segunda-feira, 23 de junho de 2014

Retidão Interna

“...Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.”
Mateus 5.20



Nem tudo que aparenta estar correto pode ser considerado certo! Quando um aluno acerta várias questões na prova pode ser motivo de alegria para o professor porque o aluno se esforçou e estudou, justificando assim um bom desempenho. Mas nem sempre é isto que acontece. Muitas vezes ele simplesmente “chutou”, e assinalou a resposta correta, mas de fato, não sabe a matéria, o que mascara a real aprendizagem pelo aluno. O que Jesus está dizendo em Mateus 5.17 a 20 é mais ou menos isto.

Depois de apresentar as características internas do verdadeiro cidadão do céu, isto é, daqueles que são regenerados, através das bem-aventuranças, e de dizer que essa pessoa é sal da terra e luz do mundo, ou seja, que essas características não podem ser escondidas ou passar despercebidas, portanto a atitude interna é acompanhada pela atitude externa.

Agora Ele vai mostrar que estas ações não são opostas a Lei, ou mandamentos do Velho Testamento, por isso o cristão não está desobrigado de observar o que é dito na lei e nos profetas, antes, Ele vai mostrar que é o cristão que realmente conhece a lei porque a pratica não de maneira externa apenas, mas como consequência de ela estar no seu coração.

Ele mostra que a Palavra de Deus não mudou e não vai mudar, antes, o cristão, embora não seja justificado pela lei, cumpre a lei, pois a nova natureza que recebeu está em harmonia com esta lei, pois ambos procedem da mesma fonte: Deus.

Enquanto os escribas e fariseus dão ênfase a conformidade externa com a lei, Jesus chama a atenção de que praticar a coisa certa, sem uma atitude interior adequada, não tem nenhum valor diante de Deus, que conhece e que quer o nosso coração. Acomodar-se a cumprir regras externas, sem se comprometer com as realidades nelas envolvidas, elimina a consciência da graça e da dependência de Deus.

                Nos versos seguintes (21 a 48), Jesus restaura a verdadeira natureza da lei de Deus, e diz que ela obriga total e radical santidade. Ele exige uma mais profunda obediência, e não descaso ao mandamento de Deus. Ele é contra Ação desassociada do coração.                                                             
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 17 de junho de 2014

QUEM PRATICA O QUE SABE É FELIZ

“Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” João 13.17


A contradição é uma marca inequívoca do Século 21. Ela é vista em todos os segmentos da sociedade contemporânea. Diante disso, a igreja não está imune a tal paradoxo. Hoje, vivemos um momento histórico de muita inconsistência entre aquilo que se fala e aquilo que se faz. Estamos no apogeu da crise da separação entre a ortodoxia e a ortopraxia. A ilha da incoerência tem separado a doutrina da prática, a fé da obra, a graça da ética.
Existe um divórcio sem paralelo, nunca visto na história da igreja, entre o conhecimento e a prática. Atualmente, o mundo contemporâneo é o mundo dos paradoxos. As ações são contraditórias e as atitudes são ambíguas. O saber tem sido um tipo de poder muito distante do fazer. O saber sem prática depõe contra a nossa cosmovisão cristã. Não adie o casamento do conhecimento com a prática. Procure comprovar aquilo que você conhece por intermédio 
daquilo que faz.
Precisamos autenticar a nossa ortodoxia com a nossa ortopraxia. O saber bíblico só tem relevância quando é praticado. A verdadeira felicidade não tem como alicerce o acúmulo de conhecimento. Você tem colocado o seu conhecimento numa dimensão concreta da vida? Como posso ser feliz? De acordo com Cristo, felizes são aqueles que praticam aquilo que sabem. 
Referência para leitura: João 13.1-38
Extraído de: Cada Dia
Rev. Jonas M. Cunha

domingo, 8 de junho de 2014

SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

“Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo...” Mateus 5. 13, 14





Os logotipos que todos nós conhecemos, como por exemplo, o “M” dourado da rede Mac Donald’s, servem para identificar e divulgar a empresa. Logotipo é definido como “arranjo visual distinto de letras no qual empresas e organizações são prontamente reconhecidas pelos clientes” (answers.com).
Após apresentar as conhecidas “bem-aventuranças”, que são descrições das qualidades que devem ser encontradas na vida dos cidadãos do reino de Deus, que terminam falando dos “perseguidos por causa da justiça” e “por minha causa” (MT 5. 10 e 11), Jesus resume todas estas qualidades que podem ser vistas na vida de Seus seguidores usando a metáfora do sal e da luz. Por causa destas características, os discípulos de Jesus deviam ser facilmente identificáveis.
A mais evidente característica geral do sal é que ele é essencialmente diferente do meio em que é posto. O poder do discípulo está precisamente na diferença que existe entre o cristão e os outros homens no mundo. Além disso, outra função primária do sal é preservar, deter a deteriorização, agir como um antisséptico. Os discípulos são chamados a ser como um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos ou mesmo inexistentes.
Entretanto, os discípulos de Cristo não devem, sob pretexto de ter medo de exercer uma influência indigna, permanecer silenciosos a respeito de sua religião. Eles podem e devem dar testemunho da fé que possuem através de seu exemplo pessoal. Esta é a verdade sublinhada pela metáfora “luz do mundo”.
Os discípulos não devem se esconder, mas viver e trabalhar em lugares onde sua influência seja sentida e a luz que neles haja seja mais plenamente manifesta a outros – não para glorificação própria, mas para outros possam ver que a luz da verdadeira excelência cristã vem de Deus. Os seguidores de Cristo devem ser visíveis e radiantes.
Somos então o logotipo de Deus neste mundo. As pessoas têm visto Deus através de sua vida?    
 Rev. Jonas M. Cunha

domingo, 1 de junho de 2014

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA...?

