sexta-feira, 24 de junho de 2011

II "O Espírito Santo e a Santificação”

“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.”
1 Tessalonicenses 4.7
          Vimos, na meditação de domingo passado, que a Santificação é uma obra sobrenatural de Deus, operada pelo Espírito Santo, como consequência de nossa união com Cristo.  Também vimos que o crente tem participação nessa obra, usando os meios dados por Deus para nos santificar.
          Vale salientar que santificação não é o mesmo que melhoria moral. Há muitos incrédulos que possuem elevados padrões de moral e de ética, mas nem por isso são santos. Santificação é uma obra do Espírito no coração do cristão que faz com que ele procure viver para Deus.  A conduta social nunca serviu e nunca servirá como padrão de santificação.  Ex.: Fumar não é crime, e pode ser socialmente aceito, mas  não convém ao cristão e não o santifica.               
        Ainda que o uso da maconha seja legalizado, portanto uma conduta socialmente aceitável, não glorifica a Deus e não santifica. 
          Deus deixou ao ser humano  alguns meios para nossa santificação, no uso dos quais alcançamos vitória sobre o pecado e aperfeiçoamos nossa santidade no temor do Senhor.
         1. A Palavra de Deus – é o principal meio usado pelo Espirito Santo para promover e desenvolver a santificação do cristão.  Ela nos ajuda a ter comunhão com o Senhor, e nos encoraja, incentiva e orienta para o desenvolvimento gradual e progressivo da santificação (2 Tm 3.16-17).
         2. A oração  - a oração e a Escritura são os meio comuns de comunicação entre Deus e o cristão.  O fato de falar com Deus e ter suas orações respondidas, eleva os olhos dos cristãos para o céu, donde Cristo vive (Fp 4.6).
           3. Os sacramentos – (Batismo e Santa Ceia) Deus se serve deles para comunicar bênçãos aos Seus filho, não só sobre o que participa, mas aos que assistem. É uma ordenança que serve para testemunhar e nutrir o seu amor e comunhão uns com os outros e para distinguir entre eles os que são de fora” (Catecismo Maior, 162).
          4. O culto  - é uma fonte de estímulos poderosos para a nossa vida.  O crente tem prazer não só na comunhão com Deus, mas no convívio com seus irmãos ( Hb 10.25).
          5. O Serviço a Deus – as visitas a enfermos, tristes e aflitos; as ofertas para a manutenção do trabalho; a frequência assídua aos cultos e a todas as reuniões que visam o interesse da igreja, como Escola Dominical, sociedades, reuniões sociais, cultos de evangelização, etc.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“O Espírito Santo e a Santificação”

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...”
  1 Tessalonicenses 4.3a
Muita confusão e discussão seriam evitadas se os cristãos compreendessem a natureza da santificação.
I – O Caráter Sobrenatural da Santificação
                1. É obra de Deus - 1 Ts 5.23; Hb 13.20-21.  Ela é essencialmente fruto da ação de Deus na vida dos seus eleitos, que estabelece meios para fortalecê-la.  Desta forma, glorificamos a Deus quando fazemos uso consciente dos meios para aumentar, desenvolver e fortalecer a nossa santificação.
                2. É conseqüência da nossa união com Cristo – Gl 2.19-20.  É o desenvolver da nova vida que recebemos de Cristo.  Modo de viver coerente com a nova natureza que recebemos.
                3. É operada pelo Espírito Santo – Ef 3.16; Rm 8.11.  Ele trabalha em nosso ser de dentro para fora.  Nunca pode ser produzida simplesmente pelo esforço humano.            
II – A participação do Crente
                1. Usar os meios dados por Deus – Cl 2.12.  Embora seja obra de Deus, ela envolve a participação humana.
                2. É pecado negligenciar – Fp 2.13; Cl 3.17. Não se trata de o cristão ajudar Deus a santificá-lo.  Deus determinou que a santificação envolvesse também o homem.
                3. Ela consiste em duas partes:
               a) Mortificação do velho homem – Rm 6.4-5 e 11. Deus vai removendo a corrupção na natureza humana, a natureza humana dirigida pelo pecado.
                b) Vivificação – Cl 2.12; 3.1-2. Deus vai fortalecendo a nova disposição. A velha estrutura vai sendo substituída por uma nova que é erguida em seu lugar.
III – O Incrédulo jamais será santo (se santificará) – Gl 5.17; Rm 8.6-8.  Por melhor que seja sua conduta, a única possibilidade  é ser alcançado pela graça salvadora, e portanto, deixe de ser incrédulo.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

“Luzeiros no Mundo”

