sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Sangue Purificador

“...e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”.   1 João 1.7


PECADO



O pecado é uma realidade inegável. Seus efeitos podem ser notados todos os dias em nossa vida, família e sociedade.
 O pecado é a transgressão da lei de Deus ou qualquer falta de conformidade com ela. Pecamos contra Deus por palavras, obras, omissão e pensamentos. Fomos concebidos em pecado, nascemos em pecado e ainda pecamos. Não podemos purificar-nos a nós mesmos. O pecado atingiu nossa razão, emoção e vontade.
 Todas as áreas da nossa vida foram afetadas pelo pecado. Nenhum ritual religioso pode nos limpar do pecado e nenhum sacrifício feito por nós pode restaurar nossa comunhão com Deus, uma vez que o pecado faz separação entre nós e o nosso Deus.
 Porém, aquilo que não podemos fazer, Jesus fez por nós. Por sua morte temos vida e pelo seu sangue temos purificação de todo pecado. Não apenas de alguns pecados, mas de todo pecado. Em Jesus temos pleno perdão e copiosa redenção.
 O sangue de Jesus nos purifica não apenas de alguns pecados, mas de todo pecado. Qualquer pecador, por mais sujo e degradado, pode tornar-se completamente limpo pelo sangue purificador de Jesus. 
O profeta Isaías diz que, ainda que os nossos pecados sejam como a escarlata, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA

Segui-lo

“Vá, disse Jesus, a sua fé o curou. Imediatamente ele recuperou a visão e seguiu Jesus pelo caminho”.  
Marcos 10.52



A passagem de Marcos 10.46-52 conta a história de um cego, Bartimeu, que percebeu Jesus passando próximo a ele, seguido de seus discípulos e de muitas pessoas, uma multidão. Possivelmente já tivesse ouvido falar das curas que o Senhor fazia, e clamou a ele por compaixão.
Embora alguns o repreendessem por incomodar o Mestre, continuou gritando, e foi ouvido pelo Messias, que prontamente disse: “Chamem-no”. Quando o cego, de um pulo, se colocou frente ao Senhor Jesus, este lhe perguntou o que queria que fizesse. Obteve o Senhor a resposta aparentemente óbvia: “Que eu possa ver”. Como já vinha fazendo em outras ocasiões quando curava toda espécie de doenças, o Senhor Jesus disse-lhe: “Vá, a sua fé o curou”.
Muito já se falou, escreveu e pregou sobre esse episódio, parando por aqui: Jesus o curou e salvou, despedindo-se dele. Se era a cura que ele procurava, se era a bênção que estava almejando e não o Abençoador, poderia ir embora satisfeito, como ocorreu com outros que Jesus curou.
Mas não foi assim que esta história terminou! Bartimeu, passando a ver, imediatamente seguiu Jesus pelo caminho, demonstrando com essa atitude o que muitos não faziam naquela época e nem hoje: continuar buscando, seguindo, obedecendo ao Abençoador. Ele não buscava apenas a bênção, a cura, o milagre; ele necessitava do Senhor Jesus – de suas bênçãos, mas também de seus sábios ensinamentos enquanto andava com os seus discípulos e demais seguidores. Por isso seguiu o Mestre. Todos nós também devemos buscar as benção quando necessitamos delas, mas também ir além, após a cura, a libertação, a conversão: continuar fiéis a ele; não nos afastando do Caminho, o único que nos leva a Deus (Jo 14.6): o Senhor Jesus.
Temos que ser gratos a Deus pelo bem que nos proporciona e pela cura que ministra em nós (Sl 103.3).
 Nem todos os caminhos nos levam a Deus:
 Só o Senhor Jesus Cristo. Sigamos com ele.
 Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Coisa Sem Valor

“Tais cousas, com efeito, têm aparência de sabedoria... todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”.  Colossenses 2.23


Após chamar a atenção dos crentes de Colossos sobre os perigos que os rondavam, nos versos 16-23, o apóstolo Paulo vai falar diretamente sobre o que eles deveriam tomar cuidado.
 1. Uma mistura de religião judaica e cristianismo (v. 16) – os falsos mestres parecem ter sobreposto suas próprias regulamentações às leis do Antigo Testamento, julgando não somente em relação a comer, mas também com respeito ao beber. Também tentaram impor suas restrições relacionadas às festas (Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos e talvez outras: luas novas e sábados).
 2. O culto aos anjos (v. 18-19) – O falso mestre tentava criar a impressão de que ele se considerava muito insignificante para se aproximar diretamente de Deus, daí buscar a mediação dos anjos. O culto oferecido aos anjos é condenado em Ap 19.10 e22. 8 e 9. Uma das evidências da adoração aos anjos é inferida de inscrições encontradas na Galácia, sendo atribuído aos anjos curas miraculosas. Por causa disto e “baseando-se em visões”, apresentavam um comportamento pedante. “Enfatuado na sua mente carnal” – não apenas porque se fixa em coisas físicas, mas porque baseia sua esperança para salvação em qualquer coisa fora de Cristo, conforme o v. 19.
 3. O ascetismo (v. 20-23) – Paulo condena o programa de austeridade recomendado pelos proponentes do erro, que impunham restrições ascéticas baseadas em seu presumível contato com o mundo angelical, ou não, ensinando que o ascetismo faz mais mal do que bem (não tem valor). No lugar de ser remédio contra a satisfação carnal, ele a encoraja e promove. Havia, portanto, evidência de uma clara tendência ascética, visando convencer os colossenses de que a observância rígida era absolutamente indispensável à salvação, ou se não à salvação como tal, pelo menos à plenitude, a perfeição na salvação. Desta forma, há uma negação implícita da plena suficiência de Cristo.
 Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 31 de janeiro de 2015

