segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A DISCIPLINA DO OUVIR!

“O que vos digo às escuras, dizei-o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, 
proclamai-o dos eirados.” (Mateus 10.27).



Algumas vezes, Deus nos permite passar pela experiência e disciplina das trevas para nos ensinar a ouvir e obedecê-lo.
Alguns pássaros canoros são treinados a cantar no escuro, e Deus da mesma maneira nos coloca à “…sombra da Sua mão…” até que aprendamos a ouvi-lo (Isaías 49:2). “O que vos digo às escuras…” — preste atenção quando Deus o colocar em momentos de escuridão, e conserve sua boca fechada enquanto estiver lá.
Você está passando pelas trevas, agora mesmo, em algumas circunstâncias ou em sua vida com Deus? Se for assim, então permaneça em silêncio. Se você abrir a sua boca nas trevas, você correrá o risco de se expressar mal — o momento de escuridão é o tempo de ouvir. Nem fale sobre isso com outras pessoas; não leia livros para descobrir a razão dessa escuridão; apenas ouça e obedeça. Se você falar com outras pessoas, não poderá ouvir o que Deus está falando. Quando estiver na escuridão, ouça, e o Senhor lhe dará uma mensagem muito preciosa para que você comunique a outras pessoas assim que tiver retornado à luz.
Depois de cada fase de escuridão, deveríamos experimentar uma mistura de contentamento e humilhação. Se houver apenas alegria é de se questionar se, afinal, ouvimos mesmo o Senhor. Deveríamos experimentar a satisfação de termos ouvido a voz de Deus, mas ainda mais humilhação por havermos levado tanto tempo para escutá-lo! Então exclamaremos: “Como tenho sido lento para ouvir e compreender o que Deus está me falando!”. No entanto, o Senhor tem falado sobre isto há dias e até semanas. Mas uma vez que você o ouve, Ele lhe concede o dom da humilhação, o que capacita seu coração a ser brando e humilde — um dom que sempre o ajudará a ouvir Deus no momento em que Ele falar. –  Oswald Chambers

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A IGREJA MISSIONÁRIA NA PRÓPRIA CASA!

“Ora, seu Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também, vós deveis lavar os pes uns dos outros” (João 13.11).


Uma Igreja que estimula os membros a viverem como servos centrados no Evangelho, convida as pessoas a servirem continuamente, em todos os lugares onde vivem, enquanto viverem. O ato de servir está ligado ao Evangelho e deve ser encorajado nas casas, na vizinhança, nos locais de trabalho e, na Igreja.
Em casa. Se você é casado, seu serviço deve começar com a sua esposa. Se você não é casado, começa com as pessoas com quem mora. Quando vivemos em intimidade com outra pessoa, como no casamento, nosso egoísmo é exposto diariamente. Os que estão mais próximos de nós são usados por Deus para ajudar a nos transformar à imagem de Seu Filho.
Muitas pessoas se perguntam por que o primeiro ano de casamento frequentemente é catastrófico, e o motivo é este: talvez você tenha pensado – “Eu estava muito bem quando morava sozinho. Por que as coisas deveriam ser diferentes agora?”. Bem, na verdade, você não estava indo tão bem assim antes. Você apenas não tinha o luxo de ter alguém apontando suas falhas. Estava mantendo a opção de manter o pecado em segredo. E, agora, ele veio a público. Apesar de provavelmente não ter visto isso dessa forma na época, a tensão daquele primeiro ano foi boa para você – uma relação conjugal que era como ferro afiando ferro, produzindo crescimento em meio a faíscas reluzentes de fricção santificadora.
O Evangelho emoldura como  nosso ministério no lar deve ser. O apóstolo Paulo disse aos maridos: “ame sua mulher, assim como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef. 5.25). Se um marido chega em casa procurando ser servido, sempre ficará desapontado e a tensão surgirá. Se, porém, parar para se lembrar, antes mesmo de chegar a casa, como Cristo o serviu e se deu em seu favor, essa realidade admirável o motivará a servir bem a sua esposa. Da mesma forma, as esposas devem respeitar e se submeter aos seus maridos por respeito a Cristo. O serviço, realmente, é uma via de mão dupla. O verdadeiro Evangelho leva ambos, marido e esposas, a colocar as necessidades dos outros acima de suas próprias necessidades.                           
Josh Patterson  

PERSPECTIVA CELESTIAL

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; 
porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co 4.18).



Fanny Crosby perdeu a visão ainda criança. No entanto, surpreendentemente ela se tornou uma das mais conhecidas compositoras de hinos cristãos. Durante sua longa vida, ela escreveu mais de nove mil hinos. Entre eles estão os sempre favoritos como “Que segurança! Sou de Jesus” e “A Deus Demos Glória.”
Algumas pessoas sentiam pena de Fanny. Um pregador bem-intencionado disse-lhe: “Acho uma grande tristeza que o Mestre não lhe tenha dado visão, tendo derramado tantos outros dons sobre você.” Parece difícil acreditar, mas ela respondeu: “Sabia que se no dia do meu nascimento eu pudesse ter feito um pedido, teria pedido para nascer cega? […] Porque quando chegar ao céu, o primeiro rosto com o qual alegrarei o meu olhar será o do meu Salvador.”
Fanny via a vida com uma perspectiva eterna. Os nossos problemas têm uma aparência diferente à luz da eternidade: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:17,18).
Todas as nossas tribulações tornam-se opacas quando nos lembramos daquele dia glorioso no qual veremos Jesus!
A maneira como vemos a eternidade afetará o modo como vivemos agora.





