quinta-feira, 27 de maio de 2010

Membro de Igreja

“Não deixemos de congregar-nos...” Hebreus 10.25 a

A Bíblia ensina que todo cristão deve se comprometer com uma igreja local. A membresia é essencial porque é uma ordem Bíblica.
Em Hebreus 10.24, 25 é ordenado que todo crente se envolva profundamente na vida de outros crentes. O texto não diz apenas que devemos ir à igreja regularmente. O significado é mais amplo: se não estou planejando estimular os outros em amor e às boas obras, envolvidos de coração no processo, encorajando-os cada vez mais, em todo o tempo, então estamos desobedecendo ao Senhor.
O contexto principal em que Deus quer esse envolvimento é no corpo local de Cristo, assim o compromisso é também com a igreja. Quase todas as expressões “uns aos outros” no N.T. são dirigidas diretamente às igrejas locais, com a intenção de ajudá-las a serem o que Deus quer que elas sejam.
Não apenas dizer que somos parte da igreja universal ou invisível de Cristo (grupo de todos os que crêem em Cristo, no mundo todo, independente da denominação). Devemos ter também compromisso com o grupo local ou visível, do povo de Deus.
Assim, como era requerido que todos os crentes no A.T. se identificassem exteriormente com o povo da aliança de Deus (Gn 17.9-14), o N.T. não tem sequer uma alusão a uma pessoa que tenha sido salva sem ser parte da igreja local.
O crente é membro do Corpo de Cristo e a igreja local é a manifestação exterior desse corpo. Atos 2.47: “acrescenta-lhes o Senhor, dia a dia os que iam sendo salvos”. O Senhor Jesus não só exigia que os que são salvos se unam à sua igreja, como ele próprio os liga à igreja. E a referência aqui é sem dúvida à igreja visível.
Crente sem igreja é como tijolo fora da parede.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Felipe

“Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: ... Filipe e Bartolomeu...” Mateus 10.2-3

Felipe nasceu em Betsaida (a mesma cidade em que Pedro e André foram criados). Andou com Jesus três anos.
Certa vez falou a Jesus: “Senhor, mostre-nos o Pai” (Jo 14.8). E Jesus respondeu: Filipe faz tanto tempo que estou com vocês, e você ainda não me conhece? Quem me vê a mim, vê também o Pai” (Jo 14.9). Desta passagem tiramos uma lição importante: Só podemos conhecer Deus através de Jesus, e nossos amigos só poderão conhecer Jesus se antes conhecerem a nós.
Em outra oportunidade, Jesus estava falando para uma multidão de mais de seis mil homens, quando viu que estavam com fome, perguntou a Filipe: “Aonde vamos comprar comida para toda essa gente?” Filipe foi pessimista e disse que não havia condições de comprar pão para tanta gente aquele hora. Parece que ele era bom de matemática e calculou que nem mesmo duzentas moedas de prata seriam suficientes para comprar alimento para todos. Além disso, não havia lugar ali perto para comprar esta quantidade. Mas Jesus com Seu poder fez o milagre da multiplicação dos pães e peixes com o lanche do menino que André achou (Jo 6.5-9).
Logo após receber o chamado para seguir a Jesus, Filipe foi contar para seu colega, Natanael, que era muito patriota e conhecia bem as profecias (Jo 1.45). Ele era cheio de preconceitos quanto à cidade de Nazaré. A nossa tendência quando alguém fala assim, é discutir, citar conceitos e querer ganhar o debate com conhecimentos teológicos. Mas como Natanael queria saber se de Nazaré sairia alguém de valor, Filipe foi pragmático na resposta: vem e veja!
Felipe foi o único discípulo que a Bíblia diz que foi “achado” por Jesus, enquanto os outros foram “chamados” (Jo 1.43). Eu e você também fomos achados por Jesus porque estávamos perdidos por causa do pecado. Ele também quer usar a nossa vida, como usou a de Filipe.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Fé Como de Uma Criança

“Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.”
Lucas 18.27
Ao retornar para casa após um acampamento familiar, Tânia de seis anos e seu pai eram os únicos ainda acordados no carro. Enquanto Tânia olhava para a lua cheia através da janela do carro, ela perguntou: “papai, você acha que eu posso tocar a lua se eu ficar na ponta dos meus pés?”
- “não, eu acho que não,” ele sorriu.
- “Você consegue alcançá-la?”
- “Não, eu acho que também não consigo.”
Ela ficou em silêncio por um momento, então com confiança disse: “Papai, talvez se você me colocasse em seus ombros?”
Fé? Sim – a fé das crianças de que os papais podem fazer qualquer coisa. Entretanto, a fé verdadeira tem como fundamento a promessa escrita de Deus. Em Hebreus 11.1, lemos: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Jesus falava muito sobre a fé, do começo ao fim dos Evangelhos lemos a Sua resposta àqueles que tinham muita fé.
Quando os amigos de um homem paralítico trouxeram-no a Jesus, Ele “vendo-lhes a fé, perdoou os pecados do homem e o curou (Mat 9.2-6). Quando o centurião pediu a Jesus “[...] apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (Mat 8.8), Jesus “admirou-se” e disse “Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (Mat 8.10).
Quando temos fé em Deus, concluímos que todas as coisas são possíveis (Luc 18.27).
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Nosso Andar Diário)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MATEUS, o publicano

Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu.”Mateus 10.3

O funcionário de uma grande multinacional, ganhando muito bem, pediu as contas. Uma loucura! Como? Por quê?
Jesus lhe ofereceu outro trabalho. Não havia carteira assinada, nem aposentadoria, porque não era serviço de interesses terrenos, mas do Reino do Céu. Não precisava ser preocupar com assistência média porque o próprio Jesus levava as dores sobre si. Seu trabalho não se limitava mais a uma jornada de 8 horas. Não tinha horário fixo. Mas horas vagas vigiava e orava para não entrar em tentação. O salário? Jesus disse para não se preocupar com a comida nem com a bebida, nem com a roupa – Lucas 12.22.
Hoje há tanta gente que diz seguir a Jesus, mas não se encontram mudanças em suas vidas. Limitam-se a ir no fim-de-semana a um templo, ler a Bíblia periodicamente (os que lêem) e a ofertar quantias de dinheiro que chamam de dízimo e ofertas. Geralmente não têm vícios, não falam palavrões e procuram ser honestos. Mas isto não é sinônimo da vida em abundância que Jesus prometeu, embora sejam boas coisas.
Esta é a história de Mateus, também conhecido como Levi, o qual escreveu o 1º Evangelho que aparece no Novo Testamento. Para ele, o chamado de Jesus significou sair do emprego. Mas este foi um chamado especial. Nem sempre é preciso deixar o emprego. Os escritórios, os campos, as delegacias, os hospitais, as fábricas, todos os lugares precisam de gente que testemunhe de Jesus. João Batista quando pregava o arrependimento, batizava pessoas de diversas profissões e não mandava ninguém abandoná-las, simplesmente dizia para serem retas naquilo que faziam.
Mateus era um publicano, arrecadava dinheiro para Roma, e os judeus o viam como um traidor. Não era bem vindo na sinagoga. Mas Jesus não tinha preconceito, e um dia ele disse para Mateus: “Siga-me” (Lucas 5.27-28). Jesus disse que nossa luz deve brilhar (ajudando alguém sem esperar nada em troca) – Mateus 5.14-16. Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Certeza do Perdão

“E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.”
1 Coríntios 15.17
O perdão é uma de nossas necessidades mais básicas e um dos melhores presentes de Deus. Todos nós trazemos na memória coisas que pensamos, dissemos ou fizemos das quais nos sentimos envergonhados. Nossa consciência nos censura, condena, e até mesmo nos atormenta.
Jesus pronunciou palavras de paz e perdão várias vezes durante o seu ministério, e no cenáculo referiu-se ao cálice da comunhão como o “sangue da aliança, derramado em favor de muitos para perdão de pecados” (Mt 26.28), vinculando nosso perdão à sua morte.
Mas como podemos saber se Deus aceitou sua morte em nosso lugar como um sacrifício completo, perfeito e suficiente por nossos pecados?
A resposta é simples: Se Jesus tivesse permanecido morto, nunca saberíamos. Sem a ressurreição teríamos de concluir que sua morte foi um fracasso.
O apóstolo Paulo observou claramente essa lógica. Para ele as conseqüências terríveis da não-ressurreição seriam que os apóstolos são falsas testemunhas, os crentes não foram perdoados e os cristãos, quando morrem, perecem. Mas Ele continuou: Cristo ressuscitou dentre os mortos, e ao ressuscitá-lo Deus nos assegurou ter aprovado sua morte pelo nosso pecado, que ele não morreu em vão e que aqueles que confiam nele recebem perdão pleno e gratuito.
A ressurreição valida a cruz. Ela é o esteio de nossa segurança cristã com relação ao passado, ao presente e ao futuro.
Você pode ter certeza de seu perdão ao receber a Cristo como seu Senhor e Salvador. Ele está vivo e pronto a perdoar a quem o buscar de todo o coração.
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PEDRO