Estejam Alertas

“Cuidado que ninguém vos venha a enredar...”.  Colossenses 2.8


Preocupado com o perigo que ronda os crentes da igreja em Colossos, Paulo no cap. 2, versos 8 a 15, faz uma solene advertência e uma importante afirmação.
“Cuidado!” (v.8) – “Não se deixem levar por qualquer ensinamento que não seja segundo Cristo”. Este versículo está em estreita ligação com v. 6 e 7, e v. 8 a 10. Paulo está profundamente preocupado com os falsos ensinamentos que pudessem minar a confiança dos colossenses em Cristo como seu salvador completo. Pensamentos e moralidade (regras e regulamentos) segundo a tradição dos homens e rudimentos deste mundo. Uma mistura de cristianismo, cerimonialismo judaico, angeologia e ascetismo (v.11-23).
 “Nele (Cristo), habita corporalmente, toda a plenitude da Divindade... nele estais aperfeiçoados... Ele é o cabeça de todo principado... Nele fostes circuncidados... tendo sido sepultados, juntamente com ele... vos deu vida juntamente com ele...” (v.9-13) – Ah, se as pessoas pudessem ver as implicações da fé em Cristo, em toda a sua gloriosa plenitude e suficiência! Em Cristo, temos a fonte de tudo o que necessitamos para esta vida e para a futura. Por que, entã, cavar cisternas rotas (Jr 2.13)?
 O Filho é completamente igual em essência com o Pai e o Espírito Santo. Nele somos aperfeiçoados (Ef 4.13). Ele é o supremo soberano sobre todos (Cl 1.16), fora dele os anjos bons não podem prestar auxílio, e por causa dele o mal não pode causar dano aos crentes. A obra do Espírito Santo no coração (íntimo), lançando fora a natureza pecaminosa (aspecto progressivo da santificação) é contrastado com o cerimonialismo judaico (externo). Cristo sofreu, morreu, foi sepultado em lugar de vocês e para o seu benefício. Ele levou a culpa e o castigo da lei que eram seus, conquistando não só a justificação, mas também a santificação. De tal forma que não precisamos temer as hostes do mal, pois o próprio Deus desarmou os principados e potestades (Cl 1.13).
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Andando em Cristo

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele”.  Colossenses 2.1


Ligando o trecho de Colossenses 2.1-7 com o anterior, o autor da carta diz que “gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós” v.1. Não é que Paulo esteja se vangloriando, antes, ele ressalta a importância do assunto: Ele considera a heresia colossense, a qual ele está para refutar, como sendo um perigo muito sério.
 Provavelmente, Paulo tenha passado pelo vale do Lico, e por Colossos quando se dirigia à Éfeso, em sua 3ª viagem missionária para confirmar as igrejas estabelecidas, e não para estabelecer novas igrejas. Mas, durante sua longa permanência em Éfeso, pessoas da região próxima teriam ido se encontrar com o apóstolo (At 19.10). Epafras de Colossos, deveria estar entre esses, os quais levaram as boas novas de salvação às suas respectivas cidades (Cl 4.12). Depois de um tempo, retornando a Paulo, levou notícias a respeito das condições prevalentes nas igrejas do vale, o qual queria que soubessem o quanto os amava e o quanto estava preocupado com eles a respeito do perigo espiritual que os ameaçava.
 Como sevo de Deus, seu objetivo principal era ser instrumento nas mãos de Deus e trazer o coração deles ao coração de Cristo. Precisava fortalecer seus corações contra o ataque dos falsos mestres. Ele deseja que tenham uma visão plena, rica e gratificante nas coisas espirituais, que implica na habilidade de distinguir o falso do verdadeiro. Paulo estimula a que descubramos e nos enriqueçamos com os tesouros ocultos em Cristo.
 Então, ele fala da comunhão de todos os crentes em Cristo, mesmo com quem não conhecemos pessoalmente e estando longe (1 Ts 2.17), e da necessidade de “andar em Cristo”. Toda a ênfase recai na necessidade de se apegar a Cristo Jesus o Senhor, como o Todo-suficiente, como o Senhor cujos mandamentos devem ser obedecidos e em cuja palavra devemos confiar. O sentido é: “não se deixem enganar. Que a vida de vocês continue a estar em harmonia com o fato de que vocês aceitaram a Cristo o Senhor.”             
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Esforçando-se em benefício da Igreja

“...E preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a Igreja”.
Colossenses 1. 24 b




