terça-feira, 18 de agosto de 2015

O Brado de Vitória

 “Está consumado!” João 19.30



A cruz não é um símbolo de fracasso, mas de vitória. Jesus não caminhou para a cruz como um prisioneiro impotente, mas rumou para ela como um rei caminha para a sua coroação. A penúltima palavra proferida por Jesus na cruz foi um brado de triunfo. A palavra grega Tetélestai, “está consumado”, tem três significados.
 Primeiro, era usada para a conclusão de uma tarefa. Quando um filho terminava um trabalho, dizia para seu pai: “Tetélestai”. Está concluído o trabalho a mim confiado.
 Segundo, era usada para quitação de uma dívida. Quando alguém ia ao banco pagar a promissória, batia-se o carimbo no documento: “Tetélestai”, ou seja, a dívida foi paga.
 Terceiro, era usada para posse definitiva de uma escritura. Quando alguém comprava um imóvel e o quitava, recebia a escritura definitiva com a inscrição: “Tetélestai”, ou seja, agora você tem direito de posse definitiva.
 Quando Jesus foi levantado na cruz, ele concluiu o trabalho que o Pai o confiou, ou seja, ser nosso substituto. Também, na cruz Jesus pagou a nossa dívida e concedeu-nos o dom da vida eterna. Agora, temos perdão e salvação. Por causa da morte de Cristo, podemos tomar posse da vida eterna.
 O sacrifício de Cristo foi plenamente suficiente para nos oferecer eterna redenção.
 Rev. Jonas M. Cunha 
Extraído de CADA DIA

Passos Para Herdar a Vida Eterna

“...Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?.” Marcos 10.17 b




Está muito na moda livros de autoajuda, com títulos do tipo: “10 passos para o sucesso nos negócios”; “5 passos para tornar sua família feliz”; “7 passos para emagrecer”, etc... Em muitas situações da vida, gostaríamos de encontrar um livro ou alguém que nos desse uma “receitinha” para encontrar uma maneira de resolver nossos problemas ou de conseguirmos o que desejamos. Porém, nem sempre as coisas são tão simples assim.
No texto do “Jovem Rico” (Marcos 10.17-22), parece que ele veio até Jesus com a mesma ideia, ou seja: Jesus diria 3 ou 5 coisas que ele deveria fazer, e ele tranquilamente alcançaria a vida eterna. Ele parecia ser uma pessoa bem religiosa e educada (vv. 19-20), então, pensou que seria fácil. Porém, a resposta de Jesus a sua pergunta o pegou desprevenido e o verso 22 conclui a história dizendo que “retirou-se triste”.
1º “Ser bom” não é suficiente para alcançar a vida eterna. Jesus disse: “ninguém é bom” (v.18). Romanos 8.23, diz claramente que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”, e Efésios 2.8-10, nos ensina que a salvação não é alcançada por boas obras praticadas por nós, mas somente pela fé no Filho de Deus e em Sua obra por nós.
2º Exige renúncia. É preciso se livrar do que atrapalha. “Vende tudo o que tens”, disse Jesus (v.21). Algumas coisas, mesmo não sendo más em si mesmas, podem nos atrapalhar e nos impedir de alcançar a vitória, por isto precisamos nos desembaraçar delas (Hb 12.1). O nosso coração não deve estar dividido, mas totalmente focado no Senhor.
3º Quem quer herdar a vida eterna precisa se tornar um seguidor de Jesus. Andar com Ele. Não basta recebe-lo como nosso Salvador, aquele que perdoa os nossos pecados. Precisamos aceita-lo também como Senhor das nossas vidas e viver para Ele e em constante comunhão. Até mesmo realizar milagres em Seu nome é inútil (Mt 7.21-23). Ele quer ter relacionamento íntimo com Ele e por isto herdamos a vida eterna (Sl 25.14).
Em que se baseia a sua certeza de vida eterna?

Rev. Jonas M. Cunha


O Despertador

 “Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.” Salmo 90.12


A cena é clássica e com certeza todos já a protagonizamos. O despertador toca no melhor de nosso sono anunciando que está na hora de viver o dia o quanto antes. Apertamos o botão que silencia o despertador, mas não nos levantamos da cama. A função “soneca” é acionada e nos justificamos com uma voz meio sonâmbula: “Só mais cinco minutinhos”. Atire o primeiro relógio quem nunca fez isso. E é certo que muitas vezes os “cinco minutinhos” atrasaram toda a agenda, complicando nosso dia.
 Frequentemente pressionamos também o “botão soneca          da vida. O nome dele é procrastinação. Deixamos para depois o que precisa ser feito agora ou hoje. Deixamos os dias escorrer como areia na ampulheta sem aproveitar o tempo precioso que Deus nos concede. Adiamos nossa vida devocional (momento de oração e leitura da Bíblia), exercícios físicos, reconciliação com pessoas, atividades no trabalho, exames médicos, tempo de qualidade com a família; enfim, adiamos o que é inadiável, mas mesmo assim damos um jeito de burlar o cronômetro. A procrastinação nos transforma em tolos. Nossa vida tem missão e propósito, e quando desperdiçamos nosso tempo com o que não tem valor ou por pura preguiça, não nos limitamos a livrar-nos dos compromissos ou deveres, mas impedimos o fluxo da sabedoria.
 Isso não significa que uma pessoa que se enche de trabalho e atividades seja sábia. Muitos confundem ativismo com uma vida realmente produtiva e nem sempre isso é verdade. O descanso e o lazer também não devem ser adiados. Boas férias são revigorantes e podem proporcionar lindas experiências. Não é pecado nem desonroso descansar.
Para tudo há tempo e ocasião, e com a força do Senhor em nossa vida diária podemos, sim, vencer o mal da procrastinação e avançar para uma vida cheia de significado e com atitudes sadias que honrem a Deus.
Rev. Jonas M. Cunha
Presente Diário - 18

