segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aprendendo sobre Sofrimento II

“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.” 2 Coríntios 12.8

Nos versos 7 a 10 do capitulo 12 de II Coríntios, recebemos importantes ensinamentos sobre o sofrimento.

A 1ª lição é que Deus tem um propósito no sofrimento do crente. Não se trata de fruto do acaso, mas em Sua soberania Deus dirige todas as coisas, usando o próprio sofrimento para o bem de Seus filho.

A 2º lição é: Não há problema em orar clamando por livramento. De acordo com o verso 8, Paulo orou a Deus pedindo que o livrasse do espinho na carne – com intensidade e insistência (3 vezes).

Algumas pessoas acham que o cristianismo é uma religião fatalista – todas as coisas já estão determinadas por Deus, logo a oração é inútil. Porém, Paulo, um dos autores bíblicos que mais enfatizou a soberania e o governo de Deus, clamou por livramento.

Nós cremos também na responsabilidade humana, que as nossas orações fazem parte do plano de Deus, e que Ele age na vida de Seu povo atendendo suas orações.

O próprio Jesus, angustiado pela proximidade da cruz, orou pedindo ao Senhor o livramento do sofrimento (Mt 26.39). Clamar pedindo livramento não é contrário à vontade de Deus. Mas isto não quer dizer que Deus vai atender sempre positivamente às nossas orações. Tanto a oração de Paulo, como a de Jesus, são exemplo disso. Deus não tirou o espinho da carne de Paulo, e não poupou Jesus da cruz.

Deus não tem compromisso com a nossa vontade e as nossas orações. Ele faz todas as coisas conforme o conselho de Sua soberana vontade. Por isso, as nossas orações por livramento devem ser feitas debaixo de um profundo sentimento de humildade e da convicção de que a vontade de Deus é sempre a mais sábia e perfeita (Mt 26.39, 42).

Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Fim da História

Então, virá o fim” Mateus 24.14 b

Desde a queda do muro de Berlim (1989), tem-se falado no fim da história. Todavia é muita presunção acreditar que o fracasso de uma ideologia ou de um império signifique o fim da história. O máximo que se pode afirmar é que um grande acontecimento marque o fim de um período histórico e não da história.

Se a história nada mais é que o registro do passado do ser humano, então é possível coincidir o fim da história com o fim do personagem histórico. Uma guerra global sem sobreviventes de espécie alguma ou a destruição completa do meio ambiente podem provocar o fim da história.

Alguns entendem que a história é “o desdobramento gradual de um plano divino, com as pessoas representando papéis predeterminados”. Trata-se de uma perspectiva religiosa. Nesse caso, diz-se acertadamente que Deus é o Senhor da história.

Jesus estaria pensando no fim da história quando anunciou: “A boa nova do reino será proclamada a todas as nações, e então chegará o fim” (Mt 24.14, BP)? Paulo estaria se referindo ao fim da história quando escreveu aos coríntios: “A seguir [após a ressurreição dos mortos] virá o fim, quando ele entregar o reino a Deus e acabar com todo principado, autoridade e poder” (1 Co 15.24)? Pedro teria em mente o fim da história quando declarou que “o fim de todas as coisas está próximo” (1 Pe 4.7)?

O fim da história não terá chegado quando um grande império cair para dar lugar a outro, como aconteceu com aquela sucessão de impérios retratada no sonho da grande estátua de Nabucodonosor (Dn 2.31-45). O fim da história terá chegado quando todos os impérios caírem e toda a arrogância humana ruir definitivamente para dar lugar ao reino dos seus em sua plenitude, totalidade e visibilidade. O fim da história virá quando o “último inimigo”, que é a morte, for destruído (1 Co 15.26), a ponto de se poder perguntar ironicamente à ela: “Onde está, ó morte , a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1 Co 15.55). O fim da história terá chegado quando ao nome de Jesus se dobrar todo joelho nos céus, na terra e debaixo dela, e toda língua confessar que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

(Rev. Jonas M. Cunha, extraído da revista ULTIMATO)


domingo, 8 de abril de 2012

Aprendendo Sobre Sofrimento

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações,
foi-me posto um espinho na carne...” 2 Coríntios 12.7a
Nos versos 7 a 10 do capítulo 12 de II Coríntios, recebemos importantes ensinamentos sobre o sofrimento. Não de alguém que apenas ouviu ou estudou, mas de alguém que conhecia o sofrimento por experiência própria. No capítulo 11, versos 23 a 28, temos uma descrição do que Paulo havia passado.

Não podemos saber com certeza o que era o “espinho na carne”, mas o fato é que era algo que lhe causava um imenso e incômodo sofrimento. O importante é saber que ele não somente aprendeu a sobreviver com ele, mas a gloriar-se nele (v.10).

