava.
 Como sevo de Deus, seu objetivo principal era ser instrumento nas mãos de Deus e trazer o coração deles ao coração de Cristo. Precisava fortalecer seus corações contra o ataque dos falsos mestres. Ele deseja que tenham uma visão plena, rica e gratificante nas coisas espirituais, que implica na habilidade de distinguir o falso do verdadeiro. Paulo estimula a que descubramos e nos enriqueçamos com os tesouros ocultos em Cristo.
 Então, ele fala da comunhão de todos os crentes em Cristo, mesmo com quem não conhecemos pessoalmente e estando longe (1 Ts 2.17), e da necessidade de “andar em Cristo”. Toda a ênfase recai na necessidade de se apegar a Cristo Jesus o Senhor, como o Todo-suficiente, como o Senhor cujos mandamentos devem ser obedecidos e em cuja palavra devemos confiar. O sentido é: “não se deixem enganar. Que a vida de vocês continue a estar em harmonia com o fato de que vocês aceitaram a Cristo o Senhor.”             
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Esforçando-se em benefício da Igreja

“...E preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a Igreja”.
Colossenses 1. 24 b




Paulo se alegra, não porque seja masoquista, mas porque ele está participando dos sofrimentos de Cristo (no lugar de Cristo) pela Igreja. ele não estava em viagem missionária, nem pregando aos colossenses pessoalmente, mas estava escrevendo da prisão (At 9.16). Os apóstolos sentiram a mesma alegria (At 5.41). E nós devemos nos alegrar, também, se estivermos sofrendo por Cristo , porém, devemos estar tristes, se não temos nenhum tipo de sofrimento pelo Senhor e Sua Igreja (Mc 13.13).
 O apóstolo aos gentios sabia que, além de se constituir um grande privilégio, sua perseverança fortaleceria a fé dos colossenses e dos demais irmãos. E assim, ele cumpria com a sua missão de pregação da Palavra, como administrador dos tesouros espirituais, “mistério oculto”, não porque estivesse em sigilo, mas porque não havia sido revelado a todos. Só Deus pode revelar, abrir os olhos do entendimento, para se compreender a Sua Palavra, não importa o quanto se ouça.
 “Cristo em vós” – O Senhor e Suas gloriosas riquezas habitando, pelo Espírito Santo, em nosso coração e na vida. Esta habitação nos capacita a viver de modo de modo que agrade ao Senhor, uma vida abundante e progressiva (Rm 8.11). Assim Paulo estimulava e encorajava aos crentes, ensinando de maneira prática, e sendo ele mesmo exemplo, com o objetivo de aperfeiçoar, pois a união estreita, trazida pelo Espírito Santo através da fé é dada e mantida pelo próprio Deus (Fp 2.13).
 Então, para isto ele se esforçava (v. 29), trabalhando duro, a ponto de fadiga e exaustão, incluindo neste esforço, não só a pregação, mas também a oração (Cl 4.12). O segredo da força de Paulo é o poder de Deus que agia nele e através dele, e que também está a nossa disposição (Fp 4.13; At 1.8).
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

JESUS É DEUS

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João 1.1


João, em seu Evangelho é taxativo e direto ao falar sobre a divindade de Jesus. Este é o propósito de seu livro: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e par que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.30, 31). A expressão “Filho de Deus”, equivale a dizer que o Filho tem a mesma natureza, e os mesmo atributos do Pai, portanto é tão divino quanto Ele.
 Transcrevo abaixo um trecho sobre o assunto, extraído do livro “Cristianismo Puro e Simples” de C. S. Lewis, para nos ajudar nesta reflexão, mostrando a incoerência e o ignorante orgulho de muitos que não aceitam o fato que Jesus é Deus:
 “Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: ‘Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus’. Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la.”
Rev. Jonas M. Cunha

O VENCEDOR DA MORTE

“...Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 1. 17,18


A morte de Cristo não foi uma tragédia, pois sua ressurreição é um fato incontestável. Jesus morreu e ressuscitou segundo as Escrituras. Sua morte não foi um acidente nem sua ressurreição uma surpresa. A morte não pôde retê-lo. Jesus venceu a morte e arrancou seu aguilhão. Ressuscitou fisicamente, como primícias de todos aqueles que dormem.
Quanto ao passado, sua ressurreição é um fato histórico inegável, quanto ao presente sua ressurreição é um fato é um artigo de fé inabalável e quanto ao futuro sua ressurreição é uma esperança bendita. Porque ele vive, temos esperança do amanhã. A morte  foi tragada pela vitória. A morte é o último inimigo a ser vencido. A morte será lançada no lago de fogo, mas nós teremos um corpo incorruptível, imortal, glorioso, poderoso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo.
Vamos brilhar como o firmamento. Vamos resplandecer como as estrelas para sempre e eternamente. Porque Jesus venceu a morte, caminhamos não para um túmulo escuro, mas para a luz aurifulgente do céu. Porque Jesus triunfou sobre a morte, viveremos com ele para sempre, onde não haverá mais dor, nem luto, nem pranto. Porque Jesus venceu a morte, nossos olhos serão enxugados de toda a lágrima!
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA de Natal