Ouvido Atento e Coração Odediente

 “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração...” Salmo 95.7-8

Este salmo abre com um hino exuberante e termina com a advertência para que o povo de Deus ouça a Sua voz e lhe seja obediente.
“Vinde cantemos” – v.1. Um dirigente da adoração tal como um sacerdote, chamou a congregação para adorar o Senhor, juntamente com ele.
“E o grande rei acima de todos os deuses” – v.3. Na qualidade de Deus supremo do universo, toda a soberania lhe pertence. A referência é à mitologia popular do Oriente Próximo e não à existência real de tais deuses. (Não existem outros deuses. O Senhor é rei não só de Israel mas de todo o universo).
“O mar... os continentes” –v.5. Tal como no v. 4, os termos são usados para indicar a terra inteira.
“Que nos criou” – v. 6. Adoramos ao nosso Criador.
‘“Hoje”- v.7.Esse”hoje”éum dia sempre presente.
“Me tentaram... as minhas obras” – v. 9. Os pronomes nos mostram a troca de quem fala, para a qual a ultima linha do v. 7 nos alertou “Hoje, se ouvirdes a sua voz”. Os versos 8 a 11 deveriam ficar entre aspas, pois trata-se do oráculo da parte de Deus.
Os estudiosos recentes veem este salmo como uma unidade composta, talvez, para a Festa dos Tabernáculos, quando o povo de Deus revivia, simbolicamente, o tempo em que viviam em tendas acampados no deserto, antes de chegar à Terra prometida.
Assim, neste contexto de festa e adoração, vem a solene advertência: “Como em Meribá, como no dia de Massá” (v. 8). Esses nomes podem ser traduzidos como “contenda” e “provocação”, e resumem a atitude de Israel para com Deus durante os 40 anos de peregrinação pelo deserto (Ver Êx 17.1-7 e Nm 20.1-13).
“Não entrarão no meu descanso” (v. 11). Aqueles que se rebelaram contra o Senhor, no deserto, nunca entraram na Terra Prometida. O trecho de Hebreus 3.7-4.7, cita esta passagem e a aplica à vida cristã. Os que se dizem crentes precisam ouvir a Palavra de Deus, ou não entrarão no descanso divino – falta de fé, incredulidade. A fé precisa provar ser verdadeira através da perseverança. Enquanto a adoração não tem valor sem a obediência, a obediência é uma forma de adoração.

             Rev. Jonas M. Cunha

Escândalo e Loucura

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura pra os gentios.” 1 Corintios1.23


A cruz é um emblema paradoxal. Para uns representa vergonha, fracasso e derrota; para outros, triunfo, conquista e vitória.
 O apóstolo Paulo estava em Corintho, uma importante cidade grega. Os grandes pensadores disputavam suas ideias em praça pública. Seus admiradores aplaudiam. Por serem amantes da sabedoria, consideravam a pregação a cerca do Cristo crucificado uma verdadeira loucura.
 Os judeus, por sua vez, esperando a chegada do Messias vitorioso, para quebrar o jugo de Roma, dar fim à sua escravidão e ainda, assentar-se no trono para reger as nações com vara de ferro, pensavam que um Cristo pregado na cruz era um verdadeiro escândalo.
 Paulo, porém, não se deixou mover por essas reações. Continuou pregando a mensagem da cruz. Não há outro evangelho a ser pregado senão anunciar Cristo e, este crucificado. Não há boas novas para o pecador fora da cruz de Cristo. É pela morte de Cristo que temos vida. É pelo seu sangue que recebemos perdão e redenção.
 Aprouve a Deus salvar os pecadores pela loucura da pregação. A loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria dos entendidos deste século. A cruz de Cristo pode ser vista como sinal de fraqueza pelos incrédulos, mas para nós, os que cremos, é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Deus Inigualável e Incomparável

