terça-feira, 31 de julho de 2012

O Cristão e o Medo 2


“Daí ouvidos... ao que vos diz o SENHOR: Não temais, nem vos assusteis...” 2 Cronicas 20.15
Já vimos que o medo faz parte da natureza humana e que não é pecado sentir medo. Depois, vimos que a coisa certa a fazer, quando surge uma situação que nos causa medo é buscar ao Senhor. No texto bíblico de 2 Crônicas 20.13-21, aprendemos que além de fazer a coisa certa, também precisamos fazê-la da maneira certa.
            Após a oração de Josafá, Deus lhe deu resposta imediata através do profeta Jaaziel (v.14), dizendo que Ele mesmo os livraria (v.15).  Aí foi usada a palavra Yahweh (SENHOR), que mostra a eternidade de Deus e a imutabilidade dos Seus planos.
            O texto nos ensina que o rei não só buscou o Senhor, mas que o fez com fé.  A sua confiança e a de todo o povo é demonstrada pela maneira como eles reagiram diante da resposta do Senhor (v. 18-19).  Deus tinha dito que estaria com eles, que os livraria, e daria vitória, sem mesmo terem que lutar (v.17 e 18).  Bem, eles ainda não tinham visto a vitória, mas já estavam louvando a Deus, pois confiaram nEle (Hb 11.1).  A gratidão tomou o lugar do temor!
            O que é confiar em Deus?  É o cristão desempregado ficar em casa esperando o telefone tocar oferecendo um emprego? Não! Apesar de Deus ser poderoso para fazer até isso, sua Palavra nos mostra que ele age em uma dinâmica diferente.  A confiança de Josafá nos revela algumas verdades nesse sentido:
            1. Deus faz a parte dEle – Deus havia prometido que o povo não precisaria lutar, mas, o exército de Judá seria testemunha do livramento sobrenatural do Senhor (v.17). Confiar significa descansar no poder de Deus.
        2. Deus exige que façamos nossa parte – Deus podia dar o livramento sem que os soldados precisassem sair de casa. Mas, ele mandou que saíssem como se fossem guerrear, e marchassem até a frente de batalha (v.18).  Confiar significa agir dentro das limitações humanas, sabendo que Deus, a Seu tempo e a Seu modo, agirá.
            A Bíblia está repleta de promessas de Deus para consolar e animar Seus filhos.
(Continua)            Rev. Jonas M. Cunha - adaptado



domingo, 8 de julho de 2012

O Cristão e o Medo

"Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao SENHOR...” 2 Cronicas 20.3a

Em diversas situações de nossa vida sentimos medo. A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que sentiram medo (Ex. discípulos no barco). O medo faz parte do nosso cotidiano. É algo natural nesta vida.  Sentir medo não é pecado.  Mas o que devemos fazer quando ele aparece?
            Meditando no texto de 2 Crônicas 1-13, aprendemos com o exemplo do rei Josafá, que como filhos de Deus, devemos buscar o Senhor.
            Numa outra situação de perigo, Josafá, em vez de buscar ao Senhor, aliou-se com o seu vizinho Acabe, rei de Israel.  Esta aliança terminou em tragédia: Acabe morreu (2 Cr 18.1-3) e Josafá só escapou pela misericórdia de divina (2 Cr 18.31).  Desta vez Josafá sabia o que não fazer: aliar-se com quem quer que seja, em vez de buscar o Senhor.
            A Escritura nos ensina a confiar no Senhor antes de tudo.  No entanto, é muito comum procurarmos o socorro de Deus apenas quando todos os recursos naturais já falharam. Buscar ao Senhor deve ser nossa primeira providência e não a última!
            Também somos ensinados a colocar diante de Deus as nossas angústias e aflições, com suplicas e ações de graças, pedindo que Ele abençoe o uso que faremos dos meios naturais e nos abençoe de forma sobrenatural, dando paz ao nosso coração (1 Pe 5.7; Fp 4.6-7).
            Josafá fez isto.  No meio do povo, na casa de Deus, ele orou, reconhecendo sua incapacidade de resolver o problema. E dois elementos importantes identificados em sua oração por socorro são:
1. Adoração – Bendizê-lo por tudo que Sua Palavra diz que Ele é. Vemos isto no v. 6, onde, em última análise, a soberania de Deus é apresentada como motivo de adoração, e base de sua confiança.
2. Louvor – Bendizê-lo por tudo o que a Sua Palavra diz que Ele faz. Josafá lembra e faz o povo lembrar os atos de misericórdia demonstrados por Deus ao Seu povo em diversas circunstâncias (v. 7-9).           
(Continua)
Rev. Jonas M. Cunha - adaptado