1ª Lição: Deus tem um propósito no sofrimento do crente. Não se trata de fruto do acaso, mas Deus tem propósitos no sofrimento de Seus filhos. Se todos os eventos e circunstâncias estão debaixo da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, então não existe acidentes. (Rom 8.28).

a) Até mesmo às investidas de Satanás contra nós são usadas por Deus para o nosso benefício.

b) Às vezes, Deus revela o Seu propósito em nosso sofrimento. Nas mãos de Deus, o sofrimento pode ter um propósito pedagógico, probatório ou terapêutico. Os primeiros versos deste capítulo mostram que Paulo havia tido uma experiência grandiosa com Deus. Deus queria vacinar Paulo contra o pecado do orgulho. Mas nem sempre Deus revela aos Seus filhos a razão de seu sofrimento (Jó).

c) O propósito de Deus no sofrimento é sempre para o bem de Seus filhos, nunca para o mal. O sofrimento não é algo que Deus faz contra nós, mas algo que Deus faz para nós (ou em nõs). O espinho na carne era uma benção na vida de Paulo. Então, era na verdade uma manifestação do amor de Deus. Em alguns casos o sofrimento pode ser meio de disciplina, mas também de benção.

(Rev. Jonas M. Cunha, adaptado)


sexta-feira, 30 de março de 2012

Firmando Um Acordo Com o Povo

“Naquele dia Josué firmou um acordo com o povo em Siquém, e lhe deu decretos e leis;” Josué 24.25

Javé é um Deus de aliança. Ele mesmo afirmou seu compromisso conosco prometendo-nos solenemente: “Eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo”. Tudo começou com Abraão, e continuou com Isaque, Jacó e José. Moisés não tinha dúvidas de que seu ministério era em cumprimento à promessa. E agora, Josué precisava ter certeza de que estava caminhando na mesma direção. Assim, o livro de Josué começa e termina com referências importantes à aliança. Depois que os israelitas cruzaram o Jordão, Deus ordenou a Josué que fizesse facas de pedras e circuncidasse os israelitas, uma vez que a circuncisão era o sinal da aliança e não havia sido praticada durante os quarenta anos no deserto. Depois de circuncidados, eles então estariam qualificados para celebrar a Páscoa.

O livro de Josué conclui com a renovação da aliança em Siquém. O mais admirável aqui é que, ao apresentar a aliança, Josué deliberadamente seguiu o modelo dos tratados de vassalagem (descobertos recentemente no antigo Oriente Próximo) firmados entre os povos conquistados e o rei ou conquistador. Após a introdução das partes interessadas, seguia-se um breve histórico. A seguir vinham as condições do tratado e uma lista de testemunhas. A parte final incluía bênçãos para aqueles que o cumprissem e advertências no caso de rompimento. Todos esses aspectos do tratado de vassalos poder ser encontrados em Josué 24.

Os seguidores de Jesus Cristo são herdeiros da aliança de Deus com Abraão. O batismo e a ceia do Senhor são sinais daquilo que Jesus chamou de “a nova aliança”, correspondendo à circuncisão e à Páscoa no Antigo Testamento. Os tratados de vassalagem precisavam ser renovados anualmente, mas a nossa aliança com Deus deve ser renovada diariamente, ou pelo menos, todas as vezes que participamos da Ceia do Senhor.

Rev. Jonas M. Cunha –Extraído de A Bíblia Toda, o Ano Todo”,Meditações de John Stott

sexta-feira, 23 de março de 2012

União e Testemunho

“A fim de que todos sejam um...;” João 17.21a

Na oração de Jesus, o mesmo pedido do verso 11 é repetido no verso 21: a unidade de todos os crentes.

Não é uma unidade simplesmente externa. Jesus pede que a unidade de todos os crentes se pareça com a que existe eternamente entre o Pai e o Filho. Em ambos os casos a unidade é de índole definitivamente espiritual.

Evidentemente o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um em essência; os crentes, por outro lado, são um em mente, esforço e propósito (v. 22, 23). Essas duas classes de unidade não são iguais. Mas há uma semelhança. Deus é amor. O que é certo com respeito a cada um dos atributos divinos é também com respeito ao amor: constitui a essência de Deus (1 Jo 4.8). Pois bem, é justamente em amar-se uns aos outros que chega a expressar-se a unidade de todos os crentes (Jo 13.34; 15.12,17). Com isto, entendemos agora como é que Jesus pode dizer “... para que todos sejam um; como tu, oh Pai; e, mim, e eu em ti”.

Além disto, neste caso estamos diante de algo mais que uma simples comparação entre a unidade de todos os filhos de Deus, por um lado, e a unidade das pessoas da Santa Trindade, de outro. Este não é simplesmente o modelo, é o fundamento daquela e faz que aquela seja possível.