“...Na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.”   1 Filipenses 2.15 b
Os filhos de Deus são como pedras preciosas, no meio de pedras comuns.  Eles se destacam, e se sobressaem.  Não são apenas como os outros, “normais”, são excelentes.
Embora estivesse preso, em Roma, Paulo estava atuante (“de maneira que as minhas cadeias em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais”, Fp 1.13), e alegre pela fé e o companheirismo dos irmãos da igreja de Filipos (“Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós,... pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora”, Fp 1.3 e 5).
No trecho do capítulo 2, do verso 12 a 18, o apóstolo exorta aos irmãos que desenvolvam a salvação, em unidade, humildade e santificação.  Eles deveriam permitir que Deus continuasse trabalhando no meio deles, pois a santificação é a ajuda divina sobre o povo que Ele mesmo elegeu.  Deus dá o desejo e leva a aspiração humana à realização. 
Após advertir quanto a murmuração e contenda, que não são convenientes para promover o espírito de Cristo dentro da Igreja, ele relaciona isto com o caráter excelente, “irrepreensíveis”, 
E comportamento exemplar, “sinceros”.  Como verdadeiros filhos de Deus, os filipenses e nós, somos vocacionados a viver e testemunhar (pregação e vida), “no meio”.
A vida da igreja no mundo é comparada à influência da luz num lugar escuro.  Como estrelas que brilham no céu escuro.
Você tem buscado a Deus e deixado que Ele trabalhe em sua vida?  Somos pecadores, e não existe outro modo de se viver como luzeiro no mundo, senão em comunhão com o Senhor!
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“As Coisas Pequenas”

“A fim que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”   1 Coríntios 1.29

Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.
Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!
Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).
Charles Spurgeon
(Editora Fiel)
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 17 de maio de 2011

“Muito Favorecida”

“E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.” Lucas 1.28

José e Maria foram, sem dúvida, o casal mais privilegiado encontrado nas Escrituras. Receberam a bênção de ser a família do Salvador.
O anjo chama Maria de “muito favorecida” e anuncia que ela conceberia um filho que seria chamado de Jesus. Mas como ela ainda não havia tido relação com homem algum, não entendeu como isso seria possível. Então, foi-lhe anunciado que isso aconteceria mediante a obra do Espírito Santo (v.35).
“Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”(v. 38). A resposta de Maria demonstra fé no Senhor. Ela foi uma irmã piedosa e temente a Deus. Muito temos a aprender olhando para a sua vida. Num cântico fabuloso de louvor ao Senhor, ela mostra como ela se via diante de Deus (Lucas 1.46-56).
1) Uma pecadora carente de salvação – v. 46-47. A despeito dos romanistas dizerem que ela foi concebida sem pecado, ela própria se vê como pecadora. É por isso que ela chama Deus de seu salvador (Mateus 1.21).
2) Uma humilde serva – v. 48. Ela não só tinha consciência de que era pecadora, mas ela é piedosa e dedicada, e se dispõe a servir ao Senhor – ainda que isto lhe custasse sua reputação, o casamento e talvez a própria vida.
3) Uma fiel que sabe a quem dar glória – v. 49. Ela se coloca humildemente na condição de serva, sabendo que toda a glória era do seu Senhor, e que mesmo com o privilégio e a benção de ser a mãe do salvador, continuava sendo apenas uma humilde serva de Deus. Ela entendia que o mérito era todo do Senhor, pelas coisas grandes que Ele estava fazendo em sua vida.
Você tem vivido de forma que Deus seja glorificado? Está atento a voz do Senhor?
Que nossa vida seja um cântico de louvor a Ele.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

“Companhia Bendita”

“Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama. no mais profundo abismo, lá estás também.”
Salmo 139.8

Deus fez o homem um ser social, portanto, ele precisa de companhia. Após as plantas e os animais, Deus criou outro ser humano para fazer companhia a Adão (Gênesis 2.23). Porém, não há para o homem melhor companhia do que a do próprio Deus.
Adão veio a entender isto, tardiamente, após ser expulso do Jardim do Éden e da presença de Deus (Gênesis 3.24).
Como galho arrancado do tronco, o homem perde o seu vigor e a razão de sua existência, separado de Deus, pois Ele a fonte da vida (João 15.5).
Num dos Salmos mais conhecidos e mais apreciados da Bíblia, o Salmo 139, é nos apresentado três fatos fundamentais sobre Deus: 1º ) Ele é Onipotente (pode tudo); 2º) Ele é Onisciente (sabe tudo); e 3º) Ele é Onipresente (Ele está em todo lugar).
Todas estas três verdades tem significado e implicações importantes para nossa vida. Porém nestes dias de insegurança, solidão e inquietação que vivemos, especialmente nas cidades grandes, nas metrópoles, é um grande conforto saber que o nosso Deus, nosso Pai amoroso, que é Onipotente e Onisciente, está sempre perto de nós. Não há lugar, hora e situação da nossa vida em que Ele não está presente, para nos guiar e sustentar (Salmo 139.8-10).
Busque a presença d'Ele e experimente cada dia a Sua presença e o Seu cuidado amoroso. Foi para isto que Jesus veio a este mundo (João 14.6).
Rev. Jonas M. Cunha