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Lidando com os dramas familiares


“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam...” Salmo 127.1a

Alguns dizem que a família está falida e que o casamento é uma instituição fadada ao fracasso.  Concordo que nunca assisti a tantos relacionamentos descartados.  No entanto, essa visão é injusta.  Existem, sim, casamentos que dão certo.  Foi Deus quem planejou a família e ela é um projeto dele.  Antes que houvesse qualquer outra instituição humana, Deus a criou.  Não há ninguém mais comprometido com a felicidade do seu casamento e do seu lar do que o Senhor.
A família não faliu.  Quem faliu, na verdade, foram as pessoas que a compõem.  Falidos estão os corações, o respeito mútuo, o altruísmo, a opção de viver pelo outro e para o outro.  Falida está a capacidade de perdoar, a habilidade de compreender falhas; falidas estão as pontes de comunicação, a fidelidade ao cônjuge e a busca por construir o casamento sobre as estruturas indestrutíveis das Escrituras e de um compromisso sério entre os cônjuges.  E isso tem nos custado uma vida de decepções e lágrimas.
A palavra nos ensina que só por intermédio do sopro de Deus a vida se manifesta e a família encontra alívio para os dramas da vida.
Há esperança para você, ainda que seu lar esteja em ruínas.  Basta que você creia.  Porque para Deus tudo é possível (Mc 10.27).
Mensagem de abertura do Cada Dia
“Especial Família”
Pelo Rev. Milton Ribeiro


domingo, 24 de junho de 2012

Você é um Doegue?


“A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada....” Salmo 52.2a

Tema: Santidade no Falar Sl 52:1-5
 
3 características de um Doegue
1) Poderoso e Mau (v1)
2) Maledicente (v2)
3) Perverso
Contraste entre o justo e os perversos (v5a9)
DOEGUE - são aqueles que rejeitam os ensinamentos de Deus
DAVI- são aqueles que são comparados a oliveira verdejante e cheia de seiva - Feliz ''A mulher cristã que busca seguir os ensinamentos do Senhor e que confia nele e em sua misericórdia, florescerá e prosperará.''

3 Lições práticas
1) Precisamos ter muito cuidado com nossas palavras Pv 21.23
2) Não devemos utilizar a língua como se fosse uma navalha ou como ponta de espada Pv 12.18
3) Rejeitar a tagarelice Dt 13.14a
Sl 1.3/ Sl 92. 12-15
Mensagem do dia 10/06/2012,
Por ocasião do aniversário da SAF de nossa igreja – por Leide Spadini Almeida, da I.P. Belém


sábado, 16 de junho de 2012

Bezalel e o Tabernáculo (parte 2)


“Eis que chamei pelo nome a Bezalel,... e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício.” Êxodo 31.2-3


A cultura e a religião não precisam estar em contraposição se usarmos a teologia certa para aproximá-las.
A teologia reformada rejeita os extremos nocivos, que são:  1º) tentar desassociar completamente a religião da cultura, como se nada houvesse de valor para ser aproveitado por considerar a malignidade do mundo; e, 2º) reagir a cultura de braços abertos como se nenhum filtro precisasse ser usado.
Cremos que realmente o mundo se encontra sob a influência do mal, mas isso não se constitui fator suficiente para negá-lo completamente, antes, a cultura produzida deve ser transformada.
O exemplo da construção do tabernáculo é  uma prova disto, mostrando o próprio Deus fazendo uso de elementos artísticos para instituir o Seu culto e adoração.  E o tabernáculo foi feito a partir de ofertas feitas pelos israelitas (Ex 35.5-9), mas elas provinham dos egípcios (Ex 12.35-36) como dote, quando saíram daquela terra de escravidão.
Podemos traçar, então, uma analogia sobre a santificação da cultura: as riquezas que eram usadas para adornar pagãos agora seriam usadas pelo habilidoso Bazalel na construção do tabernáculo.  De igual forma, instrumentos musicais criados pelos descendentes de Caim (Gn 4.21) são munerados por Davi como úteis e necessários à adoração a Deus (Sl 150).
Concluímos que os elementos culturais (literatura, política, cinema, música, artes, etc.) devem ser aproveitados para a produção de boa cultura a fim de proporcionar um maior desfrute da criação de Deus.
Os cristãos devem não só usar os seus talentos, mas ensinar a razão da existência do mesmo a outros.