Só os que são nascidos do alto, e estão no Pai e no Filho, são também espiritualmente um e oferecem um fronte unido diante do mundo. Quando os crentes estão unidos na fé exercem poder e influência. Quando se dividem por causa de lutas e dissensões, o mundo (as pessoas necessitadas de salvação) não saberá a que ater-se nem como interpretar seus chamados “testemunhos”.

Quando os crentes mostram em suas vidas que têm estado com o Senhor, suas ações e atitudes, que falam mais alto que suas palavras, apontarão para Cristo como a fonte de sua força moral e espiritual. Então, os que depreciavam a Cristo começaram a pensar favoravelmente nEle. Quando o Espírito produz em seu coração esta nova forma de pensar, estes homens, que até esse momento pertenciam ao mundo, crerão que os maravilhosos relatos no tocante ao caráter e missão de Jesus são realmente verdadeiros.

O mundo crerá, então, “que tu me enviaste”.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)


domingo, 18 de março de 2012

Aprendendo Sobre Contribuição

“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus
concedida às igrejas da Macedônia;” 2 Cor .8.1

Muitos vêem a contribuição como um modo de conseguir bênçãos de Deus, como uma troca de favores. Outros acham que a contribuição tem a ver com o próximo e com a comunidade da fé, e não com Deus (relação horizontal).

A Igreja em Jerusalém sofria profundamente, em virtude de uma grande fome. Por isto, Paulo havia dado instruções para a coleta de ofertas para aquela igreja (I Co 16.1-4). Nesta (segunda) carta, Paulo toca no assunto novamente (II Co 8.1-15). A Igreja de Corinto havia se desenvolvido em alguns aspectos, mas precisava aprender mais sobre a prática da solidariedade (v.7).

O apóstolo já havia passado pela Macedônia, onde os crentes estavam completamente envolvidos com a assistência aos crentes de Jerusalém, e, ele se utiliza do exemplo deles para incentivar os crentes de Corinto a se envolverem com a prática das doações.

Ele afirma que a contribuição é uma graça concedida por Deus aos contribuintes. Abençoado não é apenas aquele que recebe as contribuições, mas especialmente, aqueles que contribuem. Por que o ato de contribuir é uma benção?

a) Porque é um ato de confirmação – é uma evidência do novo nascimento. Esta é uma atitude oposta a do homem natural, caracterizada pela ganância (Mateus 19.8, 9).

b) Porque é um ato de testemunho – aquele que oferece, oferece daquilo que nos é dado pelo próprio Deus (1 Crônicas 29.14). Quando contribuímos, estamos testemunhando a bondade de Deus para conosco, dando-nos o que oferecer.

c) Porque é uma oportunidade de experimentar o atributo divino da autodoação – para encorajá-los, Paulo cita não só o exemplo dos crentes da Macedônia, mas também o exemplo do próprio Senhor Jesus (II Coríntios 8.9). O amor abnegado, que redunda em entrega incondicional, não baseada em interesse, é uma característica divina. Quando doamos experimentamos algo que é próprio de Deus, e desta forma, nos tornamos iguais a Cristo.

d) Porque é um exercício contra o materialismo – O maior ídolo do homem é ele mesmo: o que ele faz, é e possui. O dinheiro é um dos ídolos mais adorados pela humanidade em sua história. Quando contribuímos revelamos nossa confiança em Deus e não nos bens.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)

sexta-feira, 9 de março de 2012

A fragrãncia do Seu conhecimento

“Graça, porém, a Deus que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós,
manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.” 2 Cor .14

Vivemos nos dias da cultura “fast-food”, onde todos esperam resultados rápidos. Isto é transferido também para a esfera da igreja, e o ministério acaba sendo julgado pelos números. Isto pode causar frustração e desmotivação, pois nem sempre o resultado será estrondoso. Jeremias cumpriu seu ministério com fidelidade e eficiência, apesar do povo de Israel não atender a sua pregação para o arrependimento.

O apóstolo Paulo está triste em meio a lutas, oposição ao seu ministério, investidas de Satanás e por não ter encontrado seu companheiro (2 Co 2.4, 11, 12-13). Entretanto, ele rompe esta atmosfera para dar graças a Deus, com alegria.

O “triunfo” era uma espécie de cerimônia civil e religiosa, em homenagem a um general romano, em que diversas pessoas participavam. Paulo toma esta figura para aplicar à obra da pregação, fazendo surgir esperança e gratidão num contexto de profunda tristeza. Ele se via participando do triunfo de Cristo, e manifestando o conhecimento de Cristo em todo o lugar.

O “triunfo” era, dentre outras coisas, uma proclamação da grandeza e força de um determinado general. Assim, também, a pregação do evangelho é uma proclamação da grandeza de Cristo. A mensagem do evangelho é , essencialmente, Cristo Jesus. Mesmo em meio a sofrimentos, Paulo conseguia focalizar os benefícios das circunstâncias para a glória de Deus e o bem da igreja e se alegrar nisto (Fp 1.12-14).

