segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Coerência

“Aquele que afirma que permanece [em Cristo] deve andar como ele andou.” 1 João 2.6


Em uma cidade no Canadá, um policial se envolveu com uma jovem que era testemunha num caso em que seis homicídios eram investigados.  De investigador passou a suspeito e, por falta de integridade, já não podia mais cumprir a tarefa para a qual fora designada.
No texto de Gênesis 17.1-8, Deus estabelece a sua aliança eterna com Abrão, que para isso precisava ser íntegro.  Ele falhara no passado e precisava renovar a sua fé no Senhor.  Foi convidado a ter uma vida que refletisse o pacto com Deus, tornando-se transmissor da promessa da vinda do Salvador, Jesus.  Para marcar sua mudança de vida, Deus deu-lhe um novo nome, Abraão.  Ele deveria seguir o exemplo de Noé, que era justo e íntegro, tendo se destacado no meio de um povo corrupto, pois andava com o Senhor (Gn 6.9).   Um dia, Abraão seria reconhecido como um homem de fé (Hb 11).
Na Bíblia, Deus sempre enfatizou a necessidade de coerência.  Israel foi escolhido como povo de Deus e por isso deveria viver de modo digno.   Os profetas também orientaram o povo a separar-se de tudo o que desagradasse ao Senhor.  Porém, com os anos Israel se acostumou com a prática do mal enquanto achava que era povo de Deus.  Confiavam nas tradições e na prática dos ritos da Lei, mas esqueciam a necessidade de uma vida integra.  Quando Jesus veio ao mundo, foi rejeitado e crucificado por aqueles que deveriam esperá-lo.  Como sempre, só uma minoria o seguiu pela fé.  Estes também foram orientados pelos apóstolos para que vivessem dignos da sua vocação em Cristo.
O versículo em destaque afirma que a vida do cristão deve estar em harmonia com o que ele diz.  Há uma música que anuncia:
“O viver fala mais do que todo nosso dizer” e alguém disse o seguinte: “Deixe que sua vida seja um bom testemunho – e use palavras, se forem necessárias”.  Com Cristo dominando nosso ser diariamente, as pessoas verão que seguimos seus passos.
“De cem homens, um lerá a Bíblia;
99 lerão o cristão” – Dwight Moody
Rev. Jonas M. Cunha(extraído de Pão Diário)

A Vontade Preceptiva de Deus

“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade...”
 João 16.13a
Existem dois modos de Deus direcionar nossa vida: um é o direcionamento dado por meio das instruções que a Bíblia nos dá a respeito de decisões morais; o outro é a direção ou governo providencial de Deus, a ação de Deus que governa todas as coisas e faz com que todos os seus desígnios sejam cumpridos.
O primeiro está relacionado à vontade preceptiva de Deus, a vontade que está revelada em seus preceitos, isto é, em sua Palavra.  O segundo tem a ver com Sua vontade decretiva: com aquilo que ele decretou que acontecerá.
O direcionamento de nossa vida por meio da Escritura é uma obra realizada pelo Espírito Santo.  Ele indica ao cristão, na Bíblica, qual é a vontade de Deus para a vida humana com relação as decisões morais (Jô 16.13; 14.26; Rm 8.14).
Por meio da Escritura inspirada pelo Espírito podemos conhecer, com certeza absoluta qual caminho devemos seguir em muitas ocasiões.  A Bíblia está cheia de instruções que nos indicam, de forma clara e precisa, o que devemos fazer.
O Espírito nos orienta por meio de mandamentos, como os que encontramos nos 10 mandamentos, com instruções dos apóstolos, com o exemplo de homens e mulheres da Bíblia, e até com o exemplo de Cristo.
É necessário que nos dediquemos à leitura e ao estudo da Palavra de Deus.  Não basta conhecer umas poucas instruções.  Precisamos ser capazes de manuseá-la com sabedoria e habilidade.  Senão deixaremos de receber instruções preciosas que o Espírito já nos deu na Escritura.
A deficiência em conhecermos o conteúdo bíblico nos leva a pensar que a Bíblia não tem nada a dizer sobre muitas das decisões que temos que tomar no decorrer da vida.
Não fique esperando uma revelação do Espírito, pois ele já deu esta revelação.  É necessário que a leiamos e tenhamos Sua iluminação.
Rev. Jonas M. Cunha(adaptado)