“E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles...Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão...”Lucas 6.13,14
Pedro é, sem dúvida, o mais conhecido dos apóstolos do Senhor Jesus. Pescador do Mar da Galiléia, homem simples. Fazia parte do grupo íntimo dos três discípulos que estavam com Jesus na transfiguração (Lc 9.28-29). Tinha o temperamento impulsivo, sendo o primeiro a falar e o primeiro a agir. Por isto, certo dia quase se afogou ((Mt 14.28-32).
Assim como nós, Pedro era contraditório: falava quando devia estar pensando, dormia quando devia estar acordado, agia quando devia ficar quieto. Uma vez ele confessou “O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo”; logo depois Jesus precisou falar para ele: “saia da minha frente, Satanás”; porque começou a falar contra os planos de Jesus e estava sendo uma pedra de tropeço (Mt 16.16-17; 16.22-23).
Foi chamado por Jesus três vezes – Para ser seu discípulo (Jô 1.40-42; para ser seu companheiro constante (Mt 4.19); e para ser seu apóstolo (Mt 10.2).
Ele negou que conhecia a Jesus, por três vezes – Pouco antes de Jesus ser julgado, havia dito que estaria sempre ao Seu lado eu que morreria com ele se fosse preciso, mas enquanto Jesus estava sendo preso, passou a seguí-lo de longe, com medo que desconfiassem que ele era um discípulo de Jesus, e ele negou que o conhecesse (Mc 14.66-72).
Ele afirmou que amava a Jesus, três vezes, após a ressurreição – Apesar de ter negado Jesus, Ele lhe deu mais uma chance, restaurou-o, e mandou que ele tomasse conta de suas ovelhas (Jo 21.15-17).
Jesus tratava cada pessoa de um modo diferente. Ele sabia lidar com as pessoas. Ele sabia lidar com Pedro. Ele também sabe como lidar comigo e com você. “Venham comigo e eu ensinarei vocês a pescar gente” (Mt 4.19).
Rev. Jonas M. Cunha (Adaptado)

domingo, 18 de abril de 2010

ANDRÉ

“E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles...Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão...” Lucas 6.13,14

O nome André vem do grego e quer dizer robusto, varonil (aparência física). Vida de pescador exige muito exercício físico... Ele vivia na pequena cidade de Betsaida, perto do Mar da Galiléia.
Seu encontro com Jesus: Ele estava com outro discípulo acompanhando João Batista. De repente Jesus passou e João Batista disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Eles seguiram Jesus e passaram o dia todo conversando com Jesus (Jô 1.35-39).
Ele traz seu irmão: Após aquele encontro, André ficou convencido que Jesus era o Messias. Então ele chamou Pedro e o levou até Jesus (Jo 1.41-42).
Seu chamado: Uns dias mais para frente, enquanto estavam lançando as redes, Jesus os chamou para andar com ele, e disse que daquela hora em diante, eles seriam “pescadores de homens” (Mt 4. 18-20).
Participa de um milagre: certo dia havia muita gente reunida para ouvir Jesus, e eles precisavam alimentar aquela multidão. Então André levou até Jesus um rapaz que tinha um pequeno lanche (5 pães e 2 peixes), com o qual o Mestre fez o grande milagre da multiplicação (Jo 6.35). Ele aprendeu que Jesus é aquele que satisfaz todas as nossas necessidades.
André e a evangelização: Diferentemente de Pedro que sempre falou a grandes multidões, André ia falando de Jesus um a um. Certo dia surgiram uns gregos querendo ver a Jesus, e André não teve dúvida em apresentá-los ao Mestre (Jo 12.20-22). Jesus não se preocupava apenas com grandes multidões: Ele valorizava também o encontro com um indivíduo (Lc 19.2-4).
André aparece pouco nos evangelhos, mas sempre levando alguém para encontrar-se com Jesus. Quantas pessoas você já levou a Jesus este ano?
Rev. Jonas M. Cunha (Adaptado)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Culto de Adoração

“Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.”
Mateus 4.10 b

Todo cristão precisa entender e praticar a adoração bíblica, porque Deus nos ordenou repetidamente que façamos isso (Dt 6.13; Mt 4.10); porque a verdadeira adoração é uma confirmação da nossa salvação em Cristo (Jô 4.23,24); e, porque a ausência da verdadeira adoração e a presença da falsa adoração causam o terrível julgamento de um Deus ciumento (1 Sm13.8-14).
A vida do povo de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento sempre foi caracterizada pela adoração (Gn 8.20; At 2. 46,47). Assim, todo crente tem obrigação de compreender sua importância e praticá-la continuamente.
Adoração é o reconhecimento do valor único de um objeto e a demonstração de honra e respeito a ele. As palavras bíblicas como honra, respeito, temor, culto, reverência e glorificação são, com freqüência, usadas como sinônimo de “adoração”. Sua prática não está limitada às reuniões públicas. Deus exige de nós a adoração pessoal e particular como modo de vida, mas também deseja que o adoremos com outros crentes.
Alguns princípios da adoração conjunta:
1) O foco da verdadeira adoração é Deus – Salmo 96.7.
2) Os participantes da verdadeira adoração reagem ativamente a Deus com todo o seu ser (interiormente e exteriormente) - Salmo 95.6;
3) Elementos da adoração conjunta:
a- Preparação – Salmo 15;
b- Ouvir a Palavra - Mat 13.9;
c- Orar com e pelo corpo – João 17;
d- Cantar para o Senhor e para os outros – Ef 5. 18, 19.
e- Observar as ordenanças (batismo e ceia) – Mt 28.19, 26.26.
f- Contribuir (dízimos e ofertas) – Malaquias 3.8
g- Servir uns aos outros (dons) – 1 Pedro 4.10
Rev. Jonas M. Cunha (Adaptado)

sábado, 3 de abril de 2010

MARIA MADALENA

“Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras?...
Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas.”João 20.15, 17


É uma maravilhosa previdência de Deus que a primeira pessoa a quem o Senhor ressuscitado apareceu tenha sido uma mulher, e que ela tenha sido também a primeira pessoa que se incumbiu de proclamar o evangelho da ressurreição a outros.
Não seria isso uma afirmação da feminilidade num tempo em que as mulheres não eram consideradas testemunhas confiáveis? Essa mulher privilegiada foi Maria Madalena. Os Evangelhos não dizem muito sobre ela. Mas sabemos que ela esteve ao lado da cruz até o amargo fim e seguiu o cortejo fúnebre até o jardim e viu Jesus ser sepultado. Trinta e seis horas depois, ela e outras mulheres voltaram, encontraram a entrada do sepulcro aberta e constataram que o corpo havia desaparecido. Então ela correu para alertar Pedro e João do acontecido. Eles foram depressa até o sepulcro, enquanto ela os seguiu devagar. Quando chegou lá novamente, eles já haviam partido e ela estava só.
Primeiro vemos Maria chorando, pois pensava ter perdido aquele que a tratara com dignidade, amor e respeito. Jesus, no entanto, não a havia deixado, como ela pensava. Ao contrário, ele estava ali a seu lado, ressuscitado, mas ela não o reconheceu. Depois, ela está agarrada a Jesus. Ele lhe diz: “Não me detenhas” (v.17). Os apóstolos foram convidados a tocar o corpo de Jesus a fim de constatar que ele não era um fantasma; a razão por que Maria foi proibida de segurá-lo é que seu gesto simbolizava o tipo errado de relacionamento com o Messias ressurreto.
Maria precisava aprender que não poderia retomar a velha amizade familiar de que desfrutara antes com Jesus. Uma vez que ele subisse aos céus, um novo relacionamento se tornaria possível.
Ao imaginarmos Maria chorando e se agarrando ao Mestre, percebemos os erros contrastantes que cometeu. Ela chorou porque pensou que o havia perdido para sempre, e agarrou-se a ele porque pensou que o tinha de volta do mesmo modo de o tivera antes.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de A BÍBLIA TODA O ANO TODO)

