sexta-feira, 18 de março de 2011

“O Espírito Santo e a Criação”

“A terra, porém, estava sem forma e vazeia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.” Gênesis 1.2
Fala-se muito sobre “o batismo com o Espírito Santo” e “o derramamento do Espírito Santo”, porém há outros pontos que fazem parte da obra do Espírito Santo que são pouco abordados. Por isto, vamos aqui tratar da obra do Espírito na Criação.
É importante começar dizendo que a atuação do Espírito Santo não se restringe aos “aspectos espirituais” da vida, mas Sua obra se estende por todas as áreas da vida humana. Por exemplo: Ele age na regeneração do cristão, mas também na providência e na distribuição de talentos naturais.
Outro ponto importante a destacar é que as obras de Deus são realizadas pela Trindade. Não podemos isolar a obra das pessoas da Trindade. Embora cada pessoa tenha suas funções específicas, quando falamos sobre as obras de Deus realizadas no universo, não podemos separar as três pessoas. Isto fica claro quando verificamos na Escritura que Cristo também participou da obra da Criação (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2), e da mesma forma somos informados que o Espírito também (Gn 1.2)
A criação do mundo material a partir do nada foi papel do Pai. A criação da matéria não é uma obra do Espírito. Sua tarefa específica começou apenas depois da criação da matéria, Ele “pairou sobre as águas” (Gn 1.2) e começou a realizar suas funções na obra da criação. Vejamos quatro elementos da obra do Espírito na Criação:
1) O Espírito Santo estabelece a ordem. Ele moveu-se sobre o que o Pai havia feito para dar-lhe ordem e beleza. “Sem forma e vazia”, quer dizer sem aparência definida, ela nada possuía do que viria a ter. O papel do Pai foi criar a matéria; o do Espírito foi dar-lhe ordem e beleza.
2) O Espírito dá vida aos pássaros, peixes e animais. Sl 104.24-30, mostra que Ele é responsável por dar vida aos animais. Eles dependem diretamente da ação do Espírito (v.30).
3) O Espírito dá vida à vegetação. Como parte da “renovação da terra” (Sl 104.30), a vegetação recebe dEle a vida. O processo de deterioração e morte que começou com o pecado é controlado pelo Espírito que faz a vida brotar em toda a terra, renovando-a.
4) O Espírito dá vida ao ser humano. Jó 33.4, embora o Espírito não tenha criado a matéria, Ele é quem dá vida a toda a criação de Deus. Após formar o homem do pó da terra, Deus lhe deu vida. Este foi um papel muito importante desempenhado pelo Espírito na obra da criação (Gn 2.7). O Espírito dá ao ser humano suas aptidões racionais e morais (Jó 32.8).
A obra do Espírito está diretamente ligada à natureza, então precisamos preservá-la, e este também é um tema espiritual.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“ATITUDE NA VIDA CRISTÔ

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia....” Daniel 1.8a


Há momentos em nossa vida que precisamos tomar uma atitude, assumir posição, adquirir uma maneira de ser.
Assim como Daniel, no Reino da Babilônia, José no Egito, Jesus diante dos saduceus e farizeus, os apóstolos após a ressurreição, Paulo diante das autoridades romanas, muitos cristãos ao longo da história fizeram isto.
Não é possível dizer cristão e viver uma vida descomprometida. Ser membro da igreja e ter uma vida durante a semana mais parecida com a de um não crente. Não podemos ser mornos – “Assim, porque és morno e nem quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.16).
No culto de aniversário de nossa igreja, e também em nosso retiro de carnaval, fomos desafiados a sair desta situação de inanição e assumir nossa identidade diante de Deus e dos homens como Seus filhos e servos.
É hora de dar um basta para uma vida cristã monótona e infrutífera. Queremos ser crentes melhores do que fomos até aqui. Queremos viver e servir ao Senhor de tal forma, que outras pessoas e igrejas queiram nos imitar.
Para que isto aconteça é necessário investir. Investir primeiramente na comunhão com Deus, pois só a nossa comunhão com Ele faz a nossa vida ter sentido, e transforma nosso caráter, nossa visão, nossa atuação.
Decida hoje! Assuma o propósito de viver uma vida em comunhão com o Senhor – ela nos faz viver melhor e ser melhor.
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

“9º aniversário da igreja”

“Com efeito, grandes cousas fez o SENHOR por nós por isso, estamos alegres.” Salmo 126.3

