sábado, 10 de agosto de 2013

Deus Santo

“... Portanto, vós sereis santos porque eu sou santo.” Levíticos 11.45 b


  A santidade de Deus é, em primeiro lugar, aquela perfeição divina pela qual Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas, exaltado acima delas em majestade infinita. Temos em mente aqui, porém, mais particularmente a santidade ética de Deus, que consiste em Sua separação do mal moral, isto é, do pecado.
  Ao mesmo tempo em que a ideia fundamental desta santidade é a de separação, indica também algo positivo, a saber, a excelência moral ou a perfeição ética de Deus. Em Sua presença, portanto, o homem sente-se oprimido com a consciência do pecado (Isaías 6.5).
            Então, a santidade de Deus pode ser definida como aquela perfeição de Deus em virtude da qual Ele eternamente determina e mantém Sua própria excelência moral, aborrece o pecado, e exige pureza de Suas criaturas morais.
 Ela cobre todos os aspectos de Sua grandeza transcendente e perfeição moral, e, assim, é um atributo de todos os Seus atributos, salientando a “divindade” de Deus em cada ponto.  Cada faceta da natureza de Deus e cada aspecto de Seu caráter podem apropriadamente  ser chamados santos, precisamente porque Ele o é.
           Quando João diz que Deus é “luz”, não havendo nele treva alguma, a imagem está afirmando a santa pureza de Deus, o que torna impossível a comunhão entre Ele e o profano intencional, e requer a busca da santidade e retidão de vida como objetivo central do povo cristão (1 João 1.5-2.1).
 A convocação dos crentes, regenerados e perdoados que são, para praticarem uma santidade que se equipara à própria santidade de Deus, e desta forma agradando a Ele, é constante no NT, como certamente o foi no AT. Porque Deus é santo, o povo de Deus deve também ser santo.
 Sabemos que ainda possuímos uma natureza pecaminosa, e que o mundo inteiro jaz no maligno. Daí viver a vida cristã é uma missão quase impossível, e uma grande aventura. Não há nada de monótono! Mas o segredo é que não conseguimos viver uma vida santa na nossa própria força, ou pela nossa própria capacidade.  Só conseguimos isto, quando reconhecemos nossa incapacidade e fraqueza, e vivemos na dependência do Senhor, confiando na força que Ele nos dá.
Tem você buscado viver uma vida de santificação que agrada a Deus?
‘...para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.” Filipenses 2.15
Rev. Jonas M. Cunha

A Origem da Família

“E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos,
 enchei a terra e sujeita-a...” Gênesis 1.28


 Deus criou o homem e a mulher. Criou-os à sua imagem e semelhança. Criou-os perfeitos, colocou-os num lugar perfeito e tinha com eles perfeita comunhão. O casamento não nasceu na terra, mas no céu. Não nasceu no coração do homem, mas no coração de Deus. O casamento é a primeira instituição divina. Precede á Igreja e ao Estado.
 A família é a base de todas as outras instituições. É a célula mãe da sociedade. Por ter sua origem em Deus, a família há de permanecer vitoriosa até o fim. Enquanto o mundo for mundo, a família estará presente na terra e homens e mulheres estarão se casando e dando-se em casamento.
 É bem verdade, que a família está sendo atacada implacavelmente. Mas, ela sairá vitoriosa em todas essas lutas. Os homens não podem desfazer o que Deus faz. A família prosseguirá sua jornada perseverantemente e navegará nesse mar revolto até chegar ao seu destino final, quando então, na consumação de todas as coisas, os remidos de Deus, serão recolhidos aos tabernáculos eternos para habitar para sempre com o Senhor, onde seremos uma só família!
 Senhor Deus, quero agradecer-te imensamente pela criação da família. Apesar das dificuldades que a envolvem, é maravilhoso estar no aconchego de meu lar. Em nome de Jesus. Amém.
 Rev. Jonas Morais Cunha - Extraído do Cada Dia Especial de Família

Deus Misericordioso

“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua 
misericórdia dura para sempre.” Salmo 136.1


O amor de Deus pode ser considerado de vários pontos de vista: a graça de Deus; a misericórdia de Deus; a longanimidade de Deus. A misericórdia de Deus é a Sua devoção ao Seu povo, com quem Ele está livremente vinculado mediante o compromisso de sua própria graça em Sua aliança.
        Misericórdia é uma das características de Deus. É a suprema expressão da bondade de Deus, é o amor que salva os pecadores que só merecem a condenação; salva-os, além disso, à custa da morte de Cristo no Calvário (Rm 5.5-8). Esse amor se exerce somente em harmonia com a mais estrita justiça de Deus, à vista dos merecimentos de Cristo (Ef 2.4-5).
          O Salmo 116 era provavelmente usado na adoração do templo. Na liturgia judaica é chamado de o “Grande Hallel”, recitado na refeição pascoal depois do “pequeno Hallel” (Hallel significa louvor). Trata-se de uma liturgia antifonal, com um refrão para ficar na memória (“porque a sua misericórdia dura para sempre”). Um sacerdote ou solista cantava a primeira parte do verso, e a congregação respondia com o refrão.
 Era um poderoso e comovente convite para louvar a Deus. “Rendei graças”(v.1), introduz não somente cada um dos três primeiros versículos e o último, como também (sem ser ouvida), a totalidade dos versículos ou sequencias neste salmo. Basicamente, significa “confessar” ou “reconhecer”.
       Este Salmo nos conclama à adoração pensativa e grata, declarando tudo quanto sabemos ou descobrimos da glória de Deus e dos Seus atos, falando do Seu caráter (v.1) e soberania (v.2, 3); depois, daquilo que Ele criou – Seus feitos na natureza (v.4-9), daquilo que praticou – Seus atos de graça na história de Israel (v.10-22), e daquilo que continua a fazer – Sua misericórdia para com todos (v.23-25).   
Somos levados, não a discutir teorias sobre a criação, mas a deleitar-nos na obra de “amor inabalável”. Somos levados a louvá-lo por Sua intervenção a nosso favor (o julgamento deste mundo e do seu príncipe a partir e da cruz e da ressurreição, representados na derrota de faraó e suas hostes contra Israel).
       Os versos 17 a 22, aqui, como em Salmo 135.10-12, chama a atenção para o papel que uma lembrança grata de fatos reais desempenha na adoração.
Os versos 23 a 25, talvez seja o resumo da história já contada, e mais provavelmente a continuam até o tempo presente. Afinal de contas, “o Seu eterno amor dura para sempre” e o refrão tem a intenção de mostrar a relevância de cada ato de Deus a todos quantos cantam o salmo. O verso final retoma o estilo e à tônica do início.
A palavra hebraica “hesed” usada mais de 250 vezes no A.T., e traduzida principalmente por “misericórdia” na Bíblia versão revista e atualizada tem um significado muito profundo; é quase impossível traduzi-la adequadamente, porque descreve o âmago da natureza de Deus. É bondade, benignidade, amor, graça, favor, fidelidade e longanimidade. Só na pessoa de Jesus podemos compreender este amor persistente.
Rev. Jonas M. Cunha