"Uma Família em Crise”

“Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” Gênesis 3.12

O pecado entrou na família e adoeceu os relacionamentos. Os nossos primeiros pais perderam a comunhão com Deus e tomados de medo, se esconderam.
Perderam a comunhão conjugal e em vez de harmonia no casamento, brotaram acusações. Perderam a paz e foram atormentados pela culpa.
O casamento deixou de ser um jardim e se tornou um deserto cheio de espinheiros. Os filhos nasceram, cresceram e se tornaram prósperos, mas o relacionamento estava enfermo. Caim sentiu inveja do irmão Abel. Em vez de imitar suas virtudes, matou-o.
Há muitas famílias em crise. Os cônjuges não se entendem. As palavras de carinho se transformam em acusações ou em silêncio gelado. Os filhos, em vez de serem amigos, entregam-se a uma competição cheia de ciúmes.
A família, criada por Deus para ser um reduto de segurança e amor, tem se transformado na arena das disputas mais acirradas, das mágoas mais profundas e do desprezo mais cruel.
A única solução para uma família que está em crise é voltar-se para Deus!
Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de Cada Dia)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

“O ESPÍRITO SANTO E JESUS”

“E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Lucas 3.22

Será que Jesus, sendo verdadeiramente Deus, precisava da ação do Espírito Santo em Sua vida?
O Espírito Santo tem um papel muito importante na vida e no ministério terreno de Jesus. Recapitulando, já vimos que:
I – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA ENCARNAÇÃO DE CRISTO
II – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA VIDA (DESENVOLVIMENTO) DE JESUS. Hoje veremos:
III – A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO BATISMO DE JESUS
A presença e a ação do Espírito Santo na vida de Jesus são particularmente percebidas em Seu batismo, quando aos olhos de todos, Jesus foi especialmente consagrado e capacitado pelo Espírito a realizar Sua obra como Mediador da nova aliança.
Mesmo sendo sempre cheio do Espírito Santo, Ele precisou da capacitação do Espírito de uma forma nova quando deu início ao Seu ministério terreno, para capacitá-lo a desempenhar Sua missão messiânica.
Essa capacitação ocorreu no batismo. A Escritura diz que quando Jesus foi batizado, “o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea de pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo” (Lucas 3.22). Isto foi para Jesus como um selo (João 6.27), e serviu para assegurar a Jesus o amor do Pai e a realidade da filiação que se expressaria no Seu ministério como o Servo do Senhor.
Antes do batismo, não encontramos absolutamente nada sobre o ministério público de Jesus em nenhum dos evangelhos. Depois do batismo, porém, encontramos ricas informações. Após registrar o batismo de Jesus, Lucas registra o início de Seu ministério (Lucas 3.23).
O fato de que o Espírito Santo foi responsável pela capacitação de Jesus para o cumprimento de Seu ministério terreno, inclusive para a realização de milagres, é afirmado pelo próprio Jesus (Mateus 12.27-28).
Tudo isto nos permite concluir que a ação do Espírito Santo no batismo de Jesus teve o propósito de capacitá-lo oficialmente, isto é, à vista de todos, para cumprir seu ministério. Muito mais nós, precisamos de Sua capacitação para cumprirmos o nosso ministério com fidelidade.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Lâmpada para os Meus Pés”

Como eu amo a Tua lei! Medito nela o dia inteiro.” Salmo 119.97


A Bíblia diz para vivermos de acordo com o evangelho de Cristo. A Palavra de Deus fortalece a nossa fé (Romanos 10.17), nos proporciona alegria, garante firmeza em nosso caminhar e nos vivifica. Ela molda o nosso caráter, nos faz manifestar Cristo e direciona nossas escolhas e atitudes (Hebreus 4.12). Quando mais conhecemos a Palavra, mais intimidade temos com Deus e com o Espírito Santo, que opera mudanças em nossas vidas. Esses são apenas alguns dos inúmeros benefícios proporcionados pela Palavra de Deus.
Muitos dizem não ter tempo, pois acabam se ocupando com trabalho, estudos e afazeres do dia a dia, como cuidar da casa e dos filhos. Outros passam horas e horas com os amigos, sem muito o que fazer, reservando pouco ou nenhum espaço para Deus em suas vidas. Sim, vivemos realmente em um mundo repleto de atividades, que aumentam cada vez mais. Porém, é preciso reavaliar as nossas preferências.
Depois de receber Jesus como meu Salvador e começar a minha caminhada com Deus, levei um tempo para entendera importância da Bíblia e perceber quão valiosa ele é.
O Salmo 119, o maior de todos, fala justamente sobre a Bíblia. Quando decidi que a leitura bíblica seria prioridade, a minha vida mudou radicalmente, como se a cada dia eu descobrisse algo novo, mais precioso do que qualquer outro tesouro deste mundo!
Por vezes, as pessoas vão à igreja e ficam satisfeitas com a mensagem de um culto à noite e sustentam o restante da semana apenar por ela. Sem dúvida, essa é uma grande barreira para o fortalecimento da Igreja de Cristo, pois poucos estão dispostos a ter uma vida de entrega diária. E você? Está disposto? Está disposto a ouvir a Voz do Pai? Existe algo novo de Deus que nos espera a cada dia e faz a nossa vida valer a pena de verdade!
Extraído de Cada Dia com Deus
(Meditações Holiness)
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 6 de abril de 2011

