segunda-feira, 21 de março de 2016

A PÁSCOA E SUA HISTÓRIA

e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, 
quer sobre a terra, quer nos céus” (Cl. 1.20).


A Páscoa é uma festa antiga que remonta à em que o povo hebreu foi libertado da escravidão do Egito. Portanto, esta festa judaica celebra a saída do povo de Deus, do cativeiro do Egito, depois de mais de 400 anos de escravidão.
O que significa “Páscoa”. Essa é uma transliteração da palavra hebraica “pessach” que significa ‘passar por cima’, ao que se refere ao episódio da décima praga que Deus enviou ao Egito, quando o SENHOR ‘passou por cima’ das casas dos judeus no Egito sem que ferisse os seus primogênitos (Êxodo 11).
O que fez com que os judeus fossem poupados? Seguindo às ordens de DEUS, Moisés orientou as famílias do povo judeu a que sacrificassem um cordeiro e que, com o seu sangue aspergissem os umbrais e as vergas das portas de suas casas. Essa marca representava a redenção de Israel e, percebida pelo SENHOR, os livraria da décima praga e, por fim, de uma escravidão que já durava 400 anos (Êxodo 12).
Qual o objetivo da Páscoa? Em princípio servia como um memorial, deste grande livramento empreendido por DEUS em favor do seu povo. Essa festa era a mais importante celebração do povo judeu e, nela seguia-se o mesmo rito desde a sua instituição: sacrificava-se um cordeiro sem defeito, que era servido como alimento pelas famílias com ervas amargas e pães asmos (sem fermento). Contudo, ela prenunciava um evento mais significativo que foi o sacrifício de Jesus Cristo em nosso favor.
Todos os elementos da Páscoa apontam para o Messias que é Cristo. O povo sendo liberto do cativeiro do Egito, aponta para o povo de Deus em toda a terra sendo libertos do cativeiro do pecado e sua reaproximação com o DEUS único e verdadeiro.                                                                                               
Pr. Jonatas Alessandro Moreira

terça-feira, 15 de março de 2016

A VIDA DE ORAÇÃO DO CRISTÃO

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto;
 porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5).



A oração de um cristão é fundamental para uma vida de intimidade com Deus, por vários motivos. Primeiro: nada que tenha importância eterna acontece sem Deus. Jesus declarou: “porque sem mim nada podeis fazer”. O cristão que não cultiva um relacionamento íntimo com Deus, não será capaz de cumprir a Sua vontade. Simples assim. Muitos cristãos ainda têm dificuldade com a vida de oração. O grande desafio é que a oração não seja feita de maneira passiva sem qualquer ânimo. Os cristãos têm um grande desafio de terem uma vida de oração ativa, que busque ansiosamente os desígnios de Deus, com o propósito de entender que a oração conforme a vontade de Deus pode ser a tarefa mais desafiadora, exaustiva e trabalhosa e, mesmo assim, compensadora que um servo pode executar, conforme ensina Davi; “esperei confiantemente no Senhor” (Sl 40.1).
A oração, também, é essencial porque para ser um cristão espiritual, o servo deve ser cheio do Espírito Santo. O cristão não pode encher-se ele mesmo do Espírito Santo, só Deus pode fazer isso (Ef. 5.18). Embora todos os cristãos tenham a presença do Espírito Santo na vida, a condição de ser cheio do Espírito Santo vem de uma vida de oração concentrada, fervorosa e santificada. A promessa de Deus é: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13).
A sabedoria de Deus é a recompensa para que tem uma vida de oração. O convite de Deus aos cristão é: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes”. A sabedoria do alto que irá conduzir o cristão, como auxílio divino, nas questões eternas do seu dia-a-dia.
A promessa de Deus é clara: “ Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7.7). Hoje, erga a sua cabeça e confie na promessa de Deus na vida de oração!                                                                      
Pr. Jonatas Alessandro Moreira

terça-feira, 8 de março de 2016

AS PEDRAS NÃO CLAMARÃO!

Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem,
 as próprias pedras clamarão.”. (Lc 19.40).



Com base nestas palavras de Jesus, vez por outra, alguém, desafiando a igreja à obra missionária, diz que se não pregarmos o evangelho, as pedras clamarão. A afirmação é bem intencionada, mas incorreta. Não foi isso que Jesus disse. Este equívoco ecoa há muito tempo em nosso meio, e é um tiro no pé.
O contexto esclarece bem. Os discípulos, entusiasmados com a entrada de Jesus em Jerusalém, começaram a louvar a Deus e a gritar: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu e glória nas alturas”. Incomodados, os fariseus pediram que ele os repreendesse. Então ele deu a resposta contida em Lucas 19.40. Que é bem específica: “se estes se calarem”. Ele era o Rei prometido, o Messias esperado. Isso era tão gritante que se os discípulos se calassem, as pedras o proclamariam. O contexto não é de evangelização ou missões. Jesus não disse que pedras evangelizariam. Só seus seguidores podem fazer isto.
A tarefa de pregar o evangelho é tão restrita aos discípulos de Jesus, que os anjos gostariam de desempenhar esta tarefa (1Pe 1.12) e não conseguiram o privilégio. Se não evangelizarmos nem fizermos missões, ninguém o fará. Se as pedras clamassem em nosso silêncio, melhor seria fechar as juntas missionárias e enviar caminhões de brita para os campos. Devemos fazer missões!
Investir na obra missionária, manter missionários, orar por eles e dar-lhes condições de viverem e desempenharem sua tarefa é responsabilidade de toda a igreja de Cristo. Os missionários não são fracassados que, não dando certo na vida secular, optaram pela caridade eclesiástica. São pessoas que têm uma visão espiritual e comprometeram suas vidas com o evangelho. Merecem respeito. Eles são a elite das tropas de Deus.                                                                             
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

