segunda-feira, 19 de setembro de 2016

UMA VEZ SALVO, SALVO PARA SEMPRE

''Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”  (Filipenses 1.6).


Sabendo que eu professava fé nas doutrinas reformadas, uma amiga certa vez me fez a seguinte pergunta: “Uma vez salvo, salvo para sempre?” Eu respondi afirmativamente, ao que ela completou: “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?!” Eu prontamente respondi: “Obviamente, não!”
Uma vez salvo, salvo para sempre! Esta afirmação deve nos remeter a uma pergunta: O que é ser salvo? Quando podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que frequentam a igreja são salvos? A resposta é negativa, pois o Senhor Jesus nos advertiu de que haveria joio em meio ao trigo (cf. Mt 13); E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos? A resposta novamente é negativa, pois foi a pessoas assim que o Senhor Jesus disse: Apartai-vos de mim! (cf. Mt 7:21-23); Será que todos os que creem em Deus são salvos? Mais uma vez a resposta é negativa, pois a Bíblia diz que até os demônios creem em Deus (cf. Tg 2:19). O que, então, significa “ser salvo”? O que caracteriza um salvo? O que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?
Certa noite, um homem chamado Nicodemos foi ter com Jesus, ele era um dos principais dentre os judeus. Nicodemos iniciou o diálogo com Jesus, mas antes mesmo que viesse a perguntar algo, Jesus lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (João 3:3). Eis aqui a chave para a compreensão: alguém só pode ser salvo se [e somente se] tiver nascido de novo; a isto nós chamamos de Regeneração. É com este entendimento que o apóstolo Pedro declara: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.” (1 Pedro 1:3).
Quando afirmamos que um salvo não perde sua salvação, estamos considerando o salvo como alguém regenerado, que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo. “Então quer dizer que se eu abandonar a fé e ‘cair no mundão’, ainda assim, serei salva?” Assim argumentou minha amiga naquele diálogo. Pergunto a você, leitor: Será que uma pessoa assim, que “cai no mundão”, realmente nasceu de novo? Será que ela foi regenerada pelo poder do Espírito Santo? Será que nela habita o Espírito de Deus, que nos guia a toda verdade? (cf. Jo 16:13). Espero ser a sua resposta, tal como foi a minha: “Obviamente, não!”

Por qual razão um regenerado está salvo para sempre? A esta pergunta o apóstolo João responde: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda.” (1 João 5:18). AQUELE que nasceu de Deus, Jesus Cristo, o guarda, a fé é dom de Deus (cf. Ef 2:8).  Cássio Custódio

COMO APROVEITAR MELHOR A BÍBLIA

''Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó SENHOR, Deus dos Exércitos. ” (Jeremias 15.16).





Na semana passada, respondi algumas perguntas interessantes sobre como eu marco a minha Bíblia. Mas antes de falar mais sobre isso, eu queria refletir sobre como podemos aproveitar melhor a Bíblia, começando com meu versículo preferido da Palavra de Deus, Jeremias 15.16, que diz: “Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti Senhor Deus dos Exércitos”.A Escritura está para a alma como a comida está para os nossos corpos. Leia. Se você pega a Bíblia, e a mede, mas não a lê, bem, que desperdício. Então a abra e comece a ler. Você talvez diga “Cara, ela tem centenas de páginas. Por onde eu começo?”. Eu ouço isso com tanta frequência que decidi dar uma olhada nas minhas Bíblias. Elas têm em média 1400 páginas. Então pense nela como dois grandes livros ou quatro ou cinco livros de tamanho normal. Estudos indicam que são necessárias por volta de 70 horas para ler a Bíblia inteira em voz alta. A maioria das pessoas lê mais rápido que isso, mas a Bíblia não é um livro que você vai querer ler rapidamente, de qualquer forma. É mais ou menos como aquela sua sobremesa preferida – pegue um ou dois pedaços e abaixe a colher – uma boa maneira de ter certeza que você está entendendo a grandeza do que está lendo. Se você ler 12 minutos por dia, ou uma hora e meia por semana, você não terá problemas para ler toda a Bíblia em um ano, e você será tão abençoado que vai querer começar de novo no ano seguinte. Quanto a por onde começar, eu sempre recomendo que as pessoas comecem com o Evangelho de João. Enquanto você estiver lendo atentamente esse evangelho, pare e sublinhe a palavra crer toda vez que ela aparecer e se pergunte: Crer em que? Ou em quem? Agora vá para as cartas de João (1, 2 e 3 João). Questione. Como você está apenas começando, vou sugerir algumas perguntas, e com o tempo, você pensará em outras perguntas por si só.Qual parte do que eu li chamou a minha atenção?” Você vai ler dois ou três capítulos e com certeza vai gostar mais de algumas partes específicas. Vá até essas partes e faça as seguintes perguntas. “Porque essa parte chamou a minha atenção?” O que tem aqui que me atraiu? Para ajudar a responder essa pergunta, faça essas outras perguntas. “Há algum exemplo a ser seguido?” Eu não saberia dizer quantas vezes a Palavra de Deus impactou minha vida ao dizer simplesmente essas palavras: “Há algum exemplo a ser seguido?”. Há algum erro a ser evitado?” A Palavra de Deus pode me revelar isso. É fácil reconhecer os erros de outra pessoal, mas é muito difícil reconhecer nossos próprios erros. É aqui que a Palavra de Deus se torna um espelho. Há algum mandamento para seguir?” Há alguma ação que a Palavra de Deus me chame para tomar? Há algo importante que eu estou negligenciando em minha casa, meu trabalho ou na minha vida pessoal? Se for o caso, eu quero saber o que é e como eu posso consertar. (adaptado de James MacDonald)

ARMA-TE

''Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;  e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8.31-32).