Conhecimento da Sua vontade

“...Não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade...”. Colossenses 1.9




Ao receber informações através de Epafras sobre a igreja em Colossos, o apóstolo Paulo, primeiramente rende graças a Deus, visto que o Evangelho estava crescendo e frutificando em todo o mundo, e também naquela região (Cl 1.3-8).
Agora o apóstolo e seus companheiros põem-se a interceder, por aqueles crentes. E o que Paulo pede, de maneira especifica, era que “transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (Co 1.9).
É vão tentar servir ao Senhor sem ter conhecimento do que Ele deseja de nós. Esse conhecimento consiste em sabedoria e entendimento. Não um conhecimento teórico, mas prático, com frutos, que é resultado da comunhão com o Senhor, e que ao mesmo tempo, conduza a uma comunhão mais profunda (Sl 25.12, 14).
Este conhecimento transforma o coração e renova a vida, sendo fundamental para o trabalhar do Espírito Santo.
O propósito do pedido está expresso no verso 10: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado”. Paulo desejava que os crentes se conduzissem em harmonia com as responsabilidades advindas desse novo relacionamento com Deus, resultante de uma consciência desejosa de agradar a Deus em tudo (1 Co 10.31).
Essa conduta que glorifica a Deus é o resultado de ser “cheio do pleno conhecimento de sua vontade”. Pois, quanto mais o conhecemos, mais o amaremos. E esta vida que agrada a Deus é expressa de quatro modos:
1º) Frutificando em toda boa obra (v. 10) – que é o resultado e não a causa da graça de Deus em nossa vida (Ef 2.8-10). O frutificar é apresentado como uma característica daquele que desenvolve uma vida de relacionamento com Deus, que necessariamente incluí vida de oração e meditação na Palavra – Sl 1.3, Jo 15.5.
2º) Crescendo no pleno conhecimento de Deus (v.10) – o conhecimento de Deus é tanto o ponto de partida como o resultado de uma vida que agrada a Deus. Esse conhecimento deve ser sempre crescente – Jó 42.5.
3º) Sendo fortalecidos com todo o poder (v.11) – quando uma pessoa cresce no conhecimento de Deus, sua força e coragem aumentam – Js 1.7-9; Fp 4.13.
4º) Comm alegria dando graças ao Pai (v.12) – em razão da força concedida por Deus, os crentes podem, mesmo em meio a tribulação, dar graças com alegria.
Você está buscando crescer no conhecimento de Deus?
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A LUZ PARA AS TREVAS

“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas...”. João 8.12



O Iluminismo colocou o homem no centro de todas as coisas e empurrou Deus para a lateral. O humanismo idolátrico, com todas as  luzes do seu conhecimento, jogou a humanidade num poço escuro de escravidão e morte. Jesus, porém, é o Sol da justiça que trouxe salvação em suas asas. O mundo jaz em trevas, o diabo é o príncipe das trevas e viver no pecado é andar na escuridão.
 O diabo cegou o entendimento dos incrédulos, por isso, aqueles que são prisioneiros do pecado vivem em densas trevas. Mas Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo, libertar os cativos e dar vista aos cegos. Jesus é a luz do mundo e a luz prevalece nas trevas. Onde o evangelho é proclamado, a escuridão do paganismo é vencida. Onde a verdade de Deus prevalece, as cavernas escuras da alma humana são iluminadas. Onde Jesus é anunciado como Salvador, aqueles que vivem encerrados nas masmorras escuras da impiedade são libertos.
 Jesus é a luz que veio ao mundo para iluminar todos os homens. Aqueles que nele creem não andam em trevas. Aqueles que nele confiam sabem para onde vão. Aqueles que nele esperam verão a alva e reinarão com ele eternamente. Só em Jesus há salvação. Só em seu nome há perdão. Só nele há copiosa redenção.
 Rev. Jonas M. Cunha 
Extraído de CADA DIA DE NATAL