“O Espírito Santo e Jesus”

“Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” Lucas 2.40

Será que Jesus, sendo verdadeiramente Deus, precisava da ação do Espírito Santo em Sua vida?
II – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA VIDA DE JESUS
Já vimos que o Espírito Santo agiu na encarnação de Jesus para que Ele assumi-se uma natureza humana, tornando-se um de nós para ser nosso representante na cruz – ato realizado pelo Espírito (Jo 1.14; Mt 1.18), e para que sua natureza humana fosse preservada do pecado e da culpa do pecado de Adão (Hb 7.26).
Ocorre que o Espírito Santo não manteve Jesus livre do pecado somente em sua concepção, mas durante toda a sua vida.
Jesus era, em um sentido totalmente único, cheio do Espírito. Ele era cheio do Espírito de forma ilimitada (Jo 3.34). Mesmo assim, houve crescimento em Sua vida espiritual. Enquanto Ele não podia progredir ou melhorar Sua natureza divina, pois sempre foi completa e perfeita, Sua natureza humana passou por todas as fases da vida até se tornar um adulto.
O desenvolvimento espiritual e intelectual da natureza humana de Jesus não foi automático, mas foi fruto da operação do Espírito Santo na vida dEle, conforme Isaías havia profetizado (Is 11.2).
Jesus podia ser cheio do Espírito de forma ilimitada e ao mesmo tempo crescer espiritualmente, porque Ele cresceu como um ser humano normal, desde sua infância até a idade adulta. Como criança, mesmo possuindo o Espírito, não podia exercer a totalidade das aptidões. Como criança Ele não podia agir como um adulto. Quando era um bebê, por exemplo, Ele já possuía o Espírito sem medida, mas precisou crescer um pouco mais para aprender a falar.
Sempre que Suas capacidades humanas iam se desenvolvendo no curso do tempo, eram desenvolvidas em santidade. Durante toda a sua vida, o Espírito esteve sobre Ele, Sua natureza humana era perfeitamente santa e pura, e foi preservada sempre assim pelo Espírito Santo.
Se Cristo, o homem perfeito, que foi concebido sem mácula por obra do Espírito Santo e foi preservado, pelo Espírito Santo, livre de todo pecado durante toda a Sua vida, precisou da ação do Espírito, muito mais precisamos nós, que somos pecadores e temos que lutar diariamente contra o pecado.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

“O Espírito Santo e Jesus”

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” Mateus 1.18

Será que Jesus, sendo verdadeiramente Deus, precisava da ação do Espírito Santo em Sua vida?
I – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA ENCARNAÇÃO DE CRISTO
Primeiro precisamos lembrar que Cristo foi verdadeiramente homem. Possuía uma natureza humana. Ele nunca deixou de ter sua natureza humana. Ele sempre foi desde Sua concepção, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. E assim Ele é ainda hoje em glória.
Então, a natureza divina de Jesus não fez com que a obra do Espírito Santo fosse desnecessária em Sua vida. Por ter uma natureza verdadeiramente humana, precisava do Espírito Santo.
A palavra “encarnação” significa o ato pelo qual o Filho, a 2ª pessoa da Trindade, sem deixar de ser Deus, assumiu a natureza humana e se tornou um de nós – João 1.14. Este ato foi realizado pelo Espírito Santo – Mateus 1.18; Lucas 1.35. O Espírito, de modo sobrenatural, fez com que Maria, uma virgem, ficasse grávida de Jesus (Isaías 7.14).
A concepção sobrenatural de Jesus foi essencial para que Jesus nascesse sem pecado, o que por sua vez, foi necessário para que ele pudesse ser nosso Salvador.
Foi a obra do Espírito Santo no nascimento de Jesus, que permitiu que Ele fosse preservado do pecado original, que é a imperfeição que existe na natureza humana desde a concepção, como conseqüência do pecado de nossos primeiros pais (Salmo 51.5). Por natureza nascemos: 1º) sem justiça original; 2º) com um corpo repleto de limitações; 3º) com uma alma em desarmonia consigo mesma; 4º) com uma natureza que é desviada de Deus.
Jesus teve Sua natureza humana preservada do pecado original. Por meio da obra do Espírito na encarnação, Cristo nasceu “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto que os céus” (Hebreus 7.26).
Portanto, a ação do Espírito Santo na encarnação de Jesus foi necessária por duas razões: 1º) para que Cristo pudesse nascer filho de uma mãe humana e herdeiro da natureza humana (para poder nos representar na cruz – Romanos 5.15); 2º) para que Sua natureza humana fosse preservada do pecado e da culpa do pecado de Adão.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