Paulo se alegra, não porque seja masoquista, mas porque ele está participando dos sofrimentos de Cristo (no lugar de Cristo) pela Igreja. ele não estava em viagem missionária, nem pregando aos colossenses pessoalmente, mas estava escrevendo da prisão (At 9.16). Os apóstolos sentiram a mesma alegria (At 5.41). E nós devemos nos alegrar, também, se estivermos sofrendo por Cristo , porém, devemos estar tristes, se não temos nenhum tipo de sofrimento pelo Senhor e Sua Igreja (Mc 13.13).
 O apóstolo aos gentios sabia que, além de se constituir um grande privilégio, sua perseverança fortaleceria a fé dos colossenses e dos demais irmãos. E assim, ele cumpria com a sua missão de pregação da Palavra, como administrador dos tesouros espirituais, “mistério oculto”, não porque estivesse em sigilo, mas porque não havia sido revelado a todos. Só Deus pode revelar, abrir os olhos do entendimento, para se compreender a Sua Palavra, não importa o quanto se ouça.
 “Cristo em vós” – O Senhor e Suas gloriosas riquezas habitando, pelo Espírito Santo, em nosso coração e na vida. Esta habitação nos capacita a viver de modo de modo que agrade ao Senhor, uma vida abundante e progressiva (Rm 8.11). Assim Paulo estimulava e encorajava aos crentes, ensinando de maneira prática, e sendo ele mesmo exemplo, com o objetivo de aperfeiçoar, pois a união estreita, trazida pelo Espírito Santo através da fé é dada e mantida pelo próprio Deus (Fp 2.13).
 Então, para isto ele se esforçava (v. 29), trabalhando duro, a ponto de fadiga e exaustão, incluindo neste esforço, não só a pregação, mas também a oração (Cl 4.12). O segredo da força de Paulo é o poder de Deus que agia nele e através dele, e que também está a nossa disposição (Fp 4.13; At 1.8).
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

JESUS É DEUS

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João 1.1


João, em seu Evangelho é taxativo e direto ao falar sobre a divindade de Jesus. Este é o propósito de seu livro: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e par que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.30, 31). A expressão “Filho de Deus”, equivale a dizer que o Filho tem a mesma natureza, e os mesmo atributos do Pai, portanto é tão divino quanto Ele.
 Transcrevo abaixo um trecho sobre o assunto, extraído do livro “Cristianismo Puro e Simples” de C. S. Lewis, para nos ajudar nesta reflexão, mostrando a incoerência e o ignorante orgulho de muitos que não aceitam o fato que Jesus é Deus:
 “Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: ‘Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus’. Essa é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la.”
Rev. Jonas M. Cunha

O VENCEDOR DA MORTE

“...Eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 1. 17,18


A morte de Cristo não foi uma tragédia, pois sua ressurreição é um fato incontestável. Jesus morreu e ressuscitou segundo as Escrituras. Sua morte não foi um acidente nem sua ressurreição uma surpresa. A morte não pôde retê-lo. Jesus venceu a morte e arrancou seu aguilhão. Ressuscitou fisicamente, como primícias de todos aqueles que dormem.
Quanto ao passado, sua ressurreição é um fato histórico inegável, quanto ao presente sua ressurreição é um fato é um artigo de fé inabalável e quanto ao futuro sua ressurreição é uma esperança bendita. Porque ele vive, temos esperança do amanhã. A morte  foi tragada pela vitória. A morte é o último inimigo a ser vencido. A morte será lançada no lago de fogo, mas nós teremos um corpo incorruptível, imortal, glorioso, poderoso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo.
Vamos brilhar como o firmamento. Vamos resplandecer como as estrelas para sempre e eternamente. Porque Jesus venceu a morte, caminhamos não para um túmulo escuro, mas para a luz aurifulgente do céu. Porque Jesus triunfou sobre a morte, viveremos com ele para sempre, onde não haverá mais dor, nem luto, nem pranto. Porque Jesus venceu a morte, nossos olhos serão enxugados de toda a lágrima!
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA de Natal

Conhecimento da Sua vontade

“...Não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade...”. Colossenses 1.9




Ao receber informações através de Epafras sobre a igreja em Colossos, o apóstolo Paulo, primeiramente rende graças a Deus, visto que o Evangelho estava crescendo e frutificando em todo o mundo, e também naquela região (Cl 1.3-8).
Agora o apóstolo e seus companheiros põem-se a interceder, por aqueles crentes. E o que Paulo pede, de maneira especifica, era que “transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (Co 1.9).
É vão tentar servir ao Senhor sem ter conhecimento do que Ele deseja de nós. Esse conhecimento consiste em sabedoria e entendimento. Não um conhecimento teórico, mas prático, com frutos, que é resultado da comunhão com o Senhor, e que ao mesmo tempo, conduza a uma comunhão mais profunda (Sl 25.12, 14).
Este conhecimento transforma o coração e renova a vida, sendo fundamental para o trabalhar do Espírito Santo.
O propósito do pedido está expresso no verso 10: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado”. Paulo desejava que os crentes se conduzissem em harmonia com as responsabilidades advindas desse novo relacionamento com Deus, resultante de uma consciência desejosa de agradar a Deus em tudo (1 Co 10.31).
Essa conduta que glorifica a Deus é o resultado de ser “cheio do pleno conhecimento de sua vontade”. Pois, quanto mais o conhecemos, mais o amaremos. E esta vida que agrada a Deus é expressa de quatro modos:
1º) Frutificando em toda boa obra (v. 10) – que é o resultado e não a causa da graça de Deus em nossa vida (Ef 2.8-10). O frutificar é apresentado como uma característica daquele que desenvolve uma vida de relacionamento com Deus, que necessariamente incluí vida de oração e meditação na Palavra – Sl 1.3, Jo 15.5.
2º) Crescendo no pleno conhecimento de Deus (v.10) – o conhecimento de Deus é tanto o ponto de partida como o resultado de uma vida que agrada a Deus. Esse conhecimento deve ser sempre crescente – Jó 42.5.
3º) Sendo fortalecidos com todo o poder (v.11) – quando uma pessoa cresce no conhecimento de Deus, sua força e coragem aumentam – Js 1.7-9; Fp 4.13.
4º) Comm alegria dando graças ao Pai (v.12) – em razão da força concedida por Deus, os crentes podem, mesmo em meio a tribulação, dar graças com alegria.
Você está buscando crescer no conhecimento de Deus?
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A LUZ PARA AS TREVAS