 “Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.” Salmo 86.8



O livro de Salmos, além de ser uma coletânea de hinos, é também um livro de orações. Este salmo é uma oração de Davi, que começa nos versos 1 a 7 e termina com os versos 14 a 17, que envolvem uma divisão de adoração e ação de graças (versos 8 a 13).
 Verificamos no verso 1, que a miséria humana provê a ocasião da misericórdia divina. O “piedoso” é aquele que confia em Deus e a Ele dirige as petições (v.2), “de contínuo”, não esporadicamente, mas quem pertence a Deus busca comunhão ininterrupta. “Porque me respondes” (v. 7) – a oração se baseia na certeza da resposta divina.
 Dos versos 8 a 10, comprova-se o poder de Deus para atender às orações. Não sabemos confiar em Deus até que Ele nos transforme o coração (v.11). Dar graças “de todo o coração” (v. 12), revela um coração disposto e íntegro, pela obra de Deus. E o verso 13, fala da experiência pessoal do salmista “me livraste a alma”.
 Após demonstrar sua convicção de que Deus responde a oração, o autor continua sua súplica falando dos zombadores (v. 14),e da ameaça imediata. No verso 16, mais uma vez, como no verso 3, ele apela para o caráter compassivo de Deus.
 Seu pedido final (v.17), não por uma solução imediata, mas por um sinal que comprovasse que sua causa era correta, e limpasse seu bom nome, encerra-se com um tom de confiança: “pois tu, SENHOR, em ajudas e me consolas”. E isto, não por causa dele, mas por causa da Aliança de Deus com ele.
 Certamente a aflição e necessidade do salmista, que o impulsiona a orar, é algo com que nos identificamos. E é bem neste momento que nós estamos preparados para perceber a grandeza e a bondade do Senhor, e para reconhecer que só ele é Deus.
 Você tem buscado o Senhor continuamente? Ou tem vivido como os ímpios, que não O reconhecem como Deus, e não temem o Seu nome? (Peça o que o salmista pediu no v. 11).
 Rev. Jonas M. Cunha

Sede de Deus

 “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.” Salmo 42.1



O Salmo 42 forma uma unidade poética com o Salmo 43. Exprime várias emoções em conflito, misturando-se a tristeza e a alegria, o medo e a fé, a dúvida e a devoção.
 Começa falando do anseio intenso pela comunhão com Deus, que deve ser a marca de todo crente. O salmista tem sede das águas vivas que só Deus pode conceder (Jr 2.13). Todo o seu ser clama pelo Deus vivo.(v. 1-2). Você tem apresentado esta característica em sua vida, ou para você tanto faz vir a casa de Deus para cultuá-lo ou não?
 A tristeza rouba-lhe o apetite de tal maneira que substituíra o prazer da refeição pela tristeza do choro. Ao vê-lo abatido, os inimigos aproveitam para tenta-lo abatê-lo ainda mias, desafiando-o a produzir provas de que Deus irá socorrê-lo. “O teu Deus, onde está?” (v.3).
 Ao recordar sua tristeza pessoal, com os insultos gratuitos adicionais, o salmista sentiu-se esmagado em seu íntimo, e apela para a memória daqueles momentos de triunfo quando subia ao templo para o culto, juntamente com o povo (v.4).
 O salmista conversa consigo mesmo, examinando seu próprio íntimo (v.5). E então, passa a buscar conversa com Deus, relembrando da sua comunhão com Ele no passado. Na oração é bom recordar o que Deus já fez por nós no passado (v.6).
 Após uma calamidade após a outra, o salmista reconheceu como sendo provações da parte de Deus, tempestades oriundas de Deus que revelariam todo o Seu amor e a Sua misericórdia (v. 7-8). Ele pediu ao Senhor uma compreensão real destes acontecimentos (v. 9-10).
 O resultado foi que o salmista reconheceu que não tinha motivo de queixas, pois Deus estava dirigindo tudo para o seu bem (v. 11; cf. Rm 8.28).
 Deus usa os momentos de provação para que o busquemos e reflitamos no Seu poder e amor
.Rev. Jonas M. Cunha

Migalhas

 “...Sim. Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.” Mat 15.27



Quantos de nós temos um cãozinho de estimação em casa? Gostamos dele. Tratamos dele. Mas, não deixamos de dar comida aos nossos filhos para dar a ele!
 No trecho de Mateus 15. 21-28, está registrado o diálogo que Jesus teve com uma mulher cananéia, ou seja, uma gentia, que lhe pedia que expelisse o demônio de sua filha.
 À princípio, Jesus não lhe deu ouvidos, mas ela insistiu, e continuou clamando atrás de Jesus e seus discípulos. Precisamos ser insistentes, ou seja, perseverantes em oração – Col 4.2.
 Jesus, então, dá uma resposta dura a mulher: “Não é bom tomar o pão dos filhos e lança-lo aos cachorrinhos” (v. 26). Jesus deixa claro que tinha vindo para os judeus (Jo 1.12),mas deu atenção à mulher, e no final, mostrou que o evangelho é inclusivo. Ele admirou-se da fé demonstrada pela mulher, que sabia que não era merecedora daquela dádiva, mas que humilde e fé, estava disposta a se satisfazer, ainda que apenas com um pouco da graça de Deus (v. 27). Precisamos valorizar aquilo que Deus nos dá, ainda que pareça ser pouco, e não desprezar as bênçãos de Deus, como fez o povo de Israel - Nm 11.4-6.
 O desejo da mulher é realizado, e Jesus realiza mais uma cura à distância por causa da fé que ela demonstrou (v.28). Não há coisa difícil demais que o Senhor não possa realizar, mas será que temos fé suficiente para pedir-lhe. Jesus admirou-se da fé que aquela mulher estrangeira teve, apesar dos obstáculos que ela teve que enfrentar. Precisamos orar com fé. Algumas vezes Deus quer provar a nossa fé, ou desenvolver a nossa fé pela oração – Mt 17.20.
 O pouco com Deus se faz muito. Será que você está pedindo grandes coisas a Deus e não tem desprezado o que Deus tem te dado.  Não somos merecedores nem das migalhas, mas, ainda assim Ele nos abençoa ricamente. ( veja Lucas 12.48b).
 Rev. Jonas M. Cunha