A Ceia do Senhor

“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.” 1 Coríntios 11.26
O que é a Ceia do Senhor?
Resposta:A Ceia do Senhor é um sacramento do Novo Testamento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Jesus Cristo, é anunciada a sua morte; e os que dignamente participam dele, alimentam-se do corpo e do sangue de Cristo para sua nutrição espiritual e crescimento na graça; têm a sua união e comunhão com ele confirmadas; testemunham e renovam a sua gratidão e consagração a Deus e o seu mútuo amor uns para com os outros, como membros do mesmo corpo místico.
(1 Co 11.26; Mt 26.26,27; 1 Co 11.23-27; 1 Co 10.16-21.)
Como se alimentam do corpo e do sangue de Cristo os que dignamente participam da Ceia do Senhor?
Resposta:Desde que o corpo e o sangue de Cristo não estão nem corporal, nem carnalmente, presentes no, com ou sob o pão e o vinho na Ceia do Senhor, mas, sim, espiritualmente à fé do comungante, não menos verdadeira e realmente do que estão os mesmos elementos aos seus sentidos exteriores, assim os que dignamente participam do sacramento da Ceia do Senhor se alimentam do corpo e do sangue de Cristo, não de uma maneira corporal e carnal, mas espiritual, contudo verdadeira e realmente, visto que pela fé recebem e aplicam a si mesmos o Cristo crucificado e todos os benefícios de sua morte.
(At 3.21; Gl 3.1; Hb 11.1; Jô 6.51,53; 1 Co 10.16).
Rev. Jonas M. Cunha (extraído do Catecismo Maior – perg, 168 e 170)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Permanecer em Cristo

“Permaneçam em mim e eu permanecerei em vocês.” João 15.4a


“Permaneçam em mim” foi a ênfase de Jesus como a necessidade primordial em seu discurso no cap. 15 do evangelho de João.
Se Cristo é o tronco da videira e nós os seus ramos, sem dúvida é necessário, acima de tudo, permanecermos na videira para que possamos produzir furtos.  Não podemos imaginar um ramo dando seu fruto desligado da videira.  Um ramo separado da videira é um ramo morto, sem vida.
De igual modo, se como cristãos desejarmos produzir frutos em nossa vida espiritual, como de fato é o desejo do nosso Pai Celestial, é imprescindível, permanecermos unidos a Cristo.
Este é o milagre dos milagres! A vida de Cristo em nós: seu desejo, nosso desejo; seu propósito, nosso propósito, sua obra, nossa obra; seus ideais, nossos ideais! Assim como o ramo não pode produzir sem o tronco e a lua não daria nenhuma luz, sem o sol, os cristãos também não podem viver sem Cristo, “pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (v. 5b).
Tão verdadeiramente como Cristo revelou o Pai neste mundo, cumprindo o seu mandato, fazendo a sua vontade e o seu trabalho, os cristãos deveriam refletir a perfeição do Mestre, na palavra, no pensamento, nos atos, vivendo como ele viveu.  É o que nos diz a Palavra de Deus: “Sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Ef 5. 1, 2). “Permaneçam em mim” – os frutos da nossa vida dependem dessa íntima relação, sem a qual nenhum cristão será útil.
Portanto, não seja você inativo, nem infrutífero na igreja de Deus pela negligência ou indiferença.  Permaneça em Cristo Jesus, mantendo o contato com ele e obedecendo às suas instruções, e assim produza frutos, muitos frutos para o reino de Deus.
Permanecer em Cristo é condição primordial para produzir frutos espirituais.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Pão Diário)

“O Espírito Santo e a Revelação Especial”

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”  2 Timóteos 3.16

A Bíblia não é um livro como outro qualquer.  Embora tenha sido escrita por seres humanos, foi inspirada por Deus (2 Tm 3.16).  Literalmente = “soprada” por Deus.
Por Sua livre graça e por Sua providência soberana, Deus concedeu uma revelação totalmente fiel de Si mesmo, levando escritores humanos a prepararem o registro dessa revelação em linguagem humana.  É isto que também afirma o apóstolo Pedro (2 Pe 1.20-21).
"Homens santos falaram” – embora tenha origem divina, a revelação bíblica foi registrada por homens escolhidos por Deus para isso.  A Bíblia não foi escrita em língua de anjo, nem em códigos indecifráveis, mas na língua falada pelo povo.  Os escritores eram tão seres humanos quanto nós: falavam em linguagem humana, viviam no mundo dos seres humanos e interagiam com seres humanos, com sociedades humanas e com o mundo ao seu redor.
A doutrina bíblica da inspiração está fortemente baseada na própria Escritura, porque só é possível temos conhecimento de Deus através daquilo que Ele mesmo nos revela, seja nas obras de criação e providência (chamada revelação geral), ou na Escritura (revelação especial).
Mais especificamente, a obra de inspiração das Escrituras é uma obra importante da 3ª pessoa da Trindade, o Espírito Santo.  É Ele que garante a veracidade daquilo que é revelado e também a fidelidade e exatidão do meio empregado para fazer com que essa revelação seja transmitida no decorrer dos tempos.
“...Da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1. 21).  Apesar dos escritores bíblicos terem liberdade para se expressarem e registrarem de forma variada a revelação de Deus, mantendo  características próprias de acordo com seu estilo, nenhum deles teve liberdade para criar suja própria mensagem. Por isso dizemos que Deus (Espírito Santo) é o próprio autor da Bíblia.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Oração e ação”

Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra ele, de dia e de noite.”  Neemias 4.9

Parece piada, mas não é.  Quem me contou estava presente.  Certa ocasião, o missionário A. Bem Oliver, acompanhado de outros irmãos no trabalho missionário que realizava entre as ilhas do litoral paranaense em torno de Paranaguá, enfrentou uma grande tempestade em um pequeno barco a remo.
Em determinado momento, um dos que estava no barco assustado com a tempestade, perguntou: Pr. Oliver, não seria melhor pararmos para orar?  Ao que ele respondeu com seu característico sotaque americano: irmão, vamos orando e remando..., oraaando e remaaando..., e assim foram até chegar a um lugar seguro.
Para alguns esta atitude pode parecer estranha, pois separam oração de ação.  Imaginam que agir depois de orar seja falta de fé.  Mas não é assim.  Como se percebe no texto bíblico base desta meditação, o grande líder Neemias, homem de muita oração e ação, não as separava.  Diante das ameaças de seus inimigos, prontos para invadir a cidade fragilizada, com seus muros destruídos, não titubeou: colocou o problema diante de Deus em oração e, ao mesmo tempo, estabeleceu guardas de dia e de noite para a proteção do povo.
Existem ocasiões em que só podemos orar, mas não é bíblico deixar de fazer a nossa parte quanto esta é possível.  Assim, oremos pelos enfermos, mas também lancemos mão dos remédios e da ajuda médica; oremos por missões, mas também ofertemos e enviemos missionários; oremos pela conversão de nossos queridos, mas, ao mesmo tempo , compartilhemos com eles o Evangelho; oremos pelo pão de cada dia, como o Senhor nos ensinou, mas trabalhemos por ele, como a Bíblia nos ordena.
Enfim, se for possível, vamos orar e agir, fazer tudo o que está ao nosso alcance.  Lembremos da Bíblia e do exemplo do missionário Oliver.  Diante das dificuldades e desafios da vida, sigamos orando e remando, orando e remando, orando e ...
A oração não nos dispensa de agir
Dentro de nossas possibilidades.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Pão Diário)

domingo, 9 de outubro de 2011

“A Festa de Pentecostes”

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar... Todos ficaram cheios do Espírito Santo...”Atos 2.1 e 4
A festa de Pentecostes foi instituída por Deus através de Moisés – Levítico 23.15-25.  Ela recebe este nome porque tinha que ser realizada 50 dias após a festa da Páscoa. 
A primeira festa que Israel deveria celebrar era a Páscoa, como um memorial da libertação dos hebreus do cativeiro egípcio, e que, ao mesmo tempo, tipificava a morte vicária de Cristo.  Esta festa era seguida da festa das Primícias, na qual o molho das primícias era um tipo da ressurreição do Senhor.  Depois da morte e ressurreição de Cristo, vem a descida do Espírito Santo, tipificada pela festa do Pentecostes.
Na festa de Pentecostes eram oferecidos pães com fermento (Lv 23.17).  Por ser um símbolo do pecado, era proibido em todas as outras festas. Isto nos revela que Deus reconhece a existência do pecado em seu povo.  Esse pecado, que é uma realidade na vida dos servos do Senhor, continuaria sendo realidade mesmo durante e depois da Festa de Pentecostes.  E mesmo depois da descida do Espírito Santo o cristão continua sendo um pecador (1 Jo 1.8-10).
O Espírito Santo não desceu no dia de Pentecostes para erradicar a realidade do mal existente na natureza humana, mas para plantar a semente da santificação no coração dos cristãos de todas as épocas e lugares, capacitando-os a viver pela fé e, de acordo com esta fé, batizá-los em um só corpo, cuja cabeça vive no céu.
Observe que os “pães movidos” tinham que ser oferecidos juntamente com o sacrifício de 7 cordeiros, 1 novilho e 2 carneiros. O sacrifício desses animais era um tipo do sacrifício de Cristo (Lv 23.18), que foi a obra de Deus em função da qual o perdão pelos pecados de seu povo foi assegurado.
Portanto, embora a festa de Pentecostes fale sobre o pecado humano, ela também aponta para o perdão de Deus, garantido pela obra substitutiva de Cristo.  Por meio da obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo, é a perfeição de Cristo, e não a iniqüidade humana, que fica sempre diante de Deus.
O povo reunido para a celebração da festa de Pentecostes era uma figura da união do povo de Deus pelo Espírito Santo.  Nela identificamos a união do povo de Deus e a aplicação da obra realizada por Cristo ao pecador eleito.  Não poderia existir ocasião mais oportuna para a descida definitiva do Espírito Santo.       
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

sábado, 9 de julho de 2011

“O Derramamento do Espírito Santo”

“Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?”Atos 2.12

Por que o Espírito Santo tinha que ser derramado?  Estas e outras importantes perguntas estão envolvidas no tema.  Em primeiro lugar veremos a Sua atuação antes e depois de Pentecostes:
                1. A obra do Espírito Santo neste mundo não se iniciou no Pentecostes, pois sendo Deus, Ele existe desde a eternidade e iniciou Sua obra aqui na Criação e sempre esteve presente nele (Sl 139. 7,8).  Porém há diferença entre a Sua obra antes e depois do seu derramamento sobre os cristãos.
               2. No Antigo Testamento vemos o Espírito Santo agindo para conceder às pessoas alguns dons, mas sempre de modo externo. Exemplos: Otniel – Jz 3.10; Gideão – Jz 6.34; Jefté – Jz 11.29; Sansão – Jz13.25; 14.6, 19; 15.19).  O Espírito concedia a cada pessoa uma capacitação especial para o cumprimento de uma missão específica e muito importante para o povo da aliança.  Em êxodo 35.30-36.1, O vemos capacitando Bezalel e Aoliabe para realizarem importantes trabalhos envolvidos na construção do tabernáculo.  Também os profetas recebiam capacitação para anunciarem, com ousadia e fidelidade a Palavra de Deus, para orientação do povo, e inspirarão da Escritura (Ez 11.5; Mq 3.8).                  
                3. A expressão “operações externas” refere-se somente à capacitação dada pelo Espírito a algumas pessoas para a realização de importantes trabalhos, mas não se refere à ação interna e regeneradora do Espírito; no entanto alguns foram regenerados, como é o caso de Davi, Ezequiel e Miquéias, porém no caso de Saul, a operação se limitou a conceder capacitação específica, sem a operação regeneradora.
               4. Após o derramamento do Espírito ocorreram duas mudanças importantes:
a) Ele deixa de agir apenas sobre alguns indivíduos especialmente chamados para a realização de tarefas importantes e passa a agir em todos os membros do Corpo de Cristo, concedendo a cada um deles dons espirituais.
b) Antes o Espírito ficava no meio de Israel, porém no Novo Testamento Paulo diz que o Espírito mora dentro dos crentes (1Co 3.16; 6.19), de modo que a bênção da nova aliança é maior que a da antiga.
 Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Rosto ao Chão”

“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”  Gálatas 2.20


No mais profundo do meu coração,
Ardente é uma tão forte inquietação:
Qual é, de fato, o significado
De eu ter a Jesus Cristo encontrado?

Saber que obtive a salvação,
Do vil pecado e eterna perdição;
Que estou em Cristo já crucificado,
E nele estou também, ressuscitado;

Tem produzido em mim transformação
Para que eu honre o nome de cristão?
Caminho no real discipulado
Vivendo apenas para o seu agrado?

Inclino-me, coloco o rosto ao chão,
E faço ao Deus eterno esta oração:
Que mais de Cristo, em mim seja achado,
Que para a tua glória eu seja usado

Gilberto Celeti
(supreintende nacional da APEC)
Rev. Jonas M. Cunha(Extraído)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“Café da Manhã com Jesus”

“Disse-lhes Jesus: Vinde, comei...”  João 21.12 a
Depois de três anos com Jesus, os discípulos não precisavam perguntar quem era o homem que estava na praia.  Eles nada perguntaram porque já sabiam a resposta.  Será que ficaram sem fala por vê-lo vivo outra vez? Ou estavam com medo da bronca por terem fugido dele quando Ele mais precisou?
Mas Jesus não os censurou. Ele já havia sofrido todas as censuras e castigos dos soldados romanos, e já havia sido pregado na cruz para que nós, mesmo quando fraquejamos na caminhada e nos separamos dele, pudéssemos nos nutrir de seu sacrifício.
Jesus celebrou a Última Ceia dando pão e vinho aos discípulos.  Agora, na praia, compartilhava pão e peixe no café da manhã.  É interessante notar como Jesus se revelou e se doou aos discípulos em contextos de refeição: festa de casamento, pães multiplicados na montanha, Páscoa, desjejum na praia.  Por que será?  Porque Deus quer que aprendamos a celebrar sua presença entre nós com comida e amizade.
Em cada refeição, devemos nos lembrar do especial cuidado de Deus e celebrar a vida com Jesus, antecipando a maior celebração de todos os tempos – as Bodas do Cordeiro, o dia em que os salvos estarão no céu, com Jesus, celebrando um grande e maravilhoso banquete.
Pense: Em cada refeição, devemos nos lembrar do especial cuidado de Deus e celebrar a vida com Jesus.
Rev. Jonas M. Cunha (extraído de Cada Dia)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