Deus Fiel

             “...Os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade”. Salmo 89.1 b


            Além de Poderoso é bom saber que o nosso Deus é Fiel. Conhecer este atributo de Deus nos dá algo que é muito precioso neste mundo de incertezas e insegurança.
Um dos atributos comunicáveis de Deus é a Sua veracidade. Aquela perfeição de Deus em virtude da qual Ele é verdadeiro em Seu ser íntimo, em Sua revelação, e em Sua relação com Seu povo. A fidelidade de Deus se refere a esta último aspecto da veracidade, em que Ele cumpre fielmente todas as Suas promessas pactuais.
A fidelidade é a base da confiança de Seus povo, o fundamento de sua esperança, e a causa do seu regozijo. Ela os salva do desespero a que suas infidelidades os conduziriam; dá-lhes valor para prosseguir, apesar de todos os fracassos, e enche seus corações com exultantes antecipações, mesmo que sintam profundamente o fato de haver perdido qualquer direito a todas as bênçãos de Deus.
Ele é o Deus que faz promessas e as cumpre. Ele não muda de ideia ou de opinião. No livro de Números vemos exemplo disto.  O livro trata da peregrinação do povo de Israel pelo deserto, e mostra como Deus cuidou dele.  Trata da fé que Deus requer do Seu povo, dos Seus castigos e juízos contra a rebelião e do cumprimento progressivo do Seu propósito.
Nos capítulos 22 a 24 do livro de Números, vemos que após os israelitas derrotarem alguns reis, o rei de Moabe e todo o povo temeu e mandou chamar um profeta da Mesopotâmia. Ironicamente, o Senhor usou o profeta pagão, Balaão, que tinha sido contratado para amaldiçoar o Seu povo, fazendo-o, ao invés disso, abençoar a Israel e profetizar a vinda da Estrela Real de Jacó – o próprio Messias (Nm 24.17-19). No vívido retrato da oposição divina àqueles que amaldiçoassem o Seu povo, a fidelidade de Deus às promessas feitas a Abraão segundo a aliança é demonstrada (Gn 12.3). E o mesmo profeta vai testemunhar: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Nm 23.19).
Deus é fiel (1 Co 1.9), e apesar de sermos infiéis, Ele continua sendo fiel (2 Tm 2.13). Deus é verdadeiro, Ele cumpre o que diz (Hb 10.23). Ele é fiel em cumprir o que prometeu aos que estão em aliança com Ele, seja para abençoar, seja para punir. Você já tem está experiência da fidelidade de Deus em sua vida? Já entrou em aliança com Ele?
Rev. Jonas Morais Cunha

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Deus Poderoso

“Eu sou... o Todo-poderoso”. Apocalipse 1.8 b


Você conhece a Deus? A resposta parece obvia, mas, se eu perguntasse quem conhece a presidente Dilma, todos iriam dizer que conhecem.  Porém quantos já conversaram com ela, apertaram sua mão, ou estiveram na casa dela? Assim também acontece em relação a Deus: temos um conhecimento apenas superficial e às vezes incorreto de Deus.
 Deus é poderoso, ou melhor, Todo-poderoso. Ele pode fazer qualquer coisa. Não há limites para Deus fazer o que Ele quiser. Assim, oramos a Deus, porque instintivamente sabemos que Ele tem poder para nos atender.
 Em Mateus 22.23-33, vemos que mesmo os religiosos saduceus não conheciam ou não tinham um entendimento correto de Deus e do Seu poder: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (v.29). Ao responder a questão deles Jesus citou Êxodo 3.6, mostrando que o conceito “Deus dos mortos” subentende uma contradição marcante. Ele é “Deus de vivos”. Desta forma Jesus demonstrou como a fé na ressurreição é vinculada de modo profundo ao conceito central da revelação bíblica, e como a salvação que Deus prometeu aos patriarcas e seus descendentes, com base na aliança, contém implicitamente a certeza da ressurreição. 
 Na ressurreição de Jesus temos o sinal do triunfo de Deus sobre o poder do pecado e da morte, e a prova do Seu poder. Em Sua ressurreição vemos o cumprimento do Plano de Deus para nossa salvação, e a base da coragem e da pregação dos apóstolos – Atos 5.30-32.
 Efeitos da ressurreição de Cristo: 1) conversão de muitas pessoas; 2) mudança do dia de descanso, que passou do sétimo para o primeiro dia; 3) nossa própria ressurreição futura; e, 4) poder na vida dos crentes.  Por meio da ressurreição de Cristo Deus dá vitória para o crente nesta vida. Paulo diz que nós fomos “sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dente os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4). Está a nossa disposição o mesmo poder demonstrado na ressurreição de Cristo. Por isso Paulo orava para que os crentes em Éfeso pudessem compreender tudo o que estava reservado para eles (Ef 1.19-20), especialmente o Poder de Deus. Esse poder está disponível para transformar dia a dia a vida dos crentes, para que eles se tornem progressivamente mais semelhantes a Cristo.
Rev. Jonas Morais Cunha