SEJA O EXEMPLO

“Ninguém despreze a sua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos féis, na palavra” (1 Tm 4.12)



         A juventude é um tempo de sonhos. O jovem observa o mundo e denuncia, com fervor, as injustiças e as contradições ao seu redor. Acredita que pode conseguir mudanças nas situações outros tenham fracassado ou desistido. De igual modo, na igreja, muitas vezes o jovem exige ser ouvido e levado em consideração. Frequentemente, essas demandas estão marcadas por falta de afeto e respeito pelos que se encontram ao redor. Paulo valorizava os jovens. Ele ordenou a Timóteo, que apesar de ter um caráter tímido, não permitisse ser desmerecido por ser jovem. Observe, porém, o método que Paulo apresentou para ele conquistar o respeito, por meio do seu comportamento exemplar.
É exatamente neste ponto que a maioria dos jovens fracassa. Eles têm entusiasmo e paixão, mas lhes falta o tipo de vida que dê respaldo às suas exigências. São capazes de apontar com facilidade os erros na vida dos outros e não percebem ser esta a forma mais fácil de encarar o problema. Ainda não caminharam o suficiente pela vida para encontrarem soluções reais e práticas para as dificuldades enfrentadas pelo ser humano.Paulo recomendou a Timóteo que não se deixasse levar por discussões e argumentos. Seis vezes, nas duas epístolas, o apóstolo advertiu que não seria bom levar adiante o plano de Deus com excesso de palavras. Em vez disto, o apóstolo o despertou a cultivar um estilo de vida capaz de lhe dar o direito de ser ouvido.
Para o líder jovem, este é um desafio difícil. Ele deve aprender que, identificar os erros de uma igreja ou de seus líderes, pouco ajuda na implementação de uma mudança profunda e duradoura. O desafio é mostrar, com o comportamento, a existência de alternativas. Quando eu ainda era solteiro, eu apontava com facilidade para os erros dos meus pais! Depois que casei, no tempo certo chegaram os filhos e logo comecei a ver que a teoria de “como ser um bom pai” não era tão fácil de ser colocada em prática. E não somente isto; logo percebi estar cometendo os mesmos erros que, em outro tempo, eu tinha denunciado como inadmissíveis.
O jovem que assume o desafio de cultivar uma vida em que o comportamento e a pureza saltem à vista será tomado em consideração sem ter a necessidade de buscar esse reconhecimento. O motivo é claro: as teorias são muitas, mas a vida fala mais alto do que as palavras.
Para pensar: O autor e poeta inglês Oscar Wilde, disse certa vez: “Neste mundo, os jovens estão sempre dispostos a compartilhar com os adultos o amplo benefício da sua falta de experiência.” Este é, sem dúvida, um comentário irônico, mas não deixa de ter alguma verdade. Se você é jovem, permita que sua vida fale mais alto do que suas palavras.
–Christopher Shaw

ORTODOXIA MORTA

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” Ap 2.4



Jesus revelou-se a João na ilha de Patmos e ordenou-lhe enviar cartas às sete igrejas da Ásia Menor. Nessas cartas Jesus elogia as igrejas de Esmirna e Filadélfia; elogia e censura as igrejas de Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes e censura a igreja de Laodiceia. Quanto à igreja de Éfeso, Jesus a elogia pelo seu zelo com respeito à sã doutrina. A igreja de Éfeso não aceitava as inovações dos falsos apóstolos e colocava à prova os falsos mestres que tentavam, como lobos, devorar as ovelhas de Cristo.
Aquela igreja se posicionava firmemente contra aqueles que tentavam induzir o povo à imoralidade, mantendo-se íntegra na fé e sólida em suas convicções teológicas. Porém, na mesma medida em que mantinha sua ortodoxia, perdia sua piedade. Colocava em alto relevo seu zelo pela verdade, mas se descuidava da sua devoção a Jesus. Acabou descambando para uma ortodoxia morta e sem vigor.
A ortodoxia é boa, inegociável e vital para a igreja; mas, sem amor, a ortodoxia se torna morta e ortodoxia morta, mata. Precisamos ter luz na mente e fogo no coração. Estar calçados com a verdade e firmados no amor. Precisamos da sã doutrina e também da devoção. Verdade e amor precisam caminhar de mãos dadas. Não podemos separar o que Deus uniu: doutrina e vida, credo e conduta, verdade e vida.
Cada Dia - Hernandes Dias Lopes