No verso 15, Paulo compara a pregação do evangelho a uma fragrância que é recebida, por alguns como cheiro de vida, e por outros, como cheiro de morte. Como o cheiro de incenso no “triunfo”, que para o exército vencedor era um cheiro agradável, carregado de lembranças positivas, enquanto para o exército vencido um cheiro desagradável, acompanhado de lembranças negativas.

No cumprimento de sua missão de exalar o conhecimento de Cristo, por meio da pregação, a igreja sempre encontrará estas duas reações: objeção e aceitação. Como no caso da parábola do semeador (Mt 13.1-9), algumas sementes não frutificam. A diferença entre os corações receptivos à Palavra e os endurecidos não é furto da capacidade ou méritos humanos, mas do agir regenerador do Espírito.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Convite para 10º aniversário da 3ª I.P.B. de Carapicuíba

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Enchei-vos da Palavra

" E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito". Efésios 5.18

O crescimento espiritual implica em ter conhecimento da Bíblia. O que por sua vez envolve esforço.
É preciso direcionar a vontade – você precisa querer estudar a Palavra e crescer como cristão. É preciso que haja fome, desejo. Andar no Espírito – a não ser que você se abra para o Espírito Santo, será difícil para Ele ensiná-lo. Viver na Palavra – isso leva você a conformar-se mais à imagem de Cristo, tanto em pensamentos como em atos. O Espírito Santo leva você a Palavra, ensina a você a Palavra, e depois a põe em prática através da sua vida.
Um dos grandes problemas do cristianismo de hoje é que estamos acostumados a ser ensinados a respeito das Escrituras, mas não descobrimos sozinhos as diferentes verdades. O processo de descobrir as coisas por si mesmo resulta em convicções pessoais mais sólidas. (Veja o exemplo de Lutero).
Os “homens e mulheres de Deus” foram sempre homens e mulheres da Palavra – Josué, Davi, Esdras ...
Quando você estuda a Palavra, ela transforma a sua vida em muitos aspectos: atitudes, ponto de vista, sua mente, pensamentos, nossos atos. Em resumo, ela nos leva à maturidade. Não basta saber algo, mas é preciso fazer algo com o que sabemos.
Ao compararmos Efésios 5.18-19 e Colossenses vemos um paralelo entre o encher-se da Palavra com o encher-se do Espírito.
Você quer crescer espiritualmente (o que significa transformar-se a semelhança de Jesus – Ef 4.13 e 15)? Então você precisa se empenhar no estudo e na prática da Palavra.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SANTA CEIA - COMUNHÃO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Atos 2.42

A palavra “comunhão”, vem do latim, “communionis”, que significa: participação mútua, associação.  Essa palavra é derivada do verbo latino “munio” que tem o significado de : munir, prover, no sentido de fortificar para proteger.
                        A comunhão está intimamente ligada à refeição, pois, desde a mais remota antiguidade, foi à mesa ou à hora da refeição que os homens se reuniram, e, juntos, restauraram as suas forças físicas ingerindo o alimento ao mesmo tempo em que, trocando idéias e compartilhando as experiências do dia e estimulando-se mutuamente, fortaleceram o seu espírito.
                        Na velha dispensação, era na refeição da Páscoa que os judeus reuniam-se e rememoravam os grande feitos libertadores de Iavé e isso os fortalecia.
                        Foi um hábito do Senhor Jesus reunir os seus discípulos “no partir do pão”, e esse hábito o caracterizou a tal ponto que foi ao reparti-lo diante dos discípulos de Emaús que eles o reconheceram prontamente.
                        Após a ressurreição, a refeição em conjunto passou a ter, para os discípulos, um cunho eminentemente espiritual.  O próprio Jesus, antes da ascensão, “comendo com eles, determinou que não se ausentassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai... recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At 1.8) ao que eles todos, obedecendo “permaneceram na comunhão, no partir do pão e nas orações... juntos” (At 2.42,44).
                        Essa palavra – “comunhão” – foi, portanto, mui adequadamente aplicada à cerimônia da Santa Ceia, a “páscoa cristã”, pois tem, justamente o sentido de reunir os crentes para uma participação mútua com vistas ao fortalecimento espiritual de cada um, e da Igreja, como um todo – o “corpo de Cristo”.
                        O apóstolo João esclarece que a nossa comunhão “é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo” e exorta-nos a “mantermos comunhão com ele” e “unas com os outros”. (1 Jo 1.6,7)
                        O crente não deve, em hipótese alguma, ausentar-se da Mesa do Senhor.  Esse é o apelo do apóstolo Paulo que diz: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice.”
 ( 1 Co 11.28)
                        A ausência da comunhão, tanto quanto a sua participação “indignamente”, é a causa de muita fraqueza espiritual.  “Eis a razão porque há entre vós muitos fracos e doentes, e muitas que dormem.” (1 Co 11.30).
 Rev. Jonas M. Cunha
(texto do falecido Rev. Ephraim F. Beda, extraído)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O PLANO DE DEUS PARA NÓS