 Rev. Jonas M Cunha (Adaptado)


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bezalel e o Tabernáculo (parte 1)


“Eis que chamei pelo nome a Bezalel,... e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício.” Êxodo 31.2-3


O que Deus pensa das artes e da cultura?
Algumas pessoas acham difícil conciliar religião com cultura, e há os extremado: de um lado as artes e cultura são coisas do diabo, e, de outro, tudo pode ser usado na igreja de forma indiscriminada.
No livro de Êxodo, capítulo 30, versos 1 a 11, temos uma lição preciosa sobre esta questão. O povo de Israel estava no deserto.  Na ocasião da recepção das tábuas da lei por Moisés.  Junto com os mandamentos, Deus ordena que seja construída uma casa (tenda) para que Ele pudesse habitar no meio de Seu povo. A construção do tabernáculo foi extremamente importante para unificar a adoração.
Deus deu prescrições exatas sobre sua construção (Ex 25.9).  Era um projeto complexo, pois teria vários ambientes, cada um equipado com móveis e utensílios próprios, todos descritos e determinados por Deus, com cobertas de pele e cortinas de linho ... (Ex 26.1-30).
Os mais diversos tipos de matérias foram usados (Ex 35.5-9).  A complexidade e a variedade levam imediatamente a considerar o quão belo era o projeto de Deus. Com diversos utensílios – cada um deles belo e significativo.
Todo o projeto foi concebido pela mente criativa de Deus, porém, Ele não o fez, antes, Ele escolheu alguns homens para esta importante tarefa, e o homem escolhido para ser o construtor chefe se chamava Bezalel.
A capacitação conferida a Bezalel foi conforme a atuação do Espírito Santo no Antigo Testamento, isto é, para um determinado fim e pode ser sido temporária.  Isto, de certa forma, acontece em nossos dias pelo conceito de vocação.  Através de uma operação comum a todos os homens, O Espírito Santo faz com que a sociedade possa desfrutar do exercício de todas as profissões.  Deus trabalha no coração dos homens, dotando-os de certas habilidades, que resulta no exercício de determinadas profissões.  É a “graça comum” – o agir de Deus derramando bênçãos até sobre aqueles que nunca serão salvos (At 14.16-17).  Vemos isto nos descendentes de Caim (Gn 4.20-22).  Mesmo sendo preteridos, Deus não deixou de capacitá-los com virtude.
(Continua no próximo boletim)

Rev. Jonas M Cunha (Adaptado)

sábado, 2 de junho de 2012

Um Buraco no Bolso


“...E provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vos bênção sem medida.” Malaquias 3.10

            Há crentes com um buraco no bolso por onde foge  o dinheiro, e outro no coração, por onde escoa a vida espiritual e a alegria de viver. Enfrentam, dia a dia, o pesadelo das despesas sempre maiores do eu o salário. A situação é crônica: ontem foi a despesa com a farmácia, hoje é o reparo inadiável da casa, amanhã será o conserto do carro, o encontro com o “trombadinha”, o investimento desastroso. O dinheiro se evapora. O buraco no bolso se alarga. Mês após mês o crente luta para equilibrar as contas. E alimenta falsas esperanças: quem sabe, “no mês que vem vai sobrar algum.” Mas nada sobra! Novas despesas vão-se alternando com novas perdas!
Alguns chegam a dar mau testemunho: acumulam dívidas, passam “ calote “, fogem dos credores, emitem cheques frios.
Fica evidente que tais crentes, ainda que irrepreensíveis noutras áreas na mordomia cristã, não estão contribuindo biblicamente para o Senhor; limitam-se a dar um dinheirinho, a que dão o nome de “ oferta “. Como crentes em Cristo deveriam viver pela fé, sem angústias desmedidas, mas apenas com aquelas permitida pelo Pai celeste com um objetivo amoroso e santo. Por que há tantos irmãos nossos sempre envolvidos em dificuldades financeiras e outros problemas terríveis?
A resposta está em Malaquias 3.8-10: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em eu te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas...”
Encaremos esta triste realidade: crente que não entrega seu dízimo com fidelidade é crente que rouba a Deus, não sendo de admirar que haja maldição sobre sua vida. A desculpa universal do crente relapso, sonegador do dízimo, é “ não dou o dízimo porque nunca sobra.
Rev. Jonas M Cunha (Extraído de:
Dízimos & Bençãos., Editora Vida – Autor  -  Rev. Oswaldo Ramos)


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bases Doutrinárias do Presbiterianisno