Com Inveja dos Ímpios

 “Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.” Salmo 73.3




Inveja pode ser definida como desejo de possuir um bem que pertence a outro, ou querer o que é dos outros para você. Ela mostra o quanto a pessoa se sente infeliz e sua atenção constante a respeito de outros.
 Asafe encontra a resposta ao intrigante problema da prosperidade dos ímpios. Antes, ele compartilha a angústia e a prova pela qual passou sua fé, e que ele quase perdeu (v.2). Ele revela uma franqueza enorme, confessando ter tido inveja e ter julgado apenas por aquilo que ele via.
 O “Altíssimo” (v.11) é quem recebe menos respeito, e o salmista tem a mortificação de ver o pecado não somente bem pago, como também tido em alta estima (v.10).
 Ele chega a pensar que foi perda de tempo sua sinceridade diante de Deus (v.13), demonstrando uma atitude egoísta (o que ganhei com isto?). Mas esta ideia chocou o escritor ao ponto dele adotar uma atitude mental melhor.
 A transformação do ponto de vista dele é registrada no v. 17 (“até que...”), consequência de muita reflexão e sondagem do coração antes. Mas a luz irrompe quando ele se volta para o próprio Deus, em adoração. Ele percebe o contraste da eternidade, soberania e existência independente, com o futuro daqueles homens a quem invejava.
 O julgamento não é apenas o fim lógico, mas a rejeição pessoal deles por parte de Deus (v.18-22). Mas nós, por outro lado, podemos ser chamados, com as boas vindas, sendo recebidos e reconhecidos (v. 23-26). Foi disto que o salmista se esquecera, pois nada pode cegar mais do que a inveja ou o ressentimento.
 O fato de se colocar na presença de Deus é que causou a mudança. Ela se tornou o seu deleite. Ela lhe dá coragem de enfrentar a própria morte (v.26). Pode ver agora seus queixumes e ciúmes como insensatos (v.27-28), apontando a conclusão anunciada no v. 1.
 Na presença de Deus temos a perspectiva correta!
 Rev. Jonas M. Cunha

Jó – Modelo de Pai

“Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava...” Jó 1.5a

No mês da família, não podemos esquecer que é Deus quem sustenta e abençoa nossa família, por isto devemos tê-lo como alicerce do nosso lar (Salmo 127.1).
 Todo pai se preocupa com o bem estar de seus filhos, de sua família, e trabalha para providenciar alimento, abrigo, roupas, boa educação, plano de saúde, presentes... Mas, diferentemente do pais do mundo, os pais cristão devem buscar além destas coisas, o bem estar espiritual de sua família. De que adianta providenciar todas as coisas materiais e estar longe de Deus?
 Jó era um homem muito próspero. Possuía muitos bens e uma grande família. Ele era reconhecido como um homem “temente a Deus” (Jó1.1). Ser prospero e ter uma família numerosa era sinal da benção de Deus.
 Mesmo tendo muitos afazeres, Jó levava a vida espiritual de sua família muito a sério. E mesmo tendo muitos afazeres, ele investia tempo e atenção à sua família, tanto que seus filhos eram unidos, viviam se convidando para comer na casa uns dos outros (Jó 1. 4).Certamente ele passou tempo com eles e transmitiu seus valores espirituais.
 Além disso, Jó orava com seus filhos e pelos seus filhos. Ele preocupava-se com o fato de que, durantes seus banquetes (provavelmente com vinho, danças, etc), eles pudessem ter pecado contra Deus, fazendo ou dizendo coisas que não agradassem a Deus, ou até mesmo algo errado que estivesse em seus corações (Jó 1.5).
 Este cuidado com a santificação de seus filhos não era algo esporádico, só em datas especiais, mas o final do verso 5 diz que “Assim o fazia Jó continuamente”.
  Será que fazemos como Jó, ou sempre estamos tão ocupados que nunca temos tempo para estar com nossa família? Temos transmitido nossos valores espirituais? Temos orado com e por nossos filhos? Temos levado a vida espiritual da nossa família à sério?
 Rev. Jonas M. Cunha


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Você Já Nasceu de Novo?

 “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo,
 não pode ver o reino de Deus.” João 3.3



O novo nascimento é uma operação da graça de Deus, por intermédio do Espírito Santo, mudando as disposições íntimas da nossa alma, dando-nos um novo coração, uma nova mente e uma nova vida. Nascer de novo é nascer de cima, do alto, o Espírito Santo. Não é reforma de costumes nem caiação moral. É transformação radical. Jesus falou de novo nascimento para Nicodemos, um judeu reconhecido pelo seu povo, um homem rico, culto, religioso e mestre.
 Jesus disse a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Disse mais: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. Novo nascimento não é ser religioso, frequentar uma igreja e fazer orações. Nicodemos fazia tudo isso e não tinha nascido de novo. Você já nasceu de novo? Se novo nascimento sua esperança é vã e sua religião é vã.
 Novo Nascimento não é mudar de religião, ser batizado ou ser membro de uma igreja. Novo nascimento é uma operação sobrenatural, livre e soberana do Espírito Santo em sua vida. Novo nascimento ocorre quando você reconhece seu pecado e coloca sua confiança em Cristo Jesus, como seu redentor. Jesus foi levantado na cruz para que todo o que olhar para ele receba o perdão de seus pecados e a vida eterna. Você já nasceu de novo?
Rev. Jonas M. Cunha 
Extraído de “Cada Dia”