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais
Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”Efésios 2.10
Fazer uma faculdade, conseguir um bom emprego, casar, ter filhos... São coisas com as quais todos sonham para suas vidas. E não há nada de errado em querer estas coisas. Porém, Em nossa vida temos que considerar a vontade de Deus para nós.
Em Isaías 55 verso 8, lemos: "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SNHOR."
Você já se perguntou qual o plano de Deus para a sua vida? Vemos muitas pessoas vivendo de um modo completamente comprometido com o aqui e agora, pensando apenas em desfrutar das "coisas boas do mundo", sem se preocupar com o que Deus pensa. Infelizmente, este tipo de comportamento pode ser visto dentro das igrejas também.
Deus tem pensamentos, planos para nós, e eles vão muito além de simplesmente desfrutar o melhor"desta vida", se divertir, sentir prazer, ganhar dinheiro e ter sucesso. O que acontece é que a maneira como encaramos a vida revela o entendimento que temos da Palavra de Deus e da vontade dEle para nós, Seus filhos. E esta visão pode nos atrapalhar de vivermos o plano de Deus para nós, e as alegrias e bênçãos decorrentes.
C. René Padilha, em seu artigo na revista Ultimato (nov.-dez./2010) diz: "A compreensão adequada do evangelho é um requisito básico para compreender a evangelização. Quando entendi minha própria salvação à luz do propósito eterno de Deus, ficou claro que não fui salvo para ser feliz, ou para ter sucesso material, ou para livrar-me do sofrimento, mas com o fim que cooperar com Deus, ainda que modestamente, no cumprimento de Seu propósito na história".
Deus quer que tenhamos sonhos, que façamos planos, mas que estejamos buscando adequar os nossos planos aos planos dEle, porque, certamente, os planos dEle são muito melhores do que os nossos.
Ore, peça a Deus que lhe mostre claramente Sua vontade para este ano. Peça que os planos dEle se cumpram na Sua vida.
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CAIU A FICHA

“Jesus lhes disse:apascenta as minhas ovelhas..” João 21.17 b

Há algum tempo, tive a oportunidade de viajar pelos Andes de ônibus. Foi uma viagem bem interessante. Naturalmente, os trajetos tomaram um longo tempo, mas tive o privilégio de ver muitas coisas que de outra forma não veria. Atravessei os salares (parece um mar de tão plano e extenso, o solo é sal puro), parei nos oásis (um espetáculo indescritível), passei por picos nevados. Em muitos trechos, a estrada parecia flutuar sobre os penhascos.
No meio de tanta areia e pedras, pude constatar que onde há água há vida. Esse é um daqueles princípios que conhecemos intelectualmente, mas nada melhor do que ver algo que confirme o princípio. É impressionante ver a vida no meio do deserto. Passei por longas estradas em terreno plano. Ao lado dessas estradas, era comum ver um pastor ou pastora cuidando de ovelhas. A cena se repetia: uma pessoa solitária, estática, que observava o ônibus passando, e um bando de ovelhas comendo a vegetação rala.
Comecei a imaginar que, tirando a estrada asfaltada e os veículos, esse era o cenário na Palestina no tempo de Jesus. Apascentar as ovelhas foi o mandamento que Jesus deu a Simão Pedro após perguntar se o amava. Após ver a cena dos pastores e das ovelhas tantas vezes,de fato, parecia um videoteipe, com ligeiras variações de cenário. Então, tive um clique. A ficha caiu. Vi que eram as ovelhas que se alimentavam. Não era o pastor que preparava o alimento e dava na boca das ovelhas. Ele apenas conduzia o rebanho de um lugar para outro.
O pastor conduzia as ovelhas aos pastos verdejantes, às águas tranqüilas, cuidava da sua segurança, mas eram elas que se alimentavam. Foi uma descoberta. Eu tinha uma interpretação a respeito das responsabilidades dos pastores e dos crentes, mas ficou claro, pelo que vi nos campos, que os crentes são responsáveis por mastigar e deglutir o alimento que está a sua disposição. O pastor não é responsável por oferecer o alimento prontinho na boca de cada crente.
Creio que muitos de nós não interpretamos a ordem de apascentar as ovelhas de forma totalmente correta. Há uma idéia generalizada de que pastor bom é aquele que prepara bem a comida e a dá na boca de cada crente. Se for “mastigada”, melhor ainda. Não estou dizendo que um bom pastor não precisar pregar bem ou dar boas aulas; estou dizendo que cabe ao crente o esforço de se alimentar e crescer. Como crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor sem a meditação na Palavra, o devocional e a oração?
Lamento o fato de os crentes não terem progredido. Aos Hebreus foi preciso ensinar de novo “os princípios elementares dos oráculos de Deus”. Cabia a eles ter aprendido os princípios. É função das ovelhas se alimentarem, crescerem, se manterem saudáveis e se multiplicarem.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada dia com Deus)

“Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma cousa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento..”Filipenses 2.2
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que TEMOS... UBUNTU PARA VOCÊ!
Fonte: www.bbnradio.org
Rev. Jonas M. Cunha

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória....”
João 1.14


Dê um CLIQUE DUPLO neste Natal!
ARRASTE JESUS para seu DIRETÓRIO PRINCIPAL.
SALVE-O em todos os seus ARQUIVOS PESSOAIS.
SELECIONE-O como seu DOCUMENTO MESTRE.
Que Ele seja seu MODELO para FORMATAR sua vida;
JUSTIFIQUE-a e ALINHE-a Á DIREITA E À ESQUERDA,
Sem QUEBRAS na sua caminhada.
Que Jesus não seja apenas um ÍCONE, um ACESSÓRIO,
Uma FERRAMENTA, um RODAPÉ,
Mas o CABEÇALHO, a LETRA CAPITULAR,
A BARRA DE ROLAGEM de seu caminhar.
Que Ele seja a FONTE de graça
Para sua ÁREA DE TRABALHO,
O PAINTBRUSH para COLORIR seu sorriso,
A CONFIGURAÇÃO de sua simpatia,
A NOVA JANELA para VISUALIZAR
O TAMANHO de seu amor,
O PAINEL DE CONTROLE,
Para CANCELAR seus RECUOS,
COMPARTILHAR seus RECURSOS e
ACESSAR o coração de suas amizades.
COPIE tudo que é bom ...
Rev. Jonas M. Cunha (extraído)

domingo, 4 de dezembro de 2011

O nascimento de João Batista

"Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.“ Lucas 1.37
            Zacarias era sacerdote e Isabel, sua mulher, prima de Maria.  Eles sempre pediram a Deus um filho, mas já estavam velhos e nada de o filho chegar.  Quando já haviam perdido a esperança, o anjo Gabriel aparece a Zacarias no templo e o informa que sua mulher daria à luz um filho, a quem daria o nome de João.  Este seria grande diante do Senhor, cheio do Espírito Santo desde o ventre, e converteria muitos dos filhos de Israel ao Senhor, pois seria o precursor do Messias.
           Se Deus parece ter chegado adiantado a Maria, pois não era ainda casada, parece que chegou atrasado a Isabel, pois já estava avançada em idade.  Mas, o mesmo Deus que realiza o milagre do nascimento virginal de Jesus, abre também o ventre de Isabel para conceber João Batista.   O Deus todo-poderoso é quem realiza esse duplo milagre na preparação do Natal.  O anjo Gabriel mui apropriadamente, diz a Maria: “Porque para Deus não há impossíveis em todas as suas promessas”.  O mesmo Deus que operou maravilhas no passado pode também fazer maravilhas hoje e isso em sua vida!
Pai, sei que tudo pode e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.  Portanto, estende a tua mão, toca o meu coração, age e faz um milagre em minha vida.  Em nome de Jesus. Amém.
Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído do CADA DIA de Natal)

A Ceia do Senhor

Pois, quem come e bebe, sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si.“
1 Coríntios 11.29


Alguém que professa a fé, e deseja participar da Ceia do Senhor, pode ser excluído dela?
Resposta: Os que foram achados ignorantes ou escandalosos, não obstante a sua profissão de fé e o desejo de participar da Ceia do Senhor, podem e devem ser excluídos desse sacramento, pelo poder que Cristo legou à sua Igreja, até que recebam instrução e manifestem mudança.
(1 Co 11.29; 1 Co 5.11; Mt 7.6; 1 Co 5.3-5; II Co 2.5-8)
Que se exige dos que recebem o sacramento da Ceia do Senhor, na ocasião de sua celebração?
Resposta: Exige-se dos que recebem o sacramento da Ceia do Senhor que, durante a sua celebração, esperem em Deus, nessa ordenança, com toda a santa reverência e atenção; que diligentemente observem os elementos e os atos sacramentais; que atentamente discriminem o corpo do Senhor, e, cheios de amor, meditem na sua morte e sofrimentos, e assim se despertem para um vigoroso exercício das suas graças, julgando-se a si mesmos e entristecendo-se pelo pecado; tendo fome e sede ardentes de Cristo, alimentando-se nele pela fé, recebendo da sua plenitude, confiando nos seus méritos, regozijando-se no seu amor, sendo gratos pela sua graça e renovando o pacto que fizeram com Deus e o amor a todos os santos.
(Gl 3.1; 1 Co 11.29; Lc 22.19; 1 Co 11.31; Zc 12.10; Sl 63.1; Gl 2.20; Jo 6.35; Jo 1.16Cl 1.19; Fp 3.9; 1 Pe 1.8; II Co 30.21; Sl 22.26; Jr 50.5; 1 Co 10.17).
Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído do Catecismo Maior – perg. 173 e 174)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O homem como macho e fêmea