“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas...”. João 8.12



O Iluminismo colocou o homem no centro de todas as coisas e empurrou Deus para a lateral. O humanismo idolátrico, com todas as  luzes do seu conhecimento, jogou a humanidade num poço escuro de escravidão e morte. Jesus, porém, é o Sol da justiça que trouxe salvação em suas asas. O mundo jaz em trevas, o diabo é o príncipe das trevas e viver no pecado é andar na escuridão.
 O diabo cegou o entendimento dos incrédulos, por isso, aqueles que são prisioneiros do pecado vivem em densas trevas. Mas Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo, libertar os cativos e dar vista aos cegos. Jesus é a luz do mundo e a luz prevalece nas trevas. Onde o evangelho é proclamado, a escuridão do paganismo é vencida. Onde a verdade de Deus prevalece, as cavernas escuras da alma humana são iluminadas. Onde Jesus é anunciado como Salvador, aqueles que vivem encerrados nas masmorras escuras da impiedade são libertos.
 Jesus é a luz que veio ao mundo para iluminar todos os homens. Aqueles que nele creem não andam em trevas. Aqueles que nele confiam sabem para onde vão. Aqueles que nele esperam verão a alva e reinarão com ele eternamente. Só em Jesus há salvação. Só em seu nome há perdão. Só nele há copiosa redenção.
 Rev. Jonas M. Cunha 
Extraído de CADA DIA DE NATAL

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Produzindo Fruto e Crescendo

“(Palavra da verdade do evangelho) que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós...”. Colossenses 1.6


Ao iniciar o estudo da carta aos Colossenses, é importante dizer que ela é um livro contemporâneo, pois trata de temas contemporâneos relacionados a Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. 1. Cristo é apresentado como o Senhor e Salvador de todo este vasto universo espacial. 2. Ele também é apresentado como o cabeça de todas as coisas, e especialmente o cabeça orgânico do seu próprio corpo, a Igreja. 3. Numa época de avanço unitarista, Colossenses também apresenta Cristo como a Imagem do Deus invisível, a encarnação de toda a plenitude divina. 4. Em meio a um mundo marcado pelo “pragmatismo”, em que o importante não é se “é verdade”, mas se “funciona”, Ele é apresentado como a fonte da vida do crente, a paz e alegria. 5. Numa época de “igualdade de direitos” entre os homens, Cristo PE o recompensador daqueles que se empenham em ser uma benção aos outros, sem levar em conta posições sociais. 6. Os acontecimentos atuais conduzem o pensamento à volta de Cristo, o fim do mundo, e Ele é apresentado como a nossa “esperança e glória”.
A cidade de Colossos, próxima e relacionada às cidade de Hierápolis e Laodicéia, ficava no vale do Lico, região da Frígia, mas no tempo de Paulo era parte da província da Ásia (dentro da atual Turquia na Ásia Menor). Era uma cidade tipicamente pagã, com forte mescla judaica. Embora Paulo possa ter passado por lá, na sua 3ª viagem missionária, viajando da Antioquia da Síria até Éfeso, não há indícios de que ele tenha sido o fundador da igreja. É mais provável que Epafras (Cl 1.7), seja o real fundador das igrejas do vale do Lico.
Foi durante o seu aprisionamento em Roma, capital do Império, que Epafras foi visitá-lo, viajando cerca de 1.500 kms, levando um relatório, de modo geral, favorável (Cl 1.3-8), em que a fé, o amor e a esperança dos crentes daquela cidade eram evidências de que o evangelho que estava frutificando no mundo todo, também estava frutificando ali (Cl 1.6 e 2.5).
Mas através deste relatório, Paulo se inteirou também, com tristeza, de que a igreja ali enfrentava um duplo perigo: o perigo do retorno ao paganismo, com sua forte imoralidade; e, o perigo de se aceitar a heresia que afirmava que Cristo não é o salvador completo.
Assim, o propósito da carta de Paulo é: 1. advertir contra a recaída na sua condição anterior ; 2. atrair a atenção deles para o “Filho do amor de Deus”; 3. realçar entre eles o valor do seu fiel ministro Epafras; 4. enfatizar a virtude do perdão e da bondade.
Temos nós nos alegrado e orado ao ouvir sobre o progresso do Evangelho?  
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A MISSÃO DO ATALAIA

“Se eu disser ao perverso: Ó perverso, certamente, morrerás; e tu não falares... o seu sangue eu o demandarei de ti”. Ezequiel 33.8