sábado, 27 de março de 2010

O ESPÍRITO SANTO E MISSÕES

“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra..” Atos 1.8

John Stott disse: “A igreja sem o Espírito Santo é morta”.
No livro de Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo é citado mais de 50 vezes. Ali vemos que Ele foi enviado para capacitar os crentes para a realização de sua tarefa. Ele concede os dons para o serviço e o poder para a realização do trabalho.
Notamos também que o resultado de uma vida cheia do Espírito Santo é o testemunho. Portanto, nós não conseguimos realizar a tarefa de evangelização sem Seu auxílio, ou antes, sem nos colocar a disposição dEle para sermos usados. Ele é o executivo da obra missionária. Temos que nos submeter ao Espírito Santo, para que Ele nos capacite e nos use para a realização da tarefa.
A pergunta que eu quero fazer então é esta: você tem convicção em seu coração de que Deus quer que a igreja cresça? Se a resposta for afirmativa, não podemos ficar parados. E a próxima coisa é perguntar para Ele o que Ele quer que você faça. Então, se dispor a obedecê-lo. Se não temos essa convicção, não adianta fazer nada, ou, nada pode ser feito!
Só quando o profeta Jonas se rendeu e se dispôs a obedecer, ele foi usado por Deus, e toda a grande cidade de Nínive se arrependeu e foi salva. Pode acontecer como na vida de Jeremias e Ezequiel, em que foram obedientes, mas de acordo com o plano de Deus, não tiveram um resultado de conversões. Mas se não formos submissos e obedientes, jamais teremos resultado!
Concluindo, há dois perigos: 1) Querer fazer a obra por nós mesmos sem nos submeter ao Espírito Santo, portanto, sem Sua atuação; e, 2) Não querer fazer a obra, negligenciado a tarefa e desobedecendo a ordem do Senhor. Precisamos deixar de confiar em nós para a realização da obra e confiar e nos submeter ao Senhor, o Espírito Santo.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

segunda-feira, 22 de março de 2010

O JUSTO JUÍZO DE DEUS

“Sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito estais sofrendo.” 2 Tessalonicenses 1.5


Deus é o juiz de toda a terra (Gn 18.25). Ele é juiz de todos os homens (Hb 12.23). Ele julga hoje e julgará os vivos e os mortos (1 Pe 4.5). Deus como juiz possui quatro características fundamentais: Ele possui autoridade para legislar e julgar; Ele é justo e julga com justiça; Ele é capaz de discernir a verdade; Ele é competente para executar a sentença.
Em Romanos 2, Paulo resume o ensino acerca do juízo de Deus sobre os homens, com sete afirmações: 1) O juízo de Deus é inevitável – Rm 2.1-3; 2) O juízo de Deus é segundo a verdade – Rm 2.2; 3) O juízo de Deus é justo – Rm 2.5; 4) O juízo de Deus é individual e de acordo com o procedimento – Rm 2.6; 5) O juízo de Deus é imparcial – Rm 2.11; 6) O juízo de Deus será revelador – Rm 2.16; 7) O juízo de Deus será conforme o evangelho – Rm 2.16.
Para os Tessalonicenses, Paulo fala sobre o reto ou o justo juízo de Deus. Ele faz algumas afirmações importantes:
1. O justo juízo de Deus recompensa com paciência os cristãos atribulados – 2 Ts 1.5. Deus retribui com perseverança o crente perseguido, pois a perseverança na perseguição levará o crente ao céu.
2. O justo juízo de Deus retribui com aflição aqueles que perseguem a igreja – 2 Ts 1.6. Deus proíbe o cristão de promover a vingança (Rm 12.17-20), mas Deus dará a paga os perseguidores da igreja.
3. O justo juízo de Deus remunerará com vida eterna os cristãos e com eterna destruição aqueles que não conhecem a Deus – 2 Ts 1.7-10. Em sua segunda vinda Cristo vem para julgar a terra. Um dia desconhecido pelos homens, mas determinado por Deus (Mt 24.36; 2 Tm4.8). Jesus se manifestará de forma gloriosa (Mt 25.31). Haverá dois tipos de recompensa para dois tipos de pessoas: alívio ou descanso de toda forma de sofrimento para os afligidos e perseguidos por amor a Jesus (Jo 16.33); vingança divina contra os que não conhecem a Deus e não obedecem ao evangelho (excluídos da presença de Deus)Mt 7.23
Rev. Arival Dias Casimiro – I.P.Pinheiros

