segunda-feira, 25 de julho de 2016

APTO PARA ENSINAR

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)




“Deus não me chamou para ser professor!” Se você pensa assim, pode ser que tenha razão:  nem todos os homens são ou precisam ser, “professores natos”. Deus não exige que todos os homens exerçam o ministério de ensino na Igreja local. O dom do ensino (Rm 12.7; 1 Co 14.26) é concedido soberanamente por Deus a alguns indivíduos que são dotadas de uma capacidade sobrenatural de transmitir a verdade e ver vidas transformadas à imagem de Cristo. Mesmo que nem todos recebam o dom do ensino, todos os casados ou pais têm a responsabilidade bíblica de ensinar. No mínimo, podemos dizer que Deus chama homens para pastorear sua própria família, tarefa essa que inclui em grande parte o ensino. Deus, também, responsabiliza os homens pela preservação da sã doutrina confiada à Igreja de Cristo.
Os puritanos entendiam bem o papel do homem como mentor espiritual de toda a família. Leland Ryken, em Santos no Mundo, declara: Famílias não se tornam automaticamente entidades espirituais. Alguém precisa orquestrar as atividades. No pensamento puritano, o pai era essa pessoa. A Bíblia de Genebra afirma que “os chefes de família” devem ser pregadores para suas próprias famílias, para que, desde o maior até o menor, eles obedeçam a vontade de Deus”. Outra responsabilidade puritanta teorizou que “Deus responsabiliza o chefe da família por toda a família”.
O homem de Deus e o ensino em casa. A responsabilidade: Mais uma vez, o lar é o primeiro lugar no qual o homem de Deus exerce a função de professor. Novamente, o ambiente de casa serve de “peneira”, ou ferramenta, para ajudar a identificar o homem fiel no ensino de pequeno rebanho familiar, que em última instância poderá qualificar-se para ensinar o rebanho da Igreja. Você está desempenhando o seu papel como “sacerdote do lar”? Em outras palavras, lidera sua família no estudo da Palavra de Deus? Encoraja a todos a dedicar tempo diário na leitura e meditação na Palavra?

O homem de Deus e o ensino na Igreja. A responsabilidade: A aptidão para ensinar não é um pré-requisito dos diáconos, que aparentemente, estavam mais envolvidos na ministração às necessidades práticas e diárias dos membros da Igreja do que no ensino. Os presbíteros, por sua vez, precisavam estar envolvidos na propagação do verdadeiro evangelho e na refutação de “outros” evangelhos. Mal havia sido removida a pedra do túmulo de Jesus, e falsos mestres já estavam semeando heresias no primeiro século (cf. 1 Tm 1.4). Paulo define ainda melhor o que tem em mente, ao escrever no texto paralelo que esse homem deve ser apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto pra exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradiazem (Tt 1.9). Há três aspectos nesse ensino: 1. Deleitar-se na Palavra (apegado à Palavra fiel; v. 1Pe 2.2); 2. Doutrinar (de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino). Capacidade de exortar pelo ensino do verdadeiro evangelho faz parte do caráter desse homem. 3. Defender (como para convencer os que o contradizem), refere-se à capacidade de enfrentar e refutar os “outros evangelhos, defendendo o evangelho contra os opositores.       
David Merkh

sexta-feira, 22 de julho de 2016

HOSPITALEIRO

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)





Deus considerou a hospitalidade importante o suficiente para fazer parte não somente uma vez, mas duas vezes da lista de qualificações do homem de Deus, líder espiritual da Igreja (1Tm 3.2; Tt 1.18). Por quê?
Podemos encontrar vários motivos para esse fato:
1. Nas culturas bíblicas, a hospitalidade era uma das principais marcas do caráter de um homem benevolente (Gn 18 e 19). Revelava uma pessoa amiga, desprendida, ordeira e generosa – atributos tidos em alta estima.
2.   Como responsável pela família na cultura do Oriente Médio, o home, não a mulher tinha a última palavra sobre o uso da casa para receber outras pessoas.
3.   Ser hospitaleiro significa estar aberto para que as demais características que descrevem o homem de Deus sejam conhecidas. Esta prova de caráter revela se o homem é o que aparenta ser, em um contexto transparente, no qual não há lugar para dissimulações!
Infelizmente, a prática da hospitalidade está ficando cada vez mais rara. Poucas pessoas estão dispostas a convidar outros a compartilhar uma refeição ou passar um tempo em suas casas.
Fatores culturais na Igreja primitiva ajudam a explicar a importância da hospitalidade no homem de Deus e por que foi um ministério estratégico no início da Igreja. Mencionamos algumas das razões a seguir:
1. A perseguição da Igreja era muito freqüente, o que resultava em desemprego, exílio forçado, peregrinação e necessidade de moradia. Um número expressivo de crentes foi disperso (cf. Tg 1.1; 1 Pe 1.1; At 8.1) e eles precisavam de abrigo e refúgios seguros enquanto transitavam.
2.  As estradas e as viagens eram perigosas porque não havia rede de hotéis e hospedaria seguras (cf. Lc 10.25-37).
3. O ministério itinerante dependia de uma rede de Igrejas em casa que dispusesse de hospedeiros dispostos a alimentar, hospedar e encorajar os evangelistas em seus minisérios.
4.        As Igrejas locais funcionavam na casa dos membros, muitas vezes, na casa do líder (v. Cl 4.15; Rm 16.3-5; 1 Co 16.19). Se ele não era hospitaleiro, a Igreja não podia crescer.
Hoje, ser hospitaleiro, automaticamente, envolve toda a família; por esse motivo, o líder espiritual precisa ter uma esposa e uma família com a mesma disposição de servir para o Reino de Deus.        
David Merkh