Vivemos num mundo onde a alma corre um perigo constante. Os inimigos nos cercam por todos os lados. O teu próprio coração é enganador. Os maus exemplos são numerosos. Satanás está sempre trabalhando para desanimar-te. Acima de tudo, porém, abundam as falsas doutrinas e os falsos mestres de todo tipo. Esse é o teu grande perigo.
Para permanecer em segurança, precisamos estar bem armado. Precisamos tomar nas mãos as armas que Deus deu para defesa. Precisamos entesourar na mente as Sa­gradas Escrituras. Isso é estar bem armado. Arma-te, pois, com um completo conhecimento da Palavra escrita de Deus. Lê a tua Bíblia com regularidade. Torna-te familiar com a tua Bíblia.
Negligencia a tua Bíblia, e nada do que conheço pode guardar-te do erro, se algum convincente defensor de falsos ensinos porventura te abordar. Estabelece como regra não acreditar em coisa alguma, exceto naquilo que pode ser provado nas Escrituras. Somente a Bíblia é infalível... Tu realmente usas tua Bíblia tanto quanto deverias?
Hoje em dia há muitas pessoas que creem na Bíblia, mas que a leem muito pouco. A tua consciência segreda-te que és uma dessas pessoas? Se isso acontece contigo, então és uma daquelas pessoas que provavelmente obterá bem pouca ajuda da parte de Deus em tempos de necessidade. A provação é uma experiência esclarecedora... Tua reserva de consolos bíblicos, algum dia desses, pode estar muito baixa. Neste caso, tu és a pessoa que provavelmente não conseguirá firmar-se na verdade. Eu não ficaria surpreso se viesse a ouvir que andas perturbado com dúvidas e indagações acerca da segurança da salvação, da graça, da fé, da perseverança... O diabo é um anti­go e astucioso adversário. Ele é ca­paz de citar as Escrituras com grande prontidão quando quiser. Por en­quanto, não estás suficientemente preparado para combater o bom combate contra Satanás... A espada pende frouxamente na tua mão.
Se isso acontece contigo, és a pessoa que provavelmente cometerá muitos erros na vida. Eu não ficaria surpreso se me contassem que tens enfrentado problemas no teu casamento, com os teus filhos, com a tua conduta, de teus familiares e com as pessoas com quem te associas. Se esse é o caso, tu és a pessoa que provavelmente acabará sendo desviada durante algum tempo por algum falso mestre. Eu não me ad­miraria se ouvisse que uma dessas pessoas espertas e eloquentes, capaz de fazer uma convincente exposição de suas ideias, está te desviando para o erro. Tu estás precisando de lastro (a verdade de Deus); e, neste caso, não me admirarei se fores lançado para cá e para lá como um pedaço de cortiça sobre as ondas.

Todas essas são situações desconfortáveis. Quero que escapes de todas elas. Aceita o conselho que estou te dando aqui. Não fiques apenas lendo a Bíblia aos poucos, mas lê em grande quantidade. Lembra-­te dos teus inimigos. Arma-te!       J.C. RYLE

A MISSÃO DA IGREJA É ESPIRITUAL

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). “Portanto, ide, ensinai todas as nações . . . ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28:19-20).





Cristãos trabalhando juntos: As assembleias da igreja são ocasiões para adorar o Senhor e edificar aqueles que participam. Podemos ver claramente a natureza espiritual das atividades das igrejas primitivas. Os santos oravam juntos (At. 4:31; 1 Tm. 2:1-2). Eles pregavam o evangelho (At. 4:33). Eles se reuniam para participar da Ceia do Senhor (At. 20:7; 1 Co. 11:17-34). Os cristãos primitivos louvavam a Deus e edificavam-se uns aos outros cantando salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef. 5:19; Cl. 3:16). A Bíblia mostra que cada membro do corpo tem uma parte importante na edificação dos outros irmãos (Ef. 4:11-16).
A Missão do Ensinamento do Evangelho: A igreja, como "coluna e baluarte da verdade" (1 Tm 3:15), tem o privilégio e responsabilidade de espalhar o evangelho de Cristo. É abundantemente claro no Novo Testamento que esta era a alta prioridade na vida de Jesus e de seus seguidores. Se somos verdadeiramente seus discípulos, essa será também nossa prioridade. A missão da igreja é espiritual.
Os cristãos têm o privilégio de propagar a mensagem de salvação do evangelho. Devemos partilhar da atitude expressada por Paulo: "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm. 1:16). É por isto que os cristãos primitivos de Jerusalém foram tão diligentes em seu trabalho (At. 5:42).
Precisamos primeiro dar-nos ao trabalho. Nossa missão hoje é a mesma que a missão dos tessalonicenses, que levavam diligentemente o evangelho às regiões próximas da Macedônia e Acaia (1 Ts. 1:8). As instruções que Paulo deu aos coríntios mostram que um propósito significativo de suas reuniões era convencer os incrédulos e edificar os santos (1 Co. 14:24-26).
Cumprir esta missão também requer empenho financeiro. As igrejas de hoje podem mandar evangelistas para pregar em outros lugares, como fez a igreja de Antioquia (At. 13:1-3; 14:26-28). Os evangelistas eram às vezes sustentados pelas igrejas para que pudessem dedicar-se à obra de pregar (Fp. 4:5-8; 1 Co. 9:14-15). Paulo ensinava que o mesmo tipo de apoio financeiro poderia também ser dado aos presbíteros (1 Tm. 5:17-18). É natural que pessoas que se dedicam à missão de divulgar o evangelho possam sacrificar voluntariamente seus bens materiais com este mesmo fim.