O JUSTO FLORESCERÁ

“O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano’’ Sl. 92.12


O justo é aquele a quem Deus declara justo por causa da justiça de Cristo imputada a ele. Aqui, o justo é comparado à palmeira e ao cedro do Líbano. O justo floresce como a palmeira e cresce como o cedro. A palmeira aqui é a tamareira, a árvore frutífera mais conhecida em Israel e o cedro do Líbano é a madeira mais nobre aquele país vizinho de Israel. A tamareira é frutífera e o cedro é nobre. Ambas as árvores têm lições preciosas a nos ensinar.
            Pensemos então, na tamareira. Ela cresce verticalmente. Assim é o justo. Ele cresce para cima, para o alto, para Deus. A tamareira floresce no deserto, assim é o justo, mesmo nas provas, dá o seu fruto. A tamareira mantém-se sempre verde, apesar da adversidade do clima. Assim é o justo, nunca perde o seu valor e na estação própria dá o seu fruto.
A tamareira é muito útil. Nada nela é desperdiçado. Seu caule, suas folhas e seu fruto são largamente usados. Assim é o justo. Ele é útil em toda a sua vida. Suas palavras, suas obras, sua ações e reações são abençoadas. A tamareira sinaliza a presença de um oásis no deserto. Assim é o justo. Ele é uma benção na família, na igreja e na sociedade. Você  já foi justificado pela graça de Deus? Você tem florescido como a palmeira? Tem crescido como o cedro do Líbano?          
Pr. Hernandes Dias Lopes – Cada Dia – Julho/17

FRAQUEZA COM POTENCIAL

A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois,
 mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”. (2 Coríntios 12:9) 




Existe uma tendência universal no ser humano para esconder suas fraquezas. Estamos tristes, mas mostramos rosto alegre. Queremos chorar, mas guardamos nossas lágrimas. Sentimo-nos oprimidos, mas aparentamos estar no controle. Lutamos com a depressão, entretanto procuramos convencer os outros de que tudo vai bem.
Tudo isto revela a importância que damos à imagem que outros têm de nós. Desejamos que nos vejam como vencedores, com passos firmes rumo a objetivos claramente definidos na vida. Por isso, resistimos a todo custo revelar as coisas que mostram nossa verdadeira condição de seres frágeis e débeis.
Paulo afirma, com alegria, que se gloriará em suas fraquezas. Você, alguma vez, parou para pensar na loucura de tal declaração? Ele diz que não fará qualquer esforço para escondê-las; pelo contrário, se vangloriará por elas existirem. Longe de lhe provocar vergonha, ele as apresentará como as verdadeiras marcas da sua total dependência de Cristo. Na verdade, para nós, a atitude do apóstolo é algo incompreensível. Entretanto, não podemos deixar de sentir, no íntimo do coração, uma profunda admiração pelo seu estilo de liderança.
Por um momento, faça uma peregrinação pela história do povo de Deus. Você consegue pensar em alguma pessoa que tenha sido usada graças à sua força e virtudes? Abraão era um ancião incapaz de gerar filhos. José era um escravo, abandonado num cárcere. Moisés era um pastor de ovelhas, gago. Gideão era o menor de sua casa e, ainda por cima, pobre. Davi era um simples pastor de ovelhas. Neemias não era mais que um copeiro do rei. Jeremias era jovem e inexperiente. João Batista era um desconhecido que morava no deserto. Os discípulos eram simples pescadores, homens iletrados sem nenhum preparo. O intrépido perseguidor da igreja, Paulo, foi deliberadamente enfraquecido pelo Senhor por intermédio de um espinho na carne, que o atormentava.
E estes são apenas os heróis das Escrituras. Que diremos de outros como Agostinho, Lutero, Wesley, Hudson Taylor, Moody, Spurgeon etc. que marcaram profundamente a história do povo de Deus? Todos eles, sem exceção, foram úteis porque permitiram que suas fraquezas fossem um meio pelo qual Deus demonstrou Sua glória.                                                                                         Christopher Shaw                                                                   

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A LUTA CONTRA O PECADO – SÉRIE VIDA CRISTÃ I - RONALDO LINDÓRIO

Eu sou o Deus todo poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. (Gênesis 17.1)


A humildade é um claro sinal de maturidade cristã na jornada em busca de uma vida íntegra, pois é fruto da compreensão da nossa total dependência de Deus. Quanto mais buscamos uma vida íntegra na presença de Deus, mais somos confrontados pelo Espírito nas áreas da nossa alma que precisam de conserto, perdão, libertação e cura. E esse confronto gera um espírito de humildade, pois percebemos quem somos e o quanto necessitamos do Senhor em nossas vidas. Outro sinal de maturidade cristã é o contentamento, pois não nos aproximamos do sol ao meio dia sem percebermos a sua luz. Ao nos aproximarmos do Senhor perceberemos, sempre, a Sua bondade nas pequenas e derradeiras coisas da vida. Se você deseja avaliar o crescimento espiritual de um amigo, ou seu próprio, observe a humildade o contentamento.
Devemos lembrar que a busca pela integridade denuncia o pecado. Richard Baxter, teólogo e homem piedoso, afirma em seu livro ‘O pastor aprovado’ que "é mais fácil julgar o pecado que dominá-lo” e desafia-nos a vigiarmos para "não suceder que convivamos com os mesmos pecados contra os quais pregamos”. Em Gn 17:1 lemos que Deus disse a Abraão: “Eu sou o Deus todo poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Andar na presença de Deus leva-nos ao caminho da perfeição na mesma medida que andar em Sua presença aponta de forma clara as nossas imperfeições.
No processo de santidade o pecado precisa ser denunciado. Não nos tribunais humanos ou nas conversas de bastidores, mas no encontro do pecador com Jesus. Um dos grandes desafios cristãos é definirmos o pecado biblicamente (aquilo que terrivelmente nos afasta de Deus) e não sociologicamente, em uma escala de intensidade daquilo que é mais ou menos aceito pela sociedade.
Quando Paulo nos advertiu dizendo que a carne luta contra o Espírito e este contra a carne, enfatiza que não derrotaremos a carne lutando contra a carne. A carne será derrotada ao sermos cheios do Espírito (Gl 5.17). Isto não dilui a necessidade de estarmos alertas, pois somos encorajados a resistir ao pecado (1Co 10:13), visto que o pecado está à porta e a nós cumpre dominá-lo (Gn 4.7). Significa que os processos de transformação que contrariam a carne se darão pela presença e atuação do Espírito Santo em nossas vidas – e possivelmente uma das primeiras ações do Espírito é injetar repúdio ao pecado em nosso coração. O maior passo para uma vida íntegra e santa é sermos cheios do Espírito.
Somos de Deus, vivamos para Ele e morramos para Ele. Somos de Deus.