As cidades antigas eram muradas. Sobre as muralhas havia torres e o sentinela ficava dentro da torre. Sua função era manter os olhos bem abertos e os ouvidos atentos para qualquer aproximação do inimigo.
Cabia a ele avisar o povo sobre qualquer ameaça de invasão. Deus usa essa figura e diz que nós somos os seus atalaias. Cabe a nós avisar os pecadores acerca do grande perigo que correm. Cabe anos alertá-los da urgente necessidade de arrependimento.
 É nosso dever exortá-los a se reconciliar com Deus e a buscarem a Deus enquanto ele está perto. Se nos omitirmos, se nos acovardarmos, se calarmos a nossa voz e o perverso não for avisado acercado perigo que corre a sua alma, ele morrerá na sua impiedade, mas Deus requererá de nossas mãos o seu sangue.
 Sonegar aos pecadores a única mensagem que pode lhes oferecer esperança e abrir-lhes o caminho da vida eterna é um grave pecado.
 O atalaia precisa tocar a trombeta e avisar os pecadores que eles precisam se preparar para encontrar com o Senhor. Dar o som incerto e substituir o evangelho por outra mensagem é uma traição impiedosa.
 Cabe ao atalaia ser fiel. Cabe ao atalaia ter senso de urgência. Cabe ao atalaia erguer sua voz e anunciar que a salvação pertence a Deus e, que só por meio de Cristo, os pecadores podem se reconciliar com Deus.     
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído do CADA DIA

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Os Dois Fundamentos

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem que edificou a sua casa sobre a rocha”.  Mateus 7.24


Chegamos à conclusão do Sermão do Monte. Tudo o que foi dito antes tem ligação, e é a base deste fechamento: “aquele que ouve estas minhas palavras”.
Após falar de 2 caminhos, 2 portas, 2 árvores e, 2 frutos, agora, O Senhor fala sobre 2 construtores e 2 fundamentos. Tudo o que se constrói depende do fundamento: Valores sobre os quais se constitui uma grande empresa, conhecimento e treino de uma equipe esportiva, e é claro uma casa.  Como sempre Jesus fala de coisas que faziam parte da experiência de seus ouvintes.
Todos os homens são construtores, mas nem todos os construtores são iguais. Há construtores que são sábios e há os que são insensatos. Outro contraste usado por Jesus, e que distingui o construtor sábio do insensato é o modo como se constrói, o que vai levar a resultados também distintos.
O “sábio” (prudente), constrói sobre a rocha. Um fundamento firme, que dá mais trabalho, exige mais esforço e tempo, porém resulta em uma construção mais segura, firme, resistente. Este fundamento (rocha), é “estas minhas palavras”, ou seja, todo o Sermão do Monte, e por extensão, todas as Palavras de Jesus. Como o que Ele fala e faz revela quem Ele é, então o alicerce é Ele mesmo. Deus é a rocha dos crentes (Sal 18.2), isto também se aplica a Jesus.
Jesus destaca o aspecto prático disto: não basta só conhecer, é preciso praticar: “Todo aquele que ouve... e as pratica” (v. 24), e, “Nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’, mas aquele que prática” (v.21). Em outra parte Jesus vai dizer: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15).
É claro que para praticar, precisamos conhecer, daí somos desafiados a meditar continuamente na Palavra, a orar, a confiar, e obedecer.
O dia da prova (a tempestade), chega para ambos os construtores, de várias formas: tribulação, tentação, morte, o dia do juízo. Não pode ser evitado!
Aquele que ouve a palavra de Jesus e não a pratica é como um construtor insensato, que constrói a sua vida sobre os alicerces humanos do dinheiro, da cultura, dos títulos, da fama, da popularidade, do prazer, os quais, como areia, não resistem à ação demolidora do juízo final.
Vale observar que, o anúncio do trágico fim dos incrédulos é uma manifestação da misericórdia de Cristo, um sério convite implícito ao arrependimento.
          Em que consiste o alicerce da sua vida? Reserve um tempo diário para ler a Palavra de Deus, orar, meditar, e, então, pô-la em prática. Nisto consiste a essência da vida cristão.
Rev. Jonas M. Cunha

Os Frutos

“Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis’’.  Mateus 7.20



Depois de falar das duas portas e dos dois caminhos, Jesus fala, agora, das duas árvores e seus frutos. Andar pelo caminho estreiro (da renúncia) não significa que o cristão agora pode se despreocupar.
 “Acautelai-vos”, diz Jesus no verso 15, deste trecho que vai de 15 a 23. “Mantenham suas mentes fora de...”, no original. Os falsos profetas são doutores da mentira, que seduzem o povo com falsas aparências de piedade, enquanto, no íntimo, buscam fins interesseiros.
            A mensagem do falso profeta poder ser atraente e mesmo parecer ortodoxa. É bem provável que os escribas e fariseus estivessem incluídos entre aqueles em quem Jesus estava pensando, mas a descrição também se encaixa bem em outros. O único modo de saber com segurança é deixar o tempo mostrar seus frutos. Alguns frutos dos falsos profetas são mencionados no NT: controvérsias (1 Tm 1.3), divisões (1 Tm 6.3-4), destruição da fé (2Tm 2.18), e autodestruição pela heresia (2 Pe 2.1). Sua mensagem influencia, leva a extraviar os filhos de Deus. Jeremias já alertava quanto aos falsos profetas – “Não deis ouvidos...” Jr 23.16.
 “Senhor, senhor” (v. 21) – A repetição do nome era um tratamento de intimidade (Gn 22.11, 1 Sm 3.10, Lc 22.31). O importante não é alegar ou sentir intimidade com Jesus, nem é simplesmente fazer boas obras, mesmo miraculosas; só o que importa é fazer a vontade do Pai. Genuína intimidade com o Pai significa conhecer a Deus e ser conhecido por Ele. E implica em refletir este conhecimento em nossas ações, fazendo o que Ele gosta e não fazendo o que Ele não gosta (Não mentir; usar de misericórdia, etc...). O senhor deve ser obedecido pelos seus servos!
 “Naquele dia” (v.22) – referência óbvia ao grande dia do juízo final. “Em teu nome fizemos” – O próprio Judas, foi apóstolo, pregou e fez milagres, mas não vivia o que pregava. Não basta conhecer só na mente, mas também no coração. (Is 29.13).
            Em primeiro lugar vem a obediência à vontade de Deus, depois o sacrificar – 1 Sm 15.22..
A igreja de Jesus Cristo, em todos os tempos, deve manter-se em guarda contra os que distorcem a Palavra de Deus!
 Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Alcançando os Perdidos

“Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo...’’. Mateus 5.13, 14


Na conhecida passagem do Sermão do Monte, Jesus afirmar que somos “sal” e “luz”, mostrando a função e o efeito da nossa atuação no mundo. Preservar da corrupção e dar sentido da vida, o que não dá para esconder (é perceptível) e é útil (traz bom resultado).
 Temos de nos misturar com as pessoas, como sal na comida, pois nossa sociedade se corrompe, e temos que iluminar , pois há muitos perdidos, que estão nas trevas. Para tanto, a igreja precisa sair das quatro paredes. A igreja somos nós (eu e você), e não o templo. E nos foi dada a missão de ir e alcançar os perdidos, levar-lhes o Evangelho (Boas Novas).
            É Jesus quem faz a obra da conversão, através do Espírito Santos, a nós cabe apenas levar a Palavra. Vamos penetrar no território inimigo e vamos resgatar vidas para o Seu reino, e as portas do inferno não irão resistir (Mt 16.18).
 Há muitas pessoas perdidas. As pessoas não querem saber de Deus, nem os crentes querem saber de igreja. As estatísticas mostram um aumento no número de “crentes desigrejados”. Vivemos num mundo de pluralismo e relativismo. O que é verdade para você, não é verdade para o outro...
 A geração atual de jovens (de cultural secularizada global) se constitui de pessoas com muita informação, mas estão vazios e sem esperança. Alimentam uma falsa idéia de quem é Jesus e estão buscando por significado e propósito, mas dificilmente procurarão a igreja para encontrar respostas.
 Eles representam um grande campo missionário. Mas, quantas igrejas estão trabalhando para evangelizar os jovens universitários? Precisamos alcançar a nova geração, conforme o modelo apresentado em Salmo 78.3-7. Igrejas estão morrendo (principalmente na Europa), porque não fizeram discípulos na nova geração.
           Como alcançá-los? Precisamos ir até eles. Precisamos falar a linguagem deles. Precisamos nos aproximar deles para que ouçam a mensagem. Jesus vivia no meio de povo, ia a festas de casamento, enterros, freqüentava lugares públicos, conversava com pescadores, agricultores, etc, sempre com uma linguagem contextualizada
Nós precisamos mais do que entregar um recado, precisamos fazer discípulos – seguidores de Jesus. Precisamos andar com Jesus, e convidar as pessoas para andar também. (Mateus 28.18-20).
 Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Escolhendo a boa parte

“Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada’’. Lucas 10.42



Marta e Maria eram irmãs e amigas de Jesus. Certa vez, Marta hospedou Jesus em sua casa, na cidade de Betânia, que era próxima de Jerusalém.
É bem provável que ela tenha hospedado além de Jesus os seus doze discípulos. Ela realmente tinha o dom da hospitalidade, uma qualidade tão importante que devemos resgatá-la em nossos dias (Leia 1Pe 4.9).
Hospedar tanta gente não é fácil, devia ter muito trabalho a fazer, mas talvez ela tenha exagerado! Ela tinha um plano perfeito para que seus convidados se sentissem bem mas isso começou a deixa-la muito irritada porque sua irmã não a ajudava levando-a a ordenar que Jesus a mandasse Maria ajuda-la pois na visão de Marta sua irmã estava ociosa!
Marta sabia que seu amigo Jesus é o Filho de Deus, (Jo 11.25-27). Apesar disso parece que ela se esqueceu que o próprio Messias estava em sua “sala de estar”, pois na passagem diz que ela estava “ocupada em muitos serviços”.
Maria entendeu o momento ímpar que viviam e o texto diz que ela “quedava-se” (permanecia) assentada aos pés de Jesus ao ouvir-lhe os ensinamentos!
O que aconteceu com Marta também ocorre conosco. O mundo que vivemos é tão agitado que corremos de um lado para o outro esquecendo-nos de que Jesus está presente em nossas vidas!
Talvez muito do que fazemos que nos deixam “super-ocupados” seja por um ativismo (dentro ou fora da igreja) guiado por vaidade e orgulho, pela motivação errada, temos que tomar muito cuidado com isso! Fazer a obra de Deus sem o Deus da obra! Como se a questão toda fosse o serviço de hospedagem cinco estrelas que podemos oferecer a Jesus mas Ele não quer ser um hóspede em nossas vidas mas sim fazer morada em nós, que vivamos por Ele e para Ele, obedecendo os seus mandamentos!
Muitos de nós deixamos de fazer a única coisa necessária que é entregar todo nosso ser a Jesus Cristo, sem migalhas de nosso tempo mas ter intimidade com Ele através de uma vida de oração e ouvi-lo através da Sua Palavra. Deixamos o que é secundário nos escravizar e o essencial acaba ficando de lado!
A passagem não ensina que a vida cristã deve ser algo contemplativo pois todos temos responsabilidades e deveres a cumprir em todos os aspectos de nossa vida: no trabalho, na família, na igreja etc. O grande problema é que esquecemos daquilo que é prioritário: as primeiras coisas nos primeiros lugares!
Marta não foi uma vilã. Jesus a repreendeu com amor para alertá-la e faz isso conosco hoje. Vamos nos assentar aos pés de Jesus e ouvir a voz do Bom Pastor!
Essa é a boa parte que não nos será tirada, que Deus nos abençoe!
 Presb. Ronaldo Lima Cunha