“Então, ele me disse: A minha graça te basta....”
 2 Coríntios 12.9a

OS PONTOS FUNDAMENTAIS DO PRESBITERIANISMO

                Já vimos os seguintes: 1. DEPRAVAÇÃO TOTAL; 2. ELEIÇÃO INCONDICIONAL; 3. EXPIAÇÃO LIMITADA.  Resta:
4. GRAÇA EFICAZ OU IRRESISTÍVEL – O Espírito Santo chama poderosamente ao pecador e o capacita para o arrependimento.
                Jesus deixou claro ensino sobre a obra do Espírito Santo que nos convence do pecado e nos faz nascer de novo (João, capítulo 3 e 16).  Lembra-nos Paulo que Deus “nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (2 Tm 1.9), e afirma que “as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.  Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus...” (1 Co 2.11b e 12).
                5. PERSEVERANÇA DOS SANTOS – Refere-se à duração permanente, eterna, dos efeitos da eleição.  Os que estão em Cristo estão absoluta e perfeitamente seguros nele.
           Diz a Escritura: “Que diremos, pois, à vida destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?... Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.  Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está á direita de Deus, e também intercede por nos.  Quem nos separará do amor de Cristo? ...” ( Rm 8.31-39). Ver também Jo 10.27-30.
             A consoladora doutrina da perseverança dos santos não poderia existir se não fossem aceitas as doutrinas da soberania de Deus, da eleição incondicional e da graça eficaz. Por isto o sistema calvinista é o único que dá ênfase à crença de que os que estão em Cristo estão seguros eternamente.
 Rev. Jonas M. Cunha (Extraído do livreto do Rev. Odair Olivetti)

Bases Doutrinárias do Presbiterianismo


“Então, ele me disse: A minha graça te basta....”
 2 Coríntios 12.9a

PONTOS FUNDAMENTAIS DO PRESBITERIANISMO

           1. DEPRAVAÇÃO TOTAL – O pecador tornou o homem capaz de satisfatoriamente amar o bem e servir a Deus.
           O apóstolo Paulo diz que a natureza humana em sua condição atual é inimiga de Deus porque não se submete à Sua lei e não o pode fazer.  “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus porque lhe são loucura” (Rm 8.6-8; 1 Co 2.14ª).
          2. ELEIÇÃO INCONDICIONAL – Não há motivos nem condições no homem para que Deus o escolha para a salvação.  Os motivos estão somente na graça divina.
         A Escritura declara em muitos textos o que Paulo resume em Romanos 9.16: “Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.”  Isto ele diz com vistas à doutrina da predestinação.
           3. EXPIAÇÃO LIMITADA – Ainda que o sacrifício de Jesus Cristo é suficiente para redimir a todos, sua ação redentora é tornada válida somente para os escolhidos.
           O Senhor Jesus diz: “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia(...) Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.  Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então haverá um rebanho e um pastor. (...) É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (Jo 6.44; 10.14-16; 17.9).
                (continua no próximo boletim)
 Rev. Jonas M. Cunha (Extraído de Bases Doutrinárias do Presbiterianismo do Rev. Odair Olivetti)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bases Doutrinárias do Presbiterianismo


“Então, ele me disse: A minha graça te basta....”2 Coríntios 12.9a


DOUTRINAS PECULIARES AO PRESBITERIANISMO

         A unidade vétero-neotestamentária, tão bem expressa por Agostinho, ganhou força e riqueza na sistematização feita por Calvino.
            Nenhum outro sistema dá tanta ênfase e importância à doutrina da absoluta SOBERANIA DE DEUS.  Esta manifesta-se na criação, na providência e na obra da redenção.
                Esta doutrina reconhece e proclama que todas as coisas e todos os seres estão sob o controle de Deus que os conduz a fins santos em Seus desígnios inescrutáveis.
             O presbiterianismo crê que Deus é verdadeiramente o Todo-poderoso e que não está sujeito a equívocos, enganos e derrotas.  Ele estabeleceu um plano eterno – anterior à criação – e este plano cumpre-se rigorosamente, sem que sejam violadas a vontade e a responsabilidade dos seres morais: anjos e homens.
          Os aspectos misteriosos e paradoxais da experiência humana não são explicados pela mente limitada do homem.  Aquele que crê na soberania de Deus proclama e louva a inescrutabilidade do Criador.  Humilha-se o homem e exalta-se a supremacia absoluta do Todo poderoso.  Outros sistemas  pretendem elevar muito o ser humano e estabelecem conceitos que supõem um deus pequeno e débil que jamais mereceria reverência, confiança e submissão.
            A crença na soberania de Deus é consoladora porque reconhece e proclama que tudo que sucede no universo, com os indivíduos e com as nações, procura a finalidade sábia e santa determinada por Deus.

         A DOUTRINA DA PROVIDÊNCIA DIVINA, como também a da segurança de salvação em Jesus Cristo, não poderiam existir se Deus não fosse absoluto soberano sobre tudo e sobre todos.                             