CONDUZINDO À INTIMIDADE ESPIRITUAL

Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim.”. (Ex 19.14).


Esta semana temos a grata satisfação de celebrar mais um ano de organização da Igreja do Senhor Deus, que servimos, 3ª Igreja Presbiteriana de Carapicuíba. Podemos dizer que são 14 anos de muitas lutas e bênçãos, e damos mil vezes louvores pelas oportunidades presenciadas.
Creio que necessitamos sempre nos perguntar sobre o objetivo do Senhor Deus em plantar uma Igreja Presbiteriana na Cohab de Carapicuíba, um bairro com grande densidade demográfica e grandes carências espirituais e sociais. Há uma grande luta espiritual a ser travada na dimensão espiritual da Igreja.
Este ano o tema da Igreja é “Intimidade com Deus”, pois, cremos que o nosso maior desafio é conduzir a Igreja a um relacionamento de intimidade espiritual com Deus, que glorifique a Deus diariamente nas decisões e disposições diárias.
No texto de Êxodo a questão importante a ser compreendida é a expressão “e vos cheguei a mim”. Geralmente, pensamos que Deus libertou os israelitas a fim de levá-los à Terra Prometida, Canaã. Mas, não foi o que Deus declarou. O importante para Deus não era o território, mas o relacionamento. Deus libertou os israelitas para que eles pudessem ser livres para desenvolver um relacionamento íntimo de fé e obediência a Ele. O local era, simplesmente, um meio para o desenvolvimento dessa relação. O motivo de os israelitas terem passado quarenta anos peregrinando no deserto não foi Deus não ter conseguido dar-lhes a vitória em Canaã. Ele poderia fazê-lo facilmente. Contudo, Deus deixou-os no deserto por quarenta anos, a fim de estabelecer um relacionamento adequado com eles. O lugar era acessível, mas, o relacionamento ainda não havia chegado aonde Deus queria.
Infelizmente, depois que os israelitas entraram na Terra Prometida, eles passaram a ver o lugar como um fim em si mesmo, não como um meio de se relacionar com Deus.
Esse é o nosso desafio na 3º Igreja Presbiteriana de Carapicuíba, pois a Igreja alcançará todo o potencial quando soubermos distinguir a voz de Deus e obedecer, para que auxilie o Seu povo a enxergar e buscar cada vez mais a Intimidade com Deus num relacionamento diário para observar a ação diária milagrosa de Deus.
ANDE COM “DEUS” E RECONHEÇA A SUA VOZ!   
 (Adaptado) Jonatas A. Moreira.  

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O PRESENTE DE DEUS – A ESPERANÇA

E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, 
para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”. (Rm 13.15).


O homem diz: “enquanto há vida, há esperança”, mas, a verdade mais profunda é: “enquanto há esperança, há vida”. Tirando a esperança, a vida, com sua variedade fascinante de oportunidades e experiências, se reduz à mera sobrevivência – desinteressante, não gratificante, desolada, monótona e repulsiva, um fardo e dor. Pessoas sem esperança, frequentemente, expressam seu senso de realidade e seus sentimentos sobre si mesmas dizendo que desejariam morrer e, algumas vezes, até tentam tirar a própria vida.
             A questão é que nós humanos vivemos muito em um futuro que imaginamos. Não decidimos ser assim, apenas somos. Olhar para frente, sonhar com coisas alegres que estão por vir, querer que continue o que é bom e que pare o que é mau e desejar um futuro que é melhor do que o passado é tão natural para nós quanto respirar. Como Alexander Pope disse de maneira pomposa: “A esperança brota eterna no peito do homem: o homem nunca é: mas sempre será abençoado”. Com certeza, há pessoas, famílias, grupos e culturas inteiras que são pessimistas, achando ser sábio não esperar nada de bom; mas, com essa atitude que não é alegre, também, não é natural, não mais do que o ateísmo é. Ambos são resultados da desilusão. Como os ateus se fecham por estarem desapontados e feridos, de alguma forma, pelo teísmo dos teístas, ou pelos seus expoentes, então o pessimismo flui da destruição do otimismo natural.
                Esperança gera energia, entusiasmo e disposição; falta de esperança produz somente apatia e inércia. Para um desenvolvimento humano completo – em distinção e parcialmente diminuído – temos necessidade de ter esperança em nossos corações.
           Precisamos de esperança? Sim. Os cristão podem ter esperança? Sim. Estamos além da esperança? Não. É a grandeza de nossa esperança uma indicação da bondade de Deus? Sim. A esperança da nossa salvação nos dá alegria, energia, fé e o desejo de sermos usados por Deus? Sim, sim, sim. Podemos esperar que Deus nos use cada dia, para sua glória, mesmo se não formos perfeitamente santificados? Essa é uma notícia maravilhosa? Sim.
                Boa esperança para você! Esperança como modo de vida, esperança como fonte de energia e esperança como fonte de alegria ao coração onde o louvor e oração irão fluir continuamente.                                                                 
(Adaptado) J. I. Parker. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