Deus Eterno e Imutável

“Antes que os montes nascessem... de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmo 90.2





         Quando falamos a respeito da criação com  crianças pequenas é comum elas preguntarem: Quem fez Deus?”. A resposta mais clara é que Deus não foi criado. Ele sempre existiu. Trata-se, na teologia, da infinidade de Deus, que é definida  como “perfeição da Sua natureza pela qual tudo o que pertence ao Seu ser não tem medida nem quantidade, como Sua absoluta perfeição, Sua imensidade e Sua eternidade”. (Berkhof).
         A Escritura usualmente descreve a eternidade de Deus como duração infindável (Sl 90.2; 102.12; Ef 3.21; etc).  Estritamente falando, Deus transcende o tempo e possui o todo de Sua vida de uma vez. Com Ele há somente um presente eterno, e nenhum passado ou futuro. Em nossa pequenez e finitude só podemos pensar em Deus sob a limitação do tempo e do espaço, onde Ele tem que determinar primeiro e executar depois, prometer ou ameaçar primeiro, e cumprir depois a Sua palavra. Mas, embora haja sucessão lógica nos pensamentos de Deus, não há sucessão cronológica. A eternidade é como um círculo e Deus habita no centro. Ele cada ponto de circunferência da mesma forma, ambos são semelhantes, tanto o passado como o futuro.
Quando dizemos que Deus é eterno afirmamos que quanto a Sua existência nunca teve princípio e nunca terá fim; que, quanto ao modo da Sua existência, Seus pensamentos, propósitos e atos, eles são invariáveis, unos e inseparáveis, sempre os mesmos; e, que Ele é imutável.
         Embora algumas passagens bíblicas pareçam mostrar aparentes mudanças em Deus, (como se Deus se arrependesse – Gn 6.5,6), ocorre o que chamamos de “antropomorfismo”, onde atribuímos características humanas a Deus, para que possamos entendê-lo melhor. Outras vezes, pode parecer que                Deus muda Suas promessas ou deixa de cumpri-las, mas é necessário entender que algumas das promessas de Deus são condicionais (2 Cr 7.14). A própria conversão do homem se enquadra nisso, pois antes de se converter, ele só tinha sobre si ira de Deus, mas depois da conversão, recebe graça e misericórdia.  Nestes casos, não foi Deus quem mudou, mas o homem.
         Como seria se Deus fosse como os seres humanos: um dia acorda bem-humorado e no outro mal-humorado? Como seria se Ele tivesse um temperamento instável como o nosso? Já pensou se ele fosse bipolar? 
          Felizmente, Deus é sempre o mesmo, nada o afeta, nada o faz retroceder. O Deus eterno é imutável.  Por isso podemos estar seguros quanto ao cumprimento de Suas promessas, de Seus planos e de nossa salvação! As circunstâncias ao nosso redor podem mudar, mas o nosso Deus não muda!
          “Confia no Senhor perpetuamente, porque o Senhor Deus é uma rocha eterna” (Is 26.4). O profeta desafia-nos a confiar em Deus não apenas hoje ou amanhã, mas eternamente, porque o Senhor é eterno e, como uma rocha, não muda. Ele é uma fonte eterna de segurança.
Rev. Jonas M. Cunha 

Alegria no Senhor

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” Filipenses 4.4


Em geral, as pessoas procuram ter uma vida feliz. Podemos considerar que a maior busca do homem é a felicidade. Nessa busca, tenta-se procurar a alegria em coisas que o mundo oferece. Se perguntarmos para as pessoas o que é ser feliz é bem provável ouvirmos que é ter saúde, paz, ter dinheiro, fazer o que gosta etc. relacionando alegria a um estado emocional de satisfação e bem estar que depende da circunstância em que se vive. Mas  continuam com seus corações vazios e sem razão para existir, apenas consumindo as migalhas de uma felicidade passageira.
Podemos explicar essa situação pelo fato do homem ter sido criado a imagem e semelhança de Deus e com o objetivo principal de glorifica-lo e gozá-lo para sempre. Mas como há uma barreira entre o coração corrupto pecaminoso do ser humano com a Santidade e Grandeza de Deus, percebemos fatalmente que aquelas pessoas que não tiveram uma experiência de novo nascimento em Cristo não podem desfrutar da verdadeira alegria, aquela que a Palavra de Deus nos ensina conforme texto de Fl 4.4.
Vemos nesse versículo que a alegria é uma ordem. Se a alegria é uma ordem para os crentes, logo estar triste é pecado. Mas devemos ter cautela nesse ponto visto que existirão momentos de tristeza, mas o que o apóstolo Paulo fala aos filipenses e com propriedade é que devemos ser felizes independente das circunstâncias. 2 Co 6.10: “entristecidos mas sempre alegres”. De fato o crente passa uma tristeza suportável, em vista das promessas de Deus e de seu cuidado diário mesmo em meio às adversidades.  
A alegria então deve vir de dentro para fora e não de fora para dentro. A alegria é então um mandamento cristão que se associa com intimidade e dependência de Deus. Somente com intimidade com Deus é que podemos viver essa vida nos alegrando sempre nele.
Num outro extremo vemos que muitos cristãos atribuem que regozijar-se é pecado e que a alegria é do diabo, mas pelo que falamos biblicamente a verdadeira alegria está em Deus e para os seus filhos, logo o mundo viver sem esperança é algo claro porque sem Deus nada faz sentido, mas um crente viver melancólico, derrotado e deprimido é de fato um grave pecado que deve ser abandonado. Isto está fundamentado em Sl 126:3.
Em Jo 16:22 nos mostra que a alegria que Deus nos dá ninguém pode a tirar. Agora porque será que mesmo sabendo dessas coisas algumas vezes não estamos de fato alegres? Podemos até entender isso, mas o que pode estar roubando a nossa alegria?
Alguns podem dizer: Ah, mas você não conhece minha vida... não mas conheço que a Palavra de Deus nos ensina que a alegria é parte do fruto do Espírito e se de fato o Espírito Santo habita em você ele irá te conduzir a esta alegria afinal de contas estar feliz quando está indo tudo bem  até os ateus conseguem!
Nessa caminhada cristã é possível que a sua alegria em algum momento possa ser perdida, mas ela é um recurso renovável. Ela pode voltar!
Voltando em Fl 4.4 a ordem é que o nosso maior objeto da alegria seja uma pessoa, Cristo, ele deve ocupar o primeiro lugar na nossa vida, devo viver para ele, como servo, escravo, assim como Paulo dizia que não era mais ele que vivia, mas Cristo vivia nele.           
Presb. Ronaldo L. Cunha 