Ensinar toda a verdade: A igreja precisa aceitar sua responsabilidade de ensinar a verdade da palavra de Deus em todas as circunstâncias. Todos os seguidores fiéis de Jesus precisam da mesma convicção que Paulo encorajou em Timóteo, quando escreveu: "Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (2 Tm 4:2). 

12 DE AGOSTO – 157 ANOS DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles
 aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz.”  (Provérbios 3.1-2).





No último dia 12 de agosto, a Igreja Presbiteriana do Brasil, completou 157 anos de História em nosso País, parabenizamos a nossa Igreja e colocamos aqui, um pouco da nossa História.
O que é a Igreja Presbiteriana do Brasil?
Quanto à sua teologia, as igrejas presbiterianas são herdeiras do pensamento do reformador João Calvino (1509-1564) e das notáveis formulações confessionais (confissões de fé e catecismos) elaboradas pelos reformados nos séculos 16 e 17. Dentre estas se destacam os documentos elaborados pela Assembléia de Westminster, reunida em Londres na década de 1640. A Confissão de Fé de Westminster, bem como os seus Catecismos Maior e Breve, são adotados oficialmente pela IPB como os seus símbolos de fé ou padrões doutrinários. Outras igrejas presbiterianas adotam documentos adicionais, como a Confissão Belga e o Catecismo de Heidelberg. O conjunto de convicções presbiterianas, conforme expostas no pensamento de Calvino, de outros teólogos e dos citados documentos confessionais, é denominado teologia calvinista ou teologia reformada. Entre as suas ênfases estão a soberania de Deus, a eleição divina, a centralidade da Palavra e dos sacramentos, o conceito do pacto, a validade permanente da lei moral e a associação entre a piedade e o cultivo intelectual. No seu culto, as igrejas presbiterianas procuram obedecer ao chamado princípio regulador. Isso significa que o culto deve ater-se às normas contidas na Escritura, não sendo aceitas as práticas proibidas ou não sancionadas explicitamente pela mesma. O culto presbiteriano caracteriza-se por sua ênfase teocêntrica (a centralidade do Deus triúno), simplicidade, reverência, hinódia com conteúdo bíblico e pregação expositiva. Na prática, nem todas as igrejas locais da IPB seguem criteriosamente essas normas bíblicas, embora elas tenham caracterizado historicamente o culto reformado. Os problemas causados pelo afastamento desses padrões têm levado muitas igrejas a reconsiderarem as suas práticas litúrgicas e resgatarem a sua herança nessa área fundamental. Quando se diz que o culto reformado é solene e respeitoso, não se implica com isso que deva ser rígido e sem vida. O verdadeiro culto a Deus é também fervoroso e alegre.
Finalmente, a vida das igrejas presbiterianas brasileiras não se restringe ao culto, por importante que seja. Essas igrejas também valorizam a educação cristã dos seus adeptos através da Escola Dominical e outros meios; congregam os seus membros em diferentes agremiações internas para comunhão e trabalho; têm a consciência de possuir uma missão dada por Deus, a ser cumprida através da evangelização e do testemunho cristão. Muitas igrejas locais se dedicam a outras atividades em favor da comunidade mais ampla, como a manutenção de escolas, creches, orfanatos, ambulatórios e outras iniciativas de promoção humana. Cada igreja possui um grupo de oficiais, os diáconos, cuja função primordial é o exercício da misericórdia cristã. O presbiterianismo tem uma visão abrangente da vida, entendendo que o evangelho de Cristo tem implicações para todas as áreas da sociedade e da cultura. Alderi Souza de Matos – Historiador da IPB

segunda-feira, 25 de julho de 2016

APTO PARA ENSINAR

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)