O Caminho Apertado

“Porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida...”  Mateus 7.14a




Na minha infância, quando ia na casa de meu tio avô, me impressionava o quadro sobre “Os dois caminhos”. Eu acha que tinha a função de exortar seus filhos (e visitantes) quanto ao destino que teriam.
O “fazer aos homens o que quereis que vos façam”, do verso anterior do mesmo capítulo de Mateus, é o ideal alto apresentado ao discípulo; e se há de praticá-lo, deve estar preparado para percorrer o estreito caminho da entrega pessoal e da renúncia de si mesmo, caminho tão notavelmente palmilhado por Jesus mesmo.
A passagem (Mateus 7. 13 e 14) fala de: a) duas portas e dois caminhos; b) dois tipos de transeuntes; c) dois destinos.
                A porta vem antes, depois, o caminho.  Jesus não está pensando na morte, e, sim, na escolha que se há de fazer agora mesmo, nesta vida, e nos exorta a escolher, visto que somente através de uma escolha consciente alguém pode chegar ao caminho certo.
O significado pretendido, provavel é: uma escolha inicial correta (conversão) seguida pela santificação; ou uma escolha inicial incorreta seguida por um endurecimento gradual.
“Porta Estreita” – para entrar a pessoa precisa desfazer-se de muitas coisas, por exemplo, o desejo ardente de possuir bens terrenos, o espírito que não consegue perdoar, o egoísmo e, especialmente, a justiça própria. Por outro lado, a “porta larga” permite entrar com a bolsa e toda a bagagem. A velha natureza pecaminosa pode passar facilmente por ela. A “porta”, pois, aponta para a escolha que uma pessoa faz nesta presente vida, seja uma escolha boa ou má.
O “caminho” ao qual a porta estreita dá acesso é “apertado”,é muito restrito. A vereda pela qual o crente está viajando se assemelha a uma passagem difícil entre dois penhascos. Ela se acha cercada de ambos os lados - o que ainda permanece da velha natureza se revela contra a idéia de deixar de lado as más propensões e os maus hábitos de outrora. Esta velha natureza não é totalmente destruída até o momento da morte. Mas a vitória total já está garantida, a escolha consciente já foi feita. A conversão básica deu lugar a conversão diária (tome sua cruz e siga-me) = à santificação. O contratse é claro entre o “caminho de vida” e o “caminho de morte”.
Os dois tipos de transeuntes – Aqueles que escolhem a porta larga e o caminho espaçoso são chamados de “muitos”; os que escolhem a porta estreita e viajam pelo caminho apertado são chamados de “poucos” Em Mt 22.14, fala sobre “poucos” escolhidos, porém, Ap. 7.9, aponta para uma multidão inumerável.
Os dois destinos – Os que entram pela porta larga e agora trilham o caminho espaçoso estão indo rumo a destruição. Ao contrário, o “caminho da cruz leva ao lar”.
Se você já fez a escolha certa, não desanime, pois vale à pena andar pelo caminho apertado! (2 Co 4.17).                            
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Desejar o Bem