A Justiça de Deus

Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras. ”Salmo 145.17


        A Justiça de Deus é um dos Seus atributos  comunicáveis, ou seja, que o homem também possui, por ser criado à imagem e semelhança de Deus. Embora o pecado tenha deformado a imagem de Deus no ser humano, está não foi totalmente apagada. Prova disto é o sentimento de justiça presente até nos criminosos, quando matam na prisão outro prisioneiro que fez algo como estuprar uma criança.
A ideia fundamental de justiça é a estrita adesão à lei. Entre os homens pressupõe-se uma lei a qual devem conformar-se.  Embora não haja lei que esteja por cima de Deus, há todavia uma lei que está na natureza essencial de Deus – 1 João 2.29.
Em geral se faz distinção entre a justiça absoluta de Deus (“retidão da natureza divina, em virtude da qual Deus é infinitamente justo em si mesmo”), e justiça relativa (“aquela perfeição de Deus por meio da qual Ele se mantém contra toda a violação de Sua santidade e deixa ver em todo sentido que Ele é santo”).  É a esta última que mais particularmente se aplica o termo “justiça”.
A justiça se manifesta, especialmente, em dar a cada um o que lhe corresponde, conforme seus merecimentos.
Deus utiliza de justiça como governante de bons e maus. Ele tem instituído um governo moral no mundo, e imposto uma lei justa sobre o homem, com promessas de recompensa para o obediente, e advertências de castigo ao transgressor- “justiça governativa de Deus” - (Is 33.22; Tg 4.12 e Dt 4.8).
Relacionada a essa justiça está a justiça distributiva de Deus – “retidão de Deus na execução da lei, e se relaciona com a distribuição das recompensas e dos castigos” – 1 Pe 1.17. No primeiro caso temos a manifestação do amor divino, e no segundo, da ira divina.  A justiça divina está original e necessariamente obrigada a castigar o mal, mas não a premiar o bem – Lc 17.10; 1 Co 4.7.
Muitos dizem que Deus é amor, mas se esquecem que Ele também é santo e justo.  Diante dEle temos que reconhecer que não há ninguém justo (Rm 3.9-18), pois todos são pecadores (Rm 3.23) e merecem ser punidos (Rm 6.23). 
A maior prova do amor de Deus é também a maior prova de Sua justiça: o fato de ter Cristo morrido por nós para ser perdoados e reconciliados com Deus: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
        Só há uma maneira de se livrar da culpa e da condenação, é arrependendo-se dos seus pecados e aceitando a Cristo com seu Salvador (Rm 8.1).                                                                                     Rev. Jonas M. Cunha 

sábado, 20 de julho de 2013

O Senhor Cuida da Sua Igreja


Eu, o SENHOR, a vigio e a cada momento a regarei; para que ninguém lhe faça dano,
 de noite e de dia eu cuidarei dela (Isaías 27.3). 



Há momentos que a igreja parece desolada. A impressão é que ela está sem dono, sem cuidado e sem futuro. Desamparada, ela se torna vitima de pessoas que a pisam como um jardim abandonado. Talvez você esta olhando para a igreja hoje, dessa maneira pessimista e fracassada. 
A promessa de hoje, porém, nos ajuda a mudar a visão. Olhemos para a igreja como a Vinha do Senhor. Olhemos para o Senhor e observemos o seu cuidado. 
Primeiro quem cuida? O Senhor. Ele vigia e rega a sua igreja. Ele, pessoalmente, olha e vivifica o seu povo escolhido. Ele anda no meio da sua igreja e a cada momento dispensa o seu cuidado. A igreja tem dono e tem destino. 
Segundo, por que ele cuida? Para que ninguém a danifique. O diabo, o mundo, os falsos pastores e os falsos crentes investem contra o povo de Deus com o intuito de destruí-la. Mas, o Senhor a protege de todos os ataques. Nenhum inimigo obterá êxito ao guerrear contra os eleitos de Deus. 
Terceiro, quando ele cuida? De noite e de dia. Trata-se de um cuidado constante, ininterrupto, infalível, completo e perfeito. Sob a proteção eterna, a igreja marcha vitoriosamente. 
Não se deixe abater e não esmoreça olhando para os defeitos daqueles que integram a igreja.