“Deus não me chamou para ser professor!” Se você pensa assim, pode ser que tenha razão:  nem todos os homens são ou precisam ser, “professores natos”. Deus não exige que todos os homens exerçam o ministério de ensino na Igreja local. O dom do ensino (Rm 12.7; 1 Co 14.26) é concedido soberanamente por Deus a alguns indivíduos que são dotadas de uma capacidade sobrenatural de transmitir a verdade e ver vidas transformadas à imagem de Cristo. Mesmo que nem todos recebam o dom do ensino, todos os casados ou pais têm a responsabilidade bíblica de ensinar. No mínimo, podemos dizer que Deus chama homens para pastorear sua própria família, tarefa essa que inclui em grande parte o ensino. Deus, também, responsabiliza os homens pela preservação da sã doutrina confiada à Igreja de Cristo.
Os puritanos entendiam bem o papel do homem como mentor espiritual de toda a família. Leland Ryken, em Santos no Mundo, declara: Famílias não se tornam automaticamente entidades espirituais. Alguém precisa orquestrar as atividades. No pensamento puritano, o pai era essa pessoa. A Bíblia de Genebra afirma que “os chefes de família” devem ser pregadores para suas próprias famílias, para que, desde o maior até o menor, eles obedeçam a vontade de Deus”. Outra responsabilidade puritanta teorizou que “Deus responsabiliza o chefe da família por toda a família”.
O homem de Deus e o ensino em casa. A responsabilidade: Mais uma vez, o lar é o primeiro lugar no qual o homem de Deus exerce a função de professor. Novamente, o ambiente de casa serve de “peneira”, ou ferramenta, para ajudar a identificar o homem fiel no ensino de pequeno rebanho familiar, que em última instância poderá qualificar-se para ensinar o rebanho da Igreja. Você está desempenhando o seu papel como “sacerdote do lar”? Em outras palavras, lidera sua família no estudo da Palavra de Deus? Encoraja a todos a dedicar tempo diário na leitura e meditação na Palavra?

O homem de Deus e o ensino na Igreja. A responsabilidade: A aptidão para ensinar não é um pré-requisito dos diáconos, que aparentemente, estavam mais envolvidos na ministração às necessidades práticas e diárias dos membros da Igreja do que no ensino. Os presbíteros, por sua vez, precisavam estar envolvidos na propagação do verdadeiro evangelho e na refutação de “outros” evangelhos. Mal havia sido removida a pedra do túmulo de Jesus, e falsos mestres já estavam semeando heresias no primeiro século (cf. 1 Tm 1.4). Paulo define ainda melhor o que tem em mente, ao escrever no texto paralelo que esse homem deve ser apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto pra exortar pelo reto ensino como para convencer os que contradiazem (Tt 1.9). Há três aspectos nesse ensino: 1. Deleitar-se na Palavra (apegado à Palavra fiel; v. 1Pe 2.2); 2. Doutrinar (de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino). Capacidade de exortar pelo ensino do verdadeiro evangelho faz parte do caráter desse homem. 3. Defender (como para convencer os que o contradizem), refere-se à capacidade de enfrentar e refutar os “outros evangelhos, defendendo o evangelho contra os opositores.       
David Merkh

sexta-feira, 22 de julho de 2016

HOSPITALEIRO

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)





Deus considerou a hospitalidade importante o suficiente para fazer parte não somente uma vez, mas duas vezes da lista de qualificações do homem de Deus, líder espiritual da Igreja (1Tm 3.2; Tt 1.18). Por quê?
Podemos encontrar vários motivos para esse fato:
1. Nas culturas bíblicas, a hospitalidade era uma das principais marcas do caráter de um homem benevolente (Gn 18 e 19). Revelava uma pessoa amiga, desprendida, ordeira e generosa – atributos tidos em alta estima.
2.   Como responsável pela família na cultura do Oriente Médio, o home, não a mulher tinha a última palavra sobre o uso da casa para receber outras pessoas.
3.   Ser hospitaleiro significa estar aberto para que as demais características que descrevem o homem de Deus sejam conhecidas. Esta prova de caráter revela se o homem é o que aparenta ser, em um contexto transparente, no qual não há lugar para dissimulações!
Infelizmente, a prática da hospitalidade está ficando cada vez mais rara. Poucas pessoas estão dispostas a convidar outros a compartilhar uma refeição ou passar um tempo em suas casas.
Fatores culturais na Igreja primitiva ajudam a explicar a importância da hospitalidade no homem de Deus e por que foi um ministério estratégico no início da Igreja. Mencionamos algumas das razões a seguir:
1. A perseguição da Igreja era muito freqüente, o que resultava em desemprego, exílio forçado, peregrinação e necessidade de moradia. Um número expressivo de crentes foi disperso (cf. Tg 1.1; 1 Pe 1.1; At 8.1) e eles precisavam de abrigo e refúgios seguros enquanto transitavam.
2.  As estradas e as viagens eram perigosas porque não havia rede de hotéis e hospedaria seguras (cf. Lc 10.25-37).
3. O ministério itinerante dependia de uma rede de Igrejas em casa que dispusesse de hospedeiros dispostos a alimentar, hospedar e encorajar os evangelistas em seus minisérios.
4.        As Igrejas locais funcionavam na casa dos membros, muitas vezes, na casa do líder (v. Cl 4.15; Rm 16.3-5; 1 Co 16.19). Se ele não era hospitaleiro, a Igreja não podia crescer.
Hoje, ser hospitaleiro, automaticamente, envolve toda a família; por esse motivo, o líder espiritual precisa ter uma esposa e uma família com a mesma disposição de servir para o Reino de Deus.        
David Merkh

O CORDÃO DE TRÊS DOBRAS – VIDA ESTÁVEL E EQUILIBRADA

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar (1 Timóteo 3.2)