“Disse Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca esmorecer.” Lucas18.1



Mentiras são mais convincentes quanto estão muito próximas da verdade.  Fala-se hoje em dia que “a fé move a mão de Deus em nosso favor”. Isso não é verdade, embora pareça.
 O que Jesus ensinou na parábola do juiz iníquo é que devemos orar sempre, persistentemente, sem desanimar ou, de exaustos, desistir. Mas Jesus não ensinou que se assim procedermos vamos manipular a vontade de Deus de forma que atenda aos nossos caprichos.
 Jesus ensina que “Deus fará justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defende-los” (Lc 18.7).
 Orar faz bem. Orar dia e noite, insistentemente, torna-nos pessoas melhores. Torna-nos filhos de Deus mais parecidos com o Pai. A demora na resposta não pode ser desestímulo, tampouco sinal de fraqueza. Precisamos nos submeter à vontade de Deus sem que isso nos torne pessoas derrotadas.
 Encontrar o Senhor em nossas orações: isso é, de fato, o de que mais precisamos. Ao buscar a bênção de Deus, o encontrei... e a minha alma sentiu paz.
 Pai, ensina-me a orar como convém. Dá-me a virtude da persistência na oração, para que eu te conheça na intimidade. Em nome de Jesus. Amém.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Cada Dia – nov/12

quinta-feira, 29 de maio de 2014

BUSCANDO DIREÇÃO DE DEUS NO LAR

“Então, Manoá orou ao Senhor...” Juízes 12.8a


O livro de Juízes apresenta a situação em que o povo de Israel em sua vida espiritual cheia de altos e baixos, e as conseqüências deles se afastarem do caminho de Deus, o agir disciplinador do Senhor e o livramento através de um juiz, levantado por Deus.
A mesma coisa ocorre no capítulo 13, onde encontramos a família de Manoá, num momento em que o povo de Israel está sendo oprimido pelos Filisteus.
Deus envia um mensageiro para trazer alegria ao casal e a nação.  Haveria de nascer um menino através da mulher de Manoá, que era estéril, e este menino seria nazireu, consagrado ao Senhor desde o ventre materno até sua morte, e por ele o Senhor começaria a livrar Israel das mãos de seus inimigos.
Israel estava sofrendo porque havia desobedecido a Deus, se afastado do Seu caminho. Quantas vezes nós também não sofremos por culpa nossa mesma, como conseqüência de nossas atitudes, palavras, ações ou omissões?
A notícia que o mensageiro traz deixa a mulher emocionada: “ conceberás e darás à luz um filho” (v.3). Assim como aconteceu com Sara e Abraão e com Zacarias e Isabel. “Acaso para o Senhor há cousa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14a). Assim como queria mudar a sorte daquela mulher, queria mudar a sorte de seu povo!
O anjo instrui a mulher. Esta por sua vez conta ao seu marido que acreditou e confiou nela. Dar ouvidos é mais do que só escutar, é dar tempo, é aceitar, é transmitir a idéia: “você é importante para mim!” Ele era um marido que ouvia e confiava na esposa. Tanto que ele “orou ao Senhor” (v.8), e pediu que o Senhor enviasse o mensageiro novamente.
Manoá se preocupou com a criação de seu filho. Não deixou toda a responsabilidade para sua mulher. Interessou-se e buscou a direção de Deus. Muitos pais ficam contentes em receber elogios sobre os filhos, mas não querem participar de sua criação! O pai tem papel importante na vida emocional, mental e espiritual, além do sustento de seus filhos. No livro “A diferença que o pai faz”, da Editora Candeia, os autores apontam para a grande falta que os filhos sentem do pai e as grandes dificuldades que a ausência ou indiferença nos pais causa.
Deus não deu filhos no lar para serem criados apenas pela mãe, sem a participação do pai. A criação de filhos é um trabalho que deve ser feito em equipe, e o pai é chamado a assumir um papel de liderança na vida espiritual: Efésios 6.1-2, e especialmente o verso 4; Provérbios 4. 1, 3 e 4, e Jó 1. 4 e 5 mostram isto!
Deus ouviu a oração de Manoá e enviou Seu mensageiro novamente. Ele acreditou em sua palavra e disse: “quando se cumprirem as tuas palavras, qual será o modo de viver do menino e o seu serviço?” (v.12).
Só quando o mensageiro se retira para o céu, é que eles percebem que era o “anjo do Senhor”, uma teofania (Deus se apresentando em semelhança de homem). Ele veio ao encontro do ser humano para lhe mostrar sua graça e misericórdia. E Sua palavra se cumpriu e o menino nasceu e o Senhor o abençoou.
Com que freqüência você tem buscado a direção de Deus para a vida no seu lar?
     Rev. Jonas M. Cunha