Rev. Arival  Dias Casimiro 

Fundamento e Função da Igreja

“Também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja .” Mateus 16.18


 Poucos textos da Bíblia são tão incompreendidos quanto Mateus 16. 18-19. Nesses dias de renúncia e eleição de papa, alguns vão usar esses versos para afirmar que Pedro foi o primeiro papa.  Pedro foi papa?  Qual é, afinal, o fundamento da Igreja?  Até o bom senso garante que a Igreja não foi fundada sobre Pedro, cujo caráter revelou-se fraco, inconstante, infiel e de pouca firmeza.  Por que Cristo confiaria a Igreja a um homem com tantos defeitos?  O que seria da Igreja com um líder tão em falta?
Se Pedro não fundou a Igreja, o que significam estas palavras: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.  Como se sabe, Pedro foi conhecido por três nomes: Simão (hebraico) Cefas (aramaico) e Pedro (grego). Em grego, Pedro (petros) quer dizer pedrinha, fragmento. Mas não foi sobre a pedrinha que a Igreja foi edificada.  Foi sobre a pedra (petra, em grego), que é Cristo.  O apóstolo Pedro deixou isso claro em At 4.11: Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores... Paulo também declarou: Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo (I Co 3.11).
As palavras de Cristo registradas em Mt 16.18 mostram que até ali a Igreja não existia, embora já houvesse crentes.  Ela só começaria no dia de Pentecostes, com a chegada do Espírito Santo. Ainda hoje o carpinteiro está edificando a sua Igreja.  É oportuna a lembrança de que a Igreja pertence a Cristo.  Não é do pastor.  Não é da liderança.  Não pertence aos crentes.  É de Cristo.  “Minha Igreja”. 
Enquanto falava do começo, Cristo também previu o futuro glorioso de sua Igreja.  “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.  Essas palavras asseguram vitória sobre os poderes do inferno e das trevas.  Como se sabe, as cidades antigas eram cercadas por muros altos, que garantiam a proteção de seus moradores.  Todos entravam e saiam pela única porta, geralmente alta, forte e resistente.  Quando um exército pretendia dominar certa cidade, se esforçava para quebrar, derrubar ou queimar as portas.  Quando a porta resistia, a segurança e proteção estavam garantidas.  Como exército de Deus, a Igreja militante deve atacar as portas do inferno, entrar nas cidades dominadas pelo inimigo e resgatar pessoas cativas.  Para cumprir tal missão, o Senhor promete poder, diante do qual o inimigo não resiste.
Cristo ainda falou da autoridade de ligar e desligar.  A Igreja tem poder de salvar ou fazer perecer?  Se a Igreja ligar ou desligar alguém, o céu está obrigado a obedecer tal comando?  Não se deve pensar assim, porque Cristo é o único Salvador (At 4.12).  Ainda que não tenha o poder de salvar, tem autoridade de ligar e desligar no sentido de apresentar o Salvador e a salvação, diante dos quais os homens são ligados ou desligados com Deus.  A chave é a pregação. Aliás, Deus deu as chaves do reino dos céus para Pedro, não no sentido dele  salvar alguém, mas como as chaves abrem portas,  Pedro teve o privilégio de abrir a porta da pregação evangélica aos judeus, aos samaritanos e aos primeiros gentios. Este é o fundamento e a função da Igreja.

Pr.A. Paulo.

O que existe de especial no domingo?

“E abençoou Deus o sétimo dia e o santificou...”Gênesis 2.3a



Nos dias de hoje parece até antiquado considerar o domingo como um dia diferente. Muitas empresas trabalham em turnos de 7 dias, tanto na indústria como no comércio. Os shoppings centers funcionam de domingo, os eventos esportivos são feitos na maioria das vezes no domingo, deixando em aberto certo questionamento se o domingo é realmente um dia especial ou se parece ser um dia qualquer da semana.
Esse padrão criado por Deus de criar a semana em 7 dias foi planejado antes do Pecado ter adentrado ao mundo pela desobediência de Adão e Eva. Tem muito a ver com o ciclo da Lua e com fenômenos naturais, realmente os 7 dias foi uma escolha de sabedoria divina para o homem basear seu tempo. Nesses 7 dias, conforme lemos em Gn 2.3 - Deus santificou, quer dizer, separou o 7º dia como dia de descanso e começa dai o fato de termos um dia diferente, especial dentre os outros 6 dias, lembrando que foi registrado como Mandamento justamente porque o homem após a Queda já não se inclinava naturalmente à vontade de Deus.
Razões e finalidades de se guardar o Dia do Senhor tornando-o um dia especial:
1) Descanso - Ex 23.12 - todos deviam descansar: os senhores, os animais e os empregados.
2) Lembrar do Criador - Em Ex 31.17 -e Dt 5.15 mostram que o sábado seria um sinal para sempre que Deus era o Criador e o Redentor de Seu povo.
3) Dia de Adoração - Nm 28.9-10 - devemos adorar a Deus todos os dias, orando, lendo a Bíblia, Evangelizando e testemunhando uma vida de retidão e no Domingo, quando nos reunimos com o povo de Deus, fazemos tudo isso de forma mais intensa, como um clímax da adoração a Deus na prestação do Culto a Ele que único Digno de Honra e Adoração.
4) Esperança - Céu Hb 4.9 - Existe uma confusão que guardar o domingo é mandamento antigo encerrado pela Graça mas isso está equivocado, visto que para o povo de Deus, todos os momentos de culto são vistos como um privilégio e não um peso, pois se verdadeiramente amamos a Deus e desejamos estar com Ele para todo o sempre é bom nos acostumarmos que a eternidade para o crente não é apenas fugir do inferno, do sofrimento eterno, mas sim se deleitar em adorar o Senhor dos Exércitos para todo o sempre! Assim o culto é um treino para a vida eterna!
Que sejamos mais zelosos com o dia do Senhor!