“O Senhor Deus declarou: Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda”. Gênseis 2.18



Os leitores mais atentos provavelmente ficarão chocados com a declaração de Gênesis 2.18.  Seis vezes na narrativa da criação em Gênesis 1 nos deparamos com a expressão: “E viu Deus que era bom”.  Concluímos então que “Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (v. 31).
            Agora, de repente, nos surpreendemos ao ler que algo “não é bom”.  Como pode haver algo que “não seja bom” na criação de Deus?  Resposta: não é bom que o homem esteja só, pois o homem sem a mulher é incompleto.
           Vale a pena chamar a atenção para o fato de que esta não é uma declaração absoluta, pois algumas pessoas são chamadas para permanecerem solteiras, como deixou claro o apóstolo Paulo (cf. 1 Co 7.7).  Além disso, Jesus, embora sendo perfeito em sua humanidade, permaneceu solteiro, o que indica que é possível ser humano e solteiro ao mesmo tempo! (cf. Mt 19.11-12).
           Retornando a Gênesis 2, lemos que Deus determinou dar a Adão uma companheira que lhe correspondesse.  Embora as duas palavras hebraicas usadas aqui possam ser traduzidas de várias maneiras, elas combinam os conceitos de parceria e adequação.  Não encontramos aqui nenhuma base para posições extremas, quer da supremacia masculina (homens dominando as mulheres) quer do feminismo radical (mulheres prescindindo dos homens), nem apoio para parceiros gays ou lésbicas.
           Seria um erro, no entanto, restringir a aplicação de Gênesis 2.18 ao casamento.  Calvino foi um dos comentaristas que observaram sua referência mais abrangente.  “A solidão não é boa”, ele escreveu.  Não é bom para nenhum ser humano estar só.  Deus nos fez seres sociais.  A amizade é um dom precioso de Deus.
Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de “A Bíblia Toda, o Ano Todo” – John Stott)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Diagnóstico

"Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”.  1 Coríntios 10.12


                Diagnóstico pode ser definido como: “qualificação dada por um médico a uma enfermidade ou estado fisiológico com base nos sintomas que observa”.  O sucesso no tratamento de uma enfermidade depende do diagnóstico ser feito com precisão, e o quanto antes a doença for diagnosticada, melhores chances haverá de cura.  Para fazer um diagnóstico correto, quase sempre o médico pede exames para poder ter certeza de qual enfermidade o paciente sofre e qual o tratamento adequado.
            Paulo escreve a I Carta aos Coríntios para orientar a igreja, fundada por ele, ao final de sua 2ª viagem missionária.  Corinto era uma cidade importante do Império Romano, rota comercial, e era também uma cidade rica, porém corrupta e idólatra.  Antes de mais nada, ele faz um diagnóstico do estado espiritual da igreja, conforme lemos em 1 Coríntios 3. versos 1 a 4.
           No verso 1 , ele diz que não pode falar-lhes “como a espirituais e sim como a carnais”.  O contraste que ele faz aqui não é para diferenciar os filhos de Deus e os filhos do maligno, como em outras partes da Bíblia. Paulo não está afirmando que eles não eram cristãos verdadeiros.  Isto fica claro pelo tratamento no início da carta (1 Co 1.2), como no início do próprio verso 1 do capítulo 3, onde ele chama os leitores de “irmãos”. Paulo também os compara à “crianças”, verso 1 parte final.  Ele os considerava “bebês espirituais”.  Na verdade então o contraste diz respeito a crentes maduros e crentes imaturos.
           No verso 2 o apóstolo diz que quando ele esteve em Corinto pela primeira vez, os crentes eram crianças na fé, e como tal, foram alimentados com alimento próprio de criança. Mas ele também diz “nem ainda agora podeis (suportar), porque ainda sois carnais”.  Apesar de haver passado três anos da 1ª visita do apóstolo à cidade de Corinto, não houve desenvolvimento espiritual neste período, e a igreja permanecia em sua infância espiritual.  O que levou o apostolo a concluir isto, era o estilo de vida que eles demonstravam: O verso 3 fala de “ciúme” e “contendas”, consideradas por ele em Gálatas 5.19 a 21, como obras da carne. E a partir daí eles viviam em divisão (verso 4).
           Se fossemos fazer um exame da situação espiritual da nossa igreja, qual seria o diagnóstico?
Rev. Jonas M. Cunha