No dia 23 de fevereiro de 2002, às 18 horas, no templo recém construído, na Av. Amazonas nº 1235 – Cohab II, Carapicuíba; reuni-se a comissão especial do Presbitério de Pinheiros, nomeada para a organização da III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba, presidida pelo Rev. Arival Dias Casimiro, e com a presença do presidente do Presbitério, o presb. Vagner Antonio Sanaoite.
A igreja é organizada com 33 membros professos e 10 membros não comungantes, transferidos da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, e com um Conselho formado por três presbíteros: Job Paulo de Oliveira, Gentil Reis Bragança e Paulo César de Assis, e uma Junta Diaconal formada por três diáconos: Antonio Monteiro de Carvalho Filho, Parajara Martins Raiol e Afonso Coelho de Miranda, que são eleitos neste culto de organização.
Neste culto, também, o Rev. Samuel Almeida Rios foi empossado como pastor efetivo da nova igreja por um período de dois anos., e o então Bacharel Jonatas Alessandro Moreira (filho da comunidade) ordenado como ministro do Evangelho..
“Encerrando o culto o Rev. Arival Dias Casimiro declara organizada a III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba, tudo conforme os princípios da Igreja Presbiteriana do Brasil. Encerrado o culto, às 21h30min, a Comissão volta a reunir-se a aprova todos os seus atos transcritos nesta Ata e na da Assembléia Geral de Organização da III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba”.
Este é um pequeno resumo da ata de organização de nossa igreja. Louvemos a Deus por esta data, e por tudo que Ele tem feito no decorrer dos anos. E peçamos Sua graça para continuar cumprindo com o propósito pelo qual Ele, na Sua soberania, plantou esta igreja neste lugar.
“Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão”. (Salmo 67.7)
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“Oração do Pai nosso”

“Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu.” Mateus 6.10



Bíblia se refere à vontade de Deus em dois sentidos: Decreto de Deus, ou plano eterno (Is 46.10), e Vontade Revelada, expressa em sua lei, revelada por Deus por meio da Escritura (2 Pe 1.16-21). (É a este sentido que a oração se refere). A Palavra de Deus afirma a permanência da lei moral de Deus para os crentes na nova aliança em Cristo (Mt 5.17-20), embora as leis cerimoniais e judiciais do A.T. tenham sido abolidas em Cristo.
Embora sendo insuficiente para salvar os homens, a lei moral após a queda é dada aos homens como o objetivo de tomar consciência da santidade de Deus; da sua grave situação de pecado; de sua incapacidade de cumprir perfeitamente a lei para serem salvos; e, para tomarem consciência da verdadeira regra de vida pela qual os verdadeiros filhos de Deus devem viver.
Na 3ª petição, Jesus ensina os discípulos a orar ao Pai para que, pela Sua graça, torne-os capazes e desejosos de conhecer a Sua vontade, de obedecer e se submeter a ela em tudo, como fazem os anjos no céu. Também os alerta a reconhecer sua inteira incapacidade e indisposição de por si mesmos conhecer e fazer a vontade de Deus.
Portanto, é uma petição ardente para que a vontade do Pai seja obedecida de maneira completa e imediata, como fazem constantemente os habitantes do céu. Nela, a 2ª frase explica e interpreta a 1ª, pois o reino de Deus não virá plenamente até que os filhos de Deus façam Sua vontade na terra, como é feita no céu. Trata-se de uma oração por fé verdadeira, uma fé que acredita que Deus tem uma vontade compreensível, boa e importante para Seus filhos (Sl 143.10).
Não precisamos fazer magias, astrologias, contatos com os mortos, búzios e outras coisas para “descobrir” a vontade de Deus. O crente serve a um Pai que diz qual a Sua vontade para com Seus filhos. Sua vontade é claramente revelada – Sl 119.105
A vontade dEle é boa (Rm 12.2), por isto, viver para cumprir os mandamentos do Pai deve ser a coisa mais importante na vida dos discípulos de Jesus.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Ano Bom!”

“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” Gênesis 1.31

Todos os anos, no 1º dia de janeiro, eu começo uma nova leitura bíblica, sempre em Gênesis capítulo 1. A.W. Tozer escreveu: “Cada Ano Novo é um oceano não mapeado e desconhecido. Navio algum jamais navegou por ele antes”.
Eu sempre começo o ano com boas expectativas. Lendo o relato da Criação, fico maravilhado como as coisas era diferentes daquilo que encontro a cada ano: [tudo] era muito bom! E por um único motivo: tudo funcionava como Deus tinha planejado. Não dá para esperar boas coisas, sem observar a vontade de Deus, vivendo fora de seus planos.
Por isso, junto com as expectativas de um ano bom, renovo a cada ano o compromisso de fazer de fazer da Palavra de Deus minha bússola para singrar por esse “oceano não mapeado e desconhecido”.
Isso tem me isentado de enfrentar mares bravios e ventos contrários; vez ou outra, fico muito assustado. Mas invariavelmente, quando chega a bonança, constato que o tempo todo Ele esteve comigo. E isso faz aumentar minha pequena fé e a confiança para cada vez mais entregar-me aos cuidados de Deus.
Nas tempestades, não precisamos lançar âncoras em nossos recursos e capacidades. Mas confiar o timão do nosso barquinho a Jesus. Como diz um cântico de crianças: “Com Cristo no barco, tudo vai muito bem!”
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada Dia com Deus da Igreja Evangélica Holiness)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