Presb. Ronaldo L.Cunha - adaptado 

A Onipresença de Deus

“Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também.”
Salmo 139.8


A Bíblia não procura comprovar que Deus existe.  Em  vez disso, ela declara a sua existência e apresenta numerosos atributos seus.  Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus, outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.  Um dos atributos exclusivos de Deus é que Ele é onipresente.  Isto significa que Ele está presente em todos os lugares a um só tempo.  No Salmo 139, versos 7 a 12, aprendemos algumas lições preciosas sobre a onipresença de Deus:
1. Não há como fugir da presença de Deus (v.7) – o profeta Jonas tentou fugir da presença de Deus, pois não queria obedecê-lo.  Não que não se importasse com a vontade de Deus; é que ele não queria que os ninivitas fossem salvos.  Eles eram uma ameaça a segurança de seu povo. Mas seu plano não deu certo.  Deus fez o mar se agitar, enviou um grande peixe, e Jonas clamou no ventre do grande peixe, na profundeza do mar (Jonas 2.1-3).  Não foi porque ele gritou muito alto que Deus o ouviu, mas porque Deus estava lá, com ele! (Jn 2. 4, 7 e 10). 
2. A providência de Deus (cuidado) nos alcança onde quer que estivermos (v.10) – José, o filho preferido de Jacó, era odiado pelos irmãos.  Um dia, quando estavam distantes de casa, longe das vistas do pai, resolveram se livrar dele para sempre. Depois de desistirem da ideia de mata-lo, resolveram vende-lo para mercadores que iam para o Egito.  Então levaram a túnica dele para Jacó, embebida em sangue de bode, fazendo seu pai pensar que ele havia sido morto. Lá no Egito, José é vendido como escrevo a um oficial do faraó, o qual, ao observar que Deus prosperava o que José fazia, colocou como administrador de toda a sua casa. Por causa da mentira da mulher de Potifar, José vai para a prisão. Ali também ele se destaca, e tem a oportunidade de interpretar o sonho do copeiro e do padeiro do rei. Por fim, ele é levado para interpretar o sonho de faraó, e, então é colocado como administrador de toda a terra do Egito, salvando assim muita gente de morrer de fome (Gn 50.20).  Em tudo isto, Deus estava com José, e Sua destra o sustentou!
3. Deus observa tudo que fazemos (v. 11 e 12) – A tendência do ser humano é de esconder as coisas feias e erradas que fazemos.  Por isso, a maioria dos crimes acontece à noite.  Porém, mesmo no escuro, Deus está te vendo.  Não podemos nos ocultar de Seus olhos. Adão e Eva comeram o fruto escondidos e depois, quiseram se esconder de Deus (Gn 3.10). Mas Deus também vê as coisas boas que fazemos, mesmo que ninguém veja (Hb 6.10).
Rev. Jonas M. Cunha 

sábado, 2 de março de 2013

“Jehovah-Jireh”


“Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.” Gênesis 22.8

                A expressão “Deus proverá” (Jehovah-Jireh) foi usada pela primeira vez por Abraão, quando caminhava junto com Isaque, seu filho, para sacrificá-lo sobre o altar ao SENHOR. Também é usada como nome de Deus.
 No original, “Prover” (proverá), é um sentido secundário do verbo simples “ver”. No Dicionário de Português (Aurélio), prover significa: tomar providencia a cerca de, ordenar, dispor, providenciar; fornecer, abastecer, munir; acudir, atender. O mesmo dicionário define “providência” como: a suprema sabedoria com que Deus conduz todas as coisas.
 Desta forma, Deus é apresentado, em Sua Palavra, como aquele que supre o Seu povo, ou para o Seu povo, o necessário, com poder, amor e sabedoria, de acordo com Seu plano.
 Podemos observar a plena confiança de Abraão na passagem de Gênesis 22.1-19.  No v. 5 ele afirma a sua convicção de que ele e Isaque, de fato, voltariam. Sua fé se fundamentava sobre a promessa de Deus (21.12). O v.8 é profético, tanto na experiência de Abraão, como concernente à 1ª vinda de Cristo e Sua morte sacrificial por nós (cf. Jo 1.29 e Rm 5.8). E no v.12 há um admirável paralelo entre o acontecimento aqui descrito e o oferecimento de Cristo por nós: 1) ambos, Isaque e Cristo, foram obedientes até à morte; 2) Abraão e Deus não pouparam o próprio filho (Rm 8.32); 3) tanto Isaque como Cristo, eram o próprio sacrifício; 4) Isaque e Jesus foram restaurados.
 Em contrapartida, o povo que saiu do Egito demonstrou sincera incredulidade, não confiando que Deus, que tinha feito grandes maravilhas no Egito, e os tinha livrado da escravidão, pudesse sustenta-los no deserto. Êxodo, cap. 16, ver versos 3, 12 e 35.
 O Deus que provê é simbolizado também em outros acontecimentos bíblicos: a) na vida de José, que fez provisão para o Egito, sua família e outros povos – Gn 41; b) no milagre realizado por Eliseu aumentando o azeite da viúva – 2 Rs 4.1-7; c) na multiplicação dos pães por Jesus, o “Pão da vida” – Jo 6.1-14 e 30-35.
 Junte-se a Abraão, numa completa confiança em Deus, deixando os pormenores da resposta, o método, com Ele. Confie em Deus como “aquele que provê” para sua vida!
Rev. Jonas Morais Cunha

“O Deus Criador”


“Tema ao SENHOR toda a terra..., Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmo 33.8,9