sexta-feira, 18 de março de 2011

“O Espírito Santo e a Criação”

“A terra, porém, estava sem forma e vazeia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.” Gênesis 1.2
Fala-se muito sobre “o batismo com o Espírito Santo” e “o derramamento do Espírito Santo”, porém há outros pontos que fazem parte da obra do Espírito Santo que são pouco abordados. Por isto, vamos aqui tratar da obra do Espírito na Criação.
É importante começar dizendo que a atuação do Espírito Santo não se restringe aos “aspectos espirituais” da vida, mas Sua obra se estende por todas as áreas da vida humana. Por exemplo: Ele age na regeneração do cristão, mas também na providência e na distribuição de talentos naturais.
Outro ponto importante a destacar é que as obras de Deus são realizadas pela Trindade. Não podemos isolar a obra das pessoas da Trindade. Embora cada pessoa tenha suas funções específicas, quando falamos sobre as obras de Deus realizadas no universo, não podemos separar as três pessoas. Isto fica claro quando verificamos na Escritura que Cristo também participou da obra da Criação (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2), e da mesma forma somos informados que o Espírito também (Gn 1.2)
A criação do mundo material a partir do nada foi papel do Pai. A criação da matéria não é uma obra do Espírito. Sua tarefa específica começou apenas depois da criação da matéria, Ele “pairou sobre as águas” (Gn 1.2) e começou a realizar suas funções na obra da criação. Vejamos quatro elementos da obra do Espírito na Criação:
1) O Espírito Santo estabelece a ordem. Ele moveu-se sobre o que o Pai havia feito para dar-lhe ordem e beleza. “Sem forma e vazia”, quer dizer sem aparência definida, ela nada possuía do que viria a ter. O papel do Pai foi criar a matéria; o do Espírito foi dar-lhe ordem e beleza.
2) O Espírito dá vida aos pássaros, peixes e animais. Sl 104.24-30, mostra que Ele é responsável por dar vida aos animais. Eles dependem diretamente da ação do Espírito (v.30).
3) O Espírito dá vida à vegetação. Como parte da “renovação da terra” (Sl 104.30), a vegetação recebe dEle a vida. O processo de deterioração e morte que começou com o pecado é controlado pelo Espírito que faz a vida brotar em toda a terra, renovando-a.
4) O Espírito dá vida ao ser humano. Jó 33.4, embora o Espírito não tenha criado a matéria, Ele é quem dá vida a toda a criação de Deus. Após formar o homem do pó da terra, Deus lhe deu vida. Este foi um papel muito importante desempenhado pelo Espírito na obra da criação (Gn 2.7). O Espírito dá ao ser humano suas aptidões racionais e morais (Jó 32.8).
A obra do Espírito está diretamente ligada à natureza, então precisamos preservá-la, e este também é um tema espiritual.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“ATITUDE NA VIDA CRISTÔ

“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia....” Daniel 1.8a


Há momentos em nossa vida que precisamos tomar uma atitude, assumir posição, adquirir uma maneira de ser.
Assim como Daniel, no Reino da Babilônia, José no Egito, Jesus diante dos saduceus e farizeus, os apóstolos após a ressurreição, Paulo diante das autoridades romanas, muitos cristãos ao longo da história fizeram isto.
Não é possível dizer cristão e viver uma vida descomprometida. Ser membro da igreja e ter uma vida durante a semana mais parecida com a de um não crente. Não podemos ser mornos – “Assim, porque és morno e nem quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca” (Ap 3.16).
No culto de aniversário de nossa igreja, e também em nosso retiro de carnaval, fomos desafiados a sair desta situação de inanição e assumir nossa identidade diante de Deus e dos homens como Seus filhos e servos.
É hora de dar um basta para uma vida cristã monótona e infrutífera. Queremos ser crentes melhores do que fomos até aqui. Queremos viver e servir ao Senhor de tal forma, que outras pessoas e igrejas queiram nos imitar.
Para que isto aconteça é necessário investir. Investir primeiramente na comunhão com Deus, pois só a nossa comunhão com Ele faz a nossa vida ter sentido, e transforma nosso caráter, nossa visão, nossa atuação.
Decida hoje! Assuma o propósito de viver uma vida em comunhão com o Senhor – ela nos faz viver melhor e ser melhor.
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