“Oração do Pai Nosso”

“Venha o teu reino.” Mateus 6.10
Na segunda petição, Jesus ensina seus discípulos a orar pelo estabelecimento gradual e definitivo do reino do Pai.
É uma petição na qual o Senhor, implicitamente, também nos ensina a orar pela igreja, expressão histórica e visual do reino de Deus, e pela sua 2ª vinda, já que pe por intermédio dela que o reino será estabelecido definitivamente.
O termo “reino” se refere a um rei em posição de autoridade suprema que governa e exerce sua autoridade real sobre um domínio ou território. No A.T., Deus é com freqüência apresentado como o “rei do universo”, o que significa que todo o cosmos faz parte de seu domínio. A partir da queda, um reino dependente, mas rebelde e parasita, passou a existir dentro do reino cósmico de Deus (pois não pode existir independente do reino de Deus).
No N.T. a expressão “reino de Deus” adquiri nova abrangência na figura de Jesus e passa a indicar uma realidade presente, espiritual, abrangente,orgânica e escatológica (algo que se estabelecerá plenamente no futuro).
O significado da petição:
a) Para que o reino parasita de Satanás e todos os males que ele tem produzido no mundo sejam destruídos (o reino de Deus é o domínio da graça, onde o dano que nos foi causado pelo pecado é consertado);
b) Uma oração pela propagação do evangelho - não basta apenas pedir pela vinda do reino, é preciso pregar o evangelho. Trata-se de uma oração por missões (percebe-se também uma petição amorosa em prol da igreja de Cristo, para que seja santa, imaculada, fiel no estudo e meditação da Palavra, comprometida com a oração, zelosa na administração dos sacramentos e no culto)
Devemos lutar para que os valores do reino sejam colocados em prática em nosso mundo e para que as mazelas provocadas pela queda sejam minimizadas por intermédio da ação da igreja como agência do Reino. Você deve ter anseio cada vez mais intenso pelo reino de Deus!
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Novo Ano”

“O SENHOR é a  força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido.”  Salmo 28.8
Não sei em que condições você se encontra nem como está o seu relacionamento com Deus, mas quero lhe dizer que meu desejo para este novo ano é que você viva um relacionamento profundo com o Senhor. Que você experiente seu auxílio e a resposta às suas orações, e que cante músicas para agradecer tudo o que ele faz por você, conforme lemos no texto de hoje.
O salmista também afirma que Deus cuida de seus filhos e os guia como pastor. Isso faz lembrar o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta” (v 1). O grande e único Deus é o meu pastor! Não há nada e ninguém maior do que Deus, e é dele que precisamos para o novo ano. Que nossa confiança esteja sempre depositada nele.
Davi, autor destes dois salmos, cuidou das ovelhas de sua família antes de ser ungido rei sobre Israel. Ele sabia muito bem o que isto exigia – atenção, proteção, provisão. Nos textos aqui citados, porém, ele é uma simples ovelha sob o cuidado do Grande Pastor. Debaixo desta proteção, as ovelhas não sentem falta de nada. Parece impossível, pois aos nossos olhos sempre nos falta alguma coisa. Porém, quando confiamos em Deus, ele supre tudo o que for necessário para nossa sobrevivência, assim como faz o pastor com suas ovelhas.
Que neste novo ano você experimente Deus de fato e não só “de ouvir falar” pelas experiências dos outros; tenha intimidade com o Pai e conheça Cristo, o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas. Que você veja, dia após dia, as maravilhas que Deus opera em sua vida e na dos outros, Não corra atrás de ilusões ou falsos deuses que apenas servem para desviar a sua atenção do Deus verdadeiro. Entregue tudo a ele e siga seus ensinos registrados em sua Palavra, a Bíblia. Experimente como a sua vida será diferente se Deus estiver no comando; ouça a voz do Senhor e obedeça ao que ele mandar. Fazendo isso, este ano tem tudo para ser muito bom.
(Extraído de Pão Diário)
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

“Pai nosso”