Rev. Jonas M. Cunha (Extraído de Bases Doutrinárias do Presbiterianismo do Rev. Odair Olivetti)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Bases Doutrinárias do Presbiterianismo


DOUTRINAS COMUNS ÀS IGREJAS ORIUNDAS DA REFORMA


O presbiterianismo partilha com as demais igrejas a herança de séculos do cristianismo, pela aceitação e o testemunho de fé nas doutrinas implícitas no Credo Apostólico (Trindade, redenção em Cristo, segunda vinda de Cristo, igreja universal, comunhão dos santos, ressurreição do corpo, vida eterna).

O presbiterianismo compartilha igualmente com as outras igrejas evangélicas os princípios fundamentais da Reforma: a 
supremacia da Palavra de Cristo (que leva o protestante a declarar a Escritura Sagrada do Velho e do Novo Testamentos sua única regra de fé e  prática); a supremacia da graça de Cristo (a justificação pela fé em Cristo); e o sacerdócio universal dos crentes (que  assegura a todos os cristãos o direito de servir livremente a Deus em diferentes vocações, examinar pessoalmente a Bíblia e participar do governo da igreja).
 Rev. Jonas M. Cunha
(Extraído de Bases Doutrinárias do Presbiterianismo da autoria do Rev. Odair Olivetti)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aprendendo sobre Sofrimento II

“Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.” 2 Coríntios 12.8

Nos versos 7 a 10 do capitulo 12 de II Coríntios, recebemos importantes ensinamentos sobre o sofrimento.

A 1ª lição é que Deus tem um propósito no sofrimento do crente. Não se trata de fruto do acaso, mas em Sua soberania Deus dirige todas as coisas, usando o próprio sofrimento para o bem de Seus filho.

A 2º lição é: Não há problema em orar clamando por livramento. De acordo com o verso 8, Paulo orou a Deus pedindo que o livrasse do espinho na carne – com intensidade e insistência (3 vezes).

Algumas pessoas acham que o cristianismo é uma religião fatalista – todas as coisas já estão determinadas por Deus, logo a oração é inútil. Porém, Paulo, um dos autores bíblicos que mais enfatizou a soberania e o governo de Deus, clamou por livramento.

Nós cremos também na responsabilidade humana, que as nossas orações fazem parte do plano de Deus, e que Ele age na vida de Seu povo atendendo suas orações.

O próprio Jesus, angustiado pela proximidade da cruz, orou pedindo ao Senhor o livramento do sofrimento (Mt 26.39). Clamar pedindo livramento não é contrário à vontade de Deus. Mas isto não quer dizer que Deus vai atender sempre positivamente às nossas orações. Tanto a oração de Paulo, como a de Jesus, são exemplo disso. Deus não tirou o espinho da carne de Paulo, e não poupou Jesus da cruz.

Deus não tem compromisso com a nossa vontade e as nossas orações. Ele faz todas as coisas conforme o conselho de Sua soberana vontade. Por isso, as nossas orações por livramento devem ser feitas debaixo de um profundo sentimento de humildade e da convicção de que a vontade de Deus é sempre a mais sábia e perfeita (Mt 26.39, 42).

Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Fim da História

Então, virá o fim” Mateus 24.14 b

Desde a queda do muro de Berlim (1989), tem-se falado no fim da história. Todavia é muita presunção acreditar que o fracasso de uma ideologia ou de um império signifique o fim da história. O máximo que se pode afirmar é que um grande acontecimento marque o fim de um período histórico e não da história.

Se a história nada mais é que o registro do passado do ser humano, então é possível coincidir o fim da história com o fim do personagem histórico. Uma guerra global sem sobreviventes de espécie alguma ou a destruição completa do meio ambiente podem provocar o fim da história.

Alguns entendem que a história é “o desdobramento gradual de um plano divino, com as pessoas representando papéis predeterminados”. Trata-se de uma perspectiva religiosa. Nesse caso, diz-se acertadamente que Deus é o Senhor da história.

Jesus estaria pensando no fim da história quando anunciou: “A boa nova do reino será proclamada a todas as nações, e então chegará o fim” (Mt 24.14, BP)? Paulo estaria se referindo ao fim da história quando escreveu aos coríntios: “A seguir [após a ressurreição dos mortos] virá o fim, quando ele entregar o reino a Deus e acabar com todo principado, autoridade e poder” (1 Co 15.24)? Pedro teria em mente o fim da história quando declarou que “o fim de todas as coisas está próximo” (1 Pe 4.7)?