ALEGRIA E TRISTEZA NO LAR

“Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” Jó 2.10 b


É ilusório pensar que um casal que contrai matrimônio nunca passará por problemas. A vida no lar é composta tanto de momentos alegres quanto de momentos tristes.
O capitulo 4, do 2º livro dos Reis, do verso 8 a 37, narra a história de Eliseu e uma família, com a qual ele teve contato. Um lar que foi instrumento par abençoar a vida do “homem de Deus” e o seu trabalho para Deus.
Primeiramente, vemos a hospitalidade, através da “mulher rica”, no v. 8, como uma qualidade ou característica presente naquele lar, quando ela constrange Eliseu a comer pão e a partir daí “todas as vezes que passava por lá, entrava para comer”. Verificamos a preocupação, o zelo e a sensibilidade para com a obra de Deus e para com Seu servo.
Outra característica é que ela não ficou apenas com desejo de ajudar, ou na área do sentimento (dó). Desejando colaborar com o servo de Deus e Sua obra, ela age, toma iniciativa. O texto diz que ela “falou com seu marido” (v.9). Apesar de ser rica, ela era casada. Não foi contratando um pedreiro, não atropelou a autoridade de seu marido, antes, conversou com ele, buscou o seu apoio e a sua aprovação, e assim, mais uma vez o seu lar foi instrumento de Deus, e eles construíram um aposento para o servo de Deus, onde ele pudesse descansar e refazer as forças.
O homem de Deus, então, quis demonstrar sua gratidão e consideração e pergunta a sunamita, “o que se há de fazer por ti?” (v.13). Mas ela não buscava favor, não tinha ajudado por interesse, mas com alegria de coração (2 Co 9.7). 
O profeta lhe diz: “daqui a um ano, abraçarás um filho” (v.16). Como ela era estéril, esta notícia fez o seu coração bater mais forte, e no tempo determinado ela deu à luz um filho, o que trouxe grande alegria, não somente a ela, mas também ao seu marido e a toda sua casa.
Mas, certo dia, quando o já havia crescido para acompanhar o pai no trabalho de colheita, ele começa a passar mal e é enviado para sua mãe, no colo da qual ele morre (v.20). Aquele que tinha sido o motivo de maior alegria na vida daquela família, era agora o motivo de maior tristeza!
Deus não nos dá apenas o bem aos nossos lares, mas também permite o mal (Jó 2.10 b). Em Sua soberania ele não está limitado apenas pelas coisas boas, mas pode usar até coisas más. Tudo está sob Seu controle (Gn 50.20; 45.8).
A mulher guarda silêncio e vai, e busca a Deus (v.25). Não se lamenta, não reclama, e não cai em depressão, mas controla-se até poder lançar sua ansiedade sobre aquele que podia resolver seu problemas (Fp 4.5-7).
Eliseu a acompanha de volta para casa e ressuscita o menino. Não um ressuscitamento cardiopulmonar, mas um verdadeiro milagre. Assim como Jesus se compadeceu de nós, que estávamos mortos em delitos e pecados e veio nos trazer vida (Ef 2.1; Jo 10.10b). Ele voltou com ela para trazer de volta vida e alegria àquele lar, uma alegria maior do que a primeira. Assim como a alegria do pai do filho pródigo (Lc 15.32).
Deus permite problemas e tristeza para surpreender-nos com Sua graça superabundante (Is 55.8, 9).
Rev. Jonas M. Cunha

EDUCAR SEMPRE

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.” João 15.13


Muitos de nós, com filhos já casados e com netos, podem pensar: Não temos mais responsabilidade de educar ninguém. Nossos filhos já cresceram. São responsáveis por eles mesmos. Evidentemente, nesse caso, a nossa responsabilidade não é mais a mesma de quando nossos filhos eram menores, porém, nós ainda somos pais e eles ainda são nossos filhos. E ninguém é perfeito.
 Diálogo, aconselhamento, orientação e até advertências, alicerçados na Verdade Eterna devem ser atitudes espontâneas no relacionamento entre pais e filhos, sem, porém, intrometer-se na vida deles. Isso só iria atrapalhar o relacionamento.
 Nossa experiência de vida pode servir de guia para nossos filhos já crescidos, e o papel dos avós é importante no desenvolvimento emocional das crianças. E é aí, então, quando estamos mais velhos e mais cansados, que devemos demonstrar aos nossos filhos e netos a serenidade que uma vida norteada pelos ensinamentos de Cristo nos deu.
 Mais do que os carinhos e mimos que naturalmente dispensamos aos nossos queridos, o exemplo de retidão, de tolerância e de alegria por amor a Deus serão as referências mais significativas para o fortalecimento da fé daqueles que mais amamos.
 Pense: A educação dos filhos desconhece limites de idade!
 Extraído de Cada Dia (Mai/2005)
 Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 6 de maio de 2014

... E SEUS IRMÃOS

“Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, 
com Maria, a mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” Atos 1.14



Para todos com um membro próximo de sua família que não seja de Cristo, Dr. Lucas incluiu uma maravilhosa surpresa no primeiro capítulo de Atos. Entre os reunidos para orar nos dias após a ascensão de Jesus aos céus, Lucas mencionou Maria, a mãe de Jesus, e Seus irmãos (At. 1.14).
 Esses mesmos irmãos cresceram com Jesus em Nazaré (Mt 13.54-55). Eles chegaram a querer tomar conta de Jesus no começo de Seu ministério, porque erroneamente pensavam que Ele estava fora de Si (Mc 3.21, 31-32). E, sarcasticamente, mandaram que Jesus iniciasse sua “carreira” em Jerusalém, ainda que se recusassem a segui-Lo (Jo 7.1-5).
Como em muitos lares de hoje, a própria família de Jesus estava dividida pela questão de acreditar nEle. Nosso Senhor experimentou a tristeza, a falta de compreensão e até o conflito que pode resultar quando os familiares estão divididos em matéria de fé. Mas, em dado momento do qual não somos informados, Seus irmãos passaram a crer nEle como seu Senhor e Messias.
 Não podemos compelir nossos familiares a receber nosso Salvador, mas podemos continuar a amá-los e a orar por eles. E podemos permanecer confiantes que Deus ainda irá providenciar maravilhosas surpresas.
 Deus ama nossos amados perdidos mais que nós mesmos.
 Extraído de Pão Diária- v. 2
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 28 de abril de 2014