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso...” Mateus 6.9


A oração do Pai nosso é feita em termos familiares: Jesus nos ensina a invocar Deus como nosso Pai, do mesmo modo que ele fez – Mateus 26.36-42; João 17.1-26. A questão é que Jesus era Filho de Deus por natureza, a 2ª pessoa da Trindade, nós porém, somos criaturas de Deus. Que direito temos de chamar Deus de “pai”?
O ponto de Jesus, não é que todos os homens são filhos de Deus por natureza, mas que seus discípulos foram adotados na família de Deus, pela graça – João 1.12. Paulo diz que este é o propósito da encarnação – Gálatas 4.4,5. Portanto, orar a Deus como Pai é só para cristãos.
Em outros textos, Jesus destacou que seus discípulos deveriam orar em seu nome e por meio dele – isto é, olhando para ele como o único caminho ao Pai (João 14.6, 13; 15.16; 16. 23-26).
Somente aqueles que olham para Jesus como Mediador e como aquele que tomou sobre si os nossos pecados e se chegam a deus por intermédio dele têm o direito de, como filhos, falar com Deus.
Implicações da graciosa paternidade de Deus:
1- Como filhos adotados de Deus, somos amados tanto quanto aquele a quem Deus chamou seu “Filho Amado” – Mt 3.17. Ele nunca se esquecerá de nós, mesmo quando agimos com rebeldia. Ele está sempre mais pronto para ouvir do que nós de orar. Reconhecer a amável paternidade de Deus nos dá confiança para orar mais, por todos os aspectos de nossa vida.
2- Somo herdeiros de Deus. Os cristãos são co-herdeiros com Cristo da glória de Deus (Rm 8.17). Somos muito mais ricos e privilegiados que qualquer monarca ou milionário.
3- Temos o Espírito de Deus em nós. Além da restauração do relacionamento com Deus, acontece uma mudança de direção e desejo, de aparência e atitude, o que a Escritura chama de regeneração ou novo nascimento (Jo 3.6). Ele nos prontifica a clamar, como expressão de um novo instinto espiritual (Gl 4.6). E ele nos ajuda e intercede por nós (Rm 8.26).
4- Devemos honrar nosso Pai – devemos obedecê-lo e fazer sua vontade.
5- Amar nosso irmãos – cuidado e oração constante por eles – “Pai nosso; dá-nos... etc”
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

NOVO ANO, NOVO MOMENTO

“Sucedeu, depois da morte de Moises, servo do SENHOR, que este falou a Josué... dispõe-te, agora...” Josué 1.1.-2

Um novo ano é um novo momento em nossas vidas, que representa também novos desafios e oportunidades.
O texto acima nos informa que Moisés havia morrido. Deus, então, chama Josué para assumir a liderança e conduzir o povo à “terra prometida”.
Incerteza e ansiedade devem ter invadido o coração de Josué, afinal substituir o grande Moisés não era para qualquer um, nem lidar com aquele povo, numeroso e teimoso, além do que estariam entrando em território ocupado por inimigos. O que os aguardaria? O que encontrariam pela frente? Como venceriam aqueles povos?
No início deste novo ano talvez haja muitas dúvidas e incertezas em seu coração também! Como aconteceu com Josué, você tem um novo momento em sua vida, com novas oportunidades e desafios. Não sabemos exatamente o que está para acontecer.
Mas sabemos que, como crentes, regenerados por Deus, somos convocados a resgatar almas sob o poder do reino das trevas e trazê-las para o reino de luz, “reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13,14). Como Seus filhos somos desafiados a uma vida de santidade e testemunho no meio de um mundo de pecado e corrupção – “filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Filipenses 2.15). Como conhecedores da Sua Graça e Sua vontade somos chamados a viver uma vida que honre e glorifique ao nosso Senhor – “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).
O mesmo SENHOR que prometeu a Josué a Sua companhia para capacitá-lo, promete estar conosco também – “como fui com Moisés, assim serei contigo...”(Josué 1.5).
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Pai Nosso"