UM “DEUS” PESSOAL

Eis o tabernáculo de Deus com os homens.(Ap. 21.3)


Há quem ame a humanidade e odeie o homem real e concreto. É fácil amar abstrações. Muita gente diz amar o povo e comete atrocidades contra o indivíduo! Em nome do povo fazem-se ditaduras de direita e de esquerda. Em nome da liberdade para o povo, tira-se a liberdade do povo. Humanidade e povo são abstrações. Deus não lida com o homem abstrato, com idealizações, mas com a pessoa. Seu trato com o homem nas páginas da Bíblia prova isso. Ele não disse: “Não temas, ó homenzinho…”, mas “Não temas, Abrão…” (Gn 15.1). Também não disse: “Ó homem, ó homem, não te chegues para cá…”, mas “Moisés, Moisés!” (Êx 3.4). Ele sabe os nomes das pessoas: “O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome” (Gn 35.10).
Jesus também lidou com o homem real, concreto, histórico e não com abstrações e conceitos. Não disse “Desce, ó baixinho!”, mas “Zaqueu, desce depressa…” (Lc 19.5). O Pai e o Filho sabem nossos nomes. Para o Estado somos um número. Para políticos, somos povo. Para outros, massa. Nas empresas, um código de barras. Para Deus somos pessoas, indivíduos. Ele nos conhece. “Os teus olhos viram a minha substância informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles” (Sl 139.16). Além de nos conhecer, tem um propósito para nós. Não somos acidente da natureza ou produto do acaso. Somos criação de um Deus pessoal, não de uma energia cósmica, força cega, impessoal, mas de um Deus de amor. Um Deus relacional. A maior prova de seu desejo de se relacionar conosco se vê na pessoa de Jesus. Ele morou aqui. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós…” (Jo 1.14). E graças à misericórdia de Deus, um Deus pessoal e relacional, este desejo dele de viver com os homens, um dia se concretizará definitivamente: “Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).Cremos em Jesus. Não numa força, numa energia, ou na natureza. Cremos num Deus pessoal, relacional, que entrou na história na pessoa humana concreta, temporal e espacial chamada Jesus. E que um dia nos levará para vivermos com ele. Por causa da obra de Jesus.Cremos num Deus que ama pessoas, e num Salvador que sabe nosso nome. Ele sabe quem somos. Não creia em anjos, espíritos, magnetismo ou vibrações cósmicas. Creia no Deus Verdadeiro e no seu bendito Filho, Jesus Cristo, sua manifestação histórica! Nisto vale a pena crer!                                                          
Pr. Isaltino Gomes Coelho (in memoriam).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CONTENTAMENTO COMO ORDEM PARA INTIMIDADE COM DEUS

fazei tudo sem murmurações nem contendas” (Fp. 2.14)


O apóstolo Paulo, recomendou o seguinte: “fazei tudo sem murmurações nem  contendas” (Fp. 2.14). O “tudo” refere-se ao que Paulo havia dito antes: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós, tanto o querer como o realizar (vv. 12-13). Em outras palavras, enquanto Deus está operando em sua vida, esteja certo de que você não terá do que se queixar.
A vida nem sempre nos supre com aquilo que gostaríamos. Deus permite que sejamos aprovados para ajudar-nos a orar, confiar e ser gratos por aquilo que temos. Ao longo de toda a Bíblia, há mandamentos para que sejamos contentes: “Contetai-vos com o vosso soldo” (Lc. 3.14); “grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento... Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Tm. 6.6, 8); “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes” (Hb. 13.5).
Os obstáculos para o contentamento são a queixa e a contestação. A palavra traduzida por “murmurar” em Filipenses 2.14 é gongusmos. É uma palavra onomatopaica de aborrecimento e murmúrio: Seu som e significado referem-se a murmuração, uma expressão de descontentamento e resmungo em voz baixa. É a palavra usada na tradução grega do Antigo Testamento para indicar os murmuradores de Israel. Expressa uma atitude negativa de queixa, uma rejeição emocional à vontade de Deus.
A palavra grega traduzida por “contestação” (dialogismos) é mais intelectual por natureza. Ela refere-se a questionamento e crítica. Isso ocorre quando uma lamúria emocional em um debate com Deus (como aconteceu com Jó). Começamos a discutir com Deus sobre por que as coisas são da maneira como são ou por que temos de fazer o que Ele espera que façamos. Achamos que temos uma concepção melhor do que Deus sobre emprego, casamento, igreja, lar ou qualquer outra situação na qual nos encontramos.
O apóstolo Paulo disse que há um meio melhor para viver: desenvolver a nossa vida cristã sem nos queixar. É uma atitude mais em sintonia com a vida como ela é. Estamos vivendo num mundo degradado. Ele e as pessoas a nossa volta nem sempre são do modo como gostaríamos. Quando nos queixamos deles, ofendemos a Deus e somos submetidos a Seu julgamento. Tiago advertiu”irmãos, não vos queixeis uns dos outros para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas” (Tg. 5.9). John MacArthur Jr.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Intimidade – como podemos conhecer a Deus?