“Platão se convenceu da existência de um Deus, quando viu que nada no mundo poderia fazer uma mosca.”
 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1.1). O 1º livro da Bíblia, Gênesis, trata do começo ou princípio do universo, dos seres humanos, do pecado, da salvação, do povo de Deus.
 A majestosa linguagem da sentença inicial do livro indica o lugar que a Bíblia dá a Deus do princípio ao fim.  A revelação põe Deus no centro, e seu capítulo primeiro não apresenta tanto uma doutrina sobre a criação, mas antes, a doutrina do Criador.
 O “Credo dos Apóstolos” consiste em uma declaração resumida dos ensinos dos apóstolos de Cristo. Há evidências de que ele foi usado nas igrejas, a partir dos anos 120 depois da morte de Cristo. Ele é uma viva e vibrante profissão das verdades essenciais cridas por todos os cristãos ao longo dos séculos. O credo começa com as palavras: “Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, criador do céu e da terra”...
 Dizer que Deus é “criador do céu e da terra” equivale a dizer que Ele é o criador de tudo o que existe.  Em segundo lugar, dizer que Ele é “criador do céu e da terra” equivale a dizer que Ele tem grande poder.  Ele não só criou a mosca, mas a terra, o sol, nossa galáxia, e todo o universo. Portanto, se Ele é o criador de tudo e tem poder para fazer o universo, então, Ele é Deus.
 A forma mais simples de expressar ou definir Deus é referir-se a Ele como criador.  Como diz certo autor: “criar é próprio de um Deus” (At 17.24).
 A Confissão de Fé de Westminster, que é um resumo das doutrinas bíblicas, no cap. IV, 1, diz: “Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para manifestação da glória de seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis quer as invisíveis”. Rm 1.20; Jr 10.12; Sl 33.5 e 6.
 O fato de Deus criar é um poderoso suporte da fé.  Ele, que fez todas as coisas com uma palavra, o que não poderá fazer? (Hb11.3). Está o teu coração pesado? Está Ele sujo? Temeroso? Ele pode aliviar, limpar e trazer paz.  Confie no Deus criador!
Rev. Jonas Morais Cunha

“O Povo Que Conhece o Seu Deus”


“Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo .” Daniel 11.32 b



“A ignorância sobre Deus tem muito a ver com a fraqueza da igreja hoje!” A mente do cristão adaptou-se ao espírito moderno, de um Deus distante, e sua mente vem sendo confundida pelo pós-modernismo.
Daniel foi o profeta estadista hebreu na Babilônia, praticamente durante o período do cativeiro.  O livro de Daniel nos primeiros seis capítulos trata da história de Daniel e seus amigos na corte babilônica, enquanto que os seis últimos capítulos registram as 4 visões de acontecimentos futuros que Daniel teve na sua velhice.
 A mensagem central é que Deus, o Deus de Israel, é rei soberano do mundo, em todas as eras e em todos os lugares.  Para seu povo isto, então, significa que lealdade total a Ele. Em suas visões, Daniel fala acerca de eventos dos seus dias, passando por quatro impérios mundiais, chegando à época de Cristo e até ao tempo do fim.
 O cap. 11,apresenta um registro detalhado da luta que ocorreu nos períodos presa e grego, uns 200 anos que existisse o império grego, e perto de 400 anos antes que os “reis do norte” (Síria) e os “reis do sul” (Egito).
 Os versos 21 a 35, falam de “um homem vil”  - identificado com Antíoco Epifânio. Ele atacou Jerusalém, quando regressava do Egito, matando 80 mil, capturando 40 mil e vendendo outros tantos como escravos.  Mais à frente, invadiu outra vez o Egito, mas teve de retirar-se, por causa da esquadra romana.  Desabafou sua ira em Jerusalém e, furioso, profanou o templo, ajudado por judeus apóstatas.  É neste momento que surgem os corajosos da resistência.
 Vejamos então, resumidamente, os efeitos que o conhecimento de Deus produz (v.32):
1. Força em Deus – veja a bravura de Daniel e seus amigos, sensíveis às situações em que a verdade e a honra de Deus estão em jogo – oração.
2. Têm grandes idéias de Deus – a verdade central que permeia o livro, em várias fases da vida de Daniel é que “o altíssimo tem o domínio”.
3. São ousados por Deus – eles não eram ingênuos, antes tinham calculado o preço e considerado o perigo – Dn 3.16-18.
4. Têm grande alegria nEle – não existe paz comparável à daqueles cuja mente está possuída pela plena certeza de que conhecem a Deus e que Deus os conhecem – Rm 5.1; 8.1 e 35.
Rev. Jonas Morais Cunha

“É Possível um crente viver sem oração?”


“Orai sem Cessar.” 1 Tessalonicenses 5:17

A oração é o oxigênio da alma, o alimento do coração, o canal de comunicação com Deus. Os patriarcas e profetas oraram. Os apóstolos e pais da igreja oraram. Os mártires e reformadores oraram. Os missionários e avivalistas oraram. Os crentes fiéis, de todos os tempos e de todos os lugares oraram.

                Orar é deleitar-se em Deus. É buscar o abençoador mais do que suas bênçãos. Orar é conectar o altar com o trono. É depositar aos pés do Deus Todo-poderoso nossas ansiedades, sabendo que ele tem cuidado de nós. É clamar ao Pai, em nome do Filho, no poder do Espírito Santo, sabendo que o nosso Deus é o galardoar dos que o buscam.
                
Rev. Hernandes Dias Lopes.

                Aproveite as oportunidade que você tem de orar, seja individualmente, seja com outras pessoas. Só fará bem!
                Você conhece as oportunidades que você tem em nossa igreja?
1. Todas as 3ªs feiras, às 7 horas da manhã no salão social - a SAF mantém uma reunião de oração semanal, mas todos podem participar.
2. Todas as 5ªs feiras, às 20 horas no templo – geralmente é o pastor que dirige. Temos estudo bíblico e oração em pequenos grupos.
3. Todo 1º domingo de cada mês, às 8 horas no salão social – a Comissão de Evangelização e Missões mantém esta reunião de oração mensal, com a finalidade de orar pelos missionários e projetos apoiados por nossa igreja e pelos nossos trabalhos de evangelização e pessoas que queremos ver convertidas.
4. Grupo “Hora da Oração” no Facebook, onde são compartilhados pedidos de oração e motivos de agradecimento pelas respostas recebidas. Você pode receber os motivos para orar, ou enviar os seus.
5. “S.O.S. Oração” – você liga para a D. Raquel e ela aciona uma corrente.
O que está impedindo você de orar.
Rev. Jonas Morais Cunha

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

“CONHECENDO A DEUS”