“9º aniversário da igreja”

“Com efeito, grandes cousas fez o SENHOR por nós por isso, estamos alegres.” Salmo 126.3

No dia 23 de fevereiro de 2002, às 18 horas, no templo recém construído, na Av. Amazonas nº 1235 – Cohab II, Carapicuíba; reuni-se a comissão especial do Presbitério de Pinheiros, nomeada para a organização da III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba, presidida pelo Rev. Arival Dias Casimiro, e com a presença do presidente do Presbitério, o presb. Vagner Antonio Sanaoite.
A igreja é organizada com 33 membros professos e 10 membros não comungantes, transferidos da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, e com um Conselho formado por três presbíteros: Job Paulo de Oliveira, Gentil Reis Bragança e Paulo César de Assis, e uma Junta Diaconal formada por três diáconos: Antonio Monteiro de Carvalho Filho, Parajara Martins Raiol e Afonso Coelho de Miranda, que são eleitos neste culto de organização.
Neste culto, também, o Rev. Samuel Almeida Rios foi empossado como pastor efetivo da nova igreja por um período de dois anos., e o então Bacharel Jonatas Alessandro Moreira (filho da comunidade) ordenado como ministro do Evangelho..
“Encerrando o culto o Rev. Arival Dias Casimiro declara organizada a III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba, tudo conforme os princípios da Igreja Presbiteriana do Brasil. Encerrado o culto, às 21h30min, a Comissão volta a reunir-se a aprova todos os seus atos transcritos nesta Ata e na da Assembléia Geral de Organização da III Igreja Presbiteriana de Carapicuíba”.
Este é um pequeno resumo da ata de organização de nossa igreja. Louvemos a Deus por esta data, e por tudo que Ele tem feito no decorrer dos anos. E peçamos Sua graça para continuar cumprindo com o propósito pelo qual Ele, na Sua soberania, plantou esta igreja neste lugar.
“Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra o temerão”. (Salmo 67.7)
Rev. Jonas M. Cunha

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“Oração do Pai nosso”

“Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu.” Mateus 6.10



Bíblia se refere à vontade de Deus em dois sentidos: Decreto de Deus, ou plano eterno (Is 46.10), e Vontade Revelada, expressa em sua lei, revelada por Deus por meio da Escritura (2 Pe 1.16-21). (É a este sentido que a oração se refere). A Palavra de Deus afirma a permanência da lei moral de Deus para os crentes na nova aliança em Cristo (Mt 5.17-20), embora as leis cerimoniais e judiciais do A.T. tenham sido abolidas em Cristo.
Embora sendo insuficiente para salvar os homens, a lei moral após a queda é dada aos homens como o objetivo de tomar consciência da santidade de Deus; da sua grave situação de pecado; de sua incapacidade de cumprir perfeitamente a lei para serem salvos; e, para tomarem consciência da verdadeira regra de vida pela qual os verdadeiros filhos de Deus devem viver.
Na 3ª petição, Jesus ensina os discípulos a orar ao Pai para que, pela Sua graça, torne-os capazes e desejosos de conhecer a Sua vontade, de obedecer e se submeter a ela em tudo, como fazem os anjos no céu. Também os alerta a reconhecer sua inteira incapacidade e indisposição de por si mesmos conhecer e fazer a vontade de Deus.
Portanto, é uma petição ardente para que a vontade do Pai seja obedecida de maneira completa e imediata, como fazem constantemente os habitantes do céu. Nela, a 2ª frase explica e interpreta a 1ª, pois o reino de Deus não virá plenamente até que os filhos de Deus façam Sua vontade na terra, como é feita no céu. Trata-se de uma oração por fé verdadeira, uma fé que acredita que Deus tem uma vontade compreensível, boa e importante para Seus filhos (Sl 143.10).
Não precisamos fazer magias, astrologias, contatos com os mortos, búzios e outras coisas para “descobrir” a vontade de Deus. O crente serve a um Pai que diz qual a Sua vontade para com Seus filhos. Sua vontade é claramente revelada – Sl 119.105
A vontade dEle é boa (Rm 12.2), por isto, viver para cumprir os mandamentos do Pai deve ser a coisa mais importante na vida dos discípulos de Jesus.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Ano Bom!”