 A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente (1 Pe 1.25)



Toda humanidade está cativa no planeta Terra, presa ao tempo e ao espaço e cercada pelo Universo. Muitas pessoas sentem, no mais profundo o seu ser, que existe um poder supremo, ou Deus. Assim, tentam descobrir como podem conhecer esse Ser Supremo. O resultado dessa busca é a religião, a invenção do homem na sua tentativa de encontrar a Deus. O cristianismo, entretanto, ensina que não encontramos Deus, porque Deus já nos encontrou. Ele se manifesta a nós por meio de Sua Palavra. No Antigo e no Novo Testamento, na Bíblia, temos a revelação de Deus.
A Bíblia serve de elo a toda a história da humanidade. Durante todos esses séculos, Deus sempre se revelou, porque comunicar-se faz parte de sua natureza. Deus fala porque deseja que suas criaturas o conheçam. Francis Schaeffer, referindo-se a Deus, escreveu: “Ele está lá e não está em silêncio”
No princípio Deus falou e o universo foi criado do nada. Lemos como ele falou com Adão, com Abraão, com Moisés e com os profetas. Os judeus entendiam Deus como um Deus que fala e sempre ouviam, por meio dos seus mensageiros a expressão: “Assim diz o SENHOR”. Lemos, frequentemente, nos livros dos profetas: Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros (Zc 1.3). por todo o livro do profeta Ezequiel, lemos: “e Ele me disse”, quanto Deus falou com Ezequiel e chamou-o de “Filho do Homem”, 91 vezes (Ez 2.1; 3.3,4, 10).
Quando Jesus veio ao mundo, foi chamado de Verbo (Palavra). Era um nome apropriado para a revelação de Deus na forma humana – a Palavra Viva. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (Jo 1.1, 14).
Aquilo que Deus falou não muda. Para sempre, ò Senhor está firmada a tua palavra no céu (Sl 119.89). Jesus disse: Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão (Mt 24.35). Pedro escreveu:. A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente (1 Pe 1.25)                   
John MacArthur Jr.

domingo, 24 de janeiro de 2016

A TAREFA DA IGREJA ESPIRITUAL

  “...Eu te enviarei...” (Êxodo 3.10)

A Igreja espiritual apresenta algumas qualidades distintivas, que devem ser compreendidas e praticadas pelos membros que desejam o crescimento espiritual e a expansão do Reino de Deus. A seguir, destacamos alguns elementos distintivos de uma Igreja espiritual que são essenciais para o desenvolvimento e crescimento espiritual de todos envolvidos nessa missão.
Conduzir as pessoas do lugar onde se encontram para o lugar em que Deus quer que estejam. Isso é influência. Assim que compreendem a vontade de Deus, a Igreja espiritual faz de tudo para que as pessoas abandonem os planos pessoais e sigam os propósitos de Deus. A vida cristã é um processo de exemplo (modelo), pela qual a Igreja conduz as pessoas a receberem o Senhor Jesus e avançar para alcançar os desígnios de Deus.
Depende do Espírito Santo. A tarefa da Igreja espiritual é um paradoxo, pois, Deus a conclama para um trabalho que só Deus pode fazer. A Igreja espiritual não consegue provocar mudança espiritual nas pessoas, só o Espírito Santo pode fazer isso. Mesmo assim, o Espírito Santo comissiona os membros da Igreja para promover a propagação do Evangelho e crescimento espiritual, como fez com Moisés em Êxodo 3.10 “Vem agora, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel do Egito”. Esse é o cerne da tarefa espiritual, mobilizar os membros a serem cooperadores dos planos de Deus.
Presta contas a Deus. A Igreja necessita de um senso aguçado de responsabilidade, assim como o professor não para de ensinar até que o aluno tenha aprendido completamente. A Igreja sabe que a sua missão é mobilizar as pessoas para que cumpram a vontade de Deus. Enquanto isso não acontecer, não cumpriu seu papel. A verdadeira Igreja espiritual tira as pessoas de onde estão para levá-las até onde Deus quer que estejam.
Influencia as pessoas. A influência de uma Igreja espiritual acontece no cotidiano, sendo sal da terra, portador de uma mensagem que tem o objetivo de se alegrar com os propósitos divinos.   MÃOS A OBRA!                     Pr.  Jonatas A. Moreira