O Cristão é como um Atleta

“Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”.
 1 Coríntios 9.25

              Recentemente acompanhamos os Jogos Pan-americanos que ocorreram no México, em que o Brasil ganhou muitas medalhas.  Paulo também estava bem familiarizado com as competições esportivas.  Ao escrever suas cartas, principalmente Coríntios, ele cita várias modalidades esportivas, e compara a vida cristã a uma competição.
           Ao comparar o cristão com o atleta, Paulo nos mostra alguns pontos importantes:
1º) Não basta começar (bem) a vida cristã, o que importa é prosseguir até ao fim. -1 Co 9.24.  Ele nos chama a atenção para a perseverança que devemos ter (1 Co 10.1-12).  Mostra que para um atleta chegar até o fim, ele tem que seguir normas, senão é desclassificado (II Tm 2.5).  Ele nos lembra que o estímulo para toda competição é o prêmio, que só se recebe ao final da prova (II Tm 4.7,8).
2º) É necessário esforçar-se.  Sem esforço, não se alcança a vitória. – 1 Co 9.25.  Os crentes devem aplicar-se para progredir na vida espiritual como se estivessem numa corrida.  “Todo atleta em tudo se domina” – Paulo evoca imagens de um longo treinamento, exercícios árduos, alimentação apropriada e descanso suficiente. Esforça-se ao máximo, dá o melhor de si.
3º) Assim, como no esporte, o crente precisa ter disciplina. 1 Co 9. 26,27.  E aqui Paulo usa a 1ª pessoa do singular, colocando-se como exemplo.  É necessário estar atento, de olho no objetivo, concentrado, sem deixar que nada o distraia.  Como boxeador, ele não desperdiça seus murros no ar, ao contrário, luta com propósito, precisão e habilidade. “Esmurro o meu corpo, e o reduzo a escravidão”.  Aqui ele indica que  exercita autocontrole e se dedica ao seu propósito. Ele cuida de seu estilo de vida de forma que ninguém o possa acusar: aquilo que ele lhes prega é realidade em sua vida pessoal.
Você está se aplicando?  Lembre-se que o céu é o lugar dos vencedores. 
Rev. Jonas M. Cunha

Reunião de Oração

“Porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.” Isaías 56.7 b


                Sei que você está cansado de ouvir: precisamos orar mais. Sei que você me considera um chato em ficar batendo nesta mesma tecla: precisamos orar mais.  Tudo bem, talvez o melhor caminho seja eu me dedicar à oração, e não ficar falando sobre oração com você.  Ao invés de “falar sobre oração     , eu devo é “falar em oração” com Deus, acerca de você.
              (...) Peço-lhe, apenas, uma última coisa: deixe-me publicar uma nota de falecimento que recebi esta semana.
           NOTA DE FALECIMENTO
          Faleceu, na Igreja dos negligentes e frios na fé, dona “Reunião de Oração”, que já estava enferma desde os primeiros séculos da era cristã.  Foi proprietária de grandes reavivamentos bíblicos e de grande poder e influência no passado.  Os médicos constataram que sua doença foi motivada pela “frieza de coração”, devido à falta de circulação do “sangue da fé”.  Constataram ainda: “dureza de joelhos” – não dobravam mais; “fraqueza de ânimo” e muita falta de boa vontade.  “Foi medicada, mas erroneamente, pois lhe deram grandes doses de “administração de empresa”, mudando-lhe  o regime; o xarope de “reuniões sociais” sufocou-a; deram-lhe “injeções de competições esportivas”, o que provocou má circulação nas amizades, trazendo ainda os males da carne: rivalidades, ciúmes, principalmente entre os jovens.  Administraram-lhe muitos “acampamentos”, e comprimidos de “clube de campo”.  Até cápsula de “gincana” lhe deram para tomar!  RESULTADO: Morreu Dona “Reunião de Oração”! A autópsia revelou: falta de alimentação, como “pão da vida”, carência de “água viva”, e ausência de vida espiritual.  Em sua memória, a Igreja dos negligentes, situada na Rua do Mundanismo, número 666, estará fechada nos cultos de 3ªs e 5ªs feiras; aos domingos, haverá Culto ou escola dominical, só pela manha, assim mesmo quando não houver dias feriados, emendando o lazer de sexta a segunda.  Vigília, nem pensar.  Agora, uma pergunta: “SERA QUE O LEITOR NÃO AJUDOU A MATAR A DONA “REUNIÃO DE ORAÇÃO”? (...)
Rev. Jonas M. Cunha (extraído do Boletim da I. P. Pinheiros)