O fim da história não terá chegado quando um grande império cair para dar lugar a outro, como aconteceu com aquela sucessão de impérios retratada no sonho da grande estátua de Nabucodonosor (Dn 2.31-45). O fim da história terá chegado quando todos os impérios caírem e toda a arrogância humana ruir definitivamente para dar lugar ao reino dos seus em sua plenitude, totalidade e visibilidade. O fim da história virá quando o “último inimigo”, que é a morte, for destruído (1 Co 15.26), a ponto de se poder perguntar ironicamente à ela: “Onde está, ó morte , a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (1 Co 15.55). O fim da história terá chegado quando ao nome de Jesus se dobrar todo joelho nos céus, na terra e debaixo dela, e toda língua confessar que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

(Rev. Jonas M. Cunha, extraído da revista ULTIMATO)


domingo, 8 de abril de 2012

Aprendendo Sobre Sofrimento

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações,
foi-me posto um espinho na carne...” 2 Coríntios 12.7a
Nos versos 7 a 10 do capítulo 12 de II Coríntios, recebemos importantes ensinamentos sobre o sofrimento. Não de alguém que apenas ouviu ou estudou, mas de alguém que conhecia o sofrimento por experiência própria. No capítulo 11, versos 23 a 28, temos uma descrição do que Paulo havia passado.

Não podemos saber com certeza o que era o “espinho na carne”, mas o fato é que era algo que lhe causava um imenso e incômodo sofrimento. O importante é saber que ele não somente aprendeu a sobreviver com ele, mas a gloriar-se nele (v.10).

1ª Lição: Deus tem um propósito no sofrimento do crente. Não se trata de fruto do acaso, mas Deus tem propósitos no sofrimento de Seus filhos. Se todos os eventos e circunstâncias estão debaixo da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, então não existe acidentes. (Rom 8.28).

a) Até mesmo às investidas de Satanás contra nós são usadas por Deus para o nosso benefício.

b) Às vezes, Deus revela o Seu propósito em nosso sofrimento. Nas mãos de Deus, o sofrimento pode ter um propósito pedagógico, probatório ou terapêutico. Os primeiros versos deste capítulo mostram que Paulo havia tido uma experiência grandiosa com Deus. Deus queria vacinar Paulo contra o pecado do orgulho. Mas nem sempre Deus revela aos Seus filhos a razão de seu sofrimento (Jó).

c) O propósito de Deus no sofrimento é sempre para o bem de Seus filhos, nunca para o mal. O sofrimento não é algo que Deus faz contra nós, mas algo que Deus faz para nós (ou em nõs). O espinho na carne era uma benção na vida de Paulo. Então, era na verdade uma manifestação do amor de Deus. Em alguns casos o sofrimento pode ser meio de disciplina, mas também de benção.

(Rev. Jonas M. Cunha, adaptado)


sexta-feira, 30 de março de 2012

Firmando Um Acordo Com o Povo

“Naquele dia Josué firmou um acordo com o povo em Siquém, e lhe deu decretos e leis;” Josué 24.25

Javé é um Deus de aliança. Ele mesmo afirmou seu compromisso conosco prometendo-nos solenemente: “Eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo”. Tudo começou com Abraão, e continuou com Isaque, Jacó e José. Moisés não tinha dúvidas de que seu ministério era em cumprimento à promessa. E agora, Josué precisava ter certeza de que estava caminhando na mesma direção. Assim, o livro de Josué começa e termina com referências importantes à aliança. Depois que os israelitas cruzaram o Jordão, Deus ordenou a Josué que fizesse facas de pedras e circuncidasse os israelitas, uma vez que a circuncisão era o sinal da aliança e não havia sido praticada durante os quarenta anos no deserto. Depois de circuncidados, eles então estariam qualificados para celebrar a Páscoa.

O livro de Josué conclui com a renovação da aliança em Siquém. O mais admirável aqui é que, ao apresentar a aliança, Josué deliberadamente seguiu o modelo dos tratados de vassalagem (descobertos recentemente no antigo Oriente Próximo) firmados entre os povos conquistados e o rei ou conquistador. Após a introdução das partes interessadas, seguia-se um breve histórico. A seguir vinham as condições do tratado e uma lista de testemunhas. A parte final incluía bênçãos para aqueles que o cumprissem e advertências no caso de rompimento. Todos esses aspectos do tratado de vassalos poder ser encontrados em Josué 24.

Os seguidores de Jesus Cristo são herdeiros da aliança de Deus com Abraão. O batismo e a ceia do Senhor são sinais daquilo que Jesus chamou de “a nova aliança”, correspondendo à circuncisão e à Páscoa no Antigo Testamento. Os tratados de vassalagem precisavam ser renovados anualmente, mas a nossa aliança com Deus deve ser renovada diariamente, ou pelo menos, todas as vezes que participamos da Ceia do Senhor.