O CORDÃO DE TRÊS DOBRAS – VIDA ESTÁVEL E EQUILIBRADA

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)





A invenção do giroscópio revolucionou a navegação marítima e aeronáutica. O giroscópio tem como principal função manter sempre a orientação paralela ao horizonte. Ou seja, o giroscópio continua estável quando tudo ao redor está uma bagunça. Hoje em dia, na aeronáutica, são montados dois giroscópios perpendiculares, possibilitando a detecção da mais mínima mudança de orientação do veículo. O homem de Deus, direcionado pelo “giroscopio” da Palavra e do Espírito de Deus, tem uma vida estável e equilibrada. No entanto, em muitos homens falta essa orientação básica para a vida. Sofrem freqüentes altos e baixos, são inconstantes, aderem a cada novo modismo que surge ou, como diriam alguns, são “de lua”.
Paulo descreve os homens com esse perfil e, antes, declara que o alvo para o homem de Deus é a “perfeita varonilidade”, a “medida da estatura da plenitude de Cristo”: “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14).  Vivemos num mundo de extremos, em que a vida de muitos está fora de controle; são pessoas levadas de um lado a outro por vícios, paixões desequilibradas e perversões. As paixões desenfreadas e o desejo por gratificação imediata tiram o nosso foco das prioridades eternas, roubam-nos o equilíbrio e destroem o respeito mútuo. Tratam-se de verdadeiros ídolos que erguemos no nosso coração, tomando o lugar de Deus e levando-nos ao caos, à desordem interior e exterior; à dissolução e ao desequilíbrio. No contexto eclesiástico, os modismos, as ondas de doutrinas e práticas exageradas e excêntricas tem feito da Igreja uma piada para muitos de dentro e fora dela. A cada dia parecem surgir mais práticas alheias às Escrituras, aliadas a fórmulas e pacote ministeriais que, apesar de prometer o sucesso da Igreja, muitas vezes, são o motor de divisão e confusão entre seguidores e fiéis.

Ao descrever as qualidades de caráter de um homem de Deus, Paulo inclui mais três atributos essenciais que estão entrelaçados. Estes nos fazem lembrar que o autor de Eclesiastes chama de cordão de três dobras que não se arrebenta com facilidade (Ec. 4.12). Os três termos que Paulo usa estão interligados a tal ponto que vamos considerá-los como um conjunto, destacando a progressão lógica existente entre eles. Descrevem um homem sensato, disciplinado e ordeiro. A idéia é de um homem equilibrado! Ele deve ser um homem sóbrio, completamente racional [...] bem equilibrado [...] uma pessoa discreta e prudente. Quais são as razões pelas quais Deus quer que homens lideres da família de Deus sejam estáveis e equilibrados? Que perigos correm a família e a sociedade em geral, quando os homens são instáveis e desequilibrados? Você tem visto o estrado que um homem instável e desequilibrado pode causar em sua família, Igreja, trabalho e comunidade? Os termos “temperante”, “sóbrio” e “modesto” têm sido traduzidos e definidos de muitas maneiras, criando certa confusão na tentativa de diferenciar o significado de cada um. A nosso ver; no entanto, parece haver uma sobreposição de campo semântico entre eles. Como conjunto, apresentam o perfil de um homem sob controle, equilibrado, estável e respeitável.          
David Merkh

HOMEM DE UMA SÓ MULHER

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 

temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1 Timóteo 3.2)