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso...” Mateus 6.9a


A oração do Pai nosso é feita em termos familiares: Jesus nos ensina a invocar Deus como nosso Pai; do mesmo modo que Ele fez (Mt 26.39; Jo 17.1-5).
A questão é que Jesus era Filho de Deus por natureza, a 2ª pessoa da Trindade, nós, porém, somos criaturas de Deus. Que direito temos nós então, de chamar Deus de Pai?
O ponto de Jesus não é que todos os homens são filhos de Deus por natureza, mas que seus discípulos foram adotados na família de Deus, pela graça (Jo 1.12; Gl 4.4,5).
Em outros textos, Jesus destacou que seus discípulos deveriam orar em seu nome e por meio dele – isto é, olhando para ele como o único caminho ao Pai (Jô 14.6, 13; 15.16). Somente aqueles que olham para Jesus como Mediador e como aquele que tomou sobre si os nossos pecados e se chegam a Deus por intermédio dele têm o direito de, como filhos, falar com deus.
As implicações da graciosa paternidade de Deus:
1) como filhos adotados de Deus, somos amados tanto quanto aquele a quem Deus chamou seu “Filho amado” (Mt 3.17).
2) Somo herdeiros de Deus. Os cristãos são co-herdeiros com Cristo da gloria de Deus (Rm 8.17). Somos muito mais ricos e privilegiados que qualquer monarca ou milionário (1 Jo 3.2).
3) Temos o Espírito de Deus em nós. Somos nascidos do Espírito (Jo 3.6). Ele nos prontifica a clamar, espontaneamente, como expressão de um novo instinto espiritual (Gl 4.6).
4) Devemos honrar nosso Pai – fazer Sua vontade. (Pv 3.5-12).
5) Amar nossos irmãos: cuidado e oração constante por eles. Pronome no plural (“Pai nosso”).
Esteja pronto a chamar Deus, conscientemente, de Pai!
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jesus, manifestação de Deus

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus..." João 1.1


O apóstolo João falou-nos acerca da divindade de Jesus Cristo. Disse que esse verbo foi o agente criador e também o doador da vida. Jesus é a suprema e final manifestação de Deus. Ele é a interpretação de Deus. Ele é a exegese de Deus.
O Verbo não é apenas eterno e pessoal, mas, também, divino. Ele é Deus. Ele é origem de todas as coisas. Ele o criador do universo. Ele é o Verbo, ou seja, o agente criador de tudo o que existe, das coisas visíveis e invisíveis. O Deus único e verdadeiro constitui-se em três pessoas distintas, porém, iguais, da mesma essência e substância. O Verbo não é uma criatura, mas o criador. Ele não é um ser inferior a Deus, mas o próprio Deus. Ele é divino!
Jesus não é uma criatura intermediária entre Deus e o homem. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Ele não deixou de ser Deus ao assumir a forma humana e não deixou de ser homem ao ternar à glória, que tinha junto do Pai.
Jesus veio nos mostrar de forma eloquente O amor de Deus.
Rev.Jonas M. Cunha
(extraido de CadaDia)

domingo, 31 de outubro de 2010

Guardando a Palavra

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama.,." João 14.21


A prova de amor a Cristo não é uma profissão oral, apenas palavras bonitas, mas uma obediência viva. É isto que fica claro nos versos 15, 21 e 23 do capítulo 14 do Evangelho segundo João.
Muitas declarações de amor de namorados apaixonados tem sido levadas pelo vento, ou se transformado em ameaças de morte. O amor que devemos ter para com Jesus, e que Ele espera de nós, não é este tipo de amor, mas do tipo prático, constante, que pode ser visto em nossos atos e atitudes.
Parafraseando o verso 15: "Se me amais, com amor que seja inteligente e concreto, aceitareis e obedecereis as normas que tenho estabelecido para regular vossas atitudes internas e vossa conduta interna."
A passagem implica que, de certa perspectiva, o amor precede à obediência. Assim, o reconhecimento alegre e obediente da soberania de Cristo (e em consequência, a observação de seus preceitos) é prova de discipulado genuíno.
A advertência quanto ao perigo de um amor passageiro, ou melhor, falso, é bem forte nas palavras do próprio Senhor Jesus, em Mateus 7, verso 21: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."
Muita gente confunde amar a Jesus, com: amar as coisas que Jesus nos dá! E outros, com o fato de ir a igreja e cumprir com as suas obrigações mínimas de membro de igreja. Há também outros, que confundem com o conhecimento que têm dos mandamentos do Senhor. (Porém isto não basta, é preciso guardá-los).
Cada um deve perguntar-se a si mesmo, se pessoalmente ama a Jesus, e analisar em que se baseia a sua resposta,
Rev. Jonas M. Cunha

domingo, 24 de outubro de 2010

Derrubando Muros

"E reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. " Efésios 2.16


Jesus Cristo é o único elo que nos liga a Deus e aos homens. Por meio dele fomos reconciliados com Deus e por meio dele o muro que nos separa dos outros é quebrado para sermos uma só família, um só povo, uma só igreja.
A igreja de Cristo é multirracial e multicultural. Ela é universal, não no sentido de que todos serão salvos, mas no sentido de que a salvação alcança a todos os que crêem, tanto judeus como gentios.
A igreja é fruto da maior missão de paz da história. Aquilo que os poderosos deste mundo não conseguiram com a força da baioneta nem com o poder das bombas, Cristo conseguiu com o seu sangue. Em Cristo somos um.
Que privilégio bendito sermos a igreja do Deus vivo, a coluna e baluarte da verdade, o povo mais feliz do mundo, o povo resgatado pelo Senhor para ter comunhão com o Senhor e ser morada do Senhor!
A parede da separação foi derrubada. A inimizade foi removida e a paz foi feita pelo sangue de Cristo.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada Dia)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A ORAÇÃO DO SENHOR