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

SUSTENTADO PELO PODER DIVINO

  “Tudo posso naquele que me fortalece! ”


O apóstolo Paulo pôde enfrentar qualquer circunstância terrena, com esta afirmação confiante: “tudo posso naquele que me fortalece.”  (Fp. 4.13). Ele aprendeu que não importa quão difíceis as coisas sejam neste mundo material, todo cristão é alvo da providência divina.
Ao dizer que podia todas as coisas por meio de Cristo, Paulo estava se referindo à tolerância, não à provisão miraculosa. Ele não quis dizer que podia viver sem comer e beber. Ele não podia ser esmurrado  5000 vezes e ainda sobreviver. Há um limite para as opressões físicas que qualquer ser humano pode suportar. Em vez disso, Paulo estava dizendo: “Quando eu chegar ao fim de meus próprios recursos, então, buscarei o poder de Cristo para sustentar-me até que venha uma provisão”. Ele cria na promessa de Isaías 40.31 “Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam”.
O contentamento vem quando você experimenta o poder sustentador de Cristo e, simplesmente, escapa da opressão das dificuldades: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Is. 40.29). Devemos experimentar dificuldades suficientes em nossas vidas para contemplar o poder de Cristo que se manifesta em nós.
A medida que a minha intimidade com Deus aumenta ao longo dos anos, o contentamento, também, cresce. Porque temos a oportunidade de ver Deus operar a sua providência no nosso dia-a-dia e, quanto dependemos d’Ele para superar dificuldades e obstáculos.
A Providência de Deus é um poder sustentador, nas horas de aflições e dificuldades, para revelar que Ele pode fazer “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o poder que opera em nós” (Ef. 3.20)
Pr.  Jonatas A. Moreira

sábado, 9 de janeiro de 2016

UMA IGREJA VISIONÁRIA

Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (Pv. 29.18)



No texto acima, há um sábio conselho do rei Salomão, para que o povo de Deus tenha uma correta visão com relação as suas metas e objetivos, justamente, para que possam compreender para onde estão caminhando. Ter uma visão ajuda a Igreja a ter uma vida com propósito e, não desviar de cumprir os desígnios de Deus.
A Igreja deve buscar a vontade de Deus para descobrir sua visão. Em geral, a visão com base na necessidade, faz com que se deixe de lado o relacionamento com o Cabeça da Igreja, enquanto as energias são direcionadas para suprir as necessidade do povo. Jesus remeteu a esse problema quando Maria despejou um frasco de perfume caro nos pés d’Ele e, em seguida, humildemente, secou os pés de Jesus com os cabelos. Judas, indignado perguntou: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres?”. A resposta de Jesus foi incisiva: “Os pobres vocês terão consigo, mas, a mim, vocês nem sempre terão” (Jo 12.5,8).
O relacionamento com Jesus é sempre uma prioridade maior que a satisfação de necessidades físicas. Jesus não conduziu seu ministério com base no que as pessoas queriam, mas conforme via o Pai trabalhando (Mc. 1.23-39; Lc. 19.1-10; Jo. 5.17,19,20). Se o Pai estivesse trabalhando com a multidão, ali o Filho estaria envolvido. Se o Pai estivesse trabalhando na vida de um pecador solitário, era nessa direção que o Filho seguia.
Se a visão fosse o simples resultado de uma pesquisa de porta em porta, então o relacionamento com o Pai seria desnecessário para a edificação e crescimento da Igreja.
No ano de 2016 cultive ainda mais um relacionamento de intimidade com Deus para que a sua vida tenha um firme propósito.      
Pr.  Jonatas A. Moreira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

NOVO ANO E NOVAS PRIORIDADES

“...Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Lucas 12.34


        Estamos iniciando um novo ano e, a grande pergunta a todos nós é: qual a prioridade da sua vida? O que é mais importante para você, e que ocupa a sua mente e toma o maior tempo da sua vida?
            Precisamos aprender com o Senhor Jesus acerca da prioridade da vida, em João 4:34 “a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar à sua obra”. Ou seja, fazer a vontade de Deus. Este é o grande desafio para a Igreja Eleita, que se alegra em viver em íntima comunhão com Deus. No texto a ideia de comida é algo essencial para a nossa existência e objetivos.
            Priorizar Deus em nossa vida não significa que devemos largar tudo o fazemos no nosso dia a dia, deixar de trabalhar e viver, mas, sim, viver uma vida que exalta a Deus em todos os atos e pensamentos, e assim, cumprir uma ordem do próprio Senhor Jesus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Uma vida de entrega e confiança, onde confiamos o que somos e temos a Deus.
            Jesus quer que seu Reino se espalhe e alcance vidas, o objetivo de Jesus é salvar e Ele vai usar a Igreja (nós) para proclamar o Reino através das Boas Novas, seja no trabalho, seja na família, seja na escola, ou no seu bairro, pois, onde estivermos, ai estará o Reino de Deus, pois, este Reino está dentro de nós (Igreja).
            Priorizar a Deus é priorizar a expansão do Seu Reino a partir de nós, e esse é o maior tesouro que um homem pode obter nessa terra, quando buscando o reino de Deus, a sua providência nos alcança de uma forma maravilhosa, onde recebemos o maravilhoso cuidado de Deus.
FELIZ ANO NOVO E PRIORIZE O REINO DE DEUS!
 Pr.  Jonatas A. Moreira