A invenção do giroscópio revolucionou a navegação marítima e aeronáutica. O giroscópio tem como principal função manter sempre a orientação paralela ao horizonte. Ou seja, o giroscópio continua estável quando tudo ao redor está uma bagunça. Hoje em dia, na aeronáutica, são montados dois giroscópios perpendiculares, possibilitando a detecção da mais mínima mudança de orientação do veículo. O homem de Deus, direcionado pelo “giroscopio” da Palavra e do Espírito de Deus, tem uma vida estável e equilibrada. No entanto, em muitos homens falta essa orientação básica para a vida. Sofrem freqüentes altos e baixos, são inconstantes, aderem a cada novo modismo que surge ou, como diriam alguns, são “de lua”.
Paulo descreve os homens com esse perfil e, antes, declara que o alvo para o homem de Deus é a “perfeita varonilidade”, a “medida da estatura da plenitude de Cristo”: “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14).  Vivemos num mundo de extremos, em que a vida de muitos está fora de controle; são pessoas levadas de um lado a outro por vícios, paixões desequilibradas e perversões. As paixões desenfreadas e o desejo por gratificação imediata tiram o nosso foco das prioridades eternas, roubam-nos o equilíbrio e destroem o respeito mútuo. Tratam-se de verdadeiros ídolos que erguemos no nosso coração, tomando o lugar de Deus e levando-nos ao caos, à desordem interior e exterior; à dissolução e ao desequilíbrio. No contexto eclesiástico, os modismos, as ondas de doutrinas e práticas exageradas e excêntricas tem feito da Igreja uma piada para muitos de dentro e fora dela. A cada dia parecem surgir mais práticas alheias às Escrituras, aliadas a fórmulas e pacote ministeriais que, apesar de prometer o sucesso da Igreja, muitas vezes, são o motor de divisão e confusão entre seguidores e fiéis.

Ao descrever as qualidades de caráter de um homem de Deus, Paulo inclui mais três atributos essenciais que estão entrelaçados. Estes nos fazem lembrar que o autor de Eclesiastes chama de cordão de três dobras que não se arrebenta com facilidade (Ec. 4.12). Os três termos que Paulo usa estão interligados a tal ponto que vamos considerá-los como um conjunto, destacando a progressão lógica existente entre eles. Descrevem um homem sensato, disciplinado e ordeiro. A idéia é de um homem equilibrado! Ele deve ser um homem sóbrio, completamente racional [...] bem equilibrado [...] uma pessoa discreta e prudente. Quais são as razões pelas quais Deus quer que homens lideres da família de Deus sejam estáveis e equilibrados? Que perigos correm a família e a sociedade em geral, quando os homens são instáveis e desequilibrados? Você tem visto o estrado que um homem instável e desequilibrado pode causar em sua família, Igreja, trabalho e comunidade? Os termos “temperante”, “sóbrio” e “modesto” têm sido traduzidos e definidos de muitas maneiras, criando certa confusão na tentativa de diferenciar o significado de cada um. A nosso ver; no entanto, parece haver uma sobreposição de campo semântico entre eles. Como conjunto, apresentam o perfil de um homem sob controle, equilibrado, estável e respeitável.          
David Merkh

HOMEM DE UMA SÓ MULHER

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 

temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1 Timóteo 3.2)






O texto original enfatiza a palavra “uma”, que aparece antecipada na frase; literalmente, “de uma mulher, marido”. A ideia é que uma, e somente uma mulher está na mente e no coração do homem de Deus. “O determinante numeral ‘uma’ recebe ênfase na frase, portanto, se insere que o líder não pode ter nada a ver com outra mulher. O pecado conjugal desqualifica o homem para a tarefa de supervisão [da Igreja] (Kent Jr.,  Homer A. The Pastoral Epistles, p. 122). Ele, por sua vez, deve estar totalmente dedicado a ela, e tanto seu comportamento público quanto particular dão evidências disso. Na busca por líderes dignos da família de Deus,  Timóteo e Tito usariam a peneira do casamento e da fidelidade conjugal para a primeira avaliação!
O homem de Deus é consagrado e fiel à esposa, em pensamentos e atitudes. Essa fidelidade à aliança conjugal serve de reflexo da fidelidade de Jesus com respeito à aliança que ele tem com a Igreja (Ef. 5.32, 33); serve, também, de espelho do compromisso, intimidade, unidade na diversidade e dos papéis que existem na própria Trindade (Gn 1.26-27). Por isso, e especialmente à luz da promiscuidade predominante naqueles dias (e hoje), o testemunho da fidelidade sexual do homem seria algo impactante na comunidade. Seria uma evidencia da atuação sobrenatural de Deus, um exemplo de ‘sal e luz’ que atrairia as pessoas para Cristo.
Note que essa qualidade de caráter é apresentada de forma positiva, não negativa. A ordem divina poderia ser: “não seja um adúltero” A ênfase está na devoção do homem de Deus à esposa, não no fato de nunca ser pego em imoralidade. Tudo indica que o homem está vivendo hoje uma vida de devoção e exclusividade com a própria esposa, nas esferas emocional, física e espiritual.
Pureza moral não se limita ao âmbito externo; refere-se, também, ao interno. Certamente que o fator externo seria mais visível e fácil de avaliar quando Timóteo e Tito estivessem procurando possíveis líderes para o trabalho em suas respectivas Igrejas. Contudo, nas palavras de Jesus, entendemos que o coração é a essência da questão: “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela (Mateus 5.27, 28).
Essa qualidade de caráter inclui tanto homens casados como solteiros; nada no texto indica que o homem pode ser um playboy até assumir os votos conjugais e depois automaticamente se tornar um marido consagrado e puro. Muito pelo contrário; os hábitos estabelecidos na juventude influenciam muito a pureza moral após o casamento. 
David Merkh

quarta-feira, 29 de junho de 2016

JESUS – O LÍDER SINGULAR

Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.” (João 16.28)