II "O Espírito Santo e a Santificação”

“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação.”
1 Tessalonicenses 4.7
          Vimos, na meditação de domingo passado, que a Santificação é uma obra sobrenatural de Deus, operada pelo Espírito Santo, como consequência de nossa união com Cristo.  Também vimos que o crente tem participação nessa obra, usando os meios dados por Deus para nos santificar.
          Vale salientar que santificação não é o mesmo que melhoria moral. Há muitos incrédulos que possuem elevados padrões de moral e de ética, mas nem por isso são santos. Santificação é uma obra do Espírito no coração do cristão que faz com que ele procure viver para Deus.  A conduta social nunca serviu e nunca servirá como padrão de santificação.  Ex.: Fumar não é crime, e pode ser socialmente aceito, mas  não convém ao cristão e não o santifica.               
        Ainda que o uso da maconha seja legalizado, portanto uma conduta socialmente aceitável, não glorifica a Deus e não santifica. 
          Deus deixou ao ser humano  alguns meios para nossa santificação, no uso dos quais alcançamos vitória sobre o pecado e aperfeiçoamos nossa santidade no temor do Senhor.
         1. A Palavra de Deus – é o principal meio usado pelo Espirito Santo para promover e desenvolver a santificação do cristão.  Ela nos ajuda a ter comunhão com o Senhor, e nos encoraja, incentiva e orienta para o desenvolvimento gradual e progressivo da santificação (2 Tm 3.16-17).
         2. A oração  - a oração e a Escritura são os meio comuns de comunicação entre Deus e o cristão.  O fato de falar com Deus e ter suas orações respondidas, eleva os olhos dos cristãos para o céu, donde Cristo vive (Fp 4.6).
           3. Os sacramentos – (Batismo e Santa Ceia) Deus se serve deles para comunicar bênçãos aos Seus filho, não só sobre o que participa, mas aos que assistem. É uma ordenança que serve para testemunhar e nutrir o seu amor e comunhão uns com os outros e para distinguir entre eles os que são de fora” (Catecismo Maior, 162).
          4. O culto  - é uma fonte de estímulos poderosos para a nossa vida.  O crente tem prazer não só na comunhão com Deus, mas no convívio com seus irmãos ( Hb 10.25).
          5. O Serviço a Deus – as visitas a enfermos, tristes e aflitos; as ofertas para a manutenção do trabalho; a frequência assídua aos cultos e a todas as reuniões que visam o interesse da igreja, como Escola Dominical, sociedades, reuniões sociais, cultos de evangelização, etc.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“O Espírito Santo e a Santificação”

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação...”
  1 Tessalonicenses 4.3a
Muita confusão e discussão seriam evitadas se os cristãos compreendessem a natureza da santificação.
I – O Caráter Sobrenatural da Santificação
                1. É obra de Deus - 1 Ts 5.23; Hb 13.20-21.  Ela é essencialmente fruto da ação de Deus na vida dos seus eleitos, que estabelece meios para fortalecê-la.  Desta forma, glorificamos a Deus quando fazemos uso consciente dos meios para aumentar, desenvolver e fortalecer a nossa santificação.
                2. É conseqüência da nossa união com Cristo – Gl 2.19-20.  É o desenvolver da nova vida que recebemos de Cristo.  Modo de viver coerente com a nova natureza que recebemos.
                3. É operada pelo Espírito Santo – Ef 3.16; Rm 8.11.  Ele trabalha em nosso ser de dentro para fora.  Nunca pode ser produzida simplesmente pelo esforço humano.            
II – A participação do Crente
                1. Usar os meios dados por Deus – Cl 2.12.  Embora seja obra de Deus, ela envolve a participação humana.
                2. É pecado negligenciar – Fp 2.13; Cl 3.17. Não se trata de o cristão ajudar Deus a santificá-lo.  Deus determinou que a santificação envolvesse também o homem.
                3. Ela consiste em duas partes:
               a) Mortificação do velho homem – Rm 6.4-5 e 11. Deus vai removendo a corrupção na natureza humana, a natureza humana dirigida pelo pecado.
                b) Vivificação – Cl 2.12; 3.1-2. Deus vai fortalecendo a nova disposição. A velha estrutura vai sendo substituída por uma nova que é erguida em seu lugar.
III – O Incrédulo jamais será santo (se santificará) – Gl 5.17; Rm 8.6-8.  Por melhor que seja sua conduta, a única possibilidade  é ser alcançado pela graça salvadora, e portanto, deixe de ser incrédulo.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