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O VERBO SE FEZ CARNE

“...Porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.” João 4.42



Em virtude do testemunho da mulher samaritana, a cidade de Sicar foi encontrar-se com Jesus e muitos creram nele por causa do testemunho dela. Depois de ouvi-lo, muitos outros creram e afirmaram ser ele o Salvador do mundo.
 Três verdades devem ser aqui enfatizadas. A primeira é que não existem outros salvadores no mundo. Há muitas religiões, credos, livros considerados sagrados, mas há somente um Salvador: Só há salvação em Jesus. Não há outra porta do céu, senão Jesus. Só Jesus é o caminho para Deus. Só ele é o mediador entre Deus e os homens. Ele é, de fato, o Salvador do mundo.
 A segunda verdade é que Jesus é poderoso passa salvar pessoas em todo o mundo. Ele morreu para comprar com o seu sangue aqueles que procedem de toda tribo, língua, povo e nação. Nunca houve, nem jamais haverá em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo da história, outro salvador, além de Jesus.
 A terceira verdade é que Jesus não é o Salvador do mundo quantitativamente falando, mas qualitativamente falando. Ou seja, ele é o Salvador do mundo sem acepção e não sem exceção. Somente aqueles que creem em seu nome são salvos. Os que se mantêm rebeldes contra o Filho de Deus permanecem na morte, mas aqueles que, arrependidos, creem no seu nome, são salvos, agora e para sempre.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA Natal

domingo, 13 de dezembro de 2015

Palavras Doces

“Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais que o mel para a minha boca!” Salmo 119.103




Muitos são os livros que já li. Desde a minha infância descobri o fascínio que eles têm, e tenho dedicado boa parte de minha vida à leitura. Lembro com saudades dos tempos em que a Biblioteca Móvel vinha até próximo do bairro onde morávamos e trazia com ela conhecimento, entretenimento, esperança, sonhos e aventuras, que embasavam meu coração de adolescente. Viajei com Dom Quixote, mais tarde fui aprisionado pelo estilo do Grande Sertão: Veredas, e depois fiquei impressionado ao perceber que a história pode ser contada em forma poética, como em Os Lusíadas. Hoje reconheço o quanto os livros me ajudaram. Foram sempre meus companheiros e espero que assim continuem.
 Amo livros, mas procuro ser seletivo, pois eles são mais numerosos do que podemos ler. Assim, uma indicação de boa leitura é muito importante. No meu caso, não tenho dúvidas – quando sou perguntado a respeito do melhor livro que já li, sempre respondo: a Bíblia! Este pode ser indicado sem medo, ele é garantia de boa leitura. Afinal, é o livro de maior tiragem de todos os tempos, contando com mais de quatro bilhões de volumes espalhados por todo o planeta. Além do mais, não é um livro para ser lido apenas uma vez, é para ser lido durante a vida, pois, além de apontar para você o caminho da salvação, nos dá orientações claras a respeito de como viver bem com Deus, com o próximo e conosco mesmos. É um livro do qual posso testemunhar: mudou a minha vida e minha forma de pensar.
 Existem muitos livros, livros e livros, mas a Bíblia é o livro dos livros, o clássico por excelência. Uma pessoa instruída não pode deixar de ler este que é o grande destaque entre os demais. Como disse o salmista no texto base desta meditação, referindo-se aos primeiros livros da Bíblia, as suas palavras são “mais doces do que mel”. Prove e comprove estas verdades!
 Nunca deixe de ler tudo o que há no livro
Mais lindo de todos os tempos: a Bíblia!
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Presente Diário - 18