sábado, 20 de março de 2010

Palestra para professores da Escola dominical e interessados

Palestrante Rev. Gildásio
Próximo sábado (27/03) às 15h00

segunda-feira, 15 de março de 2010

Aprendendo com as críticas

A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos Insensatos derrama a estultícia. Provérbios 15.2

Algo que percebemos no dia-a-dia é o fato de receber críticas. Todos os dias alguém tem algo para falar da nossa pessoa ou de alguma atitude. A grande verdade é que a crítica faz parte da vida e quem trabalha em equipe ou realiza alguma atividade para o público acaba sempre recebendo uma parcela dela, seja crítica justa ou não.
Devemos compreender que lidar com a crítica é um desafio enorme e que multas vezes causa dor e dificuldades no coração da gente. Muitas vezes as críticas partem de injustiças que frequentemente se baseiam na Inveja. Geralmente elas são fruto do espírito competitivo que há no ser humano. E a chave para aprender com as críticas é nunca levá-las para o lado pessoal e aprendermos a adornar a nossa boca com a sabedoria e conhecimentos divinos. Quando fazemos isto seguindo o conselho de Salomão, passamos a elogiar as pessoas que estão ao nosso redor mesmo que não sejamos lembrados neste quesito.
Quando as críticas não penetram o nosso coração, mas produzem mais crescimentos, estamos preparados para o elogio a outros. Porque o nosso coração não estará azedo e poderá ver o belo de Deus na vida dos nossos amigos.
Algumas dicas para refletirmos e vivermos:
• Comemoremos as vitórias do nosso próximo sempre;
• Quando formos criticados, avaliemos o que é verdade e não deixemos a vingança tomar conta do coração;
• Nós não somos os melhores de todos, temos falhas e precisamos aprender com as críticas vindas principalmente dos amigos;
• Determinemos a validade da crítica. Pensemos atentamente nela. Oremos sobre ela a fim de que Deus nos ajude a aceitar as mudanças que sejam necessárias. Tenhamos a determinação para fazer mudanças na vida;
• Cuidado para não falarmos mal das pessoas, Salomão trata isto como Insensatez e estultícia;
• Sejamos humildes em tudo o que fizermos lembrando sempre da graça de Deus na vida.
Rev. Alcindo Almeida – I.P.B.Lapa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Não Duvide das Intenções de Deus

“Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra... os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Isaías 55.9

Se Deus me ama e é tão poderoso, por que Ele permite que eu sofra, ou passe por dificuldades?
A história de Jesus andando sobre o mar, de Mateus capítulo 14, versos 22 a 33, é bem conhecida, e com valioso ensinamento sobre este assunto.
Em primeiro lugar, vimos que Jesus mesmo compeliu os discípulos a embarcar sozinhos para atravessar o lago, onde eles foram pegos por uma tempestade.
Satanás quer que nós duvidemos do amor e do poder de Deus. Ele não quer que creiamos na Palavra de Deus (veja como ele tentou Eva – Gênesis 3.1-6). Jesus ao término do Sermão do Monte (Mateus 7.24-27), ensina que dificuldades virão sobre todos: os crentes verdadeiros e os crentes só de nome, para provar a nossa fé. Sendo que o crente verdadeiro será capaz de glorificar a Deus, mesmo no meio das provações, enquanto o outro não vai suportar e vai mostrar que não tinha fé.
Em segundo lugar, vemos que Jesus não os abandonou. Ele foi ter com os discípulos no meio da tempestade, e trouxe palavras de ânimo.
Deus nos ama e é fiel, Ele nunca nos deixa sozinhos na hora do sufoco. O Salmo 27, verso 10 diz: “Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me acolherá”.
Em terceiro lugar, Jesus manifesta o Seu poder. Ele salvou Pedro que estava submergindo e ao entrar no barco o vendo cessou, e todos reconheceram que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus.
Paulo escrevendo aos Romanos (capítulo 8, verso31), nos ensina que devemos confiar no poder de Deus (não só quando as coisas vão bem): “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Complicações da Vida