OS PERSEGUIDOS

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus..” Mat 5.10


Depois de se comprometer com Cristo, chorar por seus pecados, entregar tudo nas mãos de Deus, buscar uma vida de santidade, expressar misericórdia e pureza de coração e vir a ser um pacificador, começamos a pensar que tal pessoa é digna de gozar tranqüilidade e paz, mas Jesus afirma que agora vem a perseguição. Que bem-aventurança é essa? Isto pode ser motivo de alegria?
I – Para quem é esta bem-aventurança?
Jesus diz que a alegria é para os perseguidos, mas não para alguém que sofra qualquer tipo de perseguição (falta de sabedoria ou por razões político-religiosas). Jesus se refere aos justos (v.10 e 11),  que estão procurando realizar a vontade de Deus. Como conseqüência de um comprometimento com o Senhor (Jo 15.18-20; 2 Tm 3.12).
II – Por que os justos são perseguidos?
Basicamente porque eles são diferentes. O seu modo santo de viver provoca a ira daqueles que vivem para si mesmos, vítimas de seus desejos e paixões. Por isto os fariseus sentiam tanta inveja e ódio de Jesus. O grande perigo do qual Jesus nos exorta a tomar cuidado não é sermos perseguidos, mas o de sermos elogiados pelo mundo (Lc 6.26).
III – Como os justos podem reagir diante da perseguição?
Na hora da perseguição, calúnias, chacotas, seremos tentados a revidar, mas devemos lembrar que a vingança pertence ao Senhor (Rm 12.19). Seremos tentado a explodir ou ficarmos deprimidos, mas o exemplo que Jesus nos deixou é que devemos nos “entregar àquele que julga retamente” (1 Pe 2.23) e nos alegrarmos.
IV – Por que os perseguidos devem se alegrar?
A razão da alegria não é pelo perseguição em si (isto seria masoquismo). Além disso a perseguição em si é obra de Satanás, e devemos por isso mesmo lamentar que ela aconteça. Mas a razão da alegria é que:
a) Ela demonstra quem são os perseguidos – servos do Rei. Só os verdadeiros cristãos são perseguidos por causa da justiça.
b) Ela aponta para onde vão os perseguidos – “nos céus” (v.12). Não somos deste mundo. Estamos aqui de passagem, como embaixadores.
c) Ela revela a recompensa dos perseguidos: “grande é o vosso galardão” (2 Co 5.10; 2 Tm 4.8)
Rev. Jonas M. Cunha – Adaptado.

terça-feira, 22 de abril de 2014

OS PACIFICADORES

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus..” Mateus 5.9


O primeiro sentido da palavra “pacificadores” é que estes são os que efetuam a paz entre Deus e o homem, por meio de Cristo, pela proclamação aos homens da reconciliação do evangelho (2 Co 5.20). Mas há também referência aqui à paz estabelecida entre homem e homem. “Eles têm paz com Deus e a semeiam” (Bíblia Vida Nova).
 Aqui é pronunciada uma benção sobre todos aqueles que, tendo recebido para si mesmos a reconciliação com Deus por meio da cruz, agora procuram, por meio de sua mensagem e conduta, ser instrumentos para comunicar este mesmo dom aos outros. Por meio da palavra e do exemplo, esses pacificadores (que amam a Deus, amam uns aos outros e até mesmo aos seus inimigos), também promovem a paz entre os homens.
Num mundo sem paz (pois as pessoas se distanciaram de Deus), essa bem-aventurança revela que o cristianismo é uma força “relevante”, vital e dinâmica. A “Igreja” é incessantemente caluniada no sentido de que sua influência neste sentido é insignificante. Se empregarmos a palavra “igreja” em referência a uma instituição na qual prevalece uma ortodoxia morta, a acusação pode ser procedente. Mas se a referência é ao “rebanho de Deus”, ou seja, a soma de todas as gerações, religiões e raças que pelejam a batalha do Senhor contra o mal em prol da justiça e da verdade, a resposta é na forma de uma contrapergunta: “Sem a influência desse poderoso exército, as condições do mundo atual não seriam muitíssimo piores?” Não é a igreja o próprio salva-vidas no qual o mundo permanece flutuando?” (Veja o exemplo de Abraão intercedendo por Ló e Sodoma – Gn 18.26, 28-32).
Entretanto o evangelho da paz é ao mesmo tempo, a pregação do Cristo crucificado (1 Co 1.18). O homem, por natureza, querendo estabelecer sua própria justiça, não se senti inclinado a aceitar este evangelho (1 Co 1.23). Por isso, sua proclamação provoca uma guerra em seu coração.
Além do mais, esta não é uma paz a qualquer preço. Ela não é produzida comprometendo a verdade sob o disfarce do “amor”. Ao contrário, ela é uma paz preciosíssima para o coração de todos aqueles que são regenerados.
O título “filho de Deus”, é uma designação de elevada honra e dignidade, revelando com isso que penetramos na própria esfera de atividade do Pai (cooperadores).       
 Rev. Jonas M. Cunha – Adaptado.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