sábado, 25 de abril de 2015

A Súplica do Justo

 “...Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tiago 5.16b


No capítulo 6 de João encontramos a surpreendente narrativa da multiplicação dos pães e dos peixes realizada por Jesus, alimentando quase 5 mil homens. É digo de nota, neste evento, que Jesus ordenou aos seus discípulos que recolhessem as sobras, para que nada se perdesse (v.12).
 Desperdício
Segundo o Dicionário Aurélio, “desperdício” significa “esbanjamento; extravio, perda”. Se não se pode desperdiçar pães de cevada (na época, o mais em conta, consumido pela camada mais pobre da sociedade), muito menos deve-se desperdiçar a oração, um dos maiores dons de Deus. A razão da pobreza espiritual é uma só: o desperdício da oração. Ver Mateus 7.7-8 e Tiago 4.2.
 Fonte de poder
A carta de Tiago, capítulo 5, versos 12 a 18, enfatiza a oração como fonte de poder. A eficácia tem a ver com o resultado ou resposta positiva a oração feita. O cristão, que também passa por dificuldades, deve orar, quando estiver atravessando por dificuldades, assim como deve expressar gratidão ao vê-las transpostas. A dificuldade pode ser de saúde, ou de perdão, e até de ambos, como mostram os versos 14 e 15 (Tiago 5). Ligando ao verso 16, fica claro que o pecado é um obstáculo eficácia da oração.
 O exemplo de Elias
O “justo” é aquele que teme a Deus, que tem aliança com Ele, que foi salvo pelo Senhor (Salmo 1.6). O profeta Elias, muito conhecido nos tempos de Jesus, é citado para ilustrar “a oração do justo”(v.16b). Apesar dos grandes milagres que Deus fez por intermédio dele, como de Moisés, ele era apenas um homem, semelhante a nós, com uma natureza semelhante a nossa. Ele orou “com instância” (literalmente, “ele orou em oração”), orou sério, e Deus atendeu quando ele pediu para que não chovesse, e atendeu quanto ele orou de novo, pedindo para chover (1 Reis 17.1; 18.41-45).
 Podemos ter a mesma eficácia, mas, Mateus 7.7-8 e Tiago 4.2, deixam claro que não oramos tanto quanto deveríamos, e isto é um desperdício da oração!
             Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Equipe Ministerial

“Saúda-vos Aristarco, prisioneiro comigo, e Marcos, primo de Barnabé... e Jesus... 
Saúda-vos Epafras... Lucas, o médico amado, e também Demas.” Colossenses 4 .10-14




Ao final de sua carta aos colossenses (4.10-18), Paulo faz suas saudações finais e revela que ele não trabalhava sozinho, mas tinha uma equipe com ele. Outras pessoas ajudavam o apóstolo a realizar o seu trabalho (Atos 20.4; Romanos 16.1-16; Gálatas 1.1-2; Filipenses 4.2-3; 2 Tm 4.19-21; Tito 3.15). E talvez seja este o segredo do seu sucesso!
 A continuidade do ministério
“Sozinho você vai mais rápido, mas juntos vamos mais longe”. Algumas pessoas estão acostumadas a trabalhar sozinhas e têm dificuldade em trabalhar em grupo. Porém, quem faz tudo sozinho, quando para, seu ministério também para, mas quem faz em conjunto terá continuadores da sua obra. Assim como o ministério de Jesus, o ministério de Paulo teve continuidade porque ele trabalhava em equipe.
 Ministério Impactante
O trabalho feito em equipe tem uma força maior (“É melhor serem dois do que um...” Eclesiastes 4.9-12). Jesus escolheu 12 discípulos para estarem com ele (Marcos 3.13-15). Ele preparou discípulos para trabalharem juntos (Lucas 9.1-6). E ordenou aos apóstolos que investissem em outros (Mateus 28.18-20). Foi isto que Paulo e os outros apóstolos fizeram, e o mundo foi impactado pelo trabalho deles.
 Complementaridade no ministério
Além do aspecto de continuidade e força, existe o da complementaridade. Ninguém é bom em tudo. Ninguém possui todos os dons. Precisamos de ajuda para aperfeiçoar o nosso trabalho, para nos aconselhar, para nos exortar, para nos motivar, etc... Os mandamentos recíprocos demonstram isto (Tiago 5.16; Colossenses 3.16; Gálatas 6.2; etc). Há coisas que podemos fazer juntos que jamais poderíamos fazer sozinhos!
 Você pode ser como Paulo – mas para fazer uma grande obra para Deus precisa de companheiros para ajuda-lo. Ou, você pode ser como um dos companheiros de Paulo – ajudando aqueles que estão liderando a obra de Deus. Envolva-se nos trabalhos da igreja. Envolva-se no trabalho de Deus. Não pense que não pode fazer nada, ou, que pode fazer tudo sozinho (1 Coríntios 3.9).
Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 11 de abril de 2015