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Gratidão

 “[Dê] graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Efésios 5.20



Deveríamos ser sempre gratos, até porque se fuçarmos apenas reclamando não solucionaremos nossos problemas e dificuldades. No texto de Salmo 116.1-19, aprendemos algumas lições sobre gratidão. Vemos nele um homem que buscava a Deus e que passava por momentos difíceis em sua vida: chegou bem perto da morte, tinha tristezas e problemas. Creio que poderíamos também escrever uma lista como a do autor e fazer uma comparação. Descobriremos que “estamos no mesmo barco”: temos dificuldades também. Às vezes podemos achar que morreremos devido a tanto sofrimento. Isso faz lembrar a história dos amigos de Daniel na fornalha ardente (Dn 3). Eles passariam por uma situação extremamente difícil, mas Deus os livrou.
 Nesses momentos, qual o caminho a seguir para alcançar contentamento? Guardar ressentimentos, culpar a Deus e pensar que ele se esqueceu de nós não oferece solução adequada. O salmista buscou o Senhor e apresentou a ele o seu sofrimento e suas decepções. Quando fazemos isto, contando a Deus tudo o que estamos passando, descobrimos que ele já nos tem ajudado e cuidado de nós de muitas maneiras. Podemos proclamar todas as maravilhas que ele fez e constatar que foi ele quem nos trouxe até aqui e que por isso estamos cheios de gratidão.
 Quando buscamos a Deus, sabemos que ele já conhece nossa situação. Mesmo assim, creio que não é errado descrever o nosso sofrimento e dizer a Deus que estamos sobremodo aflitos. Posso imaginar o salmista dizendo a Deus que estamos sobremodo aflitos. Posso imaginar o salmista dizendo a Deus: Estou aflito e necessitado, mas creio!”. O que aprendemos neste salmo é que não podemos deixar de crer que Deus está agindo e que devemos continuar investindo em nosso relacionamento com ele. Então, sofrendo ou não, lembremos a compaixão e a misericórdia de Deus não estão distantes daqueles que nele confiam.
 O privilégio de contar com a ajuda de Deus já é motivo de gratidão.
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Presente Diário - 18

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Quem Governa Sua Vida?

“Os anciãos todos de Israel vieram a Samuel... e lhe disseram:... constitui-nos agora um rei sobre nós, para que nos governe.” 
1 Samuel 8. 5,6




O capítulo 8 do Primeiro livro de Samuel, contém um momento importante na vida do povo de Israel. Um momento de transição. Eles queriam trocar a teocracia (governo de Deus), pela monarquia (governo de um homem). Estavam dispostos a se sujeitar às ordens de um rei e assumir o ônus, mas não estavam dispostos a submeterem- se a Deus.
 Os Anciãos (líderes) se reúnem e se dirigem ao Profeta e Sacerdote Samuel, o último juiz do período dos juízes, para pedirem que ele constituísse um rei sobre eles, que os liderasse, como tinham as outras nações de seu tempo. Sentiram inveja, e se nivelaram aos povos que não temiam ao Deus de Israel, que adoravam falsos deuses, ídolos. Hoje também, alguns crentes têm inveja dos ímpios, dos ricos e famosos do mundo, e querem ser iguais a eles. Querem se nivelar, esquecendo-se que estão num nível muito mais alto, pois eles têm um Deus poderoso que cuida deles.
 Samuel não se agradou das suas palavras e intenções! (O que você faz quando algo não lhe agrada? Xinga, resmunga, emburra?). Samuel orou (consultou) ao Senhor. Devemos expor nossas dúvidas, frustrações, sentimentos e desejos diante do Senhor. Ele nos ouve e é capaz de nos compreende. E ajudar!
 Deus ouviu o Seu servo e respondeu, orientou-o (Assim como faz conosco!). Ele disse para Samuel atender ao povo. (Nem sempre sabemos pedir o que convém – Tg 4.3; Rm 8.26; ou confiamos em Deus – Is 55.8).  
 O povo não havia rejeitado a Samuel, mas a Deus. Samuel era apenas um instrumento nas mãos de Deus. Não queriam que Deus reinasse sobre eles. Não queriam ter de obedecê-lo. O povo que Ele havia tirado do Egito o havia deixado (v.8). Já o tinham abandonado, virado as costas para Ele. Isto é o que nós fazemos quando pecamos. Damos as costas para Deus e vamos fazer o que pede o nosso coração. Desentronizamos a Deus e entronizamos o ego.
Rev. Jonas M. Cunha

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O que é oração?

“Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração.” 
Salmo 66.18-19


Há alguém especial com quem você gosta de conversar? Quando você fala com essa pessoa? Do que você gosta de conversar com seus amigos? Quando podemos falar com Deus? Que tipo de coisas podemos dizer a Deus? Que diferença isto pode fazer em nossa vida?
 Oração é falar com Deus, louvá-lo pela sua grandeza, agradecer a ele pelo seu amor e pedir a sua ajuda.
 Nós gostamos de falar com as pessoas a quem amamos. Vamos procura-las quando precisamos de ajuda. Quando amamos a Deus, conversamos com ele sobre tudo o que acontece em nossa vida. Contamos a ele porque o amamos tanto. Passamos tempo com ele. Pedimos a sua ajuda. Gostamos de estar na sua presença de maneira especial.
 Quando você vai orar hoje? Tenha um caderno para tomar nota das coisas sobre as quais quer orar. Lembre-se de louvar e agradecer a Deus, dizendo a ele que está triste com as coisas erradas que disse e fez.
 Leia Lucas 22.41, Mateus 6.9 e Daniel 6.10-11 para ver o que eles dizem sobre a oração.
 “Amado Deus, obrigado porque eu posso falar com o Senhor sobre tudo, à hora que eu quiser. Ajuda-me a falar sobre tudo com o Senhor. Amém.”
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de O grande livro de perguntas e respostas
Sinclair B. Ferguson

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

SE...