Rev. Jonas M. Cunha –Extraído de A Bíblia Toda, o Ano Todo”,Meditações de John Stott

sexta-feira, 23 de março de 2012

União e Testemunho

“A fim de que todos sejam um...;” João 17.21a

Na oração de Jesus, o mesmo pedido do verso 11 é repetido no verso 21: a unidade de todos os crentes.

Não é uma unidade simplesmente externa. Jesus pede que a unidade de todos os crentes se pareça com a que existe eternamente entre o Pai e o Filho. Em ambos os casos a unidade é de índole definitivamente espiritual.

Evidentemente o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um em essência; os crentes, por outro lado, são um em mente, esforço e propósito (v. 22, 23). Essas duas classes de unidade não são iguais. Mas há uma semelhança. Deus é amor. O que é certo com respeito a cada um dos atributos divinos é também com respeito ao amor: constitui a essência de Deus (1 Jo 4.8). Pois bem, é justamente em amar-se uns aos outros que chega a expressar-se a unidade de todos os crentes (Jo 13.34; 15.12,17). Com isto, entendemos agora como é que Jesus pode dizer “... para que todos sejam um; como tu, oh Pai; e, mim, e eu em ti”.

Além disto, neste caso estamos diante de algo mais que uma simples comparação entre a unidade de todos os filhos de Deus, por um lado, e a unidade das pessoas da Santa Trindade, de outro. Este não é simplesmente o modelo, é o fundamento daquela e faz que aquela seja possível.

Só os que são nascidos do alto, e estão no Pai e no Filho, são também espiritualmente um e oferecem um fronte unido diante do mundo. Quando os crentes estão unidos na fé exercem poder e influência. Quando se dividem por causa de lutas e dissensões, o mundo (as pessoas necessitadas de salvação) não saberá a que ater-se nem como interpretar seus chamados “testemunhos”.

Quando os crentes mostram em suas vidas que têm estado com o Senhor, suas ações e atitudes, que falam mais alto que suas palavras, apontarão para Cristo como a fonte de sua força moral e espiritual. Então, os que depreciavam a Cristo começaram a pensar favoravelmente nEle. Quando o Espírito produz em seu coração esta nova forma de pensar, estes homens, que até esse momento pertenciam ao mundo, crerão que os maravilhosos relatos no tocante ao caráter e missão de Jesus são realmente verdadeiros.

O mundo crerá, então, “que tu me enviaste”.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)


domingo, 18 de março de 2012

Aprendendo Sobre Contribuição

“Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus
concedida às igrejas da Macedônia;” 2 Cor .8.1

Muitos vêem a contribuição como um modo de conseguir bênçãos de Deus, como uma troca de favores. Outros acham que a contribuição tem a ver com o próximo e com a comunidade da fé, e não com Deus (relação horizontal).

A Igreja em Jerusalém sofria profundamente, em virtude de uma grande fome. Por isto, Paulo havia dado instruções para a coleta de ofertas para aquela igreja (I Co 16.1-4). Nesta (segunda) carta, Paulo toca no assunto novamente (II Co 8.1-15). A Igreja de Corinto havia se desenvolvido em alguns aspectos, mas precisava aprender mais sobre a prática da solidariedade (v.7).

O apóstolo já havia passado pela Macedônia, onde os crentes estavam completamente envolvidos com a assistência aos crentes de Jerusalém, e, ele se utiliza do exemplo deles para incentivar os crentes de Corinto a se envolverem com a prática das doações.

Ele afirma que a contribuição é uma graça concedida por Deus aos contribuintes. Abençoado não é apenas aquele que recebe as contribuições, mas especialmente, aqueles que contribuem. Por que o ato de contribuir é uma benção?

a) Porque é um ato de confirmação – é uma evidência do novo nascimento. Esta é uma atitude oposta a do homem natural, caracterizada pela ganância (Mateus 19.8, 9).

b) Porque é um ato de testemunho – aquele que oferece, oferece daquilo que nos é dado pelo próprio Deus (1 Crônicas 29.14). Quando contribuímos, estamos testemunhando a bondade de Deus para conosco, dando-nos o que oferecer.

c) Porque é uma oportunidade de experimentar o atributo divino da autodoação – para encorajá-los, Paulo cita não só o exemplo dos crentes da Macedônia, mas também o exemplo do próprio Senhor Jesus (II Coríntios 8.9). O amor abnegado, que redunda em entrega incondicional, não baseada em interesse, é uma característica divina. Quando doamos experimentamos algo que é próprio de Deus, e desta forma, nos tornamos iguais a Cristo.