“Por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido?” Rute 1.21
Quando encontramos Noemi nas Escrituras, vemos que sua vida era cheia de problemas. Ela e seu esposo saíram para habitar em Moabe, em busca de comida durante uma época de fome. Enquanto estavam naquela terra, seus dois filhos casaram com mulheres moabitas e a vida era boa, até que seu marido e os dois filhos morreram; e ela viúva não podia sair daquela terra estranha.
Embora honesta a respeito de sua dor, Noemi obviamente sabia quem estava no controle: “O Senhor se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido” (Rute 1.21).
A palavra hebraica para “Todo-Poderoso” (Shaddai) indica a suficiência de Deus para qualquer situação. A palavra “SENHOR” (Jeová) refere-se à Sua fidelidade como o Deus amoroso que cumpre a Sua aliança. Eu gosto como Noemi juntou estas duas palavras. Em meio às suas queixas, ela nunca esqueceu que seu Deus era um Deus capaz e fiel. E, sem dúvida, ele provou Sua capacidade em libertá-la e Sua fidelidade ao cuidar dela até o fim.
Se parecer que não há saída para o seu desespero, lembre-se que o Deus de Noemi também é o seu Deus. E Ele é especialista em lidar com nossos problemas e obter resultados gloriosos e bons. Felizmente, Ele é ambas as coisas: capaz e fiel. Assim, quando sua vida estiver complicada, lembre-se quem o seu Deus é!
Rev. Jonas M. Cunha(extraído de Nosso Andar Diário)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

União e Crescimento

“A fim de que todos sejam um!”João 17.21a

A unidade entre os crentes se expressa em nos amarmos uns aos outros, assim como o Pai e o Filho se amam.
É esta unidade entre o Pai e o Filho que torna a nossa unidade (entre nós) possível. Só os regenerados, e que estão no Pai e no Filho, são também espiritualmente um e oferecem um fronte unido diante do mundo.
Esta unidade tem um propósito: “a fim de que o mundo (os incrédulos, pessoas sem a salvação) creia que tu me enviaste”.
Quando estamos unidos na fé, unidos diante do mundo, exercemos uma influência. Quando os crentes mostram em suas vidas que têm estado com o Senhor, suas ações e atitudes (que falam mais alto que suas palavras) apontarão para Cristo como a fonte de sua força moral e espiritual.
Então as pessoas começarão a pensar favoravelmente n’Ele, e quando o Espírito Santo produz em seu coração esta forma de pensar, estes homens, que até então pertenciam ao mundo, crerão que os maravilhosos relatos sobre Jesus são realmente verdade.
Portanto, é absolutamente necessária esta unidade para que a pregação do Evangelho seja considerada e as pessoas sejam convertidas.
Rev. Jonas M. Cunha(adaptado)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O que tem para o jantar?

“depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui!”Gênesis 22.1
Eu mal posso imaginar convidar amigos especiais para o jantar, e então colocar sobras de comida no microondas para lhes servir. Mas se o fizesse, isto indicaria muita coisa sobre o que eu verdadeiramente sinto por eles.
Dar a Deus as sobras das nossas vidas diz tudo sobre o verdadeiro valor que Ele tem para nós. Quando Deus pediu a Abraão que lhe entregasse Isaque como um ato de adoração, Gênesis 22.1 chamou isto de uma prova. Uma prova para ver se havia algo em sua vida que Abraão valorizava mais do que a Deus.
Não é muito diferente conosco. Há épocas nas quais Deus requer algo realmente importante para fazer a Sua obra. Ele nos pedirá para abrirmos mão de nossos instintos naturais de vingança para que possamos transmitir Seu amor que perdoa, perdoando os nossos inimigos. Pode pedir também para sacrificarmos porções do nosso tempo, dinheiro ou conforto para promover a sua causa. Ou Ele pode requerer que permitamos que nossos filhos e filhas vão à lugares distantes para contar aos outros do Seu amo salvador. A nossa resposta ao que Ele nos pede, diz muito sobre o que nós verdadeiramente sentimos por Ele.
Qualquer um pode oferecer sobras. Somente aqueles que amam a Deus acima de tudo, vão servir-lhe o melhor.
Nenhum de nossos sacrifícios é grande o suficiente para Aquele que tudo sacrificou.
Rev. Jonas M. Cunha(extraído: Nosso Andar Diário)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sonhando os sonhos de Deus

“Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” Gênesis 45.8


A Bíblia pode ser chamada de “livro dos sonhos”, porque suas páginas estão repletas de narrativas falando a respeito de sonhos que várias pessoas tiveram, em diferentes época e situações. Desde a advertência de Deus ao rei Abimeleque por causa de Sara (Gn 20.3), passando pelo sonho de Nabucodonosor da Babilônia (Dn 2.1), e de José a respeito do filho de Maria, nosso Salvador (Mt 1.20-23). Muitos outros foram registrados.
Segundo os textos bíblicos, o sonho é uma visão que se produz durante o sono, e era uma maneira de Deus revelar o porvir aos homens, algumas vezes concedendo também explicações necessárias, embora esta modalidade seja considerada inferior à Palavra direta de Deus ao seu servo (Moisés – Nm 12.6-8). Opondo aos sonhos dos falsos profetas a Palavra de Deus, Jeremias dizia: “Que tem a palha com o trigo?” (Jr 23.28).
Jacó sonhou com uma escada que ligava os céus à terra, figura de Jesus Cristo, mediador entre Deus e os homens (Gn 28.12). José foi chamado de “sonhador” por seus irmãos, e sua história mostra que ele realmente entendia de sonhos, pois interpretou os sonhos dos servos de Faraó quando estavam na prisão e o sonho do próprio Faraó (Gn 40.5-8, 20-22. e Gn 41.1-4, 28-32). Porém o próprio José havia sonhado anos antes (Gn 37.5-10). O sonho de José cumpriu-se. Ele se tornou o governador do Egito, na presença do qual, toda sua família, além dos egípcios e pessoas vindas de vários lugares se prostraram.
Sonhar também pode significar desejar muito algo. O fato é que José não pensou que tivessem de passar por tanto sofrimento para ver seu sonho se tornar realidade. Mas o sonho de José era o que Deus tinha planejado para ele e para o cumprimento do Seu plano redentor. O sonho de José era o sonho de Deus, vinha de Deus. E os seus?
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O FILHO DE ABRAÃO

 “São estas as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque.” Gênesis 25.19
Após esperar, por cerca de 25 anos, “o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido” (Gn 21.1), e Abraão teve um filho de Sara, a quem pôs o nome de Isaque.
A Bíblia não fala muito a respeito de Isaque, porém uma rápida leitura do livro de Gênesis nos faz ver que Ele teve uma vida feliz e abençoada.  Seu nascimento, já foi algo especial e motivo de grande alegria, pois seus pais já eram bem velhos quando ele nasceu, sem contar que sua mãe era estéril (Gn 21.6).  Ainda bem jovem, se submeteu a seu pai e a Deus, quando o Senhor pos Abraão a prova, pedindo que seu filho amado fosse oferecido como sacrifício.
O “filho da promessa”, também teve outra prova do amor de Deus, quando este lhe concedeu uma esposa, vindo de longe, de entre a parentela de seu pai, conforme a linda história narrada no capítulo 24 de Gênesis.  E mais uma vez provou da bondade de Deus, quando orou por sua mulher (que era estéril), “e o SENHOR lhe ouviu as orações” e ela concebeu gêmeos (Gn 25.21 e 24).  Além disso, ele que já era rico pela herança que Abraão havia lhe deixado, se tornou mais rico ainda (Gn 26.13), sendo reconhecido como “o abençoado do SENHOR” (Gn 26.29).
Qual o segredo da vida de Isaque? Primeiramente, ele era alvo da benção de Deus por causa da Aliança que Deus havia feito com Abraão e seus descendentes.  Em segundo lugar, ele vivia em comunhão com o SENHOR.  E, além disso, ele era obediente à voz de Deus.
Notamos que uma coisa está diretamente relacionada a outra, e cada um de nós podemos ter a mesma vida feliz e abençoada que Isaque teve, ao aceitarmos a Cristo como Salvador e seguirmos o exemplo de Isaque.  (Gn 12.3)
Você já se tornou um filho de Abraão?  (Lucas 19.9)
Rev. Jonas M. Cunha