OS LIMPOS DE CORAÇÃO

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus..” Mateus 5.8


Devemos lembrar que as bem-aventuranças só são possíveis àqueles que já nasceram de novo e que elas demonstram o caráter do Filho de Deus vivendo Sua vida através dos nascidos de novo.
A ordem em que Jesus as colocou é de grande importância. Só pobre de espírito vai chorar pelo seu pecado e consequentemente adquirir mansidão por notar que tudo pertence a Deus. Vendo-se como nada diante deste Deus que é tudo, tem fome e sede de justiça (de santidade) e será farto. Então, como resultado, ele se tornará misericordioso, puro de coração e pacificador. E como consequência será perseguido por causa da justiça.
O SIGNIFICADO DE PUROS DE CORAÇÃO
                É evidente que Jesus está contrastando a pureza de coração com a pureza exterior dos escribas e fariseus. Em Mt 23.25 Jesus afirma: ”Ai de vós escribas e fariseus hipócritas. Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança.”; e no verso 28: “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniquidade”. Portanto o puro de coração tem colocado não apenas os seus atos diante de Deus para serem purificados, mas até os motivos e intensões. Não se preocupam apenas em não adulterar fisicamente, mas em nem mesmo “olhar para uma mulher com intensão impura” (Mt 5.28).
Jesus está ensinando que a verdadeira pureza não se trata apenas de atitudes diferentes que aprendemos a praticar, mas de uma mudança íntima provocada pelo Espírito que é Santo no mais profundo das intenções do crente. Jesus também ensinou que é do coração que procede toda sorte de coisas ruins: “Prostituição, impureza, lascívia, etc” (Mc 7.21-23).
Portanto a verdadeira pureza deve ser tratada bem no centro de nossa personalidade (coração), Pv 4.23. Porque ali está a fonte que vai jorrar água boa ou má. Não é tanto questão do que eu faço, mas do que eu sou.
COMO MANTER O CORAÇÃO PURO
1. Reconhecendo que temos um coração impuro, uma natureza decaída. Arrependendo-nos todas as vezes que estivermos fazendo algo com a motivação errada. 2. Sendo sinceros diante doas irmão. Não tentando impressionar ninguém com nossa máscara de “espiritualidade”. 3. Orando o Sl 51.10. 
Rev. Jonas M. Cunha – Adaptado.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

OS MISERICORDIOSOS

“Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia..” Mateus 5.7



Você é uma pessoa misericordiosa?
A palavra não traz só a ideia de “colocar-se no lugar do outros”, mas “perdoar completamente”, como Deus faz. O apóstolo Paulo, em Colossenses 3.13 nos esclarece em poucas palavras o que vem a ser alguém misericordioso. “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós”. Aquele que tem o caráter de Jesus há de agir como Ele agiu e esta pessoa receberá a misericórdia divina.
O profeta Miquéias impressionou-se com a misericórdia de Deus – Mq 7.18. Neste verso verificamos que perdoar é fator de alegria para Deus. Você tem prazer em perdoar? Quando você perdoa alguém você se esquece da ofensa que lhe foi feita, ou deixa sempre a outra pessoa presa a uma dívida de culpa para cobra-la cada vez que voltar a ofendê-lo?
“Alcançarão misericórdia” não significa que só serei perdoado “se” perdoar. Isto contraria a doutrina da graça, porque faz do meu perdão uma condição para o perdão divino. Na verdade Jesus está ensinando tanto aqui, como na oração dominical (Mt 6.12) que aquele  que foi alvo do perdão divino há de , inevitavelmente, ser um perdoador. Se assim não for este é um grande sinal de jamais ter conhecido o perdão de Deus.
Mateus 18.21-35 nos esclarece sobre o perigo de não sermos misericordiosos.
Corrie Tem Boom no seu livro “Andarilha para o Senhor” conta como após a 2ª Guerra Mundial ela se defrontou, na Alemanha, com um homem que tinha sido dos mais cruéis guardas no campo de concentração em Ravensburk, onde sua irmã morrera e ela estivera aprisionada. Alí na igreja agora ele estendeu-lhe a mão dizendo que agora ele era um cristão e que Deus o havia perdoado das atrocidades que fizera, mas ele gostaria que ela também o perdoasse. Após segundos que pareciam horas, em que ela manteve a mão ocupada para não estender, ela orou: “Jesus, ajuda-me! Eu posso levantar a mão, isto eu posso fazer; Tu supres o sentimento.” Ela afirma que quando estendeu mecanicamente sua mão aquele calor que cura inundou o seu ser e trouxe lágrimas a seus olhos. Disse ela então: “Eu o perdoo irmão, de todo meu coração”. Não era o seu amor, mas o amor de Deus derramado em seu coração que ela experimentava.
Rev. Jonas M. Cunha – Adaptado.