A VOZ DE DEUS!

Tornou o SENHOR a chamar: Samuel! Este se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Mas ele disse: Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te. Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR”. (1 Samuel 3.6-7)



"Encontramos dois fatos interessantes nesse momento da vida do jovem Samuel. Primeiro, a voz de Deus era tão parecida com a voz de Eli, que ele chegou a se confundir. Somente nos filmes, a voz de Deus ecoa pelo ar! Na vida real, as maneiras como fala são facilmente identificadas com outras vozes, e quem sabe, com a nossa própria voz.
Na sequência, devemos parar e considerar a frase “…Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor”. O que vemos aqui é a descrição de um principiante, uma pessoa que estava iniciando o processo de aprendizagem que o tornaria no grande profeta e juiz em Israel.
Compreender isto é importante. Existe um pensamento, entre o povo de Deus, de que a espiritualidade é algo que se herda, ou que pode ser recebida pela imposição de mãos. Muitos cristãos andam de um lado para outro buscando esse “toque”, ou essa “unção” que os torne automaticamente grandes homens ou mulheres de Deus. Estão convencidos de que a grandeza de ilustres personagens, na história do povo de Deus, se deve a alguma visitação especial, ou então à posse de algum dom extraordinário que os tornou diferentes dos outros mortais.
Na verdade, cultivamos a vida espiritual com disciplina. Assim como acontece no desenvolvimento do corpo físico, grande parte do crescimento espiritual depende de elementos que escapam ao nosso controle. Às vezes, nem sequer compreendemos os misteriosos processos que resultam na transformação do nosso coração. O certo é que fomos chamados para caminhar em fidelidade com Deus e permitir que Ele nos conduza rumo à maturidade.
Aqui não há grandes saltos, nem avanços repentinos. Às vezes, experimentamos visitações extraordinárias da Sua presença, mas o crescimento espiritual normal é o resultado de um processo lento e contínuo. O autor da carta aos Hebreus refere-se a isto quando escreveu: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (5:14). Perceba a frase “pela prática”. Outras versões traduzem “pelo exercício constante”. Seja qual for a tradução, todas destacam um processo de aprendizagem que inclui a possibilidade de equivocar-se, como aconteceu com o jovem Samuel.
Para pensar: Alguém disse certa vez: “Todos querem ser algo na vida; mas ninguém quer crescer.” Que passos você está dando para melhor compreender os mistérios da vida espiritual? Como exercita os seus sentidos para poder discernir entre o bem e o mal? – Christopher Shaw

EU-ÍSMO! – ISALTINO GOMES COELHO

Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo”. (Tg 3.1)




"Eu-ísmo". Você já viu esta palavra antes? Não se preocupe. Nem eu, até o dia em que escrevi esta pastoral. Vi-a num livro de MacArthur, Ouro de tolo – discernindo a verdade numa época de erro. Está no capítulo "Controlando as escolhas – combatendo o consumismo com uma mentalidade bíblica". Gostei tanto dos argumentos que fui orientado para este artiguete. Eis o que MacArthur chama de "Eu-ísmo": "Em essência, consumismo é ‘eu-ísmo’– chamando-nos a exaltar-nos a nós mesmos como árbitros de todas as nossas questões" (p. 179). O capítulo começa com o autor comparando um mercado na Rússia, onde fora pregar, com um mercado norte-americano. Não havia opções no mercado russo. A seção de alimentos era minúscula. De volta aos EUA ele contou as opções americanas: 264 opções de cereal matinal, 62 tipos diferentes de mostarda, 305 opções de desodorantes e 198 variedades de escovas de dente. "O consumidor em primeiro lugar" é o lema do capitalismo americano. Tudo centrado na pessoa como cliente. Ela deve ser bem servida.
           MacArthur diz que esta mentalidade migrou para a igreja. As pessoas escolhem igrejas, pregadores, possibilidades eclesiásticas, como quem escolhe um produto. Trazem a atitude de cliente para a igreja. Os crentes não se vêem mais como servos, mas como clientes a serem servidos. Analisam os produtos para ver qual é o mais vantajoso. Na linguagem corrente, a relação "custo/benefício". Geralmente tais pessoas querem benefício a custo zero. Que os outros sustentem o trabalho do qual ela desfruta.
           Meu filho Beny (isto é um pleonasmo, porque ben y significa "filho de mim"), diácono e vice-presidente numa igreja do Pará, me pediu uma orientação. Como agir com crentes que só vão à igreja se forem visitados? Exigem ser visitados toda semana para irem à igreja. Sugeri-lhe criar uma comissão de visitação e convidar tais pessoas que tanto valorizam visitas a integrá-la. Que saiam a visitar os outros. Ele gostou da idéia. Duvido que tais crentes queiram visitar. Não é o valor ou a necessidade de visita que eles vêem. São clientes. Querem ser paparicados. Isto é "eu-ísmo". Ao invés de centralizar a vida em Deus, o crente centraliza em si. A preocupação não é se as expectativas de Deus foram atendidas em sua vida, mas se suas expectativas foram atendidas na igreja. São o centro da vida. Não são servos, são senhores.
Gosto de ser útil às minhas ovelhas. Atendê-las, ouvi-las e tentar ajudá-las faz-me bem. Dá-me sensação de utilidade. Mas reconheço que boa parte do tempo de um pastor é com crentes "eu-ístas". A consciência de servo, a noção de engajamento e a visão da igreja como uma comunidade onde nos inserimos para lutar por uma causa, isso se esvaiu em nosso meio. Nas igrejas, cada vez mais as pessoas em número cada vez maior querem ser satisfeitas. Tudo deve agradá-las. É o "eu-ísmo". Um convertido verdadeiro entende a vida cristã como "Deus-ísmo" (esta não é do MacArthur, é minha!). Mas há cada vez mais "eu-ístas" que "Deus-ístas" entre nós.
Jesus não é dono de supermercado e você não é um cliente. Você não foi salvo para ter as suas vontades atendidas. Nem a igreja existe para seus caprichos. Você foi salvo para servir a igreja!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