Irmãos Amados e Fiéis

“Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro, e conservo no Senhor, de tudo vos informará...
 Em sua companhia, vos envio Onésimo, o fiel e amado irmão, que é do vosso meio.” Colossenses 4. 7 e 9




No texto acima, o apóstolo Paulo dá uma boa palavra sobre ambos os irmãos que foram enviados para levar notícias e encorajamento de Roma.
 Quem são Tíquico e Onésimo?
Tíquico é mencionado pela 1ª vez como integrante da comitiva de Paulo, em Atos 20.4. Ele era da província romana da Ásia (atual Turquia) e parece ter sido um dos mensageiros de Paulo até o fim de seu ministério (2Tm 4.12; Tt 3.12). Agora, alguns anos mais tarde, havendo passado algum tempo com Paulo em Roma durante o seu primeiro aprisionamento romano, Tíquico fora encarregado de levar não somente a carta aos colossenses (4.7,8) e a Filemom (8-22), mas também aos efésios (6.21-22). A descrição dele é parecida com a de Epafras (1.7), e as razões para a alta recomendação eram que ele, além ter acabado de passar algum tempo com Paulo, também era um homem de bom senso.
Onésimo era um dos milhões de escravos que havia no Império Romano. Ele fugira de seu senhor Filemom, depois de roubar-lhe, e finalmente, chegou a Roma, onde seu caminho se cruzou com o do apóstolo Paulo, que o levou a fé em Cristo (Fm 10). Agora, ele se defrontava com o dever cristão para com seu senhor, o que significava voltar à casa de Filemom em Colosssos. Uma vez que o castigo costumeiro dos em tais casos era a morte, Paulo escreveu a bela carta intecessória em seu favor.
 Para quê Paulo os envia?
Não apenas para levarem a carta, mas complementa-la “dar conhecimento da nossa situação”, mas também para “alentar o vosso coração” (v. 8).

Por que Paulo envia a eles e não outros?
Ao enviar Onésimo ao lado de Tíquico Paulo está dizendo aos crentes colossenses, inclusive a Filemom, que o considerava, pela graça de Deus, que estava agora justificando o significado de seu nome (útil, ajudador), como sendo também inteiramente confiável.
 Ao ser citado o seu nome em relação com o de Jesus, ou de outros crentes amados e fiéis, você se sente correspondente?
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Testemunhando aos de Fora

 “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.” Colossenses 3.23


Depois do incentivo à oração, vem a ênfase na conduta sábia e na palavra agradável: “conduzam-se com sabedoria para com os de fora”. Para os judeus, todo não judeu era um “de fora”. E para p crente, todo não crente é, num certo sentido, um de fora.
 Nos dias da Igreja Primitiva, os crentes eram, com frequência, injuriados por esses “de fora”. Eram por exemplo, chamados de ateus, porque não serviam aos deuses visíveis; de antipatriotas, porque não queimavam incenso diante da imagem do imperador, e, imorais, porque, por necessidade, se reuniam frequentemente a portas fechadas. O apóstolo sabia que a melhor maneira de vencer essas calúnias era que os cristãos se conduzissem virtuosa e sabiamente. As vidas deles eram lidas por todos.
 Essa conduta sábia serve não apenas como uma arma contra a difamação, mas também tem um propósito positivo, de ganhar os de fora para Cristo. Que Paulo tinha isto em mente é evidente no fato de que ele acrescenta: “aproveitando ao máximo as oportunidades” (Rm 13.11,12; 1 Co 7.29; Gl 6.9,10, Ef 5.16).
 Eles (e nós) deveriam orar para que seu modo de falar fosse sempre o melhor. Tendo-se colocado antes como exemplo no proceder, Paulo agora admoesta os destinatários a serem igualmente cuidadosos no uso de sua língua (v. 6). Tanto ao se dirigir a um grupo como na conversação individual. A palavra agradável (resultante da ação da graça de Deus no coração humano) deve se tornar um hábito.
 “Temperada com sal” – aqueles a quem o Senhor chama de “sal da terra” (Mt 5.13) não devem ter linguagem insípida. Como o sal preserva e dá sabor, a palavra do crente deve fazer pensar e fazer bem a quem a ouve. Não é perda de tempo. Tal palavra não repele, antes, atrai, possui encanto espiritual. É também distinta: o crente é conhecido por sua palavra como por sua conduta. Cristo nos dará boca e sabedoria para saber como responder a cada um (1 Pe 3.15; Lc 21.14,15).
Você tem testemunhado aos de fora? Tem aproveitado as oportunidades?
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 31 de março de 2015