“Luzeiros no Mundo”

“...Na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.”   1 Filipenses 2.15 b
Os filhos de Deus são como pedras preciosas, no meio de pedras comuns.  Eles se destacam, e se sobressaem.  Não são apenas como os outros, “normais”, são excelentes.
Embora estivesse preso, em Roma, Paulo estava atuante (“de maneira que as minhas cadeias em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais”, Fp 1.13), e alegre pela fé e o companheirismo dos irmãos da igreja de Filipos (“Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós,... pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora”, Fp 1.3 e 5).
No trecho do capítulo 2, do verso 12 a 18, o apóstolo exorta aos irmãos que desenvolvam a salvação, em unidade, humildade e santificação.  Eles deveriam permitir que Deus continuasse trabalhando no meio deles, pois a santificação é a ajuda divina sobre o povo que Ele mesmo elegeu.  Deus dá o desejo e leva a aspiração humana à realização. 
Após advertir quanto a murmuração e contenda, que não são convenientes para promover o espírito de Cristo dentro da Igreja, ele relaciona isto com o caráter excelente, “irrepreensíveis”, 
E comportamento exemplar, “sinceros”.  Como verdadeiros filhos de Deus, os filipenses e nós, somos vocacionados a viver e testemunhar (pregação e vida), “no meio”.
A vida da igreja no mundo é comparada à influência da luz num lugar escuro.  Como estrelas que brilham no céu escuro.
Você tem buscado a Deus e deixado que Ele trabalhe em sua vida?  Somos pecadores, e não existe outro modo de se viver como luzeiro no mundo, senão em comunhão com o Senhor!
Rev. Jonas M. Cunha

sexta-feira, 27 de maio de 2011

“As Coisas Pequenas”

“A fim que ninguém se vanglorie na presença de Deus.”   1 Coríntios 1.29

Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.
Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!
Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).
Charles Spurgeon
(Editora Fiel)
Rev. Jonas M. Cunha

terça-feira, 17 de maio de 2011

“Muito Favorecida”

“E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo.” Lucas 1.28

José e Maria foram, sem dúvida, o casal mais privilegiado encontrado nas Escrituras. Receberam a bênção de ser a família do Salvador.
O anjo chama Maria de “muito favorecida” e anuncia que ela conceberia um filho que seria chamado de Jesus. Mas como ela ainda não havia tido relação com homem algum, não entendeu como isso seria possível. Então, foi-lhe anunciado que isso aconteceria mediante a obra do Espírito Santo (v.35).
“Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”(v. 38). A resposta de Maria demonstra fé no Senhor. Ela foi uma irmã piedosa e temente a Deus. Muito temos a aprender olhando para a sua vida. Num cântico fabuloso de louvor ao Senhor, ela mostra como ela se via diante de Deus (Lucas 1.46-56).
1) Uma pecadora carente de salvação – v. 46-47. A despeito dos romanistas dizerem que ela foi concebida sem pecado, ela própria se vê como pecadora. É por isso que ela chama Deus de seu salvador (Mateus 1.21).
2) Uma humilde serva – v. 48. Ela não só tinha consciência de que era pecadora, mas ela é piedosa e dedicada, e se dispõe a servir ao Senhor – ainda que isto lhe custasse sua reputação, o casamento e talvez a própria vida.
3) Uma fiel que sabe a quem dar glória – v. 49. Ela se coloca humildemente na condição de serva, sabendo que toda a glória era do seu Senhor, e que mesmo com o privilégio e a benção de ser a mãe do salvador, continuava sendo apenas uma humilde serva de Deus. Ela entendia que o mérito era todo do Senhor, pelas coisas grandes que Ele estava fazendo em sua vida.
Você tem vivido de forma que Deus seja glorificado? Está atento a voz do Senhor?
Que nossa vida seja um cântico de louvor a Ele.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

“Companhia Bendita”

“Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama. no mais profundo abismo, lá estás também.”
Salmo 139.8