“Os sofrimentos que suportamos foram tão grandes e tão duros... Mas isso aconteceu para que aprendêssemos a confiar não em nós mesmos e sim em Deus.” 2 Cor. 1. 8,9




Em um livro Quando Deus Não Faz Sentido, escrevi sobre situações muito difíceis que não conseguimos entender. Algumas são dolorosas ou apresentam riscos para a vida, outras apenas inconvenientes e desconfortáveis. Sabemos que Deus poderia resolver tudo num piscar de olhos, mas ele permite que soframos.
 Um dos maiores propósitos é nos revelar seu poder. Esse princípio foi claramente expresso pelo apóstolo Paulo: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Cor 4.7).
 Em lugar de aceitar as dificuldades da vida, muitos se debatem no que chamo de “ses”. “Se eu não fosse diabético (ou surdo, ou asmático)”, “Se eu não fosse estéril”, “Se eu não tivesse arrumado aquele sócio desonesto (ou sido processado ou me casado sem amor)”, “Se nosso filho fosse saudável”, “Se não estivéssemos tão sem dinheiro.”
 Se vocês estão lutando com alguns “ses”, aconselho-os a entregarem tudo para Deus. Ele tem um plano perfeito, elaborado em amor, para a vida de vocês – mesmo que pareça não ser o ideal. Podemos não entender por que ele permite tantas dificuldades em nossa vida, mas podemos ter certeza de que tudo é parte de um plano eterno que resultará em nosso bem. Ele nos diz para aceitarmos seu amor e buscarmos, em dependência humilde, a suficiência que há nele.
 Alguma vez já ficamos desanimados por causa dos “ses” em nossa vida?
 Senhor, quando nos sentimos sobrecarregados pelas decepções, ajuda-nos a depender do teu grande amor. Consola-nos e fortalece-nos nas nossas necessidades. Amém.
Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de Momentos com Deus
James e Shirley Dobson

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AS GRANDES ÊNFASES DA REFORMA

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Efésios e.8



A Reforma Protestante foi uma volta à doutrina dos apóstolos. Cinco pontos foram destacados: primeiro, só a Escritura. A Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça. A Escritura é nossa regra de fé e prática.
 Segundo, só a graça. A salvação não é uma conquista do homem, mas uma oferta de Deus. É recebida pela graça e não conquistada pelas obras.
 Terceiro, só a fé. A fé não é a causa meritória da salvação, mas a causa instrumental. Somos salvos pela graça, mediante a fé. É pela fé que nos apropriamos da salvação. A fé não é meritória; é dom de Deus.
 Quarto, só Cristo. Jesus não é apenas um dentre muitos caminhos para Deus; ele é o único caminho. Não é uma dentre muitas portas  do céu; ele é a única porta. Não é um dentre os muitos mediadores entre Deus e os homens; Jesus é o único Mediador. Só Jesus pode nos reconciliar com Deus e nos dar a vida eterna.
 Quinto, só Deus merece a glória. A salvação não é um troféu que recebemos pelos nossos méritos. É obra de Deus do início ao fim. Foi Deus quem nos escolheu, nos chamou, nos justificou e nos glorificou. Tudo vem dele, tudo é por meio dele e tudo é para ele. Portanto, a ele seja a glória eternamente.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A ORAÇÃO E A OBRA MISSIONÁRIA

“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava.”
Lucas 5.16





O evangelista Lucas registra de forma vívida a intensa vida de oração de Jesus. Lucas faz isso com maior destaque porque seu foco é apresentar Jesus como o homem perfeito. E, como tal, foi um homem de oração. Jesus orou nos momentos mais decisivos de sua vida. Orou em seu batismo. Orou quando no deserto da tentação. Orou para escolher seus apóstolos. Orou quando as multidões buscavam-no apenas em busca de um milagre. Orou no monte da transfiguração e também no jardim do Getsêmani.
 Jesus orou na cruz e agora ora no céu. Seu compromisso com a oração ensina que Deus vem antes de sua obra. Quando as multidões afluíam para o ouvir e serem curadas de suas enfermidades, Jesus se retirava para lugares solitários e orava. Para Jesus, a intimidade com o Pai, por intermédio da oração, era mais importante do que o ministério. Sem oração não há poder, nem avanço missionário. Sem oração a igreja perde o foco.
 Ao longo dos séculos, a obra missionária avançou quando a igreja se prostrou para orar. Os missionários que foram poderosamente usados nas mãos de Deus foram aqueles que mais se entregaram à oração. Sem oração a pregação gera morte e não vida. Sem oração falta óleo na mensagem e sermão sem unção endurece os corações. Antes de a igreja ir até aos confins da terra, ela precisa restaurar o altar da oração.
 Rev. Jonas M. Cunha
Extraído de CADA DIA