segunda-feira, 31 de março de 2014

FOME E SEDE DE JUSTIÇA

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão fartos.” Mateus 5.6


A quarta bem-aventurança retrata a verdadeira alegria do faminto de justiça, não pela fome em si, mas pelo suprimento prometido. O faminto de justiça é aquele que já se viu totalmente miserável diante de Deus (pobre de espírito), por isto arrependeu-se do seu pecado (chorou e chora), e já não se irrita com as ofensas recebidas (manso). Esta bem-aventurança trata de um profundo anseio do coração. Será que você e eu apresentamos esta característica como filho de Deus e cidadão do Reino?
 I- A expressão “Fome e Sede” – a vida na Palestina da época de Jesus era dura. Uma família de camponeses tinha um salário médio muito baixo. Muitas daquelas pessoas que ouviam Jesus tinham que trabalhar o dia inteirinho para ganhar o seu sustento diário. Morando num país seco e árido, eles sabiam o que era ter sede. É neste contexto que Jesus fala. Não de uma fome como a que sentimos quanto passamos da hora costumeira de comer; é aquela fome que provoca dor, de quem se sente morrendo por não ter o que comer e não ter o que beber. Quão forte é o meu desejo de justiça; quanta força de vontade eu tenho para andar nos caminhos do Senhor? (Salmo 42.1,2: 63.1). O filho pródigo ao sentir fome comeu da própria comida dos porcos, mas quando estava morrendo de fome voltou ao pai (Lucas 15.11-32).
II- A expressão “Justiça”. Aqui não o sentido de “justiça legal”, como na justificação; nem de “justiça moral”, como caráter e conduta que agradam a Deus; ou ainda “justiça social”. Aqui, no contexto do Sermão do Monte, a ideia que mais se enquadra é Santidade. Quando eu tenho fome e sede de justiça, eu almejo me libertar do pecado em todas as suas formas e manifestações. Ou seja, o profundo anelo de ver-se livre do pecado, livre do poder do pecado, e livre do próprio desejo de pecar. O desejo de ser Santo – como Cristo (experimentar a libertação do pecado na minha vida – Tt 3.5).
III- Serão fartos”. A felicidade é resultante da busca de santidade. E quanto mais transformados a imagem de Jesus, um maior desejo de mais ainda se parecer com Ele (2 Co 3.18). Para isto é necessário ler a bíblia, orar, ler biografias de pessoas que andaram pelo caminho de santidade, evitar tudo que sufoca nosso apetite espiritual.  Como está o seu apetite espiritual?
Rev. Jonas M. Cunha – Adaptado.

segunda-feira, 24 de março de 2014

UM APELO AOS PASTORES

“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados...” 1 Pedro 5.2


Pastoreio como metáfora para liderança é uma expressão recorrente nas Escrituras. Javé é o pastor de Israel. Líderes políticos também receberam esse mesmo título, mas foram rejeitados porque permitiram que suas ovelhas se dispersassem (Ez 34). Jesus tomou sobre si a função de Bom Pastor, aquele que conhece, conduz, chama, ama, alimenta suas ovelhas e dá a vida por elas.
 É comovente a maneira com que Pedro se dirige aos líderes da igreja. Ele faz um apelo para que eles pastoreiem o rebanho de Deus, no entanto, esse era o seu ministério (“cuide das minhas ovelhas” – Jo 21.18) quando o Senhor o chamou pela segunda vez, à beira do mar da Galiléia. É provável que Pedro estivesse pensando nisso quando fez o apelo para que os líderes da igreja pastoreassem o rebanho de Deus. Seu apelo inclui três antíteses:
 1. Os pastores devem ter um espírito voluntário. Devem servir “não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer” (1 Pe 5.2). A simples idéia de servir a Deus por obrigação é grotesca.
2. A motivação deles deve ser livre de qualquer interesse. “Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir” (v.2). No entanto, ao longo da história, têm surgido muitos interesseiros tentando ganhar dinheiro com o ministério. No mundo antigo, havia um grande número de impostores que ganhavam a vida se fazendo passar por mestres itinerantes. Paulo, entretanto, abriu mão de seu direito de receber ajuda e trabalhava para se sustentar, demonstrando assim que sua motivação era sincera. Infelizmente ainda vemos muitos evangelistas mal-intencionados buscando enriquecer por meio de apelos financeiros.
3. A conduta dos pastores deve ser humilde. “Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” (v.3). Jesus advertiu seus discípulos claramente sobre isso. “Os governantes das nações as dominam”, ele disse, e “exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês” (Mc 10.42-43). Ao contrário, os líderes cristãos devem exercer seu ministério com humildade. Eles devem liderar não pela força, mas pelo exemplo.
John Stott (A Bíblia toda, o ano todo) 
Rev. Jonas M. Cunha 

segunda-feira, 17 de março de 2014

MANSO

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Mateus 5.5


As bem-aventuranças estão numa seqüência certa, dada por Jesus. Assim, a mansidão só é possível para o que é “pobre de espírito” (aquele que reconhece sua total pobreza espiritual diante da riqueza que há em Jesus e a Ele se rende) e para o que “chora” pelos seus pecados pois se vê como realmente é, perde as ilusões a seu respeito, vê-se como miserável pecador.
 I – Significado de Manso – Aqui temos um conceito totalmente diferente do mundo, pois os vencedores para o mundo são as pessoas auto-suficientes, auto-confiantes, que brigam e lutam. (cavalo chucro X cavalo manso).
A palavra “manso” indica aquela pessoa que entregou a Deus tudo o que tem e todos os seus direitos pessoais, de tal forma que adquire verdadeira confiança no fato de Deus estar cuidando de tudo que lhe foi entregue. Isto dá a esta pessoa tranqüilidade, gentileza e faz com que ela perca a ira e a preocupação já que ela nada possui, tudo pertence a Deus.  Passa a considerar tudo o que tem como lhe tendo sido emprestado por Deus para Seu trabalho e glória.
Os mansos não tem IRA quando outros estragam os seus bens; nem PREOCUPAÇÃO, não gasta sua energia e capacidade, mas deixa que Deus as controle.
 II – Exemplos de Mansidão - (1)Abraão – Gn 13.8-12; (2)Moisés – At 7.20-22; Hb 11.24-25; (3)Davi – suportou as ofensas e maus tratos de Saul; (4)Cristo – Mt 11.28,29; 1 Pe 2.23.
 III – Como adquirir a mansidão – (1) Reconhecendo que não tem sido manso (tem reclamado); (2) aprimorando-se nas duas bem-aventuranças anteriores; (3) Identificando o que provoca ira e preocupação e entregar para que Deus tome o controle; (4) Agradeça desde já o que ocorrerá.
 IV – A recompensa dos mansos – “possuirão a terra” e a nova terra. Vale a pena entregar tudo, pois ganhamos tudo do Senhor (2 Co 6.10).
 Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 10 de março de 2014