Deus fez o homem um ser social, portanto, ele precisa de companhia. Após as plantas e os animais, Deus criou outro ser humano para fazer companhia a Adão (Gênesis 2.23). Porém, não há para o homem melhor companhia do que a do próprio Deus.
Adão veio a entender isto, tardiamente, após ser expulso do Jardim do Éden e da presença de Deus (Gênesis 3.24).
Como galho arrancado do tronco, o homem perde o seu vigor e a razão de sua existência, separado de Deus, pois Ele a fonte da vida (João 15.5).
Num dos Salmos mais conhecidos e mais apreciados da Bíblia, o Salmo 139, é nos apresentado três fatos fundamentais sobre Deus: 1º ) Ele é Onipotente (pode tudo); 2º) Ele é Onisciente (sabe tudo); e 3º) Ele é Onipresente (Ele está em todo lugar).
Todas estas três verdades tem significado e implicações importantes para nossa vida. Porém nestes dias de insegurança, solidão e inquietação que vivemos, especialmente nas cidades grandes, nas metrópoles, é um grande conforto saber que o nosso Deus, nosso Pai amoroso, que é Onipotente e Onisciente, está sempre perto de nós. Não há lugar, hora e situação da nossa vida em que Ele não está presente, para nos guiar e sustentar (Salmo 139.8-10).
Busque a presença d'Ele e experimente cada dia a Sua presença e o Seu cuidado amoroso. Foi para isto que Jesus veio a este mundo (João 14.6).
Rev. Jonas M. Cunha

"Uma Família em Crise”

“Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” Gênesis 3.12

O pecado entrou na família e adoeceu os relacionamentos. Os nossos primeiros pais perderam a comunhão com Deus e tomados de medo, se esconderam.
Perderam a comunhão conjugal e em vez de harmonia no casamento, brotaram acusações. Perderam a paz e foram atormentados pela culpa.
O casamento deixou de ser um jardim e se tornou um deserto cheio de espinheiros. Os filhos nasceram, cresceram e se tornaram prósperos, mas o relacionamento estava enfermo. Caim sentiu inveja do irmão Abel. Em vez de imitar suas virtudes, matou-o.
Há muitas famílias em crise. Os cônjuges não se entendem. As palavras de carinho se transformam em acusações ou em silêncio gelado. Os filhos, em vez de serem amigos, entregam-se a uma competição cheia de ciúmes.
A família, criada por Deus para ser um reduto de segurança e amor, tem se transformado na arena das disputas mais acirradas, das mágoas mais profundas e do desprezo mais cruel.
A única solução para uma família que está em crise é voltar-se para Deus!
Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de Cada Dia)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

“O ESPÍRITO SANTO E JESUS”

“E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Lucas 3.22

Será que Jesus, sendo verdadeiramente Deus, precisava da ação do Espírito Santo em Sua vida?
O Espírito Santo tem um papel muito importante na vida e no ministério terreno de Jesus. Recapitulando, já vimos que:
I – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA ENCARNAÇÃO DE CRISTO
II – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA VIDA (DESENVOLVIMENTO) DE JESUS. Hoje veremos:
III – A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO BATISMO DE JESUS
A presença e a ação do Espírito Santo na vida de Jesus são particularmente percebidas em Seu batismo, quando aos olhos de todos, Jesus foi especialmente consagrado e capacitado pelo Espírito a realizar Sua obra como Mediador da nova aliança.
Mesmo sendo sempre cheio do Espírito Santo, Ele precisou da capacitação do Espírito de uma forma nova quando deu início ao Seu ministério terreno, para capacitá-lo a desempenhar Sua missão messiânica.
Essa capacitação ocorreu no batismo. A Escritura diz que quando Jesus foi batizado, “o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea de pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em Ti me comprazo” (Lucas 3.22). Isto foi para Jesus como um selo (João 6.27), e serviu para assegurar a Jesus o amor do Pai e a realidade da filiação que se expressaria no Seu ministério como o Servo do Senhor.
Antes do batismo, não encontramos absolutamente nada sobre o ministério público de Jesus em nenhum dos evangelhos. Depois do batismo, porém, encontramos ricas informações. Após registrar o batismo de Jesus, Lucas registra o início de Seu ministério (Lucas 3.23).
O fato de que o Espírito Santo foi responsável pela capacitação de Jesus para o cumprimento de Seu ministério terreno, inclusive para a realização de milagres, é afirmado pelo próprio Jesus (Mateus 12.27-28).
Tudo isto nos permite concluir que a ação do Espírito Santo no batismo de Jesus teve o propósito de capacitá-lo oficialmente, isto é, à vista de todos, para cumprir seu ministério. Muito mais nós, precisamos de Sua capacitação para cumprirmos o nosso ministério com fidelidade.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