d) Porque é um exercício contra o materialismo – O maior ídolo do homem é ele mesmo: o que ele faz, é e possui. O dinheiro é um dos ídolos mais adorados pela humanidade em sua história. Quando contribuímos revelamos nossa confiança em Deus e não nos bens.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)

sexta-feira, 9 de março de 2012

A fragrãncia do Seu conhecimento

“Graça, porém, a Deus que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós,
manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.” 2 Cor .14

Vivemos nos dias da cultura “fast-food”, onde todos esperam resultados rápidos. Isto é transferido também para a esfera da igreja, e o ministério acaba sendo julgado pelos números. Isto pode causar frustração e desmotivação, pois nem sempre o resultado será estrondoso. Jeremias cumpriu seu ministério com fidelidade e eficiência, apesar do povo de Israel não atender a sua pregação para o arrependimento.

O apóstolo Paulo está triste em meio a lutas, oposição ao seu ministério, investidas de Satanás e por não ter encontrado seu companheiro (2 Co 2.4, 11, 12-13). Entretanto, ele rompe esta atmosfera para dar graças a Deus, com alegria.

O “triunfo” era uma espécie de cerimônia civil e religiosa, em homenagem a um general romano, em que diversas pessoas participavam. Paulo toma esta figura para aplicar à obra da pregação, fazendo surgir esperança e gratidão num contexto de profunda tristeza. Ele se via participando do triunfo de Cristo, e manifestando o conhecimento de Cristo em todo o lugar.

O “triunfo” era, dentre outras coisas, uma proclamação da grandeza e força de um determinado general. Assim, também, a pregação do evangelho é uma proclamação da grandeza de Cristo. A mensagem do evangelho é , essencialmente, Cristo Jesus. Mesmo em meio a sofrimentos, Paulo conseguia focalizar os benefícios das circunstâncias para a glória de Deus e o bem da igreja e se alegrar nisto (Fp 1.12-14).

No verso 15, Paulo compara a pregação do evangelho a uma fragrância que é recebida, por alguns como cheiro de vida, e por outros, como cheiro de morte. Como o cheiro de incenso no “triunfo”, que para o exército vencedor era um cheiro agradável, carregado de lembranças positivas, enquanto para o exército vencido um cheiro desagradável, acompanhado de lembranças negativas.

No cumprimento de sua missão de exalar o conhecimento de Cristo, por meio da pregação, a igreja sempre encontrará estas duas reações: objeção e aceitação. Como no caso da parábola do semeador (Mt 13.1-9), algumas sementes não frutificam. A diferença entre os corações receptivos à Palavra e os endurecidos não é furto da capacidade ou méritos humanos, mas do agir regenerador do Espírito.

(Rev. Jonas M. Cunha - adaptado)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Convite para 10º aniversário da 3ª I.P.B. de Carapicuíba

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Enchei-vos da Palavra

" E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito". Efésios 5.18

O crescimento espiritual implica em ter conhecimento da Bíblia. O que por sua vez envolve esforço.
É preciso direcionar a vontade – você precisa querer estudar a Palavra e crescer como cristão. É preciso que haja fome, desejo. Andar no Espírito – a não ser que você se abra para o Espírito Santo, será difícil para Ele ensiná-lo. Viver na Palavra – isso leva você a conformar-se mais à imagem de Cristo, tanto em pensamentos como em atos. O Espírito Santo leva você a Palavra, ensina a você a Palavra, e depois a põe em prática através da sua vida.
Um dos grandes problemas do cristianismo de hoje é que estamos acostumados a ser ensinados a respeito das Escrituras, mas não descobrimos sozinhos as diferentes verdades. O processo de descobrir as coisas por si mesmo resulta em convicções pessoais mais sólidas. (Veja o exemplo de Lutero).
Os “homens e mulheres de Deus” foram sempre homens e mulheres da Palavra – Josué, Davi, Esdras ...
Quando você estuda a Palavra, ela transforma a sua vida em muitos aspectos: atitudes, ponto de vista, sua mente, pensamentos, nossos atos. Em resumo, ela nos leva à maturidade. Não basta saber algo, mas é preciso fazer algo com o que sabemos.
Ao compararmos Efésios 5.18-19 e Colossenses vemos um paralelo entre o encher-se da Palavra com o encher-se do Espírito.
Você quer crescer espiritualmente (o que significa transformar-se a semelhança de Jesus – Ef 4.13 e 15)? Então você precisa se empenhar no estudo e na prática da Palavra.
Rev. Jonas M. Cunha (adaptado)