O PLANO DE NEEMIAS

“Então orei ao Deus dos céus, e respondi ao rei.” Neemias 2.4-5


Veremos hoje mais duas lições que podemos aprender com Neemias:
O líder cristão busca a ajuda de Deus e das pessoas. Quando o rei perguntou a Neemias o que ele queria, ele primeiro “orou ao Deus dos céus” e então pediu permissão ao rei para ir a Jerusalém e reconstruir a cidade.  Ele não foi superespiritual a ponto de clamar somente a Deus e considerar a ajuda humana supérflua, nem excessivamente confiante nos recursos humanos, de modo a considerar a oração desnecessária.
 Orar e agir não são atitudes incompatíveis. Não precisamos escolher entre oração e ação. Ambas são necessárias, e uma sem a outra pode levar a um perigoso desequilíbrio. Fica evidente nos dois primeiros capítulos de Neemias que ele era um homem de oração.  Mas isso não o impediu de pedir permissão ao rei para ir a Jerusalém, nem de pedir cartas de salvo-conduto aos governadores das províncias próximas ao Eufrates, além de uma carta adicional a Asafe, guarda da floresta do rei, pedindo-lhe para fornecer madeira para as obras de reconstrução.
 O líder cristão faz planos realistas. O mundo costuma fazer pouco caso dos sonhadores. “Lá vem aquele sonhador!”, diziam os irmãos mais velhos de José. “Vamos matá-lo, e então veremos o que será de seus sonhos”. Os sonhos noturnos geralmente desaparecem com a luz suave da manhã. Assim, os sonhadores precisam se tornar pensadores, planejadores e trabalhadores. Pessoas de visão precisam se tornar pessoas de ação.
 Neemias, apesar de inspirado pela visão de reconstruir a cidade, precisou fazer planos. Logo que chegou a Jerusalém, ele decidiu fazer um reconhecimento pessoal da situação, saindo á noite para examinar os muros de Jerusalém. Assim, a verdadeira liderança inclui visão e ação, sonhos e planos.
Extraído de “A Bíblia toda, o ano todo” – John Stott
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 6 de março de 2014

É MELHOR RESISTIR

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4.7


Um inteligente menino, que havia aprendido sobre os males da bebida e que havia se comprometido a evitá-la, visitou, certa vez, um tio rico que lhe ofereceu um copo de vinho. O menino recusou. Desejando ver até que ponto o menino seria capaz de resistir, insistiu e, por fim, ofereceu-lhe um relógio novo caso ele aceitasse beber o vinho. O menino recusou, dizendo: “Por favor, não me tente. Se eu me mantiver abstêmio, um dia poderei comprar, eu mesmo, um relógio. Mas, se eu beber e aceitar o seu relógio de presente, talvez eu tenha, um dia, que penhorá-lo para obter pão”.
 O mundo nos tenta, a cada dia, com prazeres que podem nos levar à destruição total. Muitos desses prazeres têm aparência ingênua, inofensiva e até agradável. Até pensamos que somos fortes suficientes para não nos deixar enredar ou prender, mas, quando percebemos, já é tarde demais.
 É necessário que estejamos firmes em Cristo. Ele nos protege, nos dirige, nos liberta. Às vezes, por um simples descuido, perdemos a paz, a alegria, a bênção de Deus.
 Melhor é resistir ao mal, ficar longe dele, evitá-lo a todo custo. Quem não experimenta o vício, não se vicia. Quem não se move ladeira abaixo, não tem de se esforçar para subir novamente. Quem não se mete em atalhos desconhecidos, não precisa se inquietar para achar novamente o Caminho.
 Quando estamos determinados a resistir ao mal, o Senhor nos ajuda e nos fortalece.  Quando nos deixamos vencer pela tentação, perdemos o contato com Deus, o nosso coração se entristece e os dias felizes se tornam muito mais escassos.
 Se você não consegue resistir aos enganos deste mundo que se apresentam com uma aparência ingênua, mas que na realidade, de ingênuo só tem a aparência, peça forças a Deus. Ele lhe ajudará. Não se deixe levar pelo mal, tenha ele aparência ingênua ou não. Resista. É melhor resistir.
Rev. Paulo R. Barbosa adaptado pelo Rev. Eli Ferreira.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

QUEM VAI SE COLOCAR NA BRECHA?

“Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra...”. Ezequiel 22.30


 Tempos atrás, quando me preparava para ir à Faculdade de Teologia (seminário), tive uma conversa franca e difícil com uma pessoa muito próxima.  Nessa conversa, ela me colocou uma série de motivos pelos quais estava deixando de frequentar a igreja.
 De fato, depois dessa conversa, ela gradual e efetivamente foi se afastando da igreja e de Deus. Mas o mais antagônico é que aqueles mesmos motivos eram os que me impulsionavam a consagrar minha vida para servir a Deus.
 Tenho notado nesses anos de caminhada com Deus duas posturas diferentes que podemos tomar diante das “limitações e problemas” que percebemos na igreja: a primeira é ficar à margem, observar e, por vezes, criticar.  A segunda é colocar a mão na massa para, de alguma forma, fazer diferença naquele contexto.
A igreja é como o muro de Ezequiel 22.30, que está cheio de brechas, isto é, cheio de defeitos e falhas.  Deus continua procurando pessoas que se coloquem nessas brechas.
 A pergunta de hoje é: Qual tem sido a nossa postura ao perceber essas brechas? Somos como aqueles que ficam à margem, ou somos como aqueles que tapam o muro e se colocam nas brechas?
 Senhor, eis me aqui, e o meu desejo é estar sempre disponível para ser colocado na brecha.
Eduardo Goya
Pastor da Igreja Evangélica Holiness do Bosque da Saúde,
São Paulo, SP
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”. Mateus 5.4

Dizem que homem que é homem não chora. Mas a Bíblia e a história estão cheias de exemplos de homens que choraram.
Esta parece ser uma bem-aventurança estranha: “Felizes os infelizes” (Stott), ou seja, felizes os tristes, os que choram!
A palavra chorar é muito forte.  É usada para o lamento pela morte de um parente querido (Ex.: a tristeza de Jacó, quando seus filhos o fizeram pensar que José estivesse morto – Gn 37.34). Aqui, porém, não se trata de choro de luto, mas de arrependimento.
Pedro chorou “amargamente”, arrependido e decepcionado, depois de ter negado a Jesus (Mt 26.75). A Bíblia diz que Jesus chorou em, pelo menos, duas ocasiões: 1) quando foi para ressuscitar seu amigo Lázaro (Jo 11.35); 2) ao chegar à cidade de Jerusalém, pelo pecado do povo impenitente (Lc 19.41). Deve haver lágrima e tristeza da parte do crente, tanto pelos seus pecados, como pelo pecado dos outros.
O apóstolo Paulo fala do resultado que a tristeza (e o arrependimento) pelos nossos próprios pecados produzem (2Co 7.10).  Assim, como o Senhor Jesus se entristeceu pelos pecados das pessoas de Jerusalém, nós devemos  nos entristecer quando vemos um irmão cair no pecado, em vez de fazer fofoca sobre o seu pecado.
Podemos perceber que há uma ligação entre as duas primeiras bem-aventuranças, e não só entre elas, mas entre todas! Ser “humilde de espírito” é sentir convicção de ser pecador (da condição espiritual). E “chorar” é demonstrar contrição, é o resultado que deve se seguir após haver consciência do pecado. Davi: exemplo de tristeza pelo pecado – Sl 38.4, 18, e exemplo de alegria pelo perdão – Sl 32.1-2, 5.
Somente aquelas pessoas que choram pelos seus pecados serão consolados, pelo único conforto que pode aliviar o desespero, que vem pelo perão da graça infinita de Deus – Ap 21.3-4.
 Você já chorou hoje?
Rev. Jonas M. Cunha

BEM-AVENTURADOS OS HUMILDES DE ESPIRITO

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus ”. Mateus 5.3


    Seguindo o mesmo esquema dos 10 mandamentos, as Bem-aventuranças são divididas em duas partes: a 1ª parte trata do relacionamento do crente com Deus, e a 2ª parte trata do relacionamento do crente com seu próximo.
   Não é por acaso que a primeira bem-aventurança seja “os humildes de espírito”. Ela serve de chave para a compreensão do que vem em seguida.  Existe uma sequencia lógica e bem definida: intencional.
Ninguém pode entrar no reino de Deus a menos que seja possuidor da qualidade nela expressa. Não existe um participante que não seja “humilde de espírito”.  Esta é a característica fundamental do crente, do cidadão do reino dos céus; e todas as demais são, num certo sentido, resultantes dela. Não podemos ser cheios das qualidades espirituais, produzidas em nós pelo Espírito Santo, enquanto não formos primeiramente esvaziados das nossas “qualidades carnais”. Deve haver um esvaziamento em nós antes que possa haver um enchimento.
   Trata-se de atitude de uma pessoa para consigo mesma. Mais uma vez toca-se no ponto que é, nas Escrituras, a total e essencial diferença entre o homem natural e o crente, o reino de Deus e o reino deste mundo (uma separação completa, uma distinção absoluta).
   O mundo dá grande ênfase a auto dependência, autoconfiança e na auto expressão. Mas, no reino de Deus a coisa é bem diferente! Essa bem-aventurança condena a perspectiva que considera o Sermão do Monte um programa para o homem natural por em ação, sem que tenha havido qualquer transformação em sua pessoa.
   O “humilde de espírito” não é alguém fraco, tímido, sem coragem, ou alguém sem personalidade. Nem a humildade daquele que adquiriu muito conhecimento e que agora reconhece que não sabe nada. Não tem nada a ver com uma aparência externa, como andar encurvado, falar baixo ou mal vestido. Nem uma tentativa de impressionar os outros, com sacrifícios pessoais.
   O humilde ou pobre de espírito é aquele que admite que não possui nenhum  recurso, nenhum mérito diante de Deus, reconhecendo sua total dependência da graça do Senhor. Como uma pessoa pode ser pobre e feliz ao mesmo tempo?  Jesus está dizendo que são verdadeiramente felizes aqueles que reconhecem sua total dependência espiritual, que não confia em si mesmo, no que pode realizar, mas recebem da bondade e riqueza de Deus.
Rev. Jonas M. Cunha