“Lâmpada para os Meus Pés”

Como eu amo a Tua lei! Medito nela o dia inteiro.” Salmo 119.97


A Bíblia diz para vivermos de acordo com o evangelho de Cristo. A Palavra de Deus fortalece a nossa fé (Romanos 10.17), nos proporciona alegria, garante firmeza em nosso caminhar e nos vivifica. Ela molda o nosso caráter, nos faz manifestar Cristo e direciona nossas escolhas e atitudes (Hebreus 4.12). Quando mais conhecemos a Palavra, mais intimidade temos com Deus e com o Espírito Santo, que opera mudanças em nossas vidas. Esses são apenas alguns dos inúmeros benefícios proporcionados pela Palavra de Deus.
Muitos dizem não ter tempo, pois acabam se ocupando com trabalho, estudos e afazeres do dia a dia, como cuidar da casa e dos filhos. Outros passam horas e horas com os amigos, sem muito o que fazer, reservando pouco ou nenhum espaço para Deus em suas vidas. Sim, vivemos realmente em um mundo repleto de atividades, que aumentam cada vez mais. Porém, é preciso reavaliar as nossas preferências.
Depois de receber Jesus como meu Salvador e começar a minha caminhada com Deus, levei um tempo para entendera importância da Bíblia e perceber quão valiosa ele é.
O Salmo 119, o maior de todos, fala justamente sobre a Bíblia. Quando decidi que a leitura bíblica seria prioridade, a minha vida mudou radicalmente, como se a cada dia eu descobrisse algo novo, mais precioso do que qualquer outro tesouro deste mundo!
Por vezes, as pessoas vão à igreja e ficam satisfeitas com a mensagem de um culto à noite e sustentam o restante da semana apenar por ela. Sem dúvida, essa é uma grande barreira para o fortalecimento da Igreja de Cristo, pois poucos estão dispostos a ter uma vida de entrega diária. E você? Está disposto? Está disposto a ouvir a Voz do Pai? Existe algo novo de Deus que nos espera a cada dia e faz a nossa vida valer a pena de verdade!
Extraído de Cada Dia com Deus
(Meditações Holiness)
Rev. Jonas M. Cunha

quarta-feira, 6 de abril de 2011

“O Espírito Santo e Jesus”

“Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” Lucas 2.40

Será que Jesus, sendo verdadeiramente Deus, precisava da ação do Espírito Santo em Sua vida?
II – A AÇÃO DO ESPÍRITO NA VIDA DE JESUS
Já vimos que o Espírito Santo agiu na encarnação de Jesus para que Ele assumi-se uma natureza humana, tornando-se um de nós para ser nosso representante na cruz – ato realizado pelo Espírito (Jo 1.14; Mt 1.18), e para que sua natureza humana fosse preservada do pecado e da culpa do pecado de Adão (Hb 7.26).
Ocorre que o Espírito Santo não manteve Jesus livre do pecado somente em sua concepção, mas durante toda a sua vida.
Jesus era, em um sentido totalmente único, cheio do Espírito. Ele era cheio do Espírito de forma ilimitada (Jo 3.34). Mesmo assim, houve crescimento em Sua vida espiritual. Enquanto Ele não podia progredir ou melhorar Sua natureza divina, pois sempre foi completa e perfeita, Sua natureza humana passou por todas as fases da vida até se tornar um adulto.
O desenvolvimento espiritual e intelectual da natureza humana de Jesus não foi automático, mas foi fruto da operação do Espírito Santo na vida dEle, conforme Isaías havia profetizado (Is 11.2).
Jesus podia ser cheio do Espírito de forma ilimitada e ao mesmo tempo crescer espiritualmente, porque Ele cresceu como um ser humano normal, desde sua infância até a idade adulta. Como criança, mesmo possuindo o Espírito, não podia exercer a totalidade das aptidões. Como criança Ele não podia agir como um adulto. Quando era um bebê, por exemplo, Ele já possuía o Espírito sem medida, mas precisou crescer um pouco mais para aprender a falar.
Sempre que Suas capacidades humanas iam se desenvolvendo no curso do tempo, eram desenvolvidas em santidade. Durante toda a sua vida, o Espírito esteve sobre Ele, Sua natureza humana era perfeitamente santa e pura, e foi preservada sempre assim pelo Espírito Santo.
Se Cristo, o homem perfeito, que foi concebido sem mácula por obra do Espírito Santo e foi preservado, pelo Espírito Santo, livre de todo pecado durante toda a Sua vida, precisou da ação do Espírito, muito mais precisamos nós, que somos pecadores e temos que lutar diariamente contra o pecado.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)