Perseverança na Oração

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. Colossenses 4.2


O apóstolo Paulo inicia suas anotações finais com incentivo à oração. A oração é a respiração na vida cristã, assim como a Palavra é o alimento. Não há vida cristã, não dá para viver sem estas duas coisas. Para o cristão vencer as tentações e provações, e ter poder e autoridade para testemunhar, precisa estar na presença do Senhor.
 A Bíblia fala sobre muitos homens e mulheres de oração. O próprio Senhor Jesus, mesmo tendo muita coisa para fazer, e muitas pessoas para atender, “se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5.16).
 Temos o exemplo de Isaque, do qual a Bíblia não fala muita coisa, mas conta-nos que ele saía ao campo para meditar ao cair da tarde (Gn 24.63), e que ele orou por sua esposa estéril, e ela concebeu (Gn 25.21). Ana foi perseverante, e o Senhor ouviu sua oração (1 Sm 1.7,16, 26-27). Jó estava constantemente na presença do Senhor (Jó 1.5), teve força para passar por grande provação, e finalmente foi restaurado, quando orava por seus amigos (Jó 42.10).
 Não basta orar na hora das refeições e antes de dormir, ou quando somos solicitados a orar na igreja. É preciso ter uma vida de constante oração (Rm 12.12; Ef 6.18; 1Ts 5.17), e não apenas individual, mas comunitária, ou seja, com os irmãos (At 1.14; 2.42).
 “Perseverança na oração” – é a expressão mais importante da nova vida, e é também o meio de obter para nós mesmos e para os outros, a satisfação das necessidades, tanto físicas como espirituais.
 Jesus foi perseverante na oração. Os apóstolos seguiram o Seu exemplo, a igreja primitiva seguiu o exemplo dos apóstolos, e nós precisamos seguir o exemplo da igreja primitiva.
 Faça um propósito diante de Deus de separar um tempo diário para orar. Deus fará grandes coisas através de você e em você!
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 27 de março de 2015

Relações Domésticas

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. Colossenses 3.23



É triste de ver, e até alguns artistas na televisão tem comentado, sobre as novelas que passam uma visão distorcida de família para o povo.  A verdade sublime e prática de que Cristo é o único e Todo-suficiente salvador, e, como tal, a fonte de vida do crente é aplicada a grupos familiares, também.
 O apóstolo Paulo apresenta uma tabela de deveres familiares difícil de obedecer, porém, o Cristianismo oferece a força necessária para o cumprimento dos mandamentos,  apresenta um novo propósito: “fazer tudo para a glória de Deus” (Cl 3.15), E o padrão de conduta que glorifica a Deus.
 As mulheres devem ser “submissas” ao marido (v.18), e a razão apresentada é, “como convém no Senhor”, estando em harmonia com Sua vontade revelada nas Escrituras (o marido lidera, a esposa segue). Quando a esposa segue o padrão de Deus, ela pode ser uma benção para o marido, pode exercer uma influência benéfica e pode promover não somente a felicidade dele, mas também a sua própria. Submissão não implica inferioridade, não obriga a agir contra a consciência, mas ocorre num contexto de amor. Quando se sente amado, não é difícil submeter-se.
 Aos maridos é dito que “amem suas esposas”(v.19). Esse amor age como uma influencia moderadora sobre o exercício da autoridade do marido. Cada um procura agradar e beneficiar o outro.  Aos filhos, “obedecei” (v.20). Os pais são mais experientes. Quando os pais deixam os filhos fazerem o que querem, isto não é demonstração de amor, é crueldade. Os “pais” (v. 21), devem tomar cuidado para não serem injustos e demasiados severos. Isto pode desanimar as crianças.  Devemos procurar fazer menos críticas e mais elogios.
 Ainda Há uma palavra para os “escravos” (v. 22), agirem bem, não apenas sob vigilância, mas fazendo “de todo o coração, como para o Senhor”, com incentivo da recompensa da “herança”.
Mas os “senhores” também devem se lembrar que têm um senhor no céu (4.1). Todos nós estamos servindo ao Senhor, e as Suas virtudes devem ser vistas em nossas vidas em todo o lugar, primeiramente no lar. 
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 16 de março de 2015

Novas Virtudes

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia,
 de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. Colossenses 3.12



A santificação é um processo realizado por Deus, no qual somos participantes. Ela é composta por duas partes: mortificação e vivificação. Isto quer dizer, matar a velha natureza (Cl 3.5) e vivificar a nova natureza (Cl 3.1). Em outras palavras, devemos deixar as práticas antigas do pecado, e em seu lugar, implantar novas práticas, resultantes da nova natureza.
 Nos versos 12 a 17, o apóstolo trata do aspecto da vivificação, comparando-o com o tirar a roupa velha e suja, e colocar uma roupa nova e limpa, já que fomos lavados no sangue do Cordeiro, continuando e especificando o que ele disse em Colossenses 3, verso 10.
 “Revesti-vos” – devemos nos vestir das virtudes que são as do próprio Cristo, pois somos “santos” (separados para o Senhor e Sua obra). Fomos isentos da culpa dos pecados pelo sangue de Cristo, e estamos sendo libertos, mais e mais, da imundícia do pecado, e renovados segundo a imagem de Deus.
 Devemos nos vestir de; “ternos afetos de misericórdia”, isto indica um sentimento muito profundo; lembra-nos a reação de José ao ver Benjamin (Gn 43.30);  de “bondade” – benevolência do coração, conferida pelo Espírito Santo, e oposto a malíciaou perversidade, como no caso do bom samaritano (Lc 10.25-37); “humildade” – uma qualidade que os crentes devem se esforçar mais e mais por adquirir, que se revela em modéstia na apreciação em relação ao próximo (Lc 7.6); “mansidão”- que não é fraqueza, mas submissão sob provação, a disposição de sofrer injúria em vez de praticá-la (Exemplo: Moisés – Nm 12.3); e “longanimidade” – característica da pessoa que, diante daqueles que a molestam, mostra paciência, recusando-se a ceder à violência ou a explosão de raiva, como o profeta Jeremias, ou o profeta Oséias.
 Quando um crente manifesta essas virtudes no seu relacionamento com o próximo, ele “se revestiu” de Cristo (Rm 13.14).
 Você está se revestindo das virtudes de Cristo todos os dias? Lembre-se disto da próxima vez que for se vestir para sair!
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 9 de março de 2015