"Senhor, ensina-nos a orar... ". Lucas 11.1

 
"A oração do Pai nosso é uma chave para todos os aspectos da vida". Ela deixa claro o que é ser um cristão.
Muitos oram sem saber por que? Outros trocam a oração por um pensamento silencioso (meditação transcendental). Talvez a maioria tenha desistido de orar!
O problema com a oração é a dificuldade que as pessoas têm com Deus. (Será que Ele existe? Será que Ele se importa comigo'' Será que Ele pode resolver o meu problema? Então, não oram!
A oração deve ser algo natural na vida do crente, constante, incessante, e de se esperar. O crente sabe que Deus é como Jesus é, por isto não há dificuldade em orar.
A oração é uma conversa com Deus. Valorizamos conversar com pessoas que nos amam, ou pessoas sábias, que respeitamos, e que estão prontas a nos ajudar. Deus nos diz coisas quando oramos, pois quando verbalizamos nossos problemas, o que queremos e porque queremos, pensamos em nossa vida e no problema em questão por meio de passagens e princípios da Palavra Escrita de Deus. Em nosso coração surgem certezas concretas sobre a perspectiva de Deus sobre nós e nossa oração - sobre Sua vontade para nós.
Deus nos criou para orar - é a atividade mais natural na qual podemos nos envolver. Mas orar também é algo que aprendemos. Orar é algo que você aprende a fazer, não lendo sobre oração, mas praticando-a.
A oração do Pai nosso nos é dada para direcionar e estimular constantemente. Orar de acordo com ela é a maneira certa de manter nossas orações dentro da vontade de Deus.
Você quer aprender a orar? Siga o padrão dado por Jesus.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Confissão de Pecado

Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós"
I João 1:8


O que é pecado?
Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou com qualquer transgressão desta lei (Tg 2.10; 4.17; 1 Jo 3.4) - Breve Catecismo
A Lei de Deus representa um Padrão Moral, regra de conduta. Portanto, tudo aquilo que fizermos que não esteja de acordo com a vontade de Deus é pecado.
Isto que dizer que quando fazemos aquilo que a Lei de Deus diz para não fazermos, nós pecamos, mas também pecamos quando deixamos de fazer aquilo que ela nos manda fazer.
Um exemplo do primeiro caso foi o pecado cometido por Adão e Eva, quando comeram do fruto que Deus os havia proibido de comer (Gn 2. 17,17). Um exemplo do segundo caso foi o que o profeta Jonas fez, quando fugiu para Tarsis, quando Deus o havia mandado para a cidade de Nínive (Jn 1.1-3).
A Bíblia ensina que todos nós somos pecadores. Todos nós falhamos e rompemos com Deus através de Adão, nosso representante. E todos nós sofremos as consequências do pecado e nos tornamos culpados. Todos os descendentes de Adão e Eva são pecadores por natureza (SI 51.5; Rm 3.10-12 e 23).
A Confissão de Fé diz: "Esta corrupção da natureza persiste, durante esta vida, naqueles que são regenerados; e embora seja ela perdoada e mortificada por Cristo, todavia tanto ela como os seus impulsos são real e propriamente pecado" (Rm 7.14, 17, 18,21-23).
Por este motivo, o crente vive em uma luta constante, desejando fazer a vontade de Deus, mas muitas vezes fazendo a vontade da carne (nossa natureza pecaminosa). Assim, é fundamental recorrermos à oração para confessarmos os nossos pecados e pedir perdão, para mantermos nossa comunhão com o nosso Pai celestial. O pecado nos torna infelizes, pois interrompe nossa comunhão com Deus, é por isso que ao percebermos que pecamos devemos imediatamente buscar o perdão do Senhor (1 Jo5.18).
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Discípulo Anônimo

Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos ". João 8.31

Não importa se nasceu num lar cristão ou não, mas se nasceu da água e do Espírito (Jo 3.5). E pode viver numa cidade grande ou pequena no campo, sua habitação eterna é no céu (Jo 14.2).
Tanto faz se foi batizado por imersão ou aspersão, pois está sempre reunido em nome de Jesus com duas ou mais pessoas (Mt 18.20). Não é propriamente um líder, embora exerça algum cargo de liderança, mas é sempre um servo, porque faz questão de servir em vez de ser servido (Mt 20.27-28). Ele transforma o ambiente em que vive, como o sal e ilumina os corações dos que estão ao seu redor (Mt 5. 13 e 14).
Muitas vezes ele passa despercebido, afinal é anônimo. Há vezes em que ninguém o reconhece, pois seu desejo é que seu Mestre cresça e ele diminua (Jo 3. 29, 30). Mas, prestando bem atenção, ele pode ser encontrado dentro de um ônibus, trabalhando num escritório, dirigindo alguma empresa, ajudando numa favela, confortando doentes em algum hospital, cuidando de um orfanato ou alegrando velhinhos num asilo. Pode ser que esteja até mesmo em sua própria casa, curtindo sua família, sabendo, contudo que sua família não se restringe aos seus parentes consangüíneos. Ele reconhece que todo aquele que faz a vontade de Deus é também seu irmão (Mc 3.33-35).
Ele faz questão de tratar até mesmo um desconhecido com um carinho todo especial. As pessoas começam a amá-lo, porque ele, como seu Mestre, as ama primeiro (1 Jo 4.10). Sua marca registrada é o amor. E este não é só de palavras, mas de fato e em verdade. É isto que o torna diferente das outras pessoas (Jo 13.35; 1 Jo 3. 17,18).
Este discípulo é alguém muito ocupado, mas sempre tem tempo para os outros. Ele procura pagar o mal com o bem (1 Ts 5 15) e crê que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus (Rm 8.28). E ajuda aos necessitados, mas não conta para ninguém (Mt 6.2-4).
Ele não é assim porque tenha nascido deste jeito. No entanto a leitura da Bíblia e a aplicação de seus ensinamentos, foram paulatinamente moldando sua personalidade deixando-o semelhante ao seu Mestre (2 Co 5.17).
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

domingo, 26 de setembro de 2010

Mude Sua História

A isto respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus ". João 3.3

Nicodemos era um homem rico, culto e religioso. Ele era fariseu e membro do Sinédrio. Tinha conhecimento, poder e influência. Tinha uma vida reta e guardava muitos preceitos da lei. Mas esses atos não eram suficientes para salvação; ele precisava nascer de novo.
A salvação não tem a ver com posição social, cultura ou religião. Ninguém está habilitado a entrar no reino de Deus porque é rico, intelectual ou influente na sociedade. Nicodemos possuía todos esses predicados, mas ainda não estava salvo.
Nicodemos também tinha relativo conhecimento de Cristo. Ele sabia que Jesus era vindo de Deus, que tinha singular capacidade de ensinar e fazer milagres e ainda, ele tinha convicção de que Deus estava do seu lado. Mas essas informações, mesmo sendo verdadeiras, não foram suficientes para dar-lhe a salvação. Não se alcança o novo nascimento através de práticas religiosas. Ninguém entra no céu por pertencer a uma família cristã ou por frequentar uma igreja evangélica.
Nicodemos tinha informação; faltava-lhe
Transformação, ou seja, um novo nascimento.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada Dia)

domingo, 19 de setembro de 2010

Do Magistrado Civil

"...porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. " Romanos 13.1

A Palavra de Deus nos ensina, que Deus é o Rei supremo e autoridade máxima que existe. Sendo assim, as demais autoridades são derivadas dEle. Ele as criou, ou permitiu sua criação.
A Confissão de Fé no cap. XXIII, diz: I. "Deus, o Senhor supremo e Rei de todo o mundo, para a sua própria glória e para o bem público, constituiu sobre o povo magistrados civis, a Ele sujeitos, e para este fim os armou com o poder da espada para defesa e incentivo dos bons e castigo dos malfeitores." III. "(•••) E é dever dos magistrados civis proteger a pessoa e o bom nome de todos os que lhe são relacionados, de modo que a ninguém seja permitido, sob pretexto de religião ou de incredulidade, ofender, perseguir, maltratar ou injuriar a quem quer que seja; e bem assim providenciar para que todas as assembléias religiosas e eclesiásticas possam reunir-se sem serem perturbadas ou molestadas."
No próximo dia 03/10, quase 136 milhões de brasileiros poderão comparecer às urnas e votar para escolher seus representantes. Mais do que uma obrigação civil é um direito, que traz também grande responsabilidade.
O cristão deve participar de forma consciente e responsável no momento de votar, pois as consequências deste ato, hão de se sentir por muito tempo, não só durante o tempo que durar o mandato dos eleitos (que chega a 8 anos, no caso de senador), mas enquanto estiverem em vigência as leis votadas por eles.
Veiculam-se na Internet vários alertas de pastores evangélicos a respeito do Projeto Nacional de Direitos Humanos, no qual se pretende transformar em leis, práticas condenadas pela Palavra de Deus (com punição para quem não observá-las ou se manifestar contrariamente a elas), como a legalização do casamento de homossexuais (inclusive nas igrejas evangélicas), e do aborto.
Lembre-se que as pessoas que escolhermos em outubro, vão votar pela aprovação ou não destas leis. Por isto, conclamamos a todos os irmãos que orem, pedindo a direção de Deus, e votem em candidatos que tenham uma visão cristã de mundo, e que defenderão os valores bíblicos, e a liberdade religiosa em nosso país.
Que Deus nos ajude!
Rev. Jonas M. Cunha