SIRVA A DEUS COM A SUA SEDE! JOHN PIPER

É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis”. (2 Co 5.9)



   E se você descobrisse (como os fariseus) que dedicou toda a sua vida a tentar agradar a Deus, mas que ao mesmo tempo havia feito coisas que, à vista de Deus, eram abominações (Lucas 16.14-15)?
   Alguém pode dizer: “Não acho que isso seja possível; Deus não rejeitaria uma pessoa que tem tentado agradá-lo”. Mas você vê o que esse interlocutor fez? Ele baseou sua convicção sobre o que agradaria a Deus em sua ideia de como Deus é. É precisamente por isso que devemos começar com o caráter de Deus.
   Deus é um manancial na montanha, não uma banheira. Um manancial reabastece a si mesmo. Ele constantemente transborda e abastece a outros. Mas uma banheira precisa ser enchida com uma bomba ou um balde.
   Se você deseja glorificar o valor de uma banheira, você se esforça para mantê-la cheia e útil. Mas se quiser glorificar o valor de um manancial, você abaixa as suas mãos, ajoelha-se e bebe para a satisfação do seu coração, até que tenha o refrigério e a força para descer ao vale e dizer às pessoas o que você encontrou.
   Como um pecador desesperado, minha esperança paira sobre essa verdade bíblica: Deus é o tipo de    Deus que ficará satisfeito com a única coisa que tenho a oferecer: a minha sede. É por isso que a soberana liberdade e a autossuficiência de Deus são tão preciosas para mim: elas são o fundamento da minha esperança de que Deus não se deleita com a engenhosidade do método para encher a banheira, mas com o inclinar-se de pecadores quebrantados para beberem na fonte da graça.

DÍZIMO – UMA PRÁTICA BÍBLICA A SER OBSERVADA

Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa;”. (Ml. 3.6)




Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.
Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.
Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).
Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também, está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8). Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é uma afronta a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer “todos os dízimos”. Não podemos administrá-lo, pois a ordem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”.
Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23).

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

CONSELHOS PARA UMA LEITURA BÍBLICA ADEQUADA

Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos”. (Salmo 119.105)