Jesus foi um líder completo, diferentemente de todos os outros líderes humanos. O caráter singular da sua pessoa como Deus e homem proporcionou uma perfeição a suas ações, palavras e escolhas que nunca poderão ser plenamente imitadas por nenhum homem ou líder. Ninguém pode perguntar aos demais como ele perguntou: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).
Jesus foi único porque sua pessoa é única. Ele é o verdadeiro Deus que se fez carne e veio ao mundo com o propósito de salvar pecadores (Jo 1.1-5,11-14). Ao mesmo tempo, é o servo de Deus que renunciou sua glória nascendo como perfeito homem para dessa forma identificar-se com seu povo e salvá-lo da condenação eterna (cf. Jo 15.13).
A singularidade e perfeição da pessoa e obra de Cristo responde por sua perfeita consciência de si mesmo, de sua missão e das suas ovelhas, coisa que os demais líderes não possuem. Ainda assim, o fato de ele ter sido apontado por Deus como Supremo Pastor e exemplo indica a todo líder cristão que seu dever é seguir os passos do Mestre (1Pe 2.21-22).
Jesus sabia perfeitamente por que veio ao mundo. Ele fala de si mesmo como tendo “vindo” ou sido “enviado” por Deus (Mc 1.38; 10.45; Lc 12.49,51). Ele possuía um completo conhecimento de cada momento e estágio do seu ministério. Essa consciência se devia tanto ao relacionamento eterno com o Pai, quando recebeu sua missão como aos próprios textos proféticos que falavam em detalhes dessa missão. (Veja por exemplo: Jo 16.28; Lc 19.10; Jo 4.34; 10.11; Lc 9.22).

PROCURA-SE: HOMENS DE ‘DEUS’ IRREPREENSÍVEIS

É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, 
temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar” (1 Timóteo 3.2)


Na Igreja Primitiva, como nos dias de hoje, havia a necessidade urgente de que os cristãos e, especialmente, os líderes, tivessem uma reputação inculpável, que atrairia um mundo hostil para o Evangelho de Jesus Cristo. No contexto de 1 Timóteo, observamos que os falsos mestres estavam manchando o nome de Cristo, do Evangelho e da Igreja. Portanto, eram necessários líderes aptos e dignos que atraíssem as pessoas à fé cristã.
Observando o texto sobre as qualificações de líderes cristãos 1 Timóteo 3.2: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar”. Encontramos a primeira qualidade: Irrepreensível. O termo serve de cabeçalho ou título, englobando todas as demais qualidades de caráter. Estamos diante de uma característica que aponta para os homens de boa reputação escolhidos para servir a Igreja Primitiva no livro de Atos 6.3 “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço”. São homens com caráter transformado com condições de atrair pessoas à Igreja de Deus.
Irrepreensível significa “acima de censura ou recriminação, inculpável; alguém que não pode ser (justamente) acusado ou “pego” em algum tipo de iniquidade ou injustiça. “A ênfase no texto está no tipo de reputação que seria um crédito à Igreja”.
O termo usado para irrepreensível nos textos paralelos de 1 Timóteo 3.10 e Tito 1.6-7 é um sinônimo e traz a mesma ideia de estar “acima de acusações, inculpável”.
É importante ressaltar que “irrepreensível” não significa perfeito. O foco está no tipo de caráter de um homem íntegro que, se erra, admite o erro; se pecado, confessa o pecado; se deve algo, acerta as contas; e, se ofende, restaura o relacionamento (cf; Pv. 28.13 “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”).
A pessoa irrepreensível não deixa nenhum “gancho” em sua vida a que um adversário poderia se agarrar, para dela tirar proveito e arrastá-la a um tribunal de justiça. Em outras palavras, não existem “os fios soltos” em seu caráter que poderia causar um estrago em sua reputação. Tudo que precisa ser acerta é devidamente acertado. Como bem expressou Hiebert: “deve ser um homem a respeito de quem não circulam acusações sobre o seu passado ou presente”. Ele pratica o que Jesus ensinou no sermão do Monte: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt. 5.23-24). Assim, não é “culpável” diante da Comunidade. O cristão deve ser um cidadão é chamado para ter uma vida de integridade. Deve ser sincero, transparente e sem hipocrisia. 
David Merkh

segunda-feira, 27 de junho de 2016

IGREJA: UM CASO DE AMOR

Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” (Ef 1.4).