“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.” Gênesis 1.31

Todos os anos, no 1º dia de janeiro, eu começo uma nova leitura bíblica, sempre em Gênesis capítulo 1. A.W. Tozer escreveu: “Cada Ano Novo é um oceano não mapeado e desconhecido. Navio algum jamais navegou por ele antes”.
Eu sempre começo o ano com boas expectativas. Lendo o relato da Criação, fico maravilhado como as coisas era diferentes daquilo que encontro a cada ano: [tudo] era muito bom! E por um único motivo: tudo funcionava como Deus tinha planejado. Não dá para esperar boas coisas, sem observar a vontade de Deus, vivendo fora de seus planos.
Por isso, junto com as expectativas de um ano bom, renovo a cada ano o compromisso de fazer de fazer da Palavra de Deus minha bússola para singrar por esse “oceano não mapeado e desconhecido”.
Isso tem me isentado de enfrentar mares bravios e ventos contrários; vez ou outra, fico muito assustado. Mas invariavelmente, quando chega a bonança, constato que o tempo todo Ele esteve comigo. E isso faz aumentar minha pequena fé e a confiança para cada vez mais entregar-me aos cuidados de Deus.
Nas tempestades, não precisamos lançar âncoras em nossos recursos e capacidades. Mas confiar o timão do nosso barquinho a Jesus. Como diz um cântico de crianças: “Com Cristo no barco, tudo vai muito bem!”
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada Dia com Deus da Igreja Evangélica Holiness)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

“Oração do Pai Nosso”

“Venha o teu reino.” Mateus 6.10
Na segunda petição, Jesus ensina seus discípulos a orar pelo estabelecimento gradual e definitivo do reino do Pai.
É uma petição na qual o Senhor, implicitamente, também nos ensina a orar pela igreja, expressão histórica e visual do reino de Deus, e pela sua 2ª vinda, já que pe por intermédio dela que o reino será estabelecido definitivamente.
O termo “reino” se refere a um rei em posição de autoridade suprema que governa e exerce sua autoridade real sobre um domínio ou território. No A.T., Deus é com freqüência apresentado como o “rei do universo”, o que significa que todo o cosmos faz parte de seu domínio. A partir da queda, um reino dependente, mas rebelde e parasita, passou a existir dentro do reino cósmico de Deus (pois não pode existir independente do reino de Deus).
No N.T. a expressão “reino de Deus” adquiri nova abrangência na figura de Jesus e passa a indicar uma realidade presente, espiritual, abrangente,orgânica e escatológica (algo que se estabelecerá plenamente no futuro).
O significado da petição:
a) Para que o reino parasita de Satanás e todos os males que ele tem produzido no mundo sejam destruídos (o reino de Deus é o domínio da graça, onde o dano que nos foi causado pelo pecado é consertado);
b) Uma oração pela propagação do evangelho - não basta apenas pedir pela vinda do reino, é preciso pregar o evangelho. Trata-se de uma oração por missões (percebe-se também uma petição amorosa em prol da igreja de Cristo, para que seja santa, imaculada, fiel no estudo e meditação da Palavra, comprometida com a oração, zelosa na administração dos sacramentos e no culto)
Devemos lutar para que os valores do reino sejam colocados em prática em nosso mundo e para que as mazelas provocadas pela queda sejam minimizadas por intermédio da ação da igreja como agência do Reino. Você deve ter anseio cada vez mais intenso pelo reino de Deus!
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Novo Ano”

“O SENHOR é a  força do seu povo, o refúgio salvador do seu ungido.”  Salmo 28.8
Não sei em que condições você se encontra nem como está o seu relacionamento com Deus, mas quero lhe dizer que meu desejo para este novo ano é que você viva um relacionamento profundo com o Senhor. Que você experiente seu auxílio e a resposta às suas orações, e que cante músicas para agradecer tudo o que ele faz por você, conforme lemos no texto de hoje.
O salmista também afirma que Deus cuida de seus filhos e os guia como pastor. Isso faz lembrar o Salmo 23: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta” (v 1). O grande e único Deus é o meu pastor! Não há nada e ninguém maior do que Deus, e é dele que precisamos para o novo ano. Que nossa confiança esteja sempre depositada nele.
Davi, autor destes dois salmos, cuidou das ovelhas de sua família antes de ser ungido rei sobre Israel. Ele sabia muito bem o que isto exigia – atenção, proteção, provisão. Nos textos aqui citados, porém, ele é uma simples ovelha sob o cuidado do Grande Pastor. Debaixo desta proteção, as ovelhas não sentem falta de nada. Parece impossível, pois aos nossos olhos sempre nos falta alguma coisa. Porém, quando confiamos em Deus, ele supre tudo o que for necessário para nossa sobrevivência, assim como faz o pastor com suas ovelhas.
Que neste novo ano você experimente Deus de fato e não só “de ouvir falar” pelas experiências dos outros; tenha intimidade com o Pai e conheça Cristo, o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas. Que você veja, dia após dia, as maravilhas que Deus opera em sua vida e na dos outros, Não corra atrás de ilusões ou falsos deuses que apenas servem para desviar a sua atenção do Deus verdadeiro. Entregue tudo a ele e siga seus ensinos registrados em sua Palavra, a Bíblia. Experimente como a sua vida será diferente se Deus estiver no comando; ouça a voz do Senhor e obedeça ao que ele mandar. Fazendo isso, este ano tem tudo para ser muito bom.
(Extraído de Pão Diário)
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