A Bíblia Sagrada é um livro maravilhoso. É o livro mais vendido no mundo e, para nós cristãos, é a regra de fé e prática. Aqueles que já tiveram a oportunidade de degustar um pouco dos ensinos bíblicos nunca mais serão as mesmas pessoas, pois a Bíblia é viva e o poder da Palavra de Deus é transformador. O famoso evangelista Billy Graham disse algo interessante sobre a Bíblia, ele disse que “a Bíblia é mais atual do que o jornal que irá circular amanhã”. E ele tem razão. Mesmo depois de centenas de anos os escritos são atuais. Porém, mesmo com todas estas características positivas, não podemos negar que a Bíblia não é um livro tão fácil de ser lido e que a sua leitura deve ser cuidadosa para que não seja distorcida. Pensando nisso, listei os cinco principais erros que muitas pessoas cometem ao ler a Bíblia. Evitar esses erros vai ajudar qualquer leitor apaixonado pela Palavra de Deus a extrair dela o seu real significado, que é o desejo de Deus para o leitor de Sua Palavra.
Ler a Bíblia abrindo-a aleatoriamente. Não é difícil encontrar pessoas que praticam esse tipo de leitura. Entendem que dessa forma Deus irá falar misteriosamente. Essa é uma das piores formas de ler a Bíblia, pois não se têm um estudo sistemático que busque entender os contextos, as sequências, os fatos e outras informações importantes para compreensão de um texto corretamente em seu sentido. Geralmente quem lê a Bíblia dessa forma não sabe nada de Bíblia.
Ler a Bíblia sem ler os contextos. Todo texto tem um contexto, que é o que vem antes e o que vem depois daquele texto. Muitos leem a Bíblia por pedaços. Ou seja, hoje leem um capítulo de Salmos, amanhã leem um capítulo em Gênesis, depois leem Apocalipse, etc. Esse tipo de leitura prejudica em muito o entendimento correto do que Deus quis comunicar na Bíblia. É muito importante que as leituras sejam feitas englobando todo o contexto. Textos lidos fora de seus contextos podem tomar sentidos diferentes e totalmente contrários ao que realmente significam.
Ler a Bíblia sem um dicionário por perto. Muitos leem a Bíblia e não entendem bem o sentido de algumas passagens, pois não checam um dicionário quando se deparam com uma palavra desconhecida. Dessa forma, perdem o ensino daquele texto e acabam também não compreendendo versos próximos que dependem daquele. Ter um dicionário é muito importante para quem quer ler e entender a Bíblia. Não pesquisar os significados de palavras desconhecidas torna a leitura pobre e fraca.
Ler a Bíblia com atenção. A leitura e o estudo são atos que exigem atenção. Eu gosto de comparar um bom leitor da Bíblia a um cirurgião. Será que um cirurgião operando um paciente faz bem em colocar uma tevê na sala da cirurgia e, enquanto opera um coração, assiste também seu programa favorito? Não dá, não é verdade?! Assim como uma cirurgia requer atenção exclusiva do cirurgião, o leitor da Bíblia também deve dar atenção exclusiva a esse encontro com o texto sagrado.
Ler a Bíblia sem regularidade. Quem deseja “dominar” o texto bíblico também precisa aprender a ter regularidade. Isso quer dizer que é importante que haja o contato com a Palavra de Deus por mais tempo e não somente alguns poucos minutos por semana.

OUVE, IGREJA DE DEUS! “SHEMÁ”

Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”.



Vejamos alguns princípios concretos que nos ordena o Senhor, conforme Deuteronômio 6:4-9.
1º princípio: A Palavra do Senhor deve estar sempre no coração (v.6). A Palavra de Deus deve ser centralizada na nossa vida, como o essencial, o primordial, a partir desse princípio lutaremos para torná-la realidade em nossa família.
2º princípio: Também falarás dela assentado na tua casa (v.7). Essa palavra deve ser ensinada, em casa, pode ser através do culto doméstico, pode ser, também, de modelos claros de que há o verdadeiro temor do Senhor na casa.
3º princípio: Também falarás dela andando pelo caminho (v.7) – Um claro exemplo do que é Evangelização, que é, na verdade, um estilo de vida, onde o verdadeiro temor do Senhor está sempre presente, o tempo todo devemos propagar a nossa fé, os nossos valores fundamentais, em tudo o que fizermos.
4º princípio: Também falarás dela ao deitar-te e ao levantar-te (v.7) – Maneira prática, viver intensamente a Palavra, compreendendo que pais são os principais modelos para os filhos. Destaca-se a importância da santificação diária dos pais, para nortear a vida dos filhos pelo exemplo de vida.
5º princípio: Também as atarás por sinal nas tuas mãos – sinal de um principio que norteia a prática diária, há um fundamento que devemos seguir que deve ser colocado em nossas mãos paa jamais esquecermos.
6-º princípio: ...e te serão por testeiras entre os teus olhos. De acordo ainda com o versículo 8. Testeiras não é a testa e sim o orifício que fica entre os olhos. O cristão deve ser um visionário do Reino de Deus! Então, se a Palavra ocupar em primeiro plano a sua visão, ela filtrará qualquer outra coisa que você vier olhar, seja imoral ou não. Tudo será filtrado pela Palavra de Deus. É uma forma tremenda de Deus ensinar aos seus filhos a pureza dos olhos. 
E por ultimo, vem o 7º princípio: Também as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas. Ser um verdadeiro servo do Senhor Jesus! da nossa casa tem um sentido extraordinário. Eu sempre pergunto aos membros da minha igreja "quem são as pessoas" que verdadeiramente sabem se eles são crentes sinceros ou não. A resposta é unânime: “OS VIZINHOS”. São os nossos visinhos que conhecem o nosso vocabulário, que ouvem os estilos de músicas que se toca em nossos lares ou que tonalidade de voz nos dirigimos uns aos outros no relacionamento familiar. São eles que irão dar glória ao Senhor por nós ou não.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E AS REDES SOCIAIS!


contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” (Salmo 78.4)