A igreja é fascinante. Ela difere de qualquer outra organização, por causa de seus fundamentos teológicos. Ela é “a única instituição do mundo que existe em favor dos que não são seus membros” (William Temple). Seu grande valor não é ela, mas seu Dono e as pessoas a quem ela se dirige. É o seu diferencial. A igreja que vive em função de si mesma perdeu sua substância. Aspectos culturais e sociológicos se sobrepuseram à teologia e a diminuíram. Um exemplo é a distorção chamada koinonite, que leva algumas a viverem em função de seus membros: “Você traz bolinho e eu trago chá”. Elas vivem em função de comunhão. Ensimesmam-se.
A igreja nasceu na eternidade, na mente de Deus: “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo” (Ef 1.4). Entrou no tempo na pessoa de Jesus. Segue na história dirigida pelo Espírito Santo que lhe veio no dia de Pentecostes. Findos a história e o tempo, ela entrará na eternidade. Na eternidade haverá Deus e haverá salvos. Então haverá igreja. Nascida na eternidade, ela entrará na eternidade.
Há grupos sociais com rótulo de igreja: Igreja do Fogo Constante, Igreja Florzinha de Jesus, Igreja Jesus Vem e Você Fica, Igreja A Serpente de Moisés A Que Engoliu As Outras, Igreja Renovada do Povo Barulhento, etc. São estruturados sobre um líder humano, com uma visão parcial do evangelho. Ignoram a teologia, a história do cristianismo e pensam que o Reino de Deus começou com elas, como se nada houvesse antes. Com visão bíblica fragmentária e exegese precária, analisam a Revelação à luz de um insight humano. Por vezes, o eixo de sua interpretação é uma passagem bíblica fora do contexto. Muitas vêem a razão (dom que Deus deu somente aos humanos) como inimiga da fé. Refugiam-se num misticismo alienante e se tornam guetos religiosos.
Mas igreja é mais que isso. É ter visão do todo. Porque igreja é gente que conheceu a graça de Deus em Jesus, creu nele, comprometeu-se com ele, espera nele. É “gente de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9). Ela transcende épocas, lugares e culturas.
A igreja local deve ser amada e servida. Dezenas de passagens no Novo Testamento (que está sendo esquecido!) ensinam isso. Gente que diz que é de Jesus, mas não gosta de igreja não sabe o que diz. Exagera-se, pondo-se acima dos demais. Mas, como se diz: não está com essa bola toda. E terá que conviver com a igreja no céu. O que dirá?
          A igreja local não precisa de apedrejadores, mas de amantes. De servidores. De gente com uma autoimagem menos exagerada que se veja como é: pecadores salvos para servir a Deus e aos demais. Que sejam servos e não estrelas. Vida cristã é operariado, não turismo.
Ser igreja é fantástico. É ser de Jesus, ter rumo na vida e comprometer-se com Deus num projeto histórico. Seja igreja!                                               
Pr. Isaltino Gomes Coelho

LEMBRE-SE DO EVANGELHO TODOS OS DIAS

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas
 a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12).



Muitas pessoas acham que a única utilidade de falar do Evangelho é apresentar Cristo às pessoas. Contudo, a graça e o poder do Evangelho vão muito mais além. É pela graça de Deus que somos perdoados do nosso pesado fardo do pecado; e é pela graça de Deus que Ele nos dá força de dizer não ao pecado. Observe esta maravilhosa verdade: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12). À medida que nossa mente é humilhada diante do fato de Deus perdoar pecadores, crescemos em amor por Ele, e somos fortalecidos para viver para Ele, não para nós mesmos.
Como um exemplo de quanto o Evangelho é útil para o dia a dia, você pode memorizar Romanos 8.1, que declara o que a vida, a morte e a ressurreição de Jesus realizaram: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Uma vez que não há mais condenação da parte de Deus para aqueles que pertencem a Jesus, você pode andar na luz. Mesmo se você cair em pecado, ainda pode ir a Deus porque Ele prometeu não condená-lo. Cristo foi condenado por você. Isso traz esperança e libertação a alguém que possivelmente pense que não pode mais falhar de modo algum. Quando pecamos, sabemos que Cristo permanece diante de Deus como nosso Advogado a nosso favor, provando que pagou por todos os nossos pecados. Dominados por esse grande amor e graça, confessamos os nossos pecados e recebemos humildemente o perdão do nosso Pai.
Portanto, compreenda que o Evangelho não serve apenas para apresentar o não cristão a Cristo, mas, também, para a caminhada cristã diária. Independente de como você desempenhe a tarefa de trazer o Evangelho à memória de um familiar, certifique-se que o Evangelho tenha prioridade máxima em sua agenda diária para criar um relacionamento de intimidade com Deus que conduz a uma vida com propósito.                                                                                      
Ben Marshall  

segunda-feira, 6 de junho de 2016

LEMBRE-SE DO EVANGELHO TODOS OS DIAS

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos 
para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, 
no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12).