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Acã

"Prevaricaram os filhos de Israel nas cousas condenadas;
 porque Acã,...,tomou das cousas condenadas."Josué 7.1


O que Acã fez?
Desobedeceu a ordem de Deus. Pegou uma capa, duzentos ciclos de prata e uma barra de ouro, e os escondeu no meio de sua tenda (Js 6. 17-19).
O que a família de Acã fez?
Eles foram coniventes, foram cúmplices, porque concordaram em pegar aquelas coisas e esconder para eles. Não denunciaram o que ele havia feito de errado, então tiveram a mesma pena que ele (Js 7. 22-25).
O que Josué e os anciãos fizeram?
Humilharam-se na presença do Senhor, quebrantados (Js 7.6). Ficaram tristes, desanimados e preocupados, pois entendiam que o Senhor os havia abandonado, e que então seriam destruídos pêlos inimigos, e o nome do Senhor seria desprezado (Js 7.7-9).
O que o Senhor fez?
Deus animou Josué e os anciãos, e mostrou que Ele não os havia abandonado, mas que o povo havia pecado e quebrado sua aliança, afastando-se de Deus (Js 7.10-13).
Lições:
1) Não dá para esconder o pecado de Deus (Pv 15.3). O melhor a fazer é confessar logo e pedir perdão (1 Jo 1. 8,9).
2) O pecado afeta não só aquele que o cometeu, mas a todos os que estão ligados a ele. A família de Aça e todo o povo de Israel sofreram e 36 homens perderam a vida na batalha contra Ai (Js 1.1, 5).
3) O pecado precisa ser eliminado. Deus quer a nossa santificação. Enquanto o povo não eliminasse o pecado do meio deles, Deus não os abençoaria. (Js 1. 12, 13; 1 Pé 1.16).
Existe algum pecado na sua vida que precisa ser eliminado? Busque a Deus, peça o Seu perdão e Sua força para abandoná-lo.
Rev. Jonas M Cunha

domingo, 5 de setembro de 2010

Igreja Local e Missões

"E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo."Atos 6.42
"A Igreja local é a base para a plantação de igrejas". Este ensino está claramente ilustrado no livro de Atos, pelo exemplo da igreja de Jerusalém e de Antioquia. Á partir destas duas igrejas, se dão todos os eventos missionários registrados em Atos dos Apóstolos.
Analisando a Igreja de Antioquia, como modelo de uma igreja missionária, vamos ver que:
1°) Ela foi fundada por missionários anónimos e abertos às novidades de Deus - Atos 11.19-20.Ela surgiu como fruto do testemunho de cristão fugidos da perseguição em Jerusalém.
2°) Ela foi fundada numa cidade estratégica - Antioquia era cidade importante, com mais de 500 mil habitantes, formada por gregos, judeus, orientais e latinos. Era a 3ª cidade do Império Romano, (depois de Roma e Alexandria), a 25 km do mar Mediterrâneo.
3°) Ela contava com a assistência e com a graça de Deus - "A mão do Senhor esta com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor (Atos 11.21). A comprovação de que Deus estava com eles: muitas conversões; boa fama espiritual, apego ao estudo da Palavra e à firmeza na fé; reconhecida pelo mundo como uma comunidade de "cristãos", e generosa para com os irmão necessitados.
4°) Era uma igreja missionária, esta igreja queria evangelizar e plantar novas igrejas - a) o Espírito Santo responde às orações, separando e enviando Paulo e Barnabé para o trabalho missionário (At 13.1-4); b) ela enviou missionários (mas, não lhe dava sustento financeiro; c) ela fazia missões plantando novas igreja (At 14.23); d) a igreja também recebia dos missionários em relatório (At 14.27).
É da igreja local que saem as pessoas para serem treinadas e enviadas para a obra missionária. É dela que sai o sustento e a quem deve ser prestado relatório. Mesmo que ela busque o apoio denominacional ou de agências e juntas missionárias: "Igreja planta igreja"!
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)