A família é o Projeto de Deus para desenvolvimento do homem em sociedade. Primeira instituição criada por Deus, com o propósito, do cumprimento do palno divino para o homem.  A Bíblia declara em Gênesis que na criação, Deus achou muito bom tudo o que havia criado (Gn 1.31), apenas uma coisa não recebeu a aprovação do Divino Criador: a solidão do primeiro homem (Gn 2.18). A família  formada por homem (varão), mulher (varoa) e filhos, tem a capacidade de suprir as necessidades físicas e espirituais do indivíduo. É através dela que a criança começara a se enxergar como um ser social, tendo o seu caráter formado através da observação do comportamento e do ensinamento dado por seus pais.
Ensinar exige paciência e dedicação. Mas como ensinar se muitos pais gastam horas de seu tempo livre nas redes sociais? E o que é pior, para conseguirem tempo livre, pois a criança exige a atenção dos pais, apresentam o mundo virtual para ela, transformando assim a internet numa “babá eletrônica”. Atualmente as crianças são apresentadas cada vez mais cedo ao mundo virtual. Pais e filhos não podem se distanciar no convívio, pois conviver vai muito além de apenas morar na mesma casa. Conviver é viver junto, trocar experiências, dialogar, ensinar, compartilhar sentimentos. Mas como fazer isto se todos estão conectados individualmente em seu mundo virtual? Juntos na mesma casa, mas separados pela internet.
Os pais têm a obrigação perante Deus de ensinar “aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.” (Sl 78.4). O ensinamento cristão e bíblico deve ser dado em casa, a igreja e as classes infantis de Escola Bíblica Dominical apenas complementam o ensino oferecido em casa. Não podem delegar para as professoras do departamento infantil uma função que é sua. Devem instruir “o menino no caminho em que deve andar.” (Pv 22.6)
As redes sociais não podem ser o refúgio para o estresse do dia a dia, pois este é o papel da família. É nela que devemos buscar a tranquilidade para enfrentar um mundo cada vez mais agitado. É nela que nos alegramos e choramos, enfim, amadurecemos como indivíduos. Reuniões em família não devem jamais ser trocadas pelo bate papo virtual. Os relacionamentos virtuais não podem prejudicar a união do casal, pois esta é maior união que um ser humano pode ter com outro. A Bíblia nos diz que marido e esposa são uma só carne (Gn 2.24), ou seja, duas vidas se tornam uma. No casamento não existe “meus problemas” e “seus problemas”, mas “nossos problemas”, as alegrias e tristezas devem ser compartilhadas.
Devemos compartilhar nossas intimidades com quem escolhemos passar o restante da vida ao nosso lado, e não com pessoas que nem sabemos se a foto apresentada como sendo sua condiz com a realidade. Existem pessoas que fazem tudo para conseguir o maior número de “curtidas” e se esquecem de que há momentos que pertencem somente a família.É obvio que como seres sociais que somos nosso convívio não fica restrito somente a família, mas ela deve ser o núcleo de nossa vida social. 

A MISSÃO DE SER MÃE

“Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, 
e amor, e santificação, com bom senso.” (I Tm 2.15)



Talvez um dos papéis mais preponderantes da mulher destacado na bíblia, seja o de mãe, embora todos os papéis sejam igualmente reconhecidos. Esse papel de mãe era tão importante nos tempos bíblicos que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, porquanto furtava a mulher de uma de suas funções mais importante na vida. Há casos destacados com especialidade como o de Sara( Gn 17:15), Raquel (Gn30), e Ana (I Sm 1:2). R. C.
Muitas noites acordadas, cansaços físicos, renúncias, ingratidões, uma tarefa difícil, árdua.
Porém, é extremamente gratificante para a mãe ver o filho que ela amamentou crescido, criado, formado, bem encaminhado na vida.
É honroso para a mãe ver em seus filhos suas próprias virtudes. É alentador para a mãe ser reconhecida por seus filhos como aquela que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, educando, corrigindo, formando, protegendo, consolando, animando.
Todo e qualquer investimento, afim de que seja próspero tem que ter uma boa mão de que o cuida. Assim é a mãe, para que seu filho seja prospero durante sua vida.
As Ás várias funções da Mãe: G Gerar (conceber). Alimentar. Consolar. Dar amor. Proteção. Educar. (ensinar, edificar, exortar, corrigir, repreender). “ Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele” Pv 22:6 “ Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagrada letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo.” II Tm 3:14,15.                                                                                                                                     Universidade da Bíblia.

PILARES DA FAMÍLIA – adaptado por Jonatas A. Moreira

“Se o SENHOR não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127.1)



1 º Pilar: Jesus (Mateus 7.24-27) “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”.
Nesse texto aprendemos que se a casa (família) a qual o fundamento (base) não é Jesus, fica sujeito a todo tipo de ruína e destruição.
2º Pilar: Obediência e Temência ( Salmos128:1-4): Nesse Salmo observamos alguns dos benefícios que traz bem-aventurança à famíliaque teme e obedece ao Senhor.
- Prosperidade no lar (Versículo 2).
- Felicidade da família (v.2).
- Tudo irá bem (v.3) : esse versículo é uma promessa importante sobre os desígnios da família que obedece os princípios estabelecidos por Deus para a família!
 - Benção de Deus (v.4):   Deus promete nessa passagem dias prolongados e paz dentro do lar. Isso não é maravilhoso?
3º Pilar : Educação Espiritual ( Provérbios 22:6): “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”.
Muitas vezes, educamos nossas crianças em áreas específicas, tais como: psicológica, emocional, intelectual e moral. Mas, devemos entender a prioridade na vida cristã de ensina-las na vida espiritual. E esse papel cabe as pais, pois são modelos dados por Deus para  uma vida de oração, leitura da palavra de Deus. Há uma promessa em Provérbios 22 que a criança jamais esquecerá o ensino dos seus pais. Ensinar é andar junto. Não adianta falar para os filhos fazerem aquilo que nós pais não fazemos.
4 º Pilar : União ( Salmos 133:1): "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” A união espiritual nos abençoa poderosamente fazendo do lar uma bênção.
5 º Pilar : Amor ( 1 Coríntios 13): - Amor não é sentimento. é decisão e mandamento. Vejamos o que a palavra diz em 1 Coríntios 13: -  "Quem ama" não trata mal (v.4). - Não se irrita e não suspeita mal (v.5). - Não é injusto, mas é sempre verdadeiro ( v.6). -Tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (v.7).                  
A FAMÍLIA É UMA BENÇÃO DE DEUS!