“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR...” Oséias 6.3a


                Início de ano é tempo de fazer planos, traçar metas, e colocar alvos para direcionar nosso esforço para a caminhada que começa.
                Pensando nas muitas possibilidades, analisando o ano que se passou, e considerando o que Deus tem falado ao meu coração nestes dias, quero propor para o ano de 2013 o seguinte tema para a igreja, para nortear a nossa caminhada: “Conhecendo a Deus”.
                Justificando rapidamente este tema: Por que “conhecendo a Deus”?
                Primeiramente, porque este é o propósito mais básico que qualquer outro para a vida do ser do ser humano, especialmente para a vida do cristão.  Assim, achamos sentido para nossa vida e em tudo o que acontece na história e no universo.
                Segundo, só assim podemos continuar na caminhada da vida cristã neste mundo, sem perder o foco, sem se desviar do alvo, sem sucumbir às tentações.  Conhecer a Deus é o principal propósito de vir a igreja, de estudar a bíblia e de cultuar, além de ser o fundamento da vida cristã.
                E, em terceiro lugar, só quando conhecemos a Deus é possível viver de modo a agradá-lo, produzindo frutos e fazendo diferença onde Ele nos colocar.
                Em síntese,conhecer a Deus é a principal atividade da nossa vida. E para conhecê-lO é necessário viver perto dEle, junto com Ele, cada dia, o que implica não só que nós o conheceremos, mas também em que seremos conhecidos por Ele.
                Grande sinais, milagres e coisas extraordinárias não são provas de um autêntico conhecimento de Deus. “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci...” (Mt 7.22,23).
                Você está disposto(a) a seguir nesta caminhada? Certamente exigirá algum esforço de nossa parte, mas, sem dúvida alguma, valerá a pena! O que deu sentido e impulsionou a vida de grandes homens e mulheres foi justamente isto!
 Rev. Jonas Morais Cunha

Já Pensou Dar de Cara Com Ele?


“... para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós.” Atos 17.27


            É Sempre chocante encontrar vida quando pensamos estar sós. “Venha ver!”, gritamos, “está vivo”. É exatamente nesse ponto que muitos recuam – eu teria feito o mesmo se pudesse – e deixam de buscar o cristianismo.

Acreditar em um “Deus impessoal” – tudo bem. Em um Deus subjetivo, fonte de toda a beleza, verdade e bondade, que vive na mente das pessoas – melhor ainda. Em alguma energia gerada pela interação entre as pessoas, em algum poder avassalador que podemos deixar fluir – o ideal.

Mas sentir o próprio Deus, vivo, puxando do outro lado da corda, aproximando-se em uma velocidade infinita, o caçador, rei, marido – é outra coisa.

Há um momento em que as crianças que estão brincando de polícia e ladrão, de repente, ficam quietas e uma sussurra no ouvido da outra: “Você ouviu aqueles passos no corredor?”

Chega uma hora em que as pessoas que ficam brincando com a religião (“a famosa busca do homem por Deus”), de repente, voltam atrás: “Já pensou se nós o encontrássemos mesmo? Não é essa a nossa intenção! E, o pior de tudo, já pensou se ele nos achasse?”

 Rev. Jonas Morais Cunha - Extraído de “Um Ano Com C.S. Lewis”

O Natal é Tempo de Alegria


“Eis que vos trago boa nova de grande alegria...”
Lucas 2.10

           Muitas pessoas ficam tristes e deprimidas no natal.  Outras sentem-se solitárias. Para outras o natal é só correria e comércio.  Mas natal é mais que isto. Natal significa “nascimento”, é quando comemoramos o nascimento de Jesus.
           O aparecimento de um anjo era motivo para ficar com medo. A primeira menção na Bíblia está em Gênesis 3.24, quando Deus o enviou com uma espada de fogo, após a expulsão de Adão e Eva do paraíso, para que eles não voltassem.  Outros textos: Gênesis 19. 1 e 13, Êxodo 12.23; Juízes 6.22; 2 Samuel 24.16; Daniel 3.23-27; Lucas 1.11-13; Lucas 1.26-30.
O Natal é tempo de alegria, porque o anjo veio trazer uma boa notícia – v. 10. Em meio a tantas notícias ruins no rádio, televisão, jornais, etc., a notícia do nascimento de Jesus traz alegria e esperança, em vez de medo e insegurança. A oba notícia de que Deus cumpriu Sua promessa de enviar um salvador.  Ele nasceu para nos libertar da escravidão do pecado, pois todos somos pecadores – Romanos 3.23.
O Natal é tempo de alegria, porque Jesus é o Senhor – v.11.  Ele é rei e soberano. É o Emanuel – Hebreus 1.2-4.  Entregando nossas vida a Ele, submetendo-nos as suas ordens, obedecendo-o em tudo, encontraremos verdadeira felicidade. Um dia todos vão confessar que Jesus Cristo é o Senhor – Filipenses 2.5-11.  A quem você está servindo? Jesus deve ser o Senhor da sua vida.
ONatal é tempo de alegria, porque Jesus veio nos trazer paz – v. 14. Como alcançar paz neste mundo? Como ter paz em nossos corações?  Não é matando as pessoas que julgamos serem más. Nem tendo muito dinheiro no banco. Nós não a conquistamos por nosso esforço próprio, mas ela nos édada de graça por Deus.  Jesus disse certa vez: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo...” João 14.27. A paz de Jesus é diferente da paz do mundo.  É a paz real, que não depende das circunstâncias ao nosso redor. Ela significa reconciliação com Deus (Romanos 5.1). Ele veio nos trazer paz por sua morte em nosso lugar – Isaías 53.5.
 Para que você possa ter a alegria do natal, precisar aceitar a Cristo e recebe-lo como seu salvador e senhor, em seu coração.
Jesus é o presente de Deus para nós. Você vai aceita-lo ou rejeitá-lo?
Rev. Jonas Morais Cunha