Buscando as Coisas Lá do Alto

“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto...”. Colossenses 3.1



Após falar de sua alegria e seu amor para com os crentes da cidade de Colossos; de falar sobre a pessoa e obra de Cristo, explicando a base da nossa salvação; e de adverti-los e exortá-los, quanto aos perigos de se desviar da fé em Cristo somente; agora, o apóstolo Paulo vai explicar sobre o processo de santificação e como vencer o pecado: mortificação e vivificação.
 A palavra “portanto”, do verso 1, liga este trecho ao que foi dito anteriormente. Deviam deixar de seguir os pensamentos carnais e terrenos, para vencer o pecado, focados nas suas próprias obras, e concentrarem-se na obra de Cristo. Por nós mesmos não conseguimos viver uma vida santa, não conseguimos vencer o pecado, sendo aquelas ideias do verso 21 a 23 do capítulo 2, inúteis e ineficazes. Por isso, o apóstolo diz que eles deveriam ter uma atitude e comportamento diferentes, baseado na união com Cristo: “se fostes ressuscitados juntamente com Cristo”.
 “Buscai” – o verbo implica em esforço perseverante, constante. Não uma busca para descobrir, mas para obter, como em Mt 6.33; 13.45-46. Mas a ênfase não está no buscar, mas no objeto a ser buscado. “As coisas lá do alto” são valores espirituais que estão no coração do Mediador exaltado em glória, de onde, sem prejuízo a si mesmo, são concedidos àqueles que humildemente os pedem e diligentemente os buscam (Mt 7.7; Ef 4.7-8). Paulo faz referência às realidades apresentadas mais adiante, nos versos 12 a 16, do capítulo 3, em que se destaca o amor.
Se o coração dos crentes forem cheios de tais frutos, não haverá lugar para satisfação da carne. Eles são instigados por esta admoestação muito prática a ponderar e ansiar por aquelas coisas. Esse método positivo de vencer o pecado é uma característica do ensino de Paulo (Rm 12.21; Gl 5.16, Fp 4. 8,9). Portanto, deve-se “fazer morrer”(v.5), “despojai-vos” (v.8), deixar de alimentar a natureza carnal e terrena (ver filme, novelas, internet, etc) e jogar fora alguns velhos hábitos – que aguçam os desejos da nossa natureza pecaminosa, e em seu lugar, cultivar (“vos revistais do novo homem” v. 10) pensamentos e ações que ajudem a desenvolver o caráter de Cristo.      
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 4 de março de 2015

Um Deus de Braços Abertos

“...Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”.  Mateus 1.23b


Por ser uma realidade acima de qualquer outra realidade ou por ser uma ficção criada ou alimentada pela preocupação com a morte, “a ideia de Deus jamais morrerá, ou melhor, morrerá apenas com o último homem”.
 O problema da humanidade em todos os tempos não é o ateísmo. Apesar de todas as filosofias e de todos os movimentos contrários ao teísmo, o ser humano continua mantendo sua fé nos deuses (a grande minoria)ou em Deus (a grande maioria). Segundo o sociólogo americano Phil Zuckerman, os ateus ao redor do mundo  seriam apenas11% da população (pesquisa realizada em 2007), problema ligeiramente maior para o gênero masculino.  O grupo que mais cresce é o formado pelos sem-religião, mas nem todos são ateus.
 O problema acentuadamente preocupante é que um bom número daqueles que creem em Deus não acredita que ele esteja de braços abertos para sua alma aflita.  Eles nunca leram a resposta à 1ª pergunta do Catecismo Menor, preparado pela Assembleia de Westminster, que reuniu os mais competentes e fervorosos teólogos da Inglaterra na Abadia de Wetminster, em Londres, a partir de 1º de julho de 1643. “Qual o fim principal do homem?” A resposta: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. O propósito nº 01 do ser humano não é exclusivamente adorar a Deus. Além de magnificar a Deus a criatura pode e deve “gozá-lo para sempre”. ... Então, o fim principal da criatura é deliciar-se com o Criador, é desfrutar de seu amor, de sua graça, de sua presença, de seu perdão, de sua glória. Em resumo: desfrutar de seus braços abertos – quando a alma está aflita ou não.
 Deus não é meramente o arquiteto e mecânico deste vasto universo. Deus não é meramente o Criador e sustentador dos céus e da terra e o soberano Senhor que governa tudo. O Deus dos cristãos... é uma pessoa que ama, que se aproxima, que enxerga e enxuga lágrimas, que ouve e responde à oração, que se compadece da fraqueza humana e o trata com bondade e paciência, que gosta de ser chamado de Pai Nosso...
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Revista Ultimato