terça-feira, 2 de maio de 2017

A FÉ NÃO É DE TODOS – Autor. A. D. C

“Porque a fé não é de todos” (2Ts 3.2)


A Bíblia revela o que precisamos saber e não o que queremos ou desejamos. Há certas verdades que são totalmente contrárias aos nossos desejos. Agostinho disse com muita propriedade: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo”.
A meditação de hoje é sobre a palavra: “porque a fé não é de todos”.
Primeiro, o presente: “a fé”. A fé é o meio ou o instrumento pelo qual uma pessoa é salva. Ela é produzida pelo Espírito Santo no coração daquele que ouve o evangelho.
A fé é presente que Deus dá individualmente. Ela envolve a mente, o coração e a vontade. A fé nos justifica diante de Deus e nos une a Cristo. A fé verdadeira é ativa e atua pelo amor. Ela é viva e produz frutos.
Segundo, os agraciados: “não é de todos”. A fé pertence aos eleitos de Deus. Paulo sabia que o seu ministério de pregação tinha um propósito: “promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade”.
Ele estava disposto a suportar todo tipo de sofrimento, contato que os eleitos obtenham a salvação pela fé em Cristo. Zinzendorf disse: “Estou destinado a proclamar a mensagem, sem importar-me com as consequências pessoais que me sobrevirão”.
Terceiro, o dever: orar e pregar a todos. A fé não é de todos e não sabemos quem são os eleitos que irão recebe-la. Temos que orar e pregar a todos, esperando que Deus faça a obra de conversão. Oswald Chambers disse: “A oração não nos qualifica para maiores obras; a oração é a maior obra. A oração é a batalha. Você luta em oração e as realidades acontecem. Que surpresa será descobrir, quando o véu for levantado, que almas foram ganhas por você, porque você tinha o hábito de receber suas ordens de Jesus Cristo”. Descanse nesta verdade bíblica, ore e pregue o evangelho. 

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O PROBLEMA DOS JOGOS VIRTUAIS (Autor desconhecido)

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).


Você é viciado em algum jogo? Jogos distraem, nos faz sentir um poucos motivados para viver, mas alguns jogos são prejudiciais à saúde humana e outros ao espírito de um humano. As armadilhas tem um objetivo, uma sentença de morte pra quem cai numa rede. Hoje vemos vários tipos de jogos, seja pelas redes sociais, de sites, até jogos de futebol ou de bichos. Conheça se você é uma presa de qualquer tipo de jogo, pois o laço pra você pode ter sido muito forte par que não consiga mais sair. Podemos dizer que tudo o que é demais faz mal. Hoje muitos jovens estão sendo perigosamente enlaçados pelo jogo chamado "baleia azul" onde eles fazem 50 tarefas perigosas e por fim levando ao suicídio. A Bíblia é a Palavra de Deus e os pais precisam mostrar as verdades existentes biblicamente mesmo que seja conflitoso, mas valerá a sua vida.
Dizer a verdade não é tão perigoso quanto ficar calado e o perigo tirar alguém de você. A Palavra de Deus é a voz divina aos corações que hoje o wat zap não preenche alma, mas sim o Espírito de Deus.
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Quando deixamos de mostrar a verdade a alguém somos enlaçados por perigos desta vida, por jogos, por mentiras. É preciso acreditar  que seremos capazes de falar a verdade quando vivemos a verdade. Jogar não pode ser um vício, mas o que ocupa as nossas almas são a presença de Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo de Deus.
Ir para a igreja adorar a Deus consegue fazer muito mais por nós do que o que podemos fazer. Ter discernimento espiritual para vencermos as paixões deste mundo é primordial a todos nós e hoje em dia muitos joguinhos estão realmente atrasando a vida espiritual de muitos jovens pelo mundo inteiro. Alguns jovens estão morrendo por isto esta mensagem tem de ser de despertamento para muitos para que procurem fielmente conhecer a verdade e esta verdade só há através do conhecimento de Jesus Cristo o Filho de Deus.
Que nada neste mundo substitua nosso amor a Jesus Cristo, o Filho de Deus. Deus é Rei e nos trouxe um Salvador para que pensemos NEle 24 horas e não em joguinhos mundanos e perigosos. Aqui no Brasil apareceu uma onda de jogos onde muitos param nos domingos e nas quartas só para ver jogos de futebol, outros jovens se acabam em jogos de celulares. Não fique surpreso quando Jesus voltar porque será numa hora em que menos esperamos e quem ficar só vai se lamentar por não estar preparado, por não ter a candeia acesa.Esta mensagem reflito sobre jogos pois prendem, enlaçam, como se quisessem nos matar por vingança de algo, por causa de algo. O mundo conta com jogos virtuais para prender muita gente e haja alguns afirmando ganhar dinheiro com eles. Sabemos que Jesus vai voltar e da grande realidade a ser confrontada com aqueles que dão suas vidas por um jogo e se esquecem de ir à igreja local para adorar ao Deus.