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles...”  Mateus 7.12a


Como agir em relação ao próximo (quando não dá tempo de pedir conselho a alguém ou consultar um livro)? É a Lei Áurea que deve ser aplicada (como regra geral)!
Frequentemente chamada de a “Regra Áurea”, este princípio foi afirmado por vários pensadores antigos. Ela é comparável a outras regras fora do Cristianismo, como aquela enunciada por Confúcio: “Não faças nada ao teu próximo que em seguida não queiras que teu próximo faça a ti”.
Porém, Jesus apresenta o princípio na forma positiva, pró-ativa, esperando que o agir de Seus discípulos seja motivador, desencadeador de bons resultados e não motivado pelo receio de más conseqüências.
“Fazei-o vós” – Embora aja alguma semelhança, a regra áurea do cristianismo apresenta diferenças importantes:
1) Enquanto na regra deles, o homem é capaz de cumpri-la através de suas próprias forças, a Escritura diz que sem a operação do Espírito Santo é impossível;
2) Na deles há a tendência de separar a regra de amor ao homem do mandamento de amor a Deus. Mas o amor ao próximo é extensão do amar a Deus. Só posso amar e fazer o bem aos outros porque amo a Deus e porque sou amado por Ele. Ele á fonte do meu amor e do poder para amar ao próximo;
3) Na regra de Jesus, o foco não está na recompensa, não se trata de utilitarismo. Mais do que agir pensando ou calculando os resultados, o agir do crente é uma manifestação do que há no seu coração: ele ama e trata bem não para que possa receber de volta o benefício feito, mas pelo fato de ter sido amado por Deus e ter se tornado Seu filho e ter a mesma natureza (1 João 3.8, 11).
“Porque esta é a lei e os profetas” – isto é, o resumo da lei d dos profetas, ou seja, do Antigo Testamento (a Bíblia deles naquela época) = Amor (Mateus 27.36-40).
“Pois” (= portanto), no início do v. 12, não somente liga a presente passagem com toda a vida introduzida por Mt 5.17 (pois através da obra de Cristo nos corações humanos “a lei e os profetas” alcançam o cumprimento), mas, também, faz estreita conexão com os versículos imediatamente precedentes (Mt 7.9-11): Se o Pai celeste é bondoso e dá coisas boas, o que esperar de Seus filhos?
É isto que nos impulsiona a evangelizar. Se você tiver amor vai evangelizar. Para quantos você testemunhou do amor de Deus este ano?
Rev. Jonas M. Cunha

sábado, 11 de outubro de 2014

OBEDECER

“Transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar 
e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”  Rom 12.2 B



Saul ligou o seu “achômetro” e fez o que lhe parecia bom, contrariando a ordem expressa de Deus. Ele fez isso reiteradamente, sendo o texto bíblico de hoje a narrativa de uma dessas ocasiões (1 Samuel 15.1-11).
 Este conflito entre a vontade divina e a humana não é recente. Aliás, a raiz do episódio da desobediência do homem no Jardim do Éden não é outra coisa senão o nosso velho conhecido “Deus-diz-assim-mas-eu-acho-que...”
 Confesso que o versículo em destaque sempre me incomodou, pois mais frequentemente do que seria aceitável minha vontade me parecia muito mais agradável do que aquilo que Deus quer e deixou registrado em Sua Palavra. Meu coração gritava lá no fundo: Agradável para quem? Perfeita para quem? Tentei diversas acomodações e racionalizações, até entender que a única forma de não apenas saber e/ou crer que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, mas experimentá-la (isto é, sentir isso e ver seu resultado), seria tendo a mente transformada por Deus.
 É preciso mudar minha mente arrogante, que pensar saber melhor que Deus o que é bom; egocêntrica, pois pensa que todas as coisas têm de visar o meu bem-estar pessoal e instantâneo, além de incrédula, que se esquece constantemente de quem é Deus. Minha mente precisa expandir-se para entender o caráter divino e aprender a confiar no Senhor, pois afinal estamos falando daquele que tudo sabe e pode, absoluto em todas as suas perfeições, que é bom e sabe amar.
 Em sua teimosia, Saul deixou de obedecer porque achou que sua vontade era melhor que a divina. Provavelmente nem  se deu conta do que estava fazendo. É preciso um constante submeter-se dia após dia, até que confiar e obedecer se tornem hábitos, para então aprender a degustar a vontade de Deus.
 “Obedecer a Deus é Sempre a melhor opcão .”Extraído de Pão Diário 
Rev. Jonas M. Cunha

domingo, 5 de outubro de 2014

Incentivo à Oração

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-a´.”  Mateus 7.7



Jesus, nesta parte do Sermão do Monte, nos estimula à vida de oração. O maior incentivo é saber que seremos atendidos. Isto ele deixa bem claro.
 Vale, porém, observar, que a resposta nem sempre é do jeito que queremos, nem na hora que queremos, e nem mesmo Ele garante que receberemos o que queremos, mas Deus vai nos responder, e podemos descansar que Ele vai responder da melhor maneira, porque Deus é bom e tudo que ele faz e dá é bom: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes...” (Tiago 1.17a).
 Aliás, isto fica muito claro na comparação que ele faz entre o pai terreno e o Pai celeste: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas cousas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7.11).
 Jesus diz que “todo o que pede recebe”. O que Jesus quer evidenciar é que, o que falta para o filho receber algo do Pai é pedir. Se você é filho, basta pedir ao Pai e Ele vai dar “boas cousas aos que lhe pedirem”.
 Deus é soberano, Ele já tem um plano traçado e Ele já sabe de tudo o que pensamos em pedir, então, porque orar, então? Porque o mesmo Deus que fez o plano, que estabeleceu os objetivos, também determinou os meios para que eles sejam alcançados, e Ele soberanamente resolveu que Seus planos se cumprissem em respostas às nossas orações. Ele quer que sejamos participantes de seus planos.
 Que grande privilégio é orar e participar do plano de Deus para a humanidade! Que falha terrível é negligenciar este dever! Não se engane, pensando que você não vem orar na igreja, mas ora em casa. É bem verdade que podemos e devemos orar em casa (“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto...” Mt 6.6a), mas se já é tão difícil orar com os irmãos na igreja, é muito mais difícil orar na hora da novela, ou com a internet ligada, ou quando há tanto trabalho em casa, ou tanto a ser estudado.
 “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” João 16.24
Rev. Jonas M. Cunha