Muitas pessoas acham que a única utilidade de falar do Evangelho é apresentar Cristo às pessoas. Contudo, a graça e o poder do Evangelho vão muito mais além. É pela graça de Deus que somos perdoados do nosso pesado fardo do pecado; e é pela graça de Deus que Ele nos dá força de dizer não ao pecado. Observe esta maravilhosa verdade: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt. 2.11-12). À medida que nossa mente é humilhada diante do fato de Deus perdoar pecadores, crescemos em amor por Ele, e somos fortalecidos para viver para Ele, não para nós mesmos.
Como um exemplo de quanto o Evangelho é útil para o dia a dia, você pode memorizar Romanos 8.1, que declara o que a vida, a morte e a ressurreição de Jesus realizaram: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Uma vez que não há mais condenação da parte de Deus para aqueles que pertencem a Jesus, você pode andar na luz. Mesmo se você cair em pecado, ainda pode ir a Deus porque Ele prometeu não condená-lo. Cristo foi condenado por você. Isso traz esperança e libertação a alguém que possivelmente pense que não pode mais falhar de modo algum. Quando pecamos, sabemos que Cristo permanece diante de Deus como nosso Advogado a nosso favor, provando que pagou por todos os nossos pecados. Dominados por esse grande amor e graça, confessamos os nossos pecados e recebemos humildemente o perdão do nosso Pai.
Portanto, compreenda que o Evangelho não serve apenas para apresentar o não cristão a Cristo, mas, também, para a caminhada cristã diária. Independente de como você desempenhe a tarefa de trazer o Evangelho à memória de um familiar, certifique-se que o Evangelho tenha prioridade máxima em sua agenda diária para criar um relacionamento de intimidade com Deus que conduz a uma vida com propósito.                                                                                      
Ben Marshall  

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A ALEGRIA E O APRENDIZADO DO CONTENTAMENTO

Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp. 4.4).


O tema predominante na carta de Paulo aos Filipenses é a alegria. Nessa carta, ele diz aos cristãos: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fp. 4.4). Paulo usou frases como “completai minha alegria” (2.2), “recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria” (2.29), “vós, também, pela mesma razão, alegrai-vos e congratulai-vos comigo (2.18), “fazendo sempre, com alegria, súplicas” (1.4), “alegrei-me, sobremaneira, no Senhor” (4.10) e “por isso me alegro, de fato, continuarei a alegrar-me (1.18). Paulo é conhecido como o teólogo da alegria porque a palavra “alegria” aparece 133 vezes no Novo Testamento e, destas, 50 estão nas treze cartas que são atribuídas ao apóstolo Paulo.
Paulo ensinou que a alegria não é apenas uma emoção ou um sentimento, mas, um estado mental caracterizado por paz e uma atitude cujo foco está além do interesse pessoal e das circunstâncias gerais da vida. Na vida cristã, é possível estar alegre, independentemente, dos altos e baixos, dos momentos de entusiasmo ou depressão que vivemos no dia a dia. O cristão pode estar alegre de qualquer maneira, pois a alegria vê além das circunstâncias de acordo com Aquele que é soberano e que está sobre todas as circunstâncias, Jesus Cristo. Ter alegria em Deus independe dos acontecimentos. Essa é uma forma confiante de olhar a vida, alicerçada na fé em Jesus Cristo, que está no controle total de tudo, sabem que “todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rom. 8.28).

Sem dúvida, é apropriado o apóstolo Paulo, que conheceu e expressou alegria em sua vida, declarar aos filipenses que ele havia aprendido o segredo de estar contente. Paulo estava acorrentado em uma prisão romana (Fp. 1.7, 13, 17), quando escreveu a Igreja de Filipos e declarou ousadamente: “Digo isto, não por cauã da pobreza, porque aprendi a viver contente e toda e qualquer situação” (Fp 4.11). A palavra “aprendi”, significa aprender pela experiência algo que está além do mero conhecimento intelectual, refere-se a algo que está sendo, de fato, praticado em sua vida através da apropriação daquilo que é verdadeiro.             
Dwight D. Ham  

UM LAR ABENÇOADO POR DEUS

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; 
e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3.16)




Um lar abençoado por Deus é um lugar onde indivíduos aprendem diariamente as “linguagens do amor”. 
Gary Chapman, um especialista em aconselhamento conjugal, após 30 anos de experiência chegou à conclusão de que existem cinco linguagens do amor – cinco maneiras pelas quais as pessoas entendem o amor emocional. São elas: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico.
Em seu livro “A essência das cinco linguagens do amor” ele diz o seguinte: Se você conseguir identificar e aprender a falar a linguagem primordial do amor de seu cônjuge, creio que terá descoberto a chave para um casamento duradouro e cheio de afeto. O amor não precisa desaparecer depois do casamento, para mantê-lo vivo, porém, muitos de nós terão de se esforçar para aprender uma segunda linguagem do amor. 
No âmago da existência humana se encontra o desejo de ser íntimo e amado pelo outro. O casamento se destina a atender a essa necessidade de intimidade e de amor. É por essa razão que os antigos textos bíblicos falam sobre o marido e a esposa se tornando “uma só carne”. Isso não implica a perda da própria identidade; significa entrar na vida um do outro de uma maneira íntima e profunda. 
E, conseqüentemente, um lar onde pais aprendem e praticam as linguagens do amor, afeta radicalmente o comportamento das crianças que crescerão seguras emocionalmente e capazes de construir seus próprios lares dentro de um contexto saudável de relacionamentos.
Um lar abençoado por Deus segue o exemplo de Jesus Cristo que nos amou tanto a ponto de se entregar por nós a fim de tirar os nossos pecados. E Deus se agradou do sacrifício, que para ele chegou como aroma suave (Ef 5.1-2). Um lar abençoado por Deus é um lugar onde o amor sempre transborda… Transborda e triunfa!