O texto original enfatiza a palavra “uma”, que aparece antecipada na frase; literalmente, “de uma mulher, marido”. A ideia é que uma, e somente uma mulher está na mente e no coração do homem de Deus. “O determinante numeral ‘uma’ recebe ênfase na frase, portanto, se insere que o líder não pode ter nada a ver com outra mulher. O pecado conjugal desqualifica o homem para a tarefa de supervisão [da Igreja] (Kent Jr.,  Homer A. The Pastoral Epistles, p. 122). Ele, por sua vez, deve estar totalmente dedicado a ela, e tanto seu comportamento público quanto particular dão evidências disso. Na busca por líderes dignos da família de Deus,  Timóteo e Tito usariam a peneira do casamento e da fidelidade conjugal para a primeira avaliação!
O homem de Deus é consagrado e fiel à esposa, em pensamentos e atitudes. Essa fidelidade à aliança conjugal serve de reflexo da fidelidade de Jesus com respeito à aliança que ele tem com a Igreja (Ef. 5.32, 33); serve, também, de espelho do compromisso, intimidade, unidade na diversidade e dos papéis que existem na própria Trindade (Gn 1.26-27). Por isso, e especialmente à luz da promiscuidade predominante naqueles dias (e hoje), o testemunho da fidelidade sexual do homem seria algo impactante na comunidade. Seria uma evidencia da atuação sobrenatural de Deus, um exemplo de ‘sal e luz’ que atrairia as pessoas para Cristo.
Note que essa qualidade de caráter é apresentada de forma positiva, não negativa. A ordem divina poderia ser: “não seja um adúltero” A ênfase está na devoção do homem de Deus à esposa, não no fato de nunca ser pego em imoralidade. Tudo indica que o homem está vivendo hoje uma vida de devoção e exclusividade com a própria esposa, nas esferas emocional, física e espiritual.
Pureza moral não se limita ao âmbito externo; refere-se, também, ao interno. Certamente que o fator externo seria mais visível e fácil de avaliar quando Timóteo e Tito estivessem procurando possíveis líderes para o trabalho em suas respectivas Igrejas. Contudo, nas palavras de Jesus, entendemos que o coração é a essência da questão: “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela (Mateus 5.27, 28).
Essa qualidade de caráter inclui tanto homens casados como solteiros; nada no texto indica que o homem pode ser um playboy até assumir os votos conjugais e depois automaticamente se tornar um marido consagrado e puro. Muito pelo contrário; os hábitos estabelecidos na juventude influenciam muito a pureza moral após o casamento. 
David Merkh

quarta-feira, 29 de junho de 2016

JESUS – O LÍDER SINGULAR

Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.” (João 16.28)



Jesus foi um líder completo, diferentemente de todos os outros líderes humanos. O caráter singular da sua pessoa como Deus e homem proporcionou uma perfeição a suas ações, palavras e escolhas que nunca poderão ser plenamente imitadas por nenhum homem ou líder. Ninguém pode perguntar aos demais como ele perguntou: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).
Jesus foi único porque sua pessoa é única. Ele é o verdadeiro Deus que se fez carne e veio ao mundo com o propósito de salvar pecadores (Jo 1.1-5,11-14). Ao mesmo tempo, é o servo de Deus que renunciou sua glória nascendo como perfeito homem para dessa forma identificar-se com seu povo e salvá-lo da condenação eterna (cf. Jo 15.13).
A singularidade e perfeição da pessoa e obra de Cristo responde por sua perfeita consciência de si mesmo, de sua missão e das suas ovelhas, coisa que os demais líderes não possuem. Ainda assim, o fato de ele ter sido apontado por Deus como Supremo Pastor e exemplo indica a todo líder cristão que seu dever é seguir os passos do Mestre (1Pe 2.21-22).
Jesus sabia perfeitamente por que veio ao mundo. Ele fala de si mesmo como tendo “vindo” ou sido “enviado” por Deus (Mc 1.38; 10.45; Lc 12.49,51). Ele possuía um completo conhecimento de cada momento e estágio do seu ministério. Essa consciência se devia tanto ao relacionamento eterno com o Pai, quando recebeu sua missão como aos próprios textos proféticos que falavam em detalhes dessa missão. (Veja por exemplo: Jo 16.28; Lc 19.10; Jo 4.34; 10.11; Lc 9.22).

PROCURA-SE: HOMENS DE ‘DEUS’ IRREPREENSÍVEIS

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1 Timóteo 3.2)


Na Igreja Primitiva, como nos dias de hoje, havia a necessidade urgente de que os cristãos e, especialmente, os líderes, tivessem uma reputação inculpável, que atrairia um mundo hostil para o Evangelho de Jesus Cristo. No contexto de 1 Timóteo, observamos que os falsos mestres estavam manchando o nome de Cristo, do Evangelho e da Igreja. Portanto, eram necessários líderes aptos e dignos que atraíssem as pessoas à fé cristã.
Observando o texto sobre as qualificações de líderes cristãos 1 Timóteo 3.2: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. Encontramos a primeira qualidade: Irrepreensível. O termo serve de cabeçalho ou título, englobando todas as demais qualidades de caráter. Estamos diante de uma característica que aponta para os homens de boa reputação escolhidos para servir a Igreja Primitiva no livro de Atos 6.3 “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço”. São homens com caráter transformado com condições de atrair pessoas à Igreja de Deus.
Irrepreensível significa “acima de censura ou recriminação, inculpável; alguém que não pode ser (justamente) acusado ou “pego” em algum tipo de iniquidade ou injustiça. “A ênfase no texto está no tipo de reputação que seria um crédito à Igreja”.
O termo usado para irrepreensível nos textos paralelos de 1 Timóteo 3.10 e Tito 1.6-7 é um sinônimo e traz a mesma ideia de estar “acima de acusações, inculpável”.
É importante ressaltar que “irrepreensível” não significa perfeito. O foco está no tipo de caráter de um homem íntegro que, se erra, admite o erro; se pecado, confessa o pecado; se deve algo, acerta as contas; e, se ofende, restaura o relacionamento (cf; Pv. 28.13 “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”).
A pessoa irrepreensível não deixa nenhum “gancho” em sua vida a que um adversário poderia se agarrar, para dela tirar proveito e arrastá-la a um tribunal de justiça. Em outras palavras, não existem “os fios soltos” em seu caráter que poderia causar um estrago em sua reputação. Tudo que precisa ser acerta é devidamente acertado. Como bem expressou Hiebert: “deve ser um homem a respeito de quem não circulam acusações sobre o seu passado ou presente”. Ele pratica o que Jesus ensinou no sermão do Monte: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt. 5.23-24). Assim, não é “culpável” diante da Comunidade. O cristão deve ser um cidadão é chamado para ter uma vida de integridade. Deve ser sincero, transparente e sem hipocrisia. 
David Merkh

segunda-feira, 27 de junho de 2016

IGREJA: UM CASO DE AMOR

Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” (Ef 1.4).


A igreja é fascinante. Ela difere de qualquer outra organização, por causa de seus fundamentos teológicos. Ela é “a única instituição do mundo que existe em favor dos que não são seus membros” (William Temple). Seu grande valor não é ela, mas seu Dono e as pessoas a quem ela se dirige. É o seu diferencial. A igreja que vive em função de si mesma perdeu sua substância. Aspectos culturais e sociológicos se sobrepuseram à teologia e a diminuíram. Um exemplo é a distorção chamada koinonite, que leva algumas a viverem em função de seus membros: “Você traz bolinho e eu trago chá”. Elas vivem em função de comunhão. Ensimesmam-se.
A igreja nasceu na eternidade, na mente de Deus: “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” (Ef 1.4). Entrou no tempo na pessoa de Jesus. Segue na história dirigida pelo Espírito Santo que lhe veio no dia de Pentecostes. Findos a história e o tempo, ela entrará na eternidade. Na eternidade haverá Deus e haverá salvos. Então haverá igreja. Nascida na eternidade, ela entrará na eternidade.
Há grupos sociais com rótulo de igreja: Igreja do Fogo Constante, Igreja Florzinha de Jesus, Igreja Jesus Vem e Você Fica, Igreja A Serpente de Moisés A Que Engoliu As Outras, Igreja Renovada do Povo Barulhento, etc. São estruturados sobre um líder humano, com uma visão parcial do evangelho. Ignoram a teologia, a história do cristianismo e pensam que o Reino de Deus começou com elas, como se nada houvesse antes. Com visão bíblica fragmentária e exegese precária, analisam a Revelação à luz de um insight humano. Por vezes, o eixo de sua interpretação é uma passagem bíblica fora do contexto. Muitas vêem a razão (dom que Deus deu somente aos humanos) como inimiga da fé. Refugiam-se num misticismo alienante e se tornam guetos religiosos.
Mas igreja é mais que isso. É ter visão do todo. Porque igreja é gente que conheceu a graça de Deus em Jesus, creu nele, comprometeu-se com ele, espera nele. É “gente de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9). Ela transcende épocas, lugares e culturas.
A igreja local deve ser amada e servida. Dezenas de passagens no Novo Testamento (que está sendo esquecido!) ensinam isso. Gente que diz que é de Jesus, mas não gosta de igreja não sabe o que diz. Exagera-se, pondo-se acima dos demais. Mas, como se diz: não está com essa bola toda. E terá que conviver com a igreja no céu. O que dirá?
          A igreja local não precisa de apedrejadores, mas de amantes. De servidores. De gente com uma autoimagem menos exagerada que se veja como é: pecadores salvos para servir a Deus e aos demais. Que sejam servos e não estrelas. Vida cristã é operariado, não turismo.
Ser igreja é fantástico. É ser de Jesus, ter rumo na vida e comprometer-se com Deus num projeto histórico. Seja igreja!                                               
Pr. Isaltino Gomes Coelho

LEMBRE-SE DO EVANGELHO TODOS OS DIAS

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas
 a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12).



Muitas pessoas acham que a única utilidade de falar do Evangelho é apresentar Cristo às pessoas. Contudo, a graça e o poder do Evangelho vão muito mais além. É pela graça de Deus que somos perdoados do nosso pesado fardo do pecado; e é pela graça de Deus que Ele nos dá força de dizer não ao pecado. Observe esta maravilhosa verdade: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12). À medida que nossa mente é humilhada diante do fato de Deus perdoar pecadores, crescemos em amor por Ele, e somos fortalecidos para viver para Ele, não para nós mesmos.
Como um exemplo de quanto o Evangelho é útil para o dia a dia, você pode memorizar Romanos 8.1, que declara o que a vida, a morte e a ressurreição de Jesus realizaram: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Uma vez que não há mais condenação da parte de Deus para aqueles que pertencem a Jesus, você pode andar na luz. Mesmo se você cair em pecado, ainda pode ir a Deus porque Ele prometeu não condená-lo. Cristo foi condenado por você. Isso traz esperança e libertação a alguém que possivelmente pense que não pode mais falhar de modo algum. Quando pecamos, sabemos que Cristo permanece diante de Deus como nosso Advogado a nosso favor, provando que pagou por todos os nossos pecados. Dominados por esse grande amor e graça, confessamos os nossos pecados e recebemos humildemente o perdão do nosso Pai.
Portanto, compreenda que o Evangelho não serve apenas para apresentar o não cristão a Cristo, mas, também, para a caminhada cristã diária. Independente de como você desempenhe a tarefa de trazer o Evangelho à memória de um familiar, certifique-se que o Evangelho tenha prioridade máxima em sua agenda diária para criar um relacionamento de intimidade com Deus que conduz a uma vida com propósito.                                                                                      
Ben Marshall  

segunda-feira, 6 de junho de 2016

LEMBRE-SE DO EVANGELHO TODOS OS DIAS

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos 
para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, 
no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12).


Muitas pessoas acham que a única utilidade de falar do Evangelho é apresentar Cristo às pessoas. Contudo, a graça e o poder do Evangelho vão muito mais além. É pela graça de Deus que somos perdoados do nosso pesado fardo do pecado; e é pela graça de Deus que Ele nos dá força de dizer não ao pecado. Observe esta maravilhosa verdade: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12). À medida que nossa mente é humilhada diante do fato de Deus perdoar pecadores, crescemos em amor por Ele, e somos fortalecidos para viver para Ele, não para nós mesmos.
Como um exemplo de quanto o Evangelho é útil para o dia a dia, você pode memorizar Romanos 8.1, que declara o que a vida, a morte e a ressurreição de Jesus realizaram: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Uma vez que não há mais condenação da parte de Deus para aqueles que pertencem a Jesus, você pode andar na luz. Mesmo se você cair em pecado, ainda pode ir a Deus porque Ele prometeu não condená-lo. Cristo foi condenado por você. Isso traz esperança e libertação a alguém que possivelmente pense que não pode mais falhar de modo algum. Quando pecamos, sabemos que Cristo permanece diante de Deus como nosso Advogado a nosso favor, provando que pagou por todos os nossos pecados. Dominados por esse grande amor e graça, confessamos os nossos pecados e recebemos humildemente o perdão do nosso Pai.
Portanto, compreenda que o Evangelho não serve apenas para apresentar o não cristão a Cristo, mas, também, para a caminhada cristã diária. Independente de como você desempenhe a tarefa de trazer o Evangelho à memória de um familiar, certifique-se que o Evangelho tenha prioridade máxima em sua agenda diária para criar um relacionamento de intimidade com Deus que conduz a uma vida com propósito.                                                                                      
Ben Marshall  

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A ALEGRIA E O APRENDIZADO DO CONTENTAMENTO

Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp. 4.4).


O tema predominante na carta de Paulo aos Filipenses é a alegria. Nessa carta, ele diz aos cristãos: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp. 4.4). Paulo usou frases como “completai minha alegria” (2.2), “recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria” (2.29), “vós, também, pela mesma razão, alegrai-vos e congratulai-vos comigo (2.18), “fazendo sempre, com alegria, súplicas” (1.4), “alegrei-me, sobremaneira, no Senhor” (4.10) e “por isso me alegro, de fato, continuarei a alegrar-me (1.18). Paulo é conhecido como o teólogo da alegria porque a palavra “alegria” aparece 133 vezes no Novo Testamento e, destas, 50 estão nas treze cartas que são atribuídas ao apóstolo Paulo.
Paulo ensinou que a alegria não é apenas uma emoção ou um sentimento, mas, um estado mental caracterizado por paz e uma atitude cujo foco está além do interesse pessoal e das circunstâncias gerais da vida. Na vida cristã, é possível estar alegre, independentemente, dos altos e baixos, dos momentos de entusiasmo ou depressão que vivemos no dia a dia. O cristão pode estar alegre de qualquer maneira, pois a alegria vê além das circunstâncias de acordo com Aquele que é soberano e que está sobre todas as circunstâncias, Jesus Cristo. Ter alegria em Deus independe dos acontecimentos. Essa é uma forma confiante de olhar a vida, alicerçada na fé em Jesus Cristo, que está no controle total de tudo, sabem que “todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8.28).

Sem dúvida, é apropriado o apóstolo Paulo, que conheceu e expressou alegria em sua vida, declarar aos filipenses que ele havia aprendido o segredo de estar contente. Paulo estava acorrentado em uma prisão romana (Fp. 1.7, 13, 17), quando escreveu a Igreja de Filipos e declarou ousadamente: “Digo isto, não por cauã da pobreza, porque aprendi a viver contente e toda e qualquer situação” (Fp 4.11). A palavra “aprendi”, significa aprender pela experiência algo que está além do mero conhecimento intelectual, refere-se a algo que está sendo, de fato, praticado em sua vida através da apropriação daquilo que é verdadeiro.             
Dwight D. Ham  

UM LAR ABENÇOADO POR DEUS

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; 
e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3.16)




Um lar abençoado por Deus é um lugar onde indivíduos aprendem diariamente as “linguagens do amor”. 
Gary Chapman, um especialista em aconselhamento conjugal, após 30 anos de experiência chegou à conclusão de que existem cinco linguagens do amor – cinco maneiras pelas quais as pessoas entendem o amor emocional. São elas: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico.
Em seu livro “A essência das cinco linguagens do amor” ele diz o seguinte: Se você conseguir identificar e aprender a falar a linguagem primordial do amor de seu cônjuge, creio que terá descoberto a chave para um casamento duradouro e cheio de afeto. O amor não precisa desaparecer depois do casamento, para mantê-lo vivo, porém, muitos de nós terão de se esforçar para aprender uma segunda linguagem do amor. 
No âmago da existência humana se encontra o desejo de ser íntimo e amado pelo outro. O casamento se destina a atender a essa necessidade de intimidade e de amor. É por essa razão que os antigos textos bíblicos falam sobre o marido e a esposa se tornando “uma só carne”. Isso não implica a perda da própria identidade; significa entrar na vida um do outro de uma maneira íntima e profunda. 
E, conseqüentemente, um lar onde pais aprendem e praticam as linguagens do amor, afeta radicalmente o comportamento das crianças que crescerão seguras emocionalmente e capazes de construir seus próprios lares dentro de um contexto saudável de relacionamentos.
Um lar abençoado por Deus segue o exemplo de Jesus Cristo que nos amou tanto a ponto de se entregar por nós a fim de tirar os nossos pecados. E Deus se agradou do sacrifício, que para ele chegou como aroma suave (Ef 5.1-2). Um lar abençoado por Deus é um lugar onde o amor sempre transborda… Transborda e triunfa!

A VERDADEIRA FÉ

Pela graça sois salvos mediante a fé” (Efésios 2.8)


            O que é fé? Ele responde: “A fé autêntica é mais como uma rendição pessoal do ego e suas exigências a algo maior que o eu”. Esta resposta se ajusta a Bíblia! Os heróis da fé (Hb 11) abriram mão de projetos pessoais, de seu eu, para atender às exigências de Deus. Abraão deixou tudo para atender ao propósito de Deus para sua vida. Veja Moisés: “Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (v. 26). A fé não é gerada pelo medo, mas é uma resposta a um chamado de Deus. Ela acaba com o medo. Volto a Morris: “Alguns dos melhores e mais extremos exemplos de heroísmo destemido em toda a história humana envolvem pessoas com uma fé religiosamente extraordinariamente forte. Considere os profetas, os apóstolos, os missionários e os fiéis leigos no decorrer dos séculos, que preferiram morrer a repudiar e abandonar sua crença”.
            Fé é compromisso. O evangelho tem sido mostrado como uma água com açúcar para que as pessoas se sintam bem. Isto explica porque há tanta desistência, gente que chega, é batizada e some. Não entendeu o evangelho. Jesus não pregou um refresco com pedrinha de gelo. Fez um chamado: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23).
            A fé é render-se a Deus, dedicar-se a ele, firmar votos, assumir um compromisso. É mais que esperar proteção e cumprir ritos para ver se a vida melhora. É achar-se dentro do propósito de Deus. É buscar a vontade de Deus e ajustar-se a ela.  Você tem fé ou mera religiosidade? 
Isaltino Gomes Coelho 

A FAMÍLIA É A BASE DA SOCIEDADE!

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” Sl 127.1.


A família é a primeira comunidade da raça humana. Ela surgiu antes de todas as instituições. Antes que se formassem os povos e as nações. Ela é o núcleo básico da sociedade.
“Criou Deus, pois, o homem a sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou…” Gn 1.27-28.
Deus é o criador da família. Portanto ele é o único que tem a autoridade e o direito de dizer o que é a família, para que existe e como deve funcionar.
“Por isso deixa o homem  pai e mãe, e se une a sua mulher, tornando-se  os dois uma só carne” Gn 2.24

Que Recursos Temos para a edificação da Família?

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” Sl 127.1.
a)     Temos instruções claras da palavra de Deus – Sl 19.7-9.
b)     Temos o fruto do Espírito Santo – Gl 5.22-23.
c)      Temos a valiosa ajuda do corpo de Cristo. Existem muitos irmãos no corpo de Cristo, maduros e com famílias bem formadas que são exemplo, e podem aconselhar e orientar a outros – Mt 28.20; Ef 4.15,16.

Qual é a Nossa Esperança e Fé para as Famílias da Igreja?

          Esperamos ter famílias que vivam a realidade do reino de Deus. Lares que O agradem. Cremos que Ele nos abençoa para que:
a)     Casais que convivam em harmonia e fidelidade.
b)     Filhos obedientes e que respeitem seus pais.
c)      Esposas submissas, maridos amorosos e responsáveis.
d)     Um povo que saiba trabalhar, estudar, progredir, casar, criar filhos, cuidar de suas casas com disciplina e ordem.
e)     Um povo de discípulos diligentes, responsáveis, generosos e que saibam servir.
f)     Um povo formado por famílias sadias e felizes, onde haja amor, paz e alegria.
            Fé é compromisso. O evangelho tem sido mostrado como uma água com açúcar 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A VERDADEIRA FÉ

Pela graça sois salvos mediante a fé” (Efésios 2.8)


O que é fé? Ele responde: “A fé autêntica é mais como uma rendição pessoal do ego e suas exigências a algo maior que o eu”. Esta resposta se ajusta a Bíblia! Os heróis da fé (Hb 11) abriram mão de projetos pessoais, de seu eu, para atender às exigências de Deus. Abraão deixou tudo para atender ao propósito de Deus para sua vida. Veja Moisés: “Por amor de Cristo, considerou sua desonra uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa” (v. 26). A fé não é gerada pelo medo, mas é uma resposta a um chamado de Deus. Ela acaba com o medo. Volto a Morris: “Alguns dos melhores e mais extremos exemplos de heroísmo destemido em toda a história humana envolvem pessoas com uma fé religiosamente extraordinariamente forte. Considere os profetas, os apóstolos, os missionários e os fiéis leigos no decorrer dos séculos, que preferiram morrer a repudiar e abandonar sua crença”.
            Fé é compromisso. O evangelho tem sido mostrado como uma água com açúcar para que as pessoas se sintam bem. Isto explica porque há tanta desistência, gente que chega, é batizada e some. Não entendeu o evangelho. Jesus não pregou um refresco com pedrinha de gelo. Fez um chamado: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23).
            A fé é render-se a Deus, dedicar-se a ele, firmar votos, assumir um compromisso. É mais que esperar proteção e cumprir ritos para ver se a vida melhora. É achar-se dentro do propósito de Deus. É buscar a vontade de Deus e ajustar-se a ela.  Você tem fé ou mera religiosidade? 
Isaltino Gomes Coelho 

sábado, 16 de abril de 2016

O que significa Perdoar?

Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, 
como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef. 4.32).


Vocês são ordenados a perdoar: “Como também Deus, em Cristo, vos perdoou” O que isso significa? Deus diz: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Is 43.25) e “...Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jr 31.34).
Então, será que Deus tem amnésia? Claro que não. Deus é onisciente (conhece tudo) e sabia os seus pecados até mesmo antes de cometê-los. Quando a Bíblia fala a respeito de Deus “esquecer” nossos pecados, refere-se ao fato de que quando uma pessoa é realmente perdoada por Deus. Ele não os guarda para usar contra o pecador perdoado. Ele não os coloca em nossa conta. Em vez disso, Deus os coloca na contado do Senhor Jesus Cristo, que morreu na cruz para pagar o preço da penalidade dos pecadores culpados como você e eu. A morte de Cristo foi substitutiva. Ele morreu para levar o castigo pelo nosso pecado, para que nós, sendo pessoas salvas, possamos ser creditados com a Sua justiça. Quando cremos verdadeiramente no evangelho, Deus promete não utilizar nossos pecados contra nós. Em vez disso, Ele atribui a perfeita justiça de Seu Filho.
Perdão, portanto, é a primeira e principal promessa. Da mesma maneira que Deus prometeu não ficar relembrando os pecados aos pecadores arrependidos, nós, também, devemos prometer nãos nos ressentirmos dos pecados daqueles que já perdoamos. Você pode demonstrar essa promessa não fazendo três coisas para a pessoa perdoada. Primeiro, você não pode trazer à baila a ofensa da pessoa perdoada para usá-la contra ela. Segundo, você não pode discutir a ofensa perdoada com outras pessoas. E por último, não pode ficar relembrando a ofensa perdoada, mas, sim, lembrar-se de que você perdoou o seu ofensor. “da mesma maneira que Deus te perdoou em Cristo”. O amor não se ressente do mal (“não guarda rancor”) (1 Co 13.5)   
Lou Priolo

domingo, 10 de abril de 2016

VAMOS CONVERSAR?

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc. 16.15).



Nós, cristãos, devemos compreender que a nossa tarefa é a da comunicação, esse deve ser o nosso foco. Considere, por exemplo, o texto bíblico sobre a Grande Comissão: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc. 16.15). “Pregar” é uma palavra de comunicação. Ou reflita sobre o texto da Grande Comissão em Mateus 28.19, 20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. Nesse texto há o mandamento de “ensinar” que é uma forma essencial de fazer discípulos através da comunicação. Ainda, podemos, analisar o mandamento do apóstolo Paulo em Efésios 4.15 “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Quando “a verdade” é comunicada, o cristão cresce e amadurece em Cristo.
Você sabia que Deus revela a Igreja, somente no Novo Testamento, mais de quarenta versículos para o trabalho de comunicação da verdade. Precisamos refletir sobre a tarefa da comunicação e o nosso relacionamento de Intimidade com Deus, para que possamos entender que essa é a nossa tarefa. Pois precisamos focar no desenvolvimento da nossa comunhão íntima com Deus mediada através da comunicação. Como comunicar o Evangelho? Percebe-se na leitura da Bíblia que a prioridade máxima de Deus para as atividades dos cristãos é a evangelização. Antes da ascensão de Jesus, Ele solicitou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16. 15). Igualmente, em Atos 1. 7 e 8. Mais importante seria um preparo sobrenatural específico, que nos tornem aptos para conversar e comunicar o Evangelho aos mais diversos ambientes do mundo. Por isso, dependemos do auxílio divino para que a mensagem seja eficaz. O Poder está na Palavra (Hb 4. 12) A Palavra de Deus é viva. Precisamos conhecê-la, guardá-la e utilizá-la como o tema principal da nossa mensagem evangelística. Todavia, há muito mais a se fazer e, para isso ocorrer, é preciso somarmos esforços para estabelecer a comunicação de Deus ao mundo.

NOSSO “DEUS” PACIFICADOR

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o
 vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Fp. 4.7).



Há uma verdade central, registrada na Bíblia, que o nosso Deus é um Deus de paz, o Seu Filho é o Príncipe da Paz e Seu Espírito traz a paz. Qual a obra de Deus em nós? Ele estabeleceu a paz conosco, derramou a Sua paz sobre nós e, em nós, e nos chamou e nos capacitou a paz com os outros.
O que é paz? Comecemos definindo o que é paz. No Antigo Testamento, o termo “shalom” se refere à ideia de ausência de conflito (1Cr 22.9; Pv 17.1), entretanto, por toda a Bíblia, o termo tem uma extensão de significado bem mais ampla. Pode significar bem-estar do indivíduo, de grupos, de nações, prosperidade física e material (Sl 4.8; Lm 3.17; 1Sm 20.42; Ml 2.5; Êx 18.23; Gn 15.15; Zc 8.19). No Novo Testamento, a palavra paz tem seu sentido ampliado para a ideia de satisfação da ira de Deus por meio da morte de Cristo na cruz. Cristo veio para estabelecer a paz (Lc 2.14,29; 19.42), ele ensinou a necessidade de paz (Mt 5.9; Jo 14.27), e a trouxe por meio de sua morte e ressurreição (Rm 15.33ss).
A Bíblia registra uma ligação entre Deus e a paz, no mínimo de quatro maneiras. Temos a paz salvadora, que Deus estabeleceu conosco na cruz, e a profunda paz que Deus constantemente traz à nossa alma. Esses dois dons, por sua vez, proporcionam mais duas bênçãos para os crentes em Cristo. Eles nos capacitam a buscar a paz nos relacionamentos no curso desta vida. Além disso, eles nos garantem uma vida eterna de paz definitiva no mundo por vir.
Pense nos momentos em que você pode experimentar a presença pacificadora do Senhor e compartilhe com seus irmãos. Lembre da obra de Deus na sua vida e estabeleça um alvo para que você possa exercer a paz, mediando conflitos. Talvez tenha alguém na sua igreja, ou em sua família, que não esteja falando com outro irmão. Pense na possibilidade de ajudá-lo a restabelecer a paz.       Pr. Jonatas A. Moreira