“Pai nosso”

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso...” Mateus 6.9


A oração do Pai nosso é feita em termos familiares: Jesus nos ensina a invocar Deus como nosso Pai, do mesmo modo que ele fez – Mateus 26.36-42; João 17.1-26. A questão é que Jesus era Filho de Deus por natureza, a 2ª pessoa da Trindade, nós porém, somos criaturas de Deus. Que direito temos de chamar Deus de “pai”?
O ponto de Jesus, não é que todos os homens são filhos de Deus por natureza, mas que seus discípulos foram adotados na família de Deus, pela graça – João 1.12. Paulo diz que este é o propósito da encarnação – Gálatas 4.4,5. Portanto, orar a Deus como Pai é só para cristãos.
Em outros textos, Jesus destacou que seus discípulos deveriam orar em seu nome e por meio dele – isto é, olhando para ele como o único caminho ao Pai (João 14.6, 13; 15.16; 16. 23-26).
Somente aqueles que olham para Jesus como Mediador e como aquele que tomou sobre si os nossos pecados e se chegam a deus por intermédio dele têm o direito de, como filhos, falar com Deus.
Implicações da graciosa paternidade de Deus:
1- Como filhos adotados de Deus, somos amados tanto quanto aquele a quem Deus chamou seu “Filho Amado” – Mt 3.17. Ele nunca se esquecerá de nós, mesmo quando agimos com rebeldia. Ele está sempre mais pronto para ouvir do que nós de orar. Reconhecer a amável paternidade de Deus nos dá confiança para orar mais, por todos os aspectos de nossa vida.
2- Somo herdeiros de Deus. Os cristãos são co-herdeiros com Cristo da glória de Deus (Rm 8.17). Somos muito mais ricos e privilegiados que qualquer monarca ou milionário.
3- Temos o Espírito de Deus em nós. Além da restauração do relacionamento com Deus, acontece uma mudança de direção e desejo, de aparência e atitude, o que a Escritura chama de regeneração ou novo nascimento (Jo 3.6). Ele nos prontifica a clamar, como expressão de um novo instinto espiritual (Gl 4.6). E ele nos ajuda e intercede por nós (Rm 8.26).
4- Devemos honrar nosso Pai – devemos obedecê-lo e fazer sua vontade.
5- Amar nosso irmãos – cuidado e oração constante por eles – “Pai nosso; dá-nos... etc”
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

NOVO ANO, NOVO MOMENTO

“Sucedeu, depois da morte de Moises, servo do SENHOR, que este falou a Josué... dispõe-te, agora...” Josué 1.1.-2

Um novo ano é um novo momento em nossas vidas, que representa também novos desafios e oportunidades.
O texto acima nos informa que Moisés havia morrido. Deus, então, chama Josué para assumir a liderança e conduzir o povo à “terra prometida”.
Incerteza e ansiedade devem ter invadido o coração de Josué, afinal substituir o grande Moisés não era para qualquer um, nem lidar com aquele povo, numeroso e teimoso, além do que estariam entrando em território ocupado por inimigos. O que os aguardaria? O que encontrariam pela frente? Como venceriam aqueles povos?
No início deste novo ano talvez haja muitas dúvidas e incertezas em seu coração também! Como aconteceu com Josué, você tem um novo momento em sua vida, com novas oportunidades e desafios. Não sabemos exatamente o que está para acontecer.
Mas sabemos que, como crentes, regenerados por Deus, somos convocados a resgatar almas sob o poder do reino das trevas e trazê-las para o reino de luz, “reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1.13,14). Como Seus filhos somos desafiados a uma vida de santidade e testemunho no meio de um mundo de pecado e corrupção – “filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Filipenses 2.15). Como conhecedores da Sua Graça e Sua vontade somos chamados a viver uma vida que honre e glorifique ao nosso Senhor – “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).
O mesmo SENHOR que prometeu a Josué a Sua companhia para capacitá-lo, promete estar conosco também – “como fui com Moisés, assim serei contigo...”(Josué 1.5).
